ANÁLISE DE LETRA E CLIPE: OUT OF THE WOODS (+ UM POUCO DE "CLEAN"), DA TAYLOR SWIFT

sexta-feira, janeiro 01, 2016


Se você me segue no SNAPCHAT (VanessaBrunt), sabe que sou louca demais pela música/poesia "Clean", da Taylor Swift, que vivo cantarolando por lá. As metáforas da composição são incríveis, as mensagens maravilhosas e é, sem dúvidas, uma das melhores canções que já ouvi, unindo de forma ideal e somatória cada verso e analogia na melodia. Quando soube que a Taylor estava gravando um novo clipe e que as cenas iriam envolver um aquário gigante, pirei! Como nas conexões, a faixa aborda muito sobre afogamento, seca, tempestades, entre outros, logo berrei: "Clean vai ter clipe! Socorro!". Pronto. Fiquei semanas roendo o relógio e a paciência de todos (inclusive de vocês), no aguardo para ver aquelas maravilhosas figuras de linguagem de maneira ainda mais poética. E então, eis que li dias depois: "Taylor Swift anuncia clipe de Out Of The Woods". As letras dela são sempre intencionalmente metafóricas (para mais ou para menos), e essa não poderia ser diferente. Óbvio que adoro também essa obra, mas dentro do meu luto por não ter o clipe da minha favorita, estava em negação. E, nos finais das esperanças (estou fazendo drama por motivos de: realmente fiquei indignada), surgiu uma surpresa excelente para o início de 2016! Swift realizou. Ela uniu as bases ideológicas de Clean no clipe de Out Of The Woods, formando uma incrível sequência metafórica que não poderia deixar de ganhar esta análise por aqui. Que arte! Que poesia em todos os sentidos! O que mais adoro é que a Taylor nos deixa com metáforas para ler nas letras, nas notas musicais e nas imagens de um vídeo como esse, formando em cada ponto, complementos de tirar o chapéu. Então, vamos analisar essas três etapas e um pouco sobre a minha música predileta, que ficou inclusa na história. Em alguns momentos, a análise pode parecer óbvia demais, porém quero ir de parte em parte, então vou catar também as superfícies.


Começaremos pela análise da letra, afinal, é ela que dará sentido para todas as outras junções. A composição fala sobre um relacionamento agonizante, no qual não existe um verdadeiro momento de segurança, de tranquilidade. É um tipo de laço feito de nó(s), que faz com que você (elemento parte do casal) vire um detetive constante, perguntando por milésimo, diversas e diversas questões nunca esclarecidas. Vamos entender melhor na letra. O fato é que, além das metáforas da poesia, a melodia acrescenta muito mais essa agonia sentida e as perguntas repetitivas não são por acaso, é justamente porque elas ficam como um círculo, girando na mente, virando asma. Coloquei a tradução com algumas palavras diferentes (poucas) para ficar tudo mais claro na leitura das metáforas (sim, acredite, é ainda mais poético, por isso adoro). Cada parte em negrito, é a análise feita para cada estrofe que estará acima.

Out Of The Woods (Fora da Floresta)

Olhando no todo agora, parece tão simples de enxergar
Estávamos deitados em seu sofá
Eu me lembro

Relendo esse relacionamento de forma mais distante agora, já fora dele, ela observa um dos momentos de paz, e ao mesmo tempo, analisa o quanto seria simples de reparar a fragilidade daquilo. O "eu me lembro", mostra a repetição da ideia de que aquele laço marcou de alguma forte maneira, e que ela prossegue fazendo releituras sobre ele, entendendo mais de si e do "nós" que havia.

Você tirou uma Polaroid de nós, e descobriu
Que o resto do mundo era preto e branco
Mas nós estávamos gritando em cores
E então, no tom turbulento daquela paz, eu me lembro de pensar

A Polaroid (que é uma câmera que tira e "revela" a foto em segundos) seria, claramente, uma metáfora para a fotografia instantânea daquele momento, ou seja, a tentativa em desespero/urgência de captar a lembrança, de querer muito guardá-la por ser rara, por serem poucos os momentos de "calmaria" deles dois. Ela prossegue lembrando de um momento de "paz" (leveza que nunca ficava sozinha, que nunca era, de fato, uma quietude a ser aproveitada sem agonias mentais, nem mesmo nos momentos mais genuínos, como esse primeiro citado), um daqueles em que eles se apegavam àquilo (a continuarem embarcando nesse nó) por olharem para a intensidade que eles tinham juntos. Enquanto o resto do universo (pessoas) buscavam as respostas em extremos definitivos e clarificados (ideia da expressão "preto no branco", "isso e/ou aquilo"), aquele relacionamento, em suas densificações e distorções, não deixava nada claro de tal maneira, mas causava pingos de fé, para ela, no começo, de que ainda poderia ter suas respostas tidas em meio àqueles brilhos de momentos tão singulares. A paixão era imensa, e os lados negativos também mostravam alguns pontos positivos depois (diversas cores), e então essa explosão dava impulso para continuar tentando. 

Será que estamos fora da floresta?
Estamos fora da floresta ainda?
Será que estamos fora da floresta ainda?
Estamos fora da floresta?

A floresta representa aqui o perigo, as dores que eles não conseguiam não futucar e as novas que estariam por vir através das antigas ou como cortes ainda mais diferenciados. Um acúmulo de galhos que machucam, de espinhos que espetam, de perigos ainda não desvendados por eles, porque sempre novas confusões nasciam, novas decepções. É um meio labiríntico e repleto de obstáculos, difícil de sair. Isso era o que eles viviam em tempo integral, mesmo quando estavam nesses "tempos que pareciam limpar as confusões", porque a floresta perseguia, ainda que somente na mente. E quando nos perguntamos "será que está tudo claro?", "será que estamos fora de perigo?", e não conseguimos viver sem isso questionar por segundo, é porque estamos vivendo mais turbulência do que paz, é porque os raios nunca deixam de ali existir.

Estamos ainda na claridade?
Estamos ainda na claridade?
Estamos ainda na claridade?
Está esclarecido? Que bom.


A pergunta sobre a claridade deixa nítido a escuridão que havia na floresta, as dúvidas, as enormes indagações que perseguiam a mente dela sobre eles. Coisas escondidas, temas a serem esclarecidos, sempre meio turvos, sempre confusos, nunca limpados de uma maneira satisfatória a ponto de não virarem novas interrogações. Algo sensacional, é que sempre depois do "que bom" ("good"), quando ela pensa que tinha conseguido deixar certas coisas claras, quando ela começa a sentir um certo alívio, a questão da floresta volta logo após! Como se durasse pouquíssimo tempo para reparar que nada estava ou esteve claro. É um ciclo vicioso de tentativa de chegar aos esclarecimentos, às verdades, sem sucesso. Voltando dos pontos de partidas, ainda mais agonizantes, ainda mais desgastosos.

Estamos fora da floresta?
Estamos fora da floresta ainda?
Estamos fora da floresta ainda?
Estamos fora da floresta?

Reparem, logo depois do último "good"/"que bom", volta o "mas... pensando melhor, olha isso: não estamos fora da floresta. Estamos?" E assim prossegue a cada novo "good".

Estamos ainda na claridade?
Estamos ainda na claridade?
Estamos ainda na claridade?
Está esclarecido? Que bom.

Estamos fora da floresta?

Olhando para trás agora, no dezembro passado
Fica visível que a base desmoronava
Enquanto levantávamos mais andares
Fomos feitos para conseguir

A parte do "dezembro" não precisa ser vista exatamente como a representação do mês, mas também como o fato de que dezembro, nos USA, é inverno! Ou seja, momento em que buscamos nos aquecer, relacionado também a carências, busca de lar para aconchego (intimidade, conforto, segurança)! Diversos fatores que podem ser encaixáveis como o que ela estaria buscando no relacionamento sem conseguir, de fato, encontrar. E o resto é bem óbvio, não é? Eles tinham a capacidade, juntos, nos momentos intensos, de fazer parecer que mais uma tentativa poderia ajudar, que valeria a pena mais uma chance, que a esperança de tentar tornar aquilo forte a perseguia.

Seu colar pendurado em meu pescoço
Na noite em que não conseguimos realmente não remoer o esquecer
Quando decidimos, decidimos

O colar seria a representação de alguns poucos detalhes que ele deu para ela como fios de segurança, de provas, mas até isso passava a engarguelar, passava a pesar no pescoço, no local da respiração, porque sempre tinha um fundo escuro, por ela não alcançável. Alguma dúvida pairava. Mas ainda assim, mesmo eles tendo a consciência de que não daria para "apagar as cicatrizes já feitas", que eles iriam continuar remoendo as dores ali causadas, eles decidiram(...)

Tentar tirar os móveis da frente para que pudéssemos dançar
Como se tivéssemos chance
Dois aviões de papel voando, voando
(Voando?)
E eu me lembro de pensar

Mais uma sequência metafórica divina. Essa é a minha parte favorita da música. Os móveis representam os obstáculos (os machucados, as lembranças negativas, as perguntas agonizantes e constantes) e eles estariam tentando ainda limpar tudo isso, esclarecer as coisas, dar mais chances! Ir mais além. A dança representa o relacionamento de uma forma leve, em que se pode conduzir em paz, com certeza do que está fazendo e sobre em qual solo está pisando (ela queria essa dança, mas eles não conseguiam isso por causa dos móveis – obstáculos).  Eles não conseguiam tirar os móveis do chão (da realidade), então eles davam jeitos inacreditáveis, daqueles que tentam "camuflar", mas não conseguem resolver. Como não dava para ser no "chão", eles iam para o "ar" (imaginação, sonhos, fuga), iam fazendo coisas que poderiam causar a ideologia aparente e efêmera de que os móveis não existiam (mas as mobílias continuavam lá, visíveis). Quem é fã da Taylor sabe que o Harry (para quem, claramente, a música foi escrita), tinha um colar com um pingente de avião de papel, colar esse que a Taylor costumava usar. Aviões de papel estão destinados a cair. Podem parecer leves e tranquilos em algum momento, mas não aguentam tempestades, não são fortes o suficiente! Por não terem uma real construção, uma base firme, um trabalho/esforço elaborado por trás com peças/detalhes que formulem estabilidades. Ela pegou o desenho do colar dele e fez uma incrível e poética analogia com a ideia do tipo de relacionamento que eles tiveram e que a música gira em torno: aquele da agonia! Do tentar criar asas reais que nunca ficavam firmes (por conta das perguntas, das feridas). Do estar sempre sabendo que uma hora vai acabar, fraquejar, desmoronar, porque nunca está "fora da floresta".

Estamos fora da floresta?
Estamos fora da floresta ainda?
Estamos fora da floresta ainda?
Estamos fora da floresta?

Estamos ainda na claridade?
Estamos ainda na claridade?
Estamos ainda na claridade?
Está esclarecido? Que bom.

Estamos fora da floresta?
Estamos fora da floresta ainda?
Estamos fora da floresta ainda?
Estamos fora da floresta?

Estamos ainda na claridade?
Estamos ainda na claridade?
Estamos ainda na claridade?
Está esclarecido? Que bom.

Estamos fora da floresta?

Lembra quando você pisou no freio cedo demais?
Vinte pontos e um quarto de hospital
Quando você começou a chorar
Eu também chorei.
Mas quando o sol apareceu
Eu estava olhando para você!
Lembra de quando não podíamos aguentar o calor?
E eu saí dizendo: "Estou te libertando"
Mas os monstros acabavam por ser apenas árvores
Quando o sol apareceu
Você estava olhando para mim.

Quem acompanha muito a Swift sabe que essa parte relata algo que ocorreu, literalmente, com eles. Um acidente de moto. Mas como sabemos que a Taylor é a rainha da poesia nas letras, podemos enxergar metáforas esplêndidas aqui também: Pisar no freio "cedo demais" significaria terminar o relacionamento de forma brusca, quando ainda existia a sensação de que dava para tentar, de que eles tinham que viver mais daquilo, de que ainda havia pingos de esperança. Os pontos seriam as cicatrizes que esse rompimento causou, e o quarto de hospital a ideia de que eles tentaram, ainda assim, se recuperar daquilo outra vez. O choro mútuo seriam as dores em comum que eles sentiam, que não conseguiam "esconder" um do outro, as dores que aquele relacionamento causava simultaneamente em ambos. E então, veio o sol: mais um momento daqueles de uma falsa paz, e quando ela relatava que estava olhando para ele, é porque ela deixa de enxergar a si. Ficava cega nesses curtos momentos de uma claridade ilusória, enquanto apenas o via e não analisava os danos imensos que aquilo estava causando para ela. Mas então, o próprio "sol" explodia em um calor insuportável, ou seja, por ser uma falsa calma, as perguntas continuavam e aquilo fazia com que todo o momento de "paz" fosse "para os ares"! Ainda assim, (olha que que vai-e-vem sufocante!), ela tentava tanto continuar, que todas as interrogações que permaneciam, ganhavam, por algum curto tempo, uma roupagem de "nada demais", ou seja, esses monstros viraram apenas árvores. Ela tentava se convencer de que dava para enxergar essas dores e perguntas incessantes como algo menor do que realmente eram (a parte da fala "estou te libertando" foi explicada em uma resposta que dei para o leitor Ian, nos comentários). O fato dele olhar para ela representa algum segundo em que ela pôde reparar que, apesar de tudo, algo real existia também dentro dele.

Você estava olhando para mim, oh
Você estava olhando para mim.
Eu lembro. Eu me lembro!


Novamente, remoendo/relendo a história e demonstrando a importância de fazer tais releituras. Comprovando que aquilo que viveu a marcou e ela enxergou, depois, só depois de ir, certas clarezas no meio de tantas incertezas, porque (re)lembrar é tão importante quanto viver, e só devemos escrever a história enquanto sentimos que nosso lápis realmente faz ali ainda alguma diferença.

Será que estamos fora da floresta?
Estamos fora da floresta?
Estamos fora da floresta ainda?
Estamos fora da floresta ainda?
Estamos fora da floresta?

Estamos ainda na claridade?
Estamos ainda na claridade?
Estamos ainda na claridade?
Está esclarecido? Que bom.
Oh, eu me lembro

Estamos fora da floresta?
Estamos fora da floresta ainda?
Estamos fora da floresta ainda?
Estamos fora da floresta?

Estamos ainda na claridade?
Estamos ainda na claridade?
Estamos ainda na claridade?
Está esclarecido? Que bom.

Estamos fora da floresta?
Estamos fora da floresta ainda?
Estamos fora da floresta ainda?
Estamos fora da floresta?

Estamos ainda na claridade?
Estamos ainda na claridade?
Estamos ainda na claridade?
Está esclarecido? Que bom.


Você se lembra?


No "você se lembra?" ela está enfatizando para ele a importância de que também releia para retirar mais evolução, aprendizados da história, do que ela pôde deixar de ensinamentos para ele na caminhada.

Estamos fora da floresta?


Está esclarecido? Está esclarecido?

Tudo às claras? Que bom!

Que desfecho sensacional! Observem. Ela saiu do relacionamento aqui. O "que bom" não foi procedido por mais perguntas, por mais agonia (e isso fica ainda mais claro com o grito da melodia). O que dava para esclarecer, foi esclarecido, o que não foi: meio que dane-se. Chega. Acabou. Aqui ela reparou que já tinha chegado na última gota, que tentou, deu o máximo, e aquilo já estava fazendo muito mais mal do que bem, como sempre fez, mas agora sem sequer deixar traços de esperanças. Já era. Será relido, mas não mais escrito. Que bom.


  • A letra de Clean, com alguns erros de tradução, você pode conferir clicando aqui (vou fazendo curtas análises sobre quando ela aparece no clipe, durante a leitura dele, e espero ainda fazer uma resenha sobre essa letra maravilhosa de forma separada depois por aqui). 


Chegamos no clipe que fez a minha madrugada ganhar lágrimas. Sim, chorei, literalmente. Para começar, vou deixar claro que a frase que aparece no início e, após, completa, no final do vídeo, é a "mensagem escondida" de Clean no CD. A Taylor costuma colocar letras em destaque no encarte, para que a gente possa juntar e receber uma mensagem a mais sobre aquela música. Essa é a de Clean: "Ela o perdeu", "mas encontrou mais de si mesma, e de alguma maneira, isso foi tudo". Já deu para reparar que essa música deu uma super base para o clipe também, não é? Principalmente pela ideia de vício que se reforça. Então, vamos lá. Agregaremos também aqui a leitura de partes da melodia (e quando eu falar "ele", estou me referindo à pessoa para a qual a Taylor escreveu a música, certo?)! Coloquei em negrito algumas partes para que vocês possam ir encontrando explicações específicas separadamente.

Tudo começa com a Taylor na praia, e isso, como cada detalhe, tem sim motivo, nesse início, ela estaria encarando um "mar de oportunidades" da vida, de forma calma, buscando serenidade, buscando o que daria mais paz do que turbulências, que é o que torna algo saudável (o mar estava tranquilo), até que passa a conhecer a pessoa que seria seu novo par (a praia ganha mais uma forma metafórica depois, e falaremos dessa parte no final). Ela não entra na floresta (metáfora já explicada na letra), mas é a floresta que passa a surgir em torno dela. Ou seja, não era isso o que ela esperava ao começar o relacionamento, e por já estar inclusa, aquelas dúvidas (representadas pelos galhos floresta) passavam a surgir. Ele a deixava repleta de incertezas, e os galhos foram virando tantos, que muitos outros obstáculos passaram a surgir em conjunto, virando uma floresta completa, com ela imersa. Os lobos já estavam lá, mesmo que ainda não atacando ela. Mas eles já mostravam os dentes (desde o início, quando as dúvidas começaram a surgir, os lobos passaram a mostrar quem realmente eram). Eles representam a possível falta de caráter da pessoa com a qual ela se relacionou. Algo que ela não poderia mudar, que já "morava na floresta" antes mesmo dela entrar. Além dessa representação, eles formam também a ideia das antigas cicatrizes causadas pela relação, que continuavam abertas nela, fazendo novas surgirem (por isso eles vão aumentando força e quantidade), e por fim, os lobos, com seus olhos ferozes, englobam ainda a mídia/paparazzis/holofotes, que faziam com que as dores causadas pelo vínculo fossem mais difíceis de curar, de sair do centro das atenções. E então, após esse tópico ser demonstrado, Swift começa a cantar. Tudo está claro, mas ela vira o rosto para o lado, fazendo o eco do que ela mesma disse, e nesse momento, tudo está escuro! Essa é a representação do que estava acontecendo no interior dela, é ela olhando para dentro de si. Mesmo naquele falso momento de paz, em que a floresta parecia que iria passar a ser iluminada, lá estavam os obstáculos, as dúvidas, a falta de solo seguro, de amizade e lealdade da parte dele para dar suporte. E então, dentro dela, mesmo naquele momento de "tranquilidade", a floresta continua cada vez mais fria (reparem que sai fumaça da boca dela), cada vez mais repleta de galhos (perguntas vão crescendo e outras novas surgindo), e os lobos passam a persegui-la ainda mais, mesmo que nesse momento, que, pela conjuntura exterior, deveria ser fora de tudo isso, mas jamais era.

Naquele instante, partes da "cauda" do vestido dela (que representa a esperança de ainda tentar salvar aquele relacionamento), são cortadas pelos lobos. E então, ela tenta inovar, ela tenta achar brechas de luz para prosseguir, e vem um novo momento de falsa paz entre eles (sempre na mesma floresta), representado pela luz redonda que surge na frente dela quando ela "cai em uma nova recaída" (redundante mesmo). Ela ainda tem partes da cauda do vestido salvas, a esperança ainda existia de alguma maneira, e então ela prossegue, em meio à neve (que representa como ela se sentia por dentro, pouco aquecida, pouco segura, mas caminha por cima disso, ela permanece andando, tentando, pisando nesses receios. Lembrem, depois que ela vira o rosto na floresta, tudo o que ocorre é representação do interior dela em cada uma das fases de novas tentativas). Os lobos continuam a perseguindo, e agora, em maior quantidade! Logo, o caráter dele continua o mesmo e as cicatrizes permanecem abertas, criando/multiplicando o número de novas piores.  

E então, ela joga o colar (colar explicado na parte da letra), ou seja, joga na cara dele o que a estava engarguelando e não sendo superado pelos pingos de poucas comprovações que ele dava (veio mais um momento de grande dor na relação, mais uma quebra, mais um enfraquecimento). O colar, então, voltando a representar mais os poucos instantes em que ele comprovou algo para ela, cai do penhasco, e ela se arrepende de ter perdido aquilo, ela quer novos bons momentos com ele de novo, a cauda continua ali, ela quer dar mais chances, tentar mais, só que percebe que, ainda que tente, nem mesmo esses pequenos detalhes sobreviverão, tudo passou a cair em mais interrogações, e não dá para recuperar antigos lados positivos como maiores quando os negativos os põem em dúvida.

A neve começa a sumir, e ela vai para terra seca (floresta com menos árvores), representando que agora ela não está "com frio", se sentindo apenas sozinha e insegura, ela está passando a ficar mais seca, mais racional, mais desgastada por todas as incessantes perguntas sem respostas, enquanto os lobos prosseguem por lá. E então, a minha parte favorita da música chega, e ela fala que eles são como aviões de papel (explicado na letra, se você não leu essa parte, corre ali em cima, porque é preciso demais para entender essa cena). Mas esse avião, obviamente, por ser destinado a cair, comete um tipo de suicídio, caindo do penhasco. Porque não era simplesmente um algo frágil, era algo sobre o qual eles estavam conscientes (como quando alguém se mata, sabendo que está andando em direção à morte), e ainda assim, eles tentaram fazer voar. O mais sensacional é: o avião cai na água. Olha o quanto o desgaste cresceu depois! Papel + água. Ele não simplesmente caiu e continuou ali, para levantar voo de novo depois através das mãos, ele foi destroçado ao cair. Quando ela está caindo nessa água, representando o avião, ela levanta a mão para a claridade, pedindo socorro a ele, pedindo a ele para ajudá-la a esclarecer as coisas de uma vez. Porém ele não o fazia. Mais um desgaste. E de fase em fase, ela se afoga cada vez mais (entra Clean aqui "quando eu estava me afogando, foi quando pude finalmente respirar"), fica cada vez mais destruída, desgastada, sofrendo com as naturezas daquele laço que era nó (observem o jogo metafórico que ela fez durante todo o vídeo com esse "sofrer com a natureza").

Após o avião destroçado, ela vai para uma terra ainda mais seca, deserta (árvores mortas), mostrando o quanto o relacionamento está sendo desgastado, tornando agora totalmente irrecuperável o fato de algum ponto positivo começar a se sobressair dos negativos, nenhuma plantação (quesitos bons maiores que os que magoam) estava sobrevivendo, porque os lados ruins estariam por chacinar os poucos itens que pareceriam poder permanecer com algumas proximidades de certezas ("a seca foi das piores, quando as flores que fizemos crescer juntos, morreram de sede", Clean), fazendo ela ficar mais fria ali, mais dura ao tentar de novo. A cada um desses momentos internos que vão mais e mais nos fundos racionais, ela chega perto da morte e renasce, simbolizando o que ocorria naquele relacionamento (entre fins que sempre viravam recomeços, mas cada vez com menos fé) e acabava por ocorrer com partes internas dela também, descobrindo mais de quem é e precisando "morrer" com aquilo para voltar mais convicta do que deseja para si (cada vez mais distante daquele tipo de relação), comprovando a frase "estou mudando para continuar a mesma". E então, ela corre para uma árvore, que sem flores, representa o que poderia ainda ter de bom naquele laço entre eles, mas ao se aproximar mais e mais, a árvore se mostra congelada e congela ela também! Ou seja, ele estava cada vez mais distante dela, cada vez mais "inalcançável", mais difícil de ler, de entender, de ajudá-la a esclarecer os problemas, as dúvidas, e isso acabou a fazendo ficar com menos esperança, mais fria ainda, mais distante de tentar. Mas então, ela fala o "good" (explicado na parte da análise da letra!), e aquele gelo é quebrado, sumido, logo, ele deu alguma prova sobre algo, esclareceu alguma dúvida, e isso a fez continuar tentando, tendo alguma esperança. Porém, segundos depois, vem uma avalanche! Levando quase toda a cauda do vestido, ou seja, algum acontecimento que foi mais imperdoável que os outros, fez a esperança chegar ainda mais perto do fim! Ela repara que aquela dúvida que ele "esclareceu", permanece dentro dela, não foi de fato retirada por ele e se uniu com tantas outras novas e com algumas ainda piores, acabando por quebrar ela, quebrar o vestido e sua representação. Mais desgaste nessa nova tentativa! De maneira ainda mais bruta.

E então, na seguinte tentativa, já é tudo lama! Até o que é bom, não ganha mais espaço algum, tudo o que é feito só serve para sujar ainda mais os pontos negativos, e um bom momento que ela cita, em que eles se olham, tentam de novo... ganha um ritmo de desespero, não de certa "calmaria" como nos outros "bons momentos" citados. A tentativa rasteja, já não existe como algo que possa passar a ideia de realmente salvar. E vem a coisa que mais gosto na melodia: as últimas gotas! Ouçam bem, são pingos de gotas caindo, representando "os limites daquilo", os momentos em que ela começou a reparar que ficar naquele nó a fazia muito mais mal do que bem, que o mal já não fazia sobrar o bem, e já estava ficando em uma totalidade sem esperanças, sendo assim, sem motivos de prosseguir. Já que ela tentaria se fosse um relacionamento com mais paz do que turbulência ou, ao menos, com ainda esperança de ajustar.

Quando ela grita "você estava olhando para mim!" na lama, ela ainda levanta a mão, como um pedido de socorro novamente, dizendo "estou vendo que você pode realmente estar sentindo algo sincero, então por que não me ajuda a tornar isso algo limpo, algo que não faça tão mal?". Mas os galhos (dúvidas) a tomam! Ele prossegue por não esclarecer, por trair confianças. Logo depois dessa hora, dá para ouvir as últimas gotas nitidamente! Ou seja, "dei uma última chance para você fazer diferente, mesmo sem alcançar mais fé, e não fez, foi a última gota, fez todos os resquícios esperançosos morrerem de vez".

As últimas gotas de esperança da relação são representas pela chuva que começa a cair na lama, e isso passa a "limpar" ela (lá vem Clean de novo aqui!), ou seja, a fazer com que ela sinta que pode e deve agora pular daquele barco furado, que pode ir embora da necessidade de entender todas as perguntas, de receber todas aquelas respostas, de continuar tentando o que já não a trazia motivos de tentar. Ela fica limpa, mas mesmo depois de seca, as cicatrizes permanecem (representadas pelas sujeiras da floresta impregnadas no corpo e rosto dela), porque elas simbolizam as lições que ela levará daquilo, os sentidos de ter passado por essa guerra interna e externizada. Ao começar a tentar com menos esperança, ao começar a reparar que tudo ali era como "um vestido manchado de vinho que já não posso usar mais" (Clean), ela passa a se libertar, a observar que estava sufocada por viver com tantas interrogações permanentes. Ela abre os olhos, a floresta começa a ficar clara (razão), ela se vê enrolada naquele monte de interrogações (os galhos), presa, estática, sem poder buscar outras questões que poderiam valer mais em relação a ganhar as respostas, porque se ela estava tão em torno de dúvidas, tão presa em algo que não a ajudava a entender melhor as indagações, ela estava em algo que não somava, que não merecia o trabalho de busca após nem ter mais tons de boas expectativas. Então, foca no olho dela, mostrando que ela vai começar a reler o relacionamento, porque estaria, de fato, sem mais esperanças para prosseguir, portanto, sendo agora, mais racional com ela mesma. Ela repara que os galhos estiveram ali o tempo inteiro! E vários pontos de luz surgem, mostrando que ela estaria ratificando que já não existiriam mais as possíveis "luzes no fim do túnel" para aquele vínculo, mas sim luzes que a caminhariam para a única saída restante: abandonar aquelas perguntas, saindo do papel incessantemente investigativo. Ela repara que "fez de tudo", até onde sentia que fazer mais alguma coisa não adiantaria para trazer redenções (e por isso já poderia ir). Isso é representado pelos quatro elementos: ela esteve na terra, no ar, no fogo, na água por ele, ela foi até a última gota! Até não sobrar "e se". Permitiu todos os tipos de provas (provas de fogo, provas que pareciam limpar – água –, mas acabaram por sujar ainda mais – terra –, provas que fizeram com que ela "voasse" – ar –, iludida, etc, ou seja, provas que nunca eram realmente provas). Ela lembra de quantas chances deu, quantas tentativas ocorreram até já não crer sequer em resultados de esforços ali. Mas observem, ao lembrar, a cauda do vestido já não está mais lá em momentos em que esteve, por exemplo, na parte do primeiro gelo, ela ainda tinha esperanças, ao lembrar agora, nenhuma esperança é renovada e nem imaginada nas memórias! A cauda do vestido se foi! E ela vira ainda mais protagonista ao ler o caso.

Ela começa a levantar, a se erguer para ir embora, comprovando que forças e fraquezas sempre estão inclusas umas nas outras, e temos que nos permitir aos dois lados de cada moeda. Ela passa a ser mais racional naquele momento, a ver o que não viu, a ver a floresta pegando fogo e permitir, a ver tudo aquilo indo de vez, ainda que deixe nela os vestígios, porque, finalmente, ela sentiu que ficou até o fim, até onde poderia ainda tentar de alguma maneira, ela reparou que sua caneta já não faria diferença nos resultados ("não havia mais nada a ser feito quando as borboletas viraram cinzas e cobriram todo o meu quarto, então eu fiz um buraco no telhado e deixei a enchente carregar todas as fotos. A água encheu meus pulmões, eu gritei muito alto, mas ninguém ouviu o barulho", Clean). As dúvidas começam a ir embora, já não importa para ela se vão ser questões respondidas, ela só quer agora se libertar (os galhos vão saindo do seu corpo e os lobos vão sumindo). E então, o final chega fazendo ainda mais jus ao que vem escrito após: ela sai daquele relacionamento, e observa ela como era antes, com ainda esperanças para um amor, com a cauda do vestido por ela mesma, sem cicatrizes. Ela vai de encontro com esse antigo "eu", que estava na praia representando o ditado de "morrer na praia", exibindo que ela poderia ter largado tudo logo antes, ter "morrido na praia" no meio das tentativas, depois de ir longe, mas não chegando até os "enfins", até o último fio de esperança, como ela fez. Ela reviveu ali, em vez de apenas morrer (morrer = cortar raízes que dariam em flores, ainda que começassem com espinhos), e ela só teve tal êxito por ir além. É como se ela sempre estivesse parada ali, aguardando a própria volta, sabendo que precisava viver aquilo. Ela tinha que se permitir evoluir através das dores que ganhou, ela demonstra a importância de tentar até sentir que deve, de ir até onde o mal sucumbir o bem, de lembrar que tudo tem um propósito. E então, ela toca em si, toca na sua versão de esperança intacta inicial, comprova que não perdeu sua essência, sua consciência de buscar algo que possa ser de maior serenidade, de pontos ruins que não façam o maior bom ir embora, mas ganhou mais maturidade, aprendizados para mesclar com essa índole. Ela soube amadurecer sem desistir de sentir, porque isso é amadurecer de fato. 

A partir dali, aquelas duas virarão uma só, agora (desde então), ela encontrou mais de si, evoluiu, porque permitiu evoluir a ele também, porque permitiu tentar até se afogar, porque ela não desistiu nos primeiros galhos, e isso pode valer como mensagem não só para um relacionamento amoroso ou para algum tipo de laço a dois, mas para tudo na vida: "só porque você está limpo, não significa que não sente falta" (Clean). É preciso reler, reanalisar, relembrar, remoer mesmo, porque é daí que mais evoluímos, que entendemos mais de nós e do mundo, que olhamos com diversos olhos de nós mesmos, que vemos pontos melhores nos piores e vice-versa. Entretanto, é preciso ficar somente até onde ainda houver ar, até onde sinta que há esperança (eita palavra que repeti aqui, não é? Mas foi preciso, não quis sinônimos). E toda a asma, valerá a pena. É quando a vida dá uns nós que se cruzam os porquês (se você souber arriscar a leitura da embolação, se não lê a bula e sim, tomar o remédio e encarar efeitos colaterais, para fazer a bula na sua própria visão). Além disso, o importante clichê de engrandecer a ideia de bastar-se primeiro (procurando mais de si em sonhos individuais) para somente depois formular somas encontrando alguém, fica como acréscimo no findar. A nossa essência precisa que possamos nos perder das comodidades para nos encontrarmos, e isso não significa cometer erros loucos que firam o que já cremos como injusto, mas sim, respeitar e agarrar o que já sabemos que temos como princípios e entrar em labirintos, permitindo as descobertas, aprendendo mais sobre os limites que desejamos e que iremos seguir após, aumentando o nosso regulamento próprio. Esse é o segredo do autoconhecimento e é uma das principais reflexões da arte analisada. E a recomendação que deixo, por fim: ao finalizar essa maravilha, é bom ouvir Clean inteirinha como desfecho total (e prestando atenção nas metáforas da melodia além das da letra, como os suspiros constantes que ela faz, de quem está "perdendo o ar"). Lembrete: a música original (Clean) não pode ser encontrada no Youtube, somente através do álbum ou compra separada da canção.

Caso deseje ler mais análises de clipes metafóricos por aqui, você pode começar clicando na postagem dos meus clipes metafóricos favoritos, para os quais fiz curtas análises (tem mais da Taylor lá! E esse, com certeza, agora faz parte da lista). E, então, o que achou da música e do novo clipe? O que achou da mesclagem com ideias de Clean? Não esquece de contar nos comentários e de indicar mais clipes metafóricos que gostaria de ver analisados por aqui.

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30 COMENTÁRIOS

  1. CARELEOOOOOOOSSSSSS! Eu ja tinha lido alguns textos seus e gosto muito, mas nao sabia que no seu blog tinha tambem analises de outras poesias, outras metaforas que nao sao as suas, e fiquei DE CARA! Que fodaaaaa!!! Eu nao ia conseguir enxergar nem metade disso nunca se nao lesse sua postagem. A cauda do vestido representando a esperança foi uma sacada genial! Nossa, vou entrar aqui sempre agora hahahaha AMEI

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    1. Ai, Manda! Que alegria imensa por saber que apreciou assim a análise. Tenho um gosto enorme por compartilhar artes incríveis assim com vocês, indo além dos meus desabafos (sentimentos escritos). Tenho certeza que você enxergaria muita coisa bacana também ou, poderia até (como pode e deve), através de detalhes pessoais, tomar novas ideologias para si, para evoluir individualmente. Mas é uma felicidade gigante saber que pôde reparar detalhes mais aprofundados através da postagem. Espero que possa continuar acompanhando por aqui e emitindo suas opiniões, viu? Um super beijo!

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  2. Nao sei definir o quanto amo sua sensibilidade e o quanto adorei demais esse clipe e essa musica! Obrigada por explicar coisas assim pra gente, coisas que eu nao entenderia nem a pau! Kkkkkkk tem gente que diz que essas coisas sao ruins só por nao entenderem, precisamos de mais gente como vc no mundo, pra nos fazer buscar analisar mais. Adorei cada parte da sua analise

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    1. Oi, Nanda! Fico muitíssimo feliz por saber que gostou assim da análise, mas os créditos ficam mesmo é para a Taylor, que elaborou essa arte incrível com um pacote de três atos sensacionais, não é? Fico muito feliz por saber que observou mais detalhes através do que pude expelir para vocês, mas tenho certeza que você pode (e deve) encontrar ainda mais mesclando com pontos pessoais. Fico imensamente alegre por ler essa suas palavras, viu? Obrigada por trazer mais sorrisos para o meu dia. Adoro poder compartilhar coisas bacanas que vejo por aí com vocês, mais artes, mais pontos poéticos, indo além dos meus próprios. Espero que possa continuar emitindo suas opiniões por aqui, viu? Um super beijo!

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  3. Analise espetacular!! A melhor que li até agora. Li varias TENTANDO analisar, mas nenhuma pegou em todos os pontos com tanta profundidade. Voce é incrivel! Nao tinha visto ainda as analises de clipes, só de filmes e ja achava sensacional, agora entao, nao pararei de entrar aqui kkkkkk

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    1. Ai, Gustavo, que imensa alegria por ler isso e saber que apreciou assim a análise. O clipe está incrível e merece que possamos também colocar certas interpretações próprias, captando mensagens de forma ainda mais pessoal, não é? Mas fui nos pontos da Taylor mesmo, obviamente, e fico muito feliz por saber que já gostava das análises dos filmes e que irá acompanhar ainda mais agora. Espero ler ainda muito mais das suas opiniões por aqui, viu? Muito obrigada por esse carinho lindo e por alegrar mais o meu dia. Um super beijo!

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    1. Oi, Ian! Que alegria imensa por ler as suas palavras e saber que gostou assim. É prazeroso demais poder trazer artes incríveis a mais aqui para compartilhar as profundidades com vocês. Obrigada pelo carinho, viu? Espero que possa continuar acompanhando por aqui e emitindo muitas opiniões! E sobre a parte da música que citou: ela abre espaço para algumas interpretações e, por isso, preferi deixar esse detalhe "em aberto". Mas, vamos lá: na minha visão, por ele não esclarecer as dúvidas dela e continuar criando novas, por ele não dar suporte a ela para salvar aquele relacionamento e sim só o tornar mais tortuoso, ela estaria dizendo que sente que ele parece estar sufocado ali (o que seria, no clipe, principalmente representado pela parte do gelo!), e então ela, nesse momento, estaria desistindo, chegando muito perto de perder as esperanças de vez, justamente por sentir que estava sozinha nessa tentativa. Ele estaria lá, querendo estar em outros locais também, querendo viver outras coisas também, mostrando que por nunca estar inteiramente a liberdade, para ele, não seria prosseguir com limites ao lado dela, mas poder viver o "por fora" daquela relação de maneira que ela não aceitaria, que ela consideraria desrespeitosa. E, por tanto, ela afirma, "então vá, viva fora de nós dois, mas vá de vez, porque ou eu te liberto para ir ou você mostra que liberdade, para você, é estar".

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    2. Pensando bem, sua perspectiva faz muito mais sentido. Como eu disse antes, eu acabei ligando este trecho a um momento pessoal, o que parece realmente diferente do que a música e o clipe querem expressar. O libertar dá mesmo essa idéia de que ele está ali preso, querendo outra coisa, e tal idéia é suportada pelo clipe, o tom e atitude irritados dela ao dizer e bater no chão em meio a lama. É, realmente apaixonei pelo seu trabalho! Acompanharei sempre que puder ;) Parabéns!

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  7. Oi Vanessa, tudo bem? Com eu adorei a sua analise eu disponibilizei ela no meu blog para ser vista e lida, cada vez mais pois vocês fez um belo trabalho. Se quiser dá uma passadinha pra saber como ficou, aqui está: http://umagarotacomdeias.blogspot.com.br/2016/01/dicadomes-que-tal-um-pouco-de-simbologia.html

    E mais uma vez. Parabéns :)

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    1. Oi, Tay! Que alegria enorme por saber que levou um pouco deste cantinho, que também é seu, para o seu blog. Fico super feliz com a notícia. Já conferi e deixei o meu comentário por lá, viu? Obrigada pelo carinho e espero ver mais opiniões suas por aqui. Desejo muito sucesso! Um super beijo!

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  8. Você é tão intensa, tao profunda, tao INTEIRA!! Eu amo as suas análises, amo suas teses, suas frases, amo como podemos ver pitadas tão fortes das suas filosofias maravilhodas nos aprofundamentos que você nos traz tão incrivelmente. A poesia da Taylor é maravilhosa e o clipe ficou incrível, mas preciso mesmo é dizer o quanto fico cada vez mais encantada POR VOCE! Eu sou louca pelos seus textos, pelos seus poemas, por cada dica e intensidade que voce escolhe pra nos engrandecer aqui. Seu blog é diferente de tudo o que conheço porque VOCE é diferente de tudo o que conheço. Estou aguardando o proximo livro feito doida e o que posso mais afirmar é consigo ver voce facilmente como a nova era de uma literarura brilhante surgindo!!!!

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    1. Lu, fiquei emocionada ao ler o seu comentário. Não tenho como agradecer por essa fé imensa que trouxe, com tamanha energia positiva e carinho. Tudo o que compartilho, desde os meus sentimentos escritos até as dicas e análises mais aprofundadas, é para que possamos fazer essas trocas evolutivas. Para que possamos ajudar um ao outro a ter a lembrança de que estamos sozinhos para estarmos juntos. Compartilhar o que sinto e o que acho de bacana por aí, intensificando detalhes, só ganha sentido através desse retorno de vocês, dessa troca de pensamentos, de teses, de bons ares. Você, com essas palavras, ajudou ainda mais na força dessas partilhas e nos sentidos reais que elas devem ter. Obrigada, de verdade. O próximo livro está vindo aí, e vou amar saber a sua opinião, saber quais pedaços dele mais invadiam sua mente e coração. Espero demais que possa continuar acompanhando tudo por aqui e espero, principalmente, ver mais opiniões suas estampadas por este cantinho que também é muito seu. Os novos marcos somos todos nós! Vocês são parte do meu. Obrigada!

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  9. Que análise perfeita! Sou muito fã da Taylor mas nunca tinha visto uma análise tão aprofundada e verdadeira como essa. Senti muito mais a música por causa de suas palavras... Arrasou <3 (Faça outras! De preferência sobre a Tay)

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    1. Oba! Fico imensamente feliz por saber que gostou e que pôde sentir ainda mais as intensidades e lições transmitidas através do aprofundamento feito. Aqui já fiz análises a mais da Taylor, como do clipe de Style e de Wildest Dreams! Já viu? Você pode conferir clicando no link que indiquei no final da postagem! Além disso, temos uma mini resenha sobre o RED. E futuramente, irei sim, fazer mais análises sobre obras dela. Adoro as maneiras poéticas de expressão que ela utiliza como desabafos e é maravilhoso trazer mais disso para o nosso cantinho. Espero que continue acompanhando as diversas análises, reflexões, dicas e informações, e espero também muito mais das suas opiniões, viu? Um super beijo!

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  10. Meu Deus. A sua sensibilidade de enxergar tudo, de entender as metáforas perfeitamente, o modo como tudo se encaixou, me surpreendeu. Nunca pare de fazer essas análises. Com certeza vou ver suas outras análises, e pode ter certeza que você ganhou uma nova seguidora aqui. Simplesmente amei. Você é foda!

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    1. Ai, Du, que imensa alegria por ler essas suas palavras! Fico tão feliz por saber que pôde aprofundar melhor os detalhes e encaixar mais fatores. A maior graça de artes poéticas é, além de interpretar, poder encaixar seus pontos pessoais e tirar dos próprios entendimentos mensagens para si, então espero também que una as reflexões com fatos da sua vida e do que precisar em relação a identificações. Não pararei de compartilhar artes incríveis que vejo por aí com vocês! Pode deixar, rs. Adoro trazer filmes, séries, músicas, clipes e demais fatores, aprofundando mensagens e detalhes para que possamos intensificar mais assim. Espero que possa continuar acompanhando, não sabe o quanto isso impulsiona e causa uma imensa alegria para mim! Além das muitas análises por aqui, você pode encontrar diferentes reflexões em cada postagem, além das minhas crônicas e poesias na aba "Escritos". Espero ver muitas opiniões suas sobre o que desejar falar sobre por aqui, viu? Um super beijo!

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  11. Parabéens! Fiquei impressionada com a sua análise, amava a música e agora quando escuto consigo sentir mais a mesma . Sério, por sua causa prestei mais atenção na letra e clipe (não tinha gostado muito do clipe) e agora estou completamente apaixonada por eles, não paro de escutar/assistir.
    Você citou algumas vezes a música Clean e confesso que quando escuto me atento mais ao refrão, mas vi a tradução e fiquei encantada. Então como sugestão ,você poderia fazer a análise (por favor!!)de Clean ou outra música da Taylor? Sim, já li as análises de Wildest Dreams e Style, mas tenho a sensação que podia ler as suas análises sobre as músicas dela o dia inteiro :D
    Obs: li a análise de Wrecking Ball e CARAMBA! Obrigada demais, gosto muito da música mas achava o clipe apelativo (só tinha assistido uma vez), só que agora consigo assistir e enxergar por outro ponto de vista. Sendo assim só tenho que te agradecer por, mesmo sem saber, ter "aberto minha mente".

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    1. Ai, que alegria imensa por ler as suas palavras e saber que pôde captar mais profundidades/detalhes através das análises. São obras maravilhosas, não é? Costumam julgar bastante o vídeo de Wrecking Ball, mas existe muita arte para conectar e ficar atento ali. Adorei muito saber que leu diversas análises e teve tamanha sensação de gosto. Em breve vamos ter mais análises por aqui, de letras da Taylor e outras obras. Espero que também possa acompanhar as informações e dicas, que sempre aglomeram reflexões, além dos meus sentimentos escritos. E espero também, principalmente, ver mais opiniões suas por aqui, viu? O agradecimento é todo meu por trazer tamanha boa energia e alegrar o meu dia com essas palavras. Todas as análises e cada reflexão ganham sentido real através desses retornos, é isso o que dá impulso para que tudo prossiga: as trocas evolutivas que podemos ter. Obrigada, obrigada e obrigada!

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  12. Oi só uma coisa o clipe n tem haver a musica Clean* e si no relacionamento dela com harry style tanto que os dois quando namoravam tinha uma colocar de avião de papel pode pesquisa os dois com mesmo colar mais a analise da letra que vc fez foi incrível eu gostei muito parabéns....

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    1. Mostra o colar na música Style e no I Knew You Were Trouble no começo do clipe o harry style coloca um colar nela e todo mundo sabe que I Knew You Were Trouble foi pra ele, ela mesmo confirmar no prêmio do clipe .tanto que a relação deles durou no máximo 1 mês ou semanas e o clipe Out of woods fala de uma relação que ela não sabia que acabaria naquela hora ou amanhã era uma ansiedade..obg

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    2. Oi, Ma, tudo bem? Como respondi acima, no seu comentário através do Facebook, acho que seria bacana você reler a análise para entender melhor as profundidades. A letra e até as metáforas sonoras de Clean (com todas as suas diversas mensagens) estão inclusas no clipe de Out Of The Woods (como expliquei de diversos momentos), assim como estão enlaçadas como ideais complementares de uma música para outra, é como se Clean sucedesse as emoções e lições de Out Of The Woods, como na parte "não é porque você está limpo que você não sente falta", simbolizando o fato do valor de aprendizados que permanecem, da necessidade de releitura que todo o caminho de OOTW ratifica como válido, principalmente no findar do vídeo. Isso independe de para quem as letras/canções foram escritas. São fatores ligados pelas simbologias demonstradas e enlaçadas. A canção foi, muito provavelmente, escrita para a pessoa que você citou, e falei do colar (que ela fala na letra de forma ainda mais metafórica), mas isso não anula absolutamente nada da conexão das músicas, das lições transmitidas e, principalmente, das metáforas interligadas e fortificadas, que vão muito além dessa forma literal que disse no seu comentário. Obrigada por vir aqui deixar a sua opinião e, enfatizo: acho que é bom que releia a análise para depreender melhor as mensagens e simbologias (inclusive a do colar), que até ratificam muito do que você mesma citou no final das suas palavras. Um super beijo!

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  13. Vanessa, você fez algo intolerável.
    Você, suas palavras e a análise por completo me obrigaram a comprar uma cópia do 1989 '-' rsrs
    Você tem noção do que é comprar um álbum, de uma cantora que você mal conhece (gosta), e ficar ansiosa esperando o mesmo chegar até seu endereço, em plena Era High Tech e TUDO ISSO... ser por conta de uma interpretação?!?
    Parabéns, de verdade. Eu vi o clipe da Taylor logo quando os sites começaram a divulgar lançamento. Fiquei demasiadamente curiosa com a proposta do clipe, gostei muito da música em si, pesquisei por traduções (inglês fail) mas queria algo mais em essência. Porque eu sabia que, se tratando de Taylor Swift, não poderia esperar menos do que um significado amoroso bem arraigado.
    E eis que logo no terceiro dia pós lançamento, encontro teu blog. E quando comecei ler a análise... não consegui parar mais.
    E não sendo o bastante, percorrendo pelo blog encontrei análises de Wildest Dreams e Style (minha preciosa do coração). Eu estou estagnada até agora com o que você me fez e está fazendo.
    Quero minhas polaroids lindas que agora eu sei que virão no encarte (cheguei a dar uma olhada no site de fã-clube e descobri que não são todas iguais por triagem - OMG - pois elas são numeradas e cada qual com sua mensagem), quero morrer de chorar ouvindo Style e quero análises de muitos e muitos clipes. Você se prepara porque vou te dar trabalho HAHA

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    1. Primeiro preciso dizer que tomei um susto no comecinho e já pensei "ai, socorro!", mas logo na segunda linha quis abraçar você, rs. Que alegria imensa por ler essa suas palavras! Fico tão feliz por saber que cada intensidade aprofundada por aqui pôde invadir assim o seu coração e mente, acrescendo detalhes e retoques às suas ideologias. Muito obrigada por transmitir esse carinho tão lindo e essa energia tão maravilhosa! Fiquei realmente emocionada e em total animação ao ler suas palavras. Em breve teremos novas análises aqui, e como já deve ter visto, temos muitas outras de diversos clipes e também de filmes, séries e mais! Espero muito que possa continuar acompanhando e emitindo muitas das suas opiniões, viu? Vou aguardar ansiosa também para saber seu nome! Rs. Um super beijo!

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  14. Não sei o que falar, só sentir! Haha
    Também fiquei chateada de início por o clipe não ser de clean, uma de minhas favoritas do álbum (uma das porque simplesmente não consigo escolher uma só desse álbum maravilhoso). Achei esse on clipe mais completo que ela já fez, sinto ele englobar todos os sentimentos do 1989 e ele simplesmente me tira o fôlego.
    Eu ouço a Taylor desde seu primeiro album e a evolução dos seus clipes nessa nova era foi absurda, além de eu achar incrível a capacidade dela nos fazer se identificar um pouco em cada letra poética.
    Sua análise do clipe está incrível e detalhista (assisti o clipe umas 4x enquanto lia) parabéns quero de todos hahahaha
    Você chegou a fazer a da letra de clean?
    Vou procurar aqui a dos outros clipes haha
    Beijos!

    http://embuscaderomeu.wordpress.com

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    1. Mou, que imensa alegria por ler esse seu comentário e saber que pôde mergulhar com ainda mais intensidades em detalhes a mais. Faço de cada palavra sua, uma ratificação minha. Passei a admirar a Taylor por ela ter uma linha poética muito parecida com a forma com a qual expresso os meus sentimentos e é um encanto para mim poder trazê-la como um dos artistas dos quais faço análises das artes por aqui para vocês. Pretendo, em breve, postar uma análise de Clean e de outras letras dela... Aqui, da Taylor, além dessa análise, já fiz de Wildest Dreams e Style. O problema das outras músicas do 1989 é que para ir além da letra (falando das metáforas das melodias), não tem como demonstrar, porque as músicas não são disponíveis no Youtube (apenas no CD), mas irei fazer ainda assim futuramente e continuaremos com as muitas análises de clipes, letras, filmes, séries e demais pontos sempre por aqui. Adoro receber as indicações de vocês, então sempre que tiver algo para dar um pitaco a mais: basta mandar! Obrigada por esse carinho lindo e por trazer tamanha boa energia aqui! Um super beijo!

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  15. Oi Vanessa, tudo bem xuxu?
    Eu gosto muito do álbum 1989 da Taylor Swift, embora nunca ter gostado de nenhum outro trabalho dela, sinceramente. E assim, eu sou muuuuuito fã do Harry Styles (pra quem "supostamente" escreveu esse álbum). Digo supostamente entre aspas porque nem todo mundo acredita nisso, mas acompanhei tanto esse relacionamento que só consigo enxergar que o álbum é uma narração musical do começo, meio e fim do relacionamento. :/
    Por exemplo, quando você falou da Polaroid.. não consigo ver do mesmo jeito que a sua analise. Não me entenda mal, mas só consigo me lembrar do quanto ele é viciado em fotografia e sempre carrega a Polaroid na mão, sabe? hahaha
    Mas acho esse álbum incrível, eu me sentiria lisonjeada de alguma forma se fosse escrito pra mim. hahahaha E sei que ele se sente. hahaha Mas adorei sua analise. <3

    http://seismilmilhas.com ♥

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    1. Oi, Sa! Que delícia sentir os aglomerados dessas suas sensações e conhecer detalhes de alguns dos seus gostos tão presentes. As composições da Taylor, em geral, costumam ser imensamente metafóricas/poéticas e com mensagens bem bacanas, considero álbuns como o Red, louváveis. A minha letra e música em geral favorita dela, como falei, é a Clean, do próprio 1989, mas ela tem as suas pérolas em diversos dos CDs. O bacana é que muita coisa fica em entrelinhas e quem não acompanha afundo as novas listas de poesias, apenas vendo os singles, pode ficar apenas com as letras mais diretas, rasas e afins. Caso sinta vontade de buscar conhecer mais as composições antigas dela, recomendo que veja/ouça as músicas que não foram singles (apesar de algumas preciosidades terem sido, como Tim Mcgraw), captando as faixas bônus, EPs e por aí vai. São muitos 'tesouros em baús trancafiados'. Uma das composições dela que mais amo é 'Never Grow Up', que ela escreveu para a criança interior dela e é repleta de belíssimas metáforas (sim, são muitas letras para amigos, para ela mesma, para a família... os romances são inclusos, mas não totalidade... eis o que a mídia não mostra). Enfim, espero que possa conhecer algumas dessas 'curiosidades' bacanas que ficam basicamente em implicitudes. A Taylor é uma compositora de mão cheia e ao menos a tentativa de mergulhar nas suas entrelinhas não deixam de ser válidas, independente dos gostos resultantes.

      E em relação ao que citou do Harry Styles: Também vejo bastante do relacionamento deles no álbum! Sobre essa questão da metáfora da Polaroid, não deixa de ser cabível o que você citou, só que essa seria a parte literal e o que foi destrinchado foi a parte metafórica. Assim como na situação do colar que fez jus aos 'aviões de papéis'. O colar e os aviões de papéis representam/formam metáforas sobre o relacionamento (algumas das minhas partes poéticas favoritas, diga-se de passagem), sobre as mensagens da letra, mas não deixam de estar inclusos na parte literal de que ele usava um colar com um avião de papel que ela costumava 'pegar emprestado'. Ela tem o costume de pegar muitos fatos literais e encaixar transformando em metáforas, o que é incrível e torna tudo ainda mais repleto de mergulhos. De grande sensibilidade. Então uma coisa não anula a outra, na verdade complementa e impulsiona. E a maior graça é que a maioria das pessoas costuma ver somente esses lados mais literais mesmo, enquanto eles servem para dizer tanto a mais e tanto 'por trás' dos fatos, abrindo espaço, inclusive, para que possamos nos identificar de maior maneira. Caso não tenha chegado à captação da parte dos aviões de papéis, espero que possa reler, porque vale muito a pena para que faça a analogia com o que acabou de indicar.

      Espero ter esclarecido e, de mesma maneira, espero que as reflexões da letra, melodia e análise em geral possam borbulhar ainda mais em visões suas e releituras internas, viu? Um super beijo!

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