O amor não vive somente dos limites necessários e combinados, dos colos nas derrotas e das dores compartilhadas. O amor não é somente o não fazer o que não gostaria que consigo fosse feito. É também a busca, sem que o outro precise pedir, do que gostaria que por si fosse feito; é o ato natural de "vender o peixe" de quem ama, de caçar o que pode impulsionar para o outro, vitórias.
Vanessa Brunt

ÚLTIMAS INSPIRAÇÕES EM IMAGENS + DICA DE CANAL SOBRE VIDA FINANCEIRA


  • Decoração (parte 1)
1. Com diversos novos projetos (e muito grata por isso), estou precisando reorganizar horários e reformular quesitos rotineiros. Está sendo uma delícia mesclar objetivos, prioridades e demais tópicos de forma que um não fira o outro, mas em meio aos processos, estou sentindo uma falta gigantesca de um momento mais "meditativo". Sempre sonhei em ter na minha casa dois espaços fundamentais: o do trabalho, onde ficaria o escritório  meu cantinho para escrever e produzir mais  e o "da reflexão", para onde eu iria com o notebook, com os livros e demais itens, para respirar inspirações em um contato ainda maior comigo e com as poesias em detalhes mais externos. Tudo isso veio em mente e acresceu em sensações ao ver essa primeira imagem. A varanda parece ter um jardim logo no fundo e é uma delícia de observar, captando possíveis momentos, releituras e emoções. E essa rede? Ai, além de tudo é ainda um espaço super inspirador para reunir amigos/familiares em um fim de tarde (ou qualquer outro momento). Já sinto que estou lá.

2. As chamadas de "camas de pallet" são inspirações enriquecedoras para aberturas de alas criativas e reaproveitamentos diversos. O minimalismo, que tem a ver com o "comprar menos e ter mais" e tantas noções de reciclagens que impulsionam autoconhecimento e criatividade, ganha diversos portões a partir da ideia. A tese é a de utilizar pallets de mesma altura em conjunções ou de adquirir um maior, feito para dar suporte a uma cama, e a partir disso 'brincar' com as possibilidades tão variadas. Além do incentivo para colocar objetos nos buracos, os tornando mais acessíveis, visíveis e afins, existem outras inspirações interessantes e uma infinidade de ideias a mais que podem surgir. Algumas pessoas pintam de acordo com a sua personalidade e a do ambiente, outras agregam lâmpadas dentro do pallet, outras criam "sofás-camas" de formas instigantes, algumas incrementam a mesa de cabeceira com pallets e/ou caixas semelhantes e assim por diante, com ainda a chance de tornar a cama mais alta. Além de todos os quesitos, as inspirações para buscar mais divisórias e as criar com os produtos que já aglomera no próprio espaço, ficam recheadas. Uma ideia bacana que pode ser a partir dessa atiçada é a de criar "palanques", fazendo do quarto, um cômodo mais elevado, e utilizando o resto do espaço com proximidade e "mais amplitude". É uma maneira bacana para economizar a aproveitar espaços menores. Inspirações que seguem tal linha estão indicadas aqui.

3. Apesar das "camas de pallet" (citadas acima) serem fontes bacanas de inspirações e abrirem mais portas para que reutilizemos diferentes itens, a minha visão para a futura casinha (moro com os meus pais ainda, mas sonho com o meu espaço sempre e já vou planejando) ganhou esse cenário de uma cama no chão. Os lençóis podem ganhar destaques incríveis e os aspectos minimalistas que nos instigam a criar ainda mais nos entornos, com maiores oportunidades para releituras internas, recebem estímulos. Aproveitar para preencher a parede que fica atrás da cama com artes, utilizar mais detalhes decorativos e úteis pelo chão (quadros, por exemplo) e criar novas mesas de cabeceiras a partir de detalhes diversos (como estantes quebradas e afins) são pontos de ideias. Não significa que tais atos não possam ser feitos com cabeceiras e suportes a mais, o caso é que com as camas no chão, as visões dos arredores podem receber somas e reaproveitamentos ainda não creditados.

4. Comer assistindo TV é algo que faço muito e que adoro praticar na sala. Vivo, portanto, colocando o prato, o copo e todos os detalhes do momento referido nos braços dos sofás. Já sujei? Já sujei. Já levei bronca? Já levei. E que delícia seria se uma mesinha estivesse lá como suporte para eliminar as chances dos meus destrambelhamentos ocorrerem. A ideia é super útil, preventiva e criativa (porque, principalmente, existem diversas formas de colocá-la em ação). Sou encantada pelas "mesinhas" que ficam basicamente embutidas no sofá, como é possível conferir aqui, mas sinto que os riscos são bem menores com uma mesinha de fato (clique aí para mais uma inspiração!). E existem outras ideias no mercado que são interessantes e multifuncionais, como a mesinha portátil para comer e ler, que está à venda no Mercado Livre. Outro ponto a se pensar é o dos notebooks, que esquentam quando utilizados nos braços dos sofás. Mesas de tal estilo, principalmente quando um pouco mais compridas, podem ser de grande ajuda para que a máquina não corra riscos de danificações. Uma inspiração a mais fica, portanto, indicada aqui.

5. Sou fissurada por grandes janelas de vidro que deixam uma vista ampla e sensação de grandiosa conexão com o ambiente, com as vidas, com o mundo, com as trocas evolutivas, ainda que das mais indiretas. É maravilhoso não precisar abrir as janelas em um dia de chuva ou extremo frio e, ainda assim, poder sentir o movimento da natureza, da sociedade e do local em geral, refletindo sobre tantos aspectos. Tenho no meu quarto um canto para o qual vou quando sinto que preciso de uma releitura interna e desejo ouvir músicas para o momento. Mas o local é externo e já aconteceu de chover e toda aquela mágica, quando mais precisei, ser bloqueada; então sonho com uma grande janela de vidro para amplificar as minhas bagagens, a minha escrita e tudo o que faz parte dos meus pacotes. "Ah, mas e a sua privacidade?", isso podemos ajeitar com cortinas, com vidros de tipos específicos – que sejam escuros na angulação exterior – e afins. A imagem indicada trouxe tantas dessas emoções que viso, não paro de navegar nas intensidades do que o aproveitamento de um ambiente assim pode trazer.

6. Sou apaixonada por móveis multifuncionais e fiquei encantada pela ideia da mesinha de centro que se aproxima e ainda tem a função de ser baú. Esse tipo de inspiração nos leva a observar possíveis utilidades para variados itens e a pensar em demais funções para um objeto semelhante. Então, mesmo não adquirindo uma mesa equivalente, as portas ficam abertas para pontos enriquecedores, como é a intenção de tudo o que emito aqui. Deixo, para finalizar, mais uma inspiração.

7. Caixotes e penduradores são formas incríveis de reaproveitar materiais e de valorizar o que se tem. A visibilidade das peças pode ser incrível para impulsionar demais usos, "remontagens" e mesclagens antes não imaginadas. Uma ideia bacana é a de que colocar peças diversas penduradas e, no momento de vestir as roupas (ou colocar outros detalhes), tentar utilizar "tudo de vez" até que encontre uma forma de misturar as peças (ainda que algumas sejam eliminadas), deixando uma boa sensação de conforto e mais criatividade alargada. De tal maneira, novas funções podem ser encontradas para um mesmo item, mostrando que ele pode ser "mais de um" e quebrando preconceitos e bloqueios.

8. Quem disse que uma gaveta quebrada precisa voltar para o armário ou para onde estava anteriormente? Existem diversas formas de recriar utilidades, sempre. Confira aqui mais algumas ideias estimulantes (estou apaixonada pela última!).

9. Primeiro: sou louca pelos "tijolinhos brancos", mesmo que eles sejam feitos de azulejos em determinado local. Enxergo neles a poesia da construção com clareza, do respeito ao que diz ser prioridade e significâncias imensamente inspiradoras. Isso é uma questão que pode inspirar a outras descobertas e fatores que apreciamos, além do instigar de metáforas a mais. Porém, o que realmente chamou a minha atenção no banheiro indicado na imagem, foi a ideia das "estantes" que, na verdade, é somente uma, feita como continuação da parede. Os riscos da quebra de uma estante colocada acabam e a unidade do feito deixa sentidos ainda mais grandiosos para visões poéticas.    


  • Decoração (parte 2)
1. Um objeto multifuncional super bacana que pode nos levar a encaixes de diferentes itens. Uma saída interessante para não perdemos certos objetos e para valorizarmos os que temos, soltamos mais criatividade em variadas utilizações. Eu, provavelmente, ao chegar exausta em casa, colocaria na parte do "buraquinho" os brincos, anéis e afins usados durante o dia. Estou, inclusive, buscando uma ideia de local para "jogar" esses objetos sem ficar à procura deles no dia seguinte, podendo os organizar após em um contato mais amplo e simples.

2. A ideia de pintar potes diversos para reutilizações é sempre bacana de rebobinar e enfatizar. As demonstrações podem remeter a lembretes como os das funcionalidades para as canecas, que também podem ficar incríveis como porta-lápis, local para guardar pincéis e outros tantos sentidos. O mais cativante é o fato de poder personalizar imensamente os desenhos, as cores e outros detalhes de tais objetos sem tamanhas dificuldades. Significâncias e utilidades passam a ganhar abraços.

3. Achei a ideia desses penduradores uma maravilha! Além de podermos pintar e personalizar de tantas maneiras, podemos criar os nossos próprios: com pregadores e alguns penduradores que podem ser feitos de maneiras diversas. É excelente a mesclagem entre lembretes e aquilo que já deixamos ali separadamente. Seja com mensagens de incentivo ou com alertas do que falta fazer, é uma forma de sair de casa com a mente mais focada e esclarecida.

4. Os significados que um galho pode agregar são diversos. "Lembre o motivo de ter começado." é uma das frases que mais sinto em firmeza nos sentidos possíveis. Noções de prioridades, de raiz, de encaminhamento, de esforço que busca não perder a essência enquanto faz e de demais afirmações, como as que martelam que liberdade é saber ao que se prende, surgem com as poesias de um formato assim. Fiz questão de encaixar aqui essa inspiração para firmar o fato de que tudo o que é decorativo pode ser utilitário e reflexivo, bastando desejar abrir olhos com alma (e não captem aqui como fixado somente no sentido religioso). Existem diversas maneiras de criar ou obter penduradores, de pegar o que já existe por perto e transformar, afinal, tudo é mais do que "preto no branco", a não ser o respeito e os sentimentos, como o amor.

5. Aquecedores/secadores de toalhas reduzem a proliferação de fungos e ácaros nas toalhas; evitam mau cheiro; deixam aquela sensação deleitosa de "toalha sempre quentinha"; costumam ter um baixo consumo de energia; desumidificam o ambiente e diminuem, obviamente, as lavagens das toalhas, proporcionando uma 'vida mais útil' para os tecidos, além de um consumo maior de água. Para quem tem condições de fazer o investimento em um toalheiro térmico (que, dependendo do tamanho, vai de 229 reais até 2.700, aproximadamente), é algo super válido e que acaba por ajudar na economia de muitos outros fatores. Geralmente os toalheiros térmicos podem ficar no banheiro, já que contam com projetos para que não deem choques, não queimem as mãos e evitem curto-circuitos.

6. Uma parede "tomada" por penduradores que podem servir de suportes para criações de estantes. Maneiras incríveis de observar mais do que tem e do que pode recriar. Um mar de aberturas de alas criativas e de tantos dos teores minimalistas, como já citei aqui em outros dos tópicos.

7. Como penso em morar um local "pequenino, porém aconchegante", busco inspirações para o aproveitamento do espaço. Uma das maneiras mais bacanas de "dividir" ambientes em um local sem divisórias é fazendo uso de palanques. Eles, além de darem tal suporte, podem conter gavetas e/ou divisórias embaixo que sirvam para guardar objetos que não caibam em outros cantos da casa. São inúmeras as assistências que os palanques podem trazer, além de servirem como uma maneira de conexão para com o ambiente, sem deixar de separar os âmbitos.

8. Fui super inspirada por cada detalha do referido quarto. Os penduradores, a cama "de chão" com lençol solto, o cesto para roupas sujas ou outros itens, a mesinha baixa e aparentemente não muito longa, com um tapete comprido logo abaixo e por aí vai. Muitas fontes para beber!

9. Sou apaixonada por cozinhas americanas e por todas as propostas que acabam por incluir. As noções de mais interatividade, de mais aproveitamentos, de maiores conexões para o ambiente, as pessoas, entre outros tópicos, ganham o meu coração. A imagem, portanto, já começou a me ganhar pelo tal viés. Contando com um quadro de frase proposto de forma singular, com uma porta (ou será janela?) de vidro e com essa sensação de natureza nos entornos, pronto. Não havia nada além de poesias para pensar (e em algum momento, há?). 


  • Estilo
Primeiramente desejo ratificar que não impulsiono a ideia de "tendências a serem seguidas" ou de diversos quesitos de padrões e "moda". Por isso mesmo, o nome da categoria é "Estilo". O que acho bacana nas tendências são as propostas que surgem com grande fulgor para que possamos testar e, consequentemente, descobrir mais dos nossos gostos, navegando em releituras internas para além, em autoconhecimento. Nada disso significa que tudo o que surge em ascensão deve ser utilizado ou que o que acaba por "sumir da moda atual" deve ser "deixado de lado". Pelo contrário, a sustentação ou o abandono de cada aderência deve partir das sensações próprias, do que mescla com o bem-estar e com a identidade que sente captar. Sei que tudo isso pode parecer imensamente clichê, mas é preciso assentar.

Cada uma das peças indicadas aqui, portanto, serve como inspiração para que testemos, encontremos mais de nós em cada minúcia (enxergando metáforas possíveis e reflexões em cada detalhamento) e para que usemos enquanto nos representar e engrandecer. Nada é por futilidade quando se sabe manter boas prioridades e enxergar para além do literal, como sempre ratifico. O que viso ao indicar qualquer produto dentro desta temática é o conforto, os significados dos entornos (mensagens) e outros tantos pontos que são úteis para mente, corpo e coração em somas.

1. Calças não costumam fazer bem para as áreas íntimas: esquentam, apertam, possibilitam mais chances de infecções, entre outros pontos negativos. Mas a calça jogging chega como uma opção mais saudável. Além de, geralmente, ser feita com tecidos mais refrescantes, o estilo da calça é mais "desprendido do corpo", dando maior respiro para as áreas íntimas e menos probabilidade de sensações de apertos (nos mais diversos sentidos). Todas essas questões de conforto e saúde, fazem com que o meu encanto pelo formato seja gigantesco. E existem diversas inspirações bacanas que impulsionam a utilização da calça para díspares ocasiões. Já utilizei algumas vezes para reuniões e outras tantas para "saídas mais leves" e "despojadas". Tudo depende dos incrementos e casamentos.

2. Estou desejando demais um par de sapatos oxford. Já ouvi inúmeros elogios sobre o conforto que trazem (obviamente, dependendo de onde foram adquiridos) e fiquei babando ao buscar algumas inspirações. Como a minha rotina é corrida e vivo na rua, de um lugar para outro sem muitas previsões, ter um sapato fechado é fundamental para a minha maior segurança e aconchego. Os saltos nada gigantescos e com sutilezas diversas nos estilos de um oxford, permitem ainda mais essas noções (em relação ao receio de pisar em algo cortante, por exemplo). Uma inspiração de cor lisa dentro do estilo que tanto passei a admirar, fica disponível aqui.

3. Ao longo dos anos fui perdendo vários pijamas e roupas soltas "de ficar dentro de casa" (o que não é regra, já que é algo super interessante a tentativa de usar peças assim para sair também, quando causam conforto e segurança). Esses dias, em um frio intenso, fiquei desejando um moletom e um edredom e tudo o que encontrava no armário eram calças para sair e blusas de manga com detalhes que não gerariam a sensação de aninho que eu estava buscando. Estou caçando agora esse tipo de acolhimento a partir do que fui perdendo por não valorizar da maneira necessária.

4. Ai, como adoro anéis de falange, anéis. Tantos dos meus carregam lembranças, valores sentimentais e/ou significados que viso a partir dos formatos que têm. Brincar com tais sentidos que enxergo a partir dos locais onde os coloco nos dedos é também uma forma de aprofundar reflexões. Por isso, sou apaixonada por diversos tamanhos, cores e tipos de anéis. A imagem pode não representar exatamente um aglomerado de significâncias fortes, mas representa o recheio que fico sorrindo ao cometer.

5. "Chapéu Coco" é o meu estilo de chapéu favorito, mesmo não tendo nenhum. As abas para cima, dando uma ideia que afirma "Não vou fazer o papel como os outros dizem que devo fazer, mas vou fazer bem o papel que planejo e prometo.", remetendo a sentidos de frases como "Quando eu desistir, tenha a certeza de que apenas cheguei ao ponto em que parei de procurar, mas ainda estou com a lupa no bolso.", trazem um enlaçado de boas reflexões possíveis em agigantadas entrelinhas.

6. É bastante nítido o quanto sou muito mais "do frio" do que "do calor", não é? É claro que adoro uma praia, que sinto falta do sol em certos momentos e que aprecio a natureza em uma conjunções e complementos; mas as sensações de conexões, de uniões, de acolhimentos, abrigos, zelos e agasalhos (nas suas mais diversas semânticas) que o frio deixa, fazem poesias ainda maiores para mim. Costumam fazer. Então tenho esse carinho por diversos teores que fazem referências a esse período e/ou temperatura. Tenho um grande apreço por trench coats e já citei algumas reflexões sobre isso em certas postagens. O fato é que o casaco indicado trouxe basicamente todas essas sensações bacanas que penso e beijo nos tempos de frio. Só de olhar para o tecido, para o formato que, em mim, ficaria relativamente alongado (o que é uma delícia! Imagino-me abraçando o próprio resto do casado em tempos de frio), e para todos os detalhamentos de "cores coringas" dentro do que viso como basilar, já sinto um aconchego deleitoso.

7. Cama, chá, Flocos e pouca pressa. Tudo isso, reunido, traz bons significados para o lembrete de não manter estresse e muito menos atirá-lo para os lados em meio aos (de)correres do dia a dia. A imagem traz para mim, poeticamente, muito do meu poema do sábio. Mas o que ela mais trouxe de inspiração, além de todas essas sensações interessantes, foi algo mais singelo: as meias. Reparei que só tenho meias soquetes e brancas no armário e, nos dias menos calorentos, estou com uma grande vontade de ousar mais nesse aspecto. Além do possível conforto e de uma maior segurança que uma meia pode trazer, os sentidos das cores e outros tantos detalhes podem ganhar alastros a partir dela. Um oxford preto com uma meia preta curtinha, por exemplo, pode ganhar certas equiparações com uma bota.

8. Surtei com o maiô! Queria ter encontrado esse mesmo estilo em alguma imagem de corpo "mais fora do padrão", porque o que consegui visar a partir da inspiração foi justamente algo super cabível para desenhos diversos. Obviamente, tudo é cabível para todos, contanto que haja uma boa sensação em quem está usufruindo, mas existem detalhes bacanas que nos levam, ainda mais, a essa enfatização e destaque. Sou muito fã-louca-apaixonada-quero-autógrafo de roupas que são "cintura alta". É uma forma bacana de desenhar o próprio corpo, de aproveitar o que se tem e, simultaneamente, de "organizar" o que sentir que não "está no lugar correto" (alguma gordurinha, por exemplo: e não significa que você deve esconder nada e muito menos buscar mais encaixes dentro do tosco padrão social; é apenas uma opção para distribuir melhor o que achar que deve). Resumindo, o maiô, além de ser cintura alta, ainda tem as segmentações que impulsionam tais teses. Interessante para valorizar mais de si em atos de descobertas.

9. Sempre fui de usar muitas pulseiras, mas estou em uma fase em que reparo que usar um detalhe simples sem muitos entornos, pode acabar fazendo-o ser ainda mais forte. Afinal, o mais fundo fica sempre na superfície. E isso é válido para relações diversas. Aquele nó daquela pulseira pode ser muito nítido, captado, significativo, estando ali "sozinho"; então é em tais testes que estou morando.


  • Viagens (em diversos sentidos)
Poderia destrinchar as poesias que capto em cada uma das imagens, como no caso da grandeza representativa de flores em frente a uma janela, talvez sendo algo de maior simbologia do que flores em frente a uma porta. Poderia falar das sensações que cada um desses cliques deixou em mim, do meu desejo de ir até Veneza, do meu encanto por árvores semelhantes a ipês, da minha saudade de refletir em longas viagens feitas de carro (que tanto reconectam pessoas), do meu sonho de tocar na neve e do meu apreço pelas representações que a chuva carrega, deixando sentidos ainda mais incríveis após passar, largando as suas cicatrizes em pisos molhados que ensinam talvez mais. Poderia falar sobre o quanto fico encarando cada uma das entrelinhas que essas imagens carregam e pensando nas histórias ocorridas em cada um desses cantos. Penso nas lições obtidas, nos caminhos cruzados, nas poesias feitas e nos momentos mágicos pisados pela falta de valorização, de detalhamento, de intensidade, de visão ao redor. Poderia. Mas, no fim das contas, o mais interessante é poder encaixar as próprias bagagens a esses sentidos que dará.


  • Mistura final
Para findar, uma mesclagem de várias das temáticas. Começamos com organizadores, que nos dão suportes incríveis para aproveitar mais do que temos (visualizando melhor, repaginando e afins) e acabam por desenlaçar diversas das noções minimalistas. Vamos, após, para mais inspirações que podem remeter ao minimalismo, como um espelho não estático, o qual pode acabar indo para diversos cantos, inspirando novos olhares e ideias. Em terceiro lugar temos uma incrível imagem que impulsiona desejos de viagens, de explorar o mundo, de ratificar o quanto ele repleto de minúcias para oportunidades (quando nunca negamos novos meios de preparações, afinal, sorte é mistura de oportunidade e preparação e não somente de acontecimentos soltos) e de lembrar que coisas incríveis estão sempre ao nosso redor, não precisando sair do país para viver descobertas sensacionais (por que não turistar na própria cidade?). Seguimos com a minha saudade por séries, com uma imagem que também agrega boas críticas sociais e vamos então para uma das fotos mais poéticas de todo o último compilado. A quinta imagem traz para mim muitas das ideias do poema "Mal bendito". E navegamos por lugares e sensações incríveis para o desfecho que não é final em reflexões. Dentre as últimas imagens, contamos com a de uma cafeteria (site oficial dela) fascinante, recheada de significâncias e entrelinhas. Veja mais imagens da cafeteria aqui.

Créditos: Todas as imagens desta postagem foram retiradas do Pinterest. A terceira do bloco final é a única exceção, sendo ela do Instagram da @emilyblincoe.

+ Confira indicações de perfis do Instagram que são poéticos, reflexivos, com variedades de bases temáticas e com recheios de somas entre si: clicando aqui e aqui.

Lembrando que nenhuma inspiração aqui inclusa tem a proposta de ser seguida de forma literal/igual e, muito menos, de impulsionar noções dos absurdos "padrões" impostos por parte da sociedade. Nenhuma das propostas foi visada como interessante por "ser tendência" ou quaisquer percepções rasas semelhantes (como já dito na parte de "Estilo", acima). As ideias desenleadas, como já esclarecido, visam reflexões críticas e buscas a releituras internas.


Já que muitas abordagens sobre minimalismo foram agregadas aqui no decorrer e como na postagem anterior as temáticas giraram em torno do capitalismo consciente, não poderia deixar que a finalização, de fato, deste nosso compilado, não integrasse a última descoberta super bacana que alcancei. O canal "Me Poupe!", da Nathalia Arcuri, aborda diversas dicas e esclarecimentos sobre finanças pessoais, economia simplificada, consumo consciente (opa!) e enriquecimento lícito. Além dos pontos agregados no espaço, ainda existem séries de postagens como o "Vale ou não vale?" no blog do "Me Poupe!". No segmento, a Nathalia destrincha sobre brechós e outros locais de compras, citando as suas experiências e de outras pessoas e dando dicas sobre como economizar ainda mais em espaços semelhantes (impulsionando o fato de que "comprar menos, é ter mais").

Em alguns momentos, as indicações emitidas nos vídeos podem parecer clichês, mas na totalidade acabam recebendo novas singularidades, incentivando demais visões e ganhando ratificações com cargas de novos sentidos. O canal é enriquecedor e, obviamente, serve para inspiração, não precisando ser seguido à risca, mas servindo de meio para autoconhecimento, novas experiências e testes que podem mergulhar em outros âmbitos dos caminhos.

E então, já conhecia o canal "Me Poupe!"? Tem alguma reflexão a mais sobre capitalismo consciente e/ou minimalismo para incluir? O que sentiu em relação as imagens? Acrescentaria visões sobre as ideias abordadas? Não deixe de lançar as suas dicas e opiniões nos comentários.
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VÍDEO DE RECEBIDOS: PRODUTOS + MARCAS COM PROJETOS INCRÍVEIS!


Estou de volta! Passei do limite de tempo combinado de uma postagem para outra e já estava tendo trecos por isso, mas foram por boas causas. Motivos: novos trabalhos paralelos como jornalista e novos projetos como escritora (que é a minha inteireza de ser, aqui ou em quaisquer cantos). Já pude organizar todos os fatores necessários para que os atrasos não se repitam, mas precisei de uma adaptação nos últimos dias para os novos horários, afazeres e afins. Estou perdoada? 

O fato é que voltei com um conteúdo que engloba diversos. Algumas das marcas parceiras do Sem Quases, que enviaram produtos super bacanas, foram reunidas em um vídeo repleto de resenhas, análises e explicações sobre cada um dos projetos incríveis e necessários que concebem. Os pilares são "a cara" dos princípios do Sem Quases. São produtos e selos que trazem enfoques para maiores reflexões, impulsionamentos para talentos e suportes sociais diversos, clarificando sempre os seus processos de produção (sem testes em animais e afins: sendo marcas veganas e que prezam o capitalismo consciente) e alargando ideais para valorizações mais amplas perante artes, críticas sociais, releituras internas para a sua evolução pessoal e outros pontos enriquecedores. 

Elaborei um resumo por escrito abaixo e deixei em indicações os minutos do vídeo em que cada um dos assuntos aparece, de tal forma, não ficará tão extenso, já que fica mais possível delimitar e compreender as pausas e prosseguimentos. 

Assistindo diretamente pelo Youtube, é possível clicar (através da descrição do vídeo) em cada minuto descrito para ser direcionado ao assunto que deseja.


Assuntos resumidos e minutos respectivos em que aparecem no vídeo:


  • Sobre a agência literária (de assessoria) Oasys Cultural — de 00:27 até 04:03
A Oasys tem como subtítulo "agenciamento e divulgação de literatura". É uma empresa de produção cultural que atua, desde 2008, nos segmentos de agenciamento de escritores para feiras de livros; curadoria e produção de eventos literários; divulgação/comunicação global (assessoria de imprensa para escritores, mídias sociais e orientação/coaching) e projetos editorais.

  • Resenha do livro "O que não existe mais", enviado pela Oasys — de 04:04 até 11:49
Sinopse básica da obra: "O que não existe mais" é um aglomerado de relatos sobre memória e desajuste, solidão e renascimento. O livro reúne contos do autor Krishna Monteiro e explora esses temas sob vários ângulos. O de um filho perseguido nos corredores de sua casa pela lembrança viva o pai; o de um pacto celebrado pelo escritor João Guimarães Rosa numa encruzilhada; o de um galo de briga que, ao combater na arena, recorda toda a sua existência; o de um gato, narrando os últimos momentos de sua dona, sem compreendê-los; o de um velho soldado que tenta sem sucesso exorcizar a guerra; o de uma mulher que diante da degradação e do envelhecimento vê no ato de contar histórias a fonte mesma de criação e manutenção da vida e outros. Para saber mais sobre as entrelinhas, veja a resenha no vídeo acima.

  • Sobre a marca Avatim, de produtos veganos para pele e para ambiente — de 11:52 até 14:08
Uma empresa que acredita no equilíbrio como força motivadora da vida. Que vive em harmonia com a natureza e busca nela a inspiração para criar diferentes aromas e produtos revitalizadores, desenhando um cenário deleitoso para harmonizar corpo, mente e ambiente. A marca cria essências marcantes e originais e produtos para o bem-estar (pele) que transformam o seu ritual de cuidados diários numa verdadeira terapia de saúde e beleza. São cremes (esfoliantes, hidratantes e outros) com funções diferentes, perfumes e itens variados para a pele, além de produtos para refrescar e perfumar os cômodos. Com as criações feitas, a Avatim busca resgatar o valor de nossas raízes, da nossa terra, já que dela é que retiram os elementos e a sabedoria de plantas e minerais que tanto enriquecem os produtos. Tudo é feito sem extrair o que pode ser prejudicial para os ciclos de vida, ou seja, sem testes em animais e/ou outras agressões ao meio ambiente.

Pioneira no mercado de aromatizantes, a Avatim busca na biodiversidade da Mata Atlântica o estímulo e recursos necessários para a criação de um grande leque de fragrâncias e produtos voltados para o bem-estar. O desejo principal dos valores agregados pela equipe, é o de despertar a consciência do consumo sustentável aliado ao prazer de manter corpo e mente revigorados. Limpeza profunda, maciez e outros pilares ficam adentrados em cada item feito para cuidados do corpo, prevenindo problemas e revitalizando a saúde defasada por impurezas, objetos e outros processos que enfraquecem, escurecem e/ou ressecam as camadas. Apesar de não disponibilizar, por enquanto, vendas através da internet, a Avatim está com sedes presentes pelo Brasil, indicadas no site  o qual também explicita os produtos com detalhamentos . Além disso, a loja emite a opção de revendedores para chegar até você.

Uma opção de revendedora incrível que indico para os soteropolitanos é a dona da Avatim do Shopping Barra, Marcia Miranda / contato: (71) 9 9121-7101.

  • Conjunto de produtos Casual Spa (da Avatim) — a partir de 14:10
O Óleo em creme Cupuaçu e Castanha, presente em todos os produtos do Casual Spa, proporciona alta hidratação, deixando um toque sedoso, macio e suave e um perfume maravilhoso (e leve, nada enjoativo e/ou forte) em sua pele. O açúcar em óleo, também presente nos produtos, hidrata e nutre a pele enquanto esfolia, limpando profundamente e deixando uma maciez inigualável, além de possuir uma deliciosa fragrância. Todos os produtos causam um impacto/resultado desde a primeira utilização. Os itens surgem com intenção de recuperar a pele saudável (ou torná-la), reformulando pontos prejudicados pelo que agressividades como a depilação ocasionam, além de agregarem base para prevenções de problemas como acne. Saiba mais sobre cada produto separadamente (modo de usar, opiniões que tive a partir das minhas experiências e outros fatores) seguindo a sequência abaixo no vídeo.

• Resenha do produto 1 do SPA (hidratante) — 14:25

• Resenha do produto 2 do SPA (sabonete esfoliante) — 17:02

• Resenha do produto 3 do SPA (esfoliante + hidratante) — 18:17

• Mostrando os produtos (textura e afins) mais de perto — de 19:05 até 21:22

  • Difusor de ambiente para escolher essência/fragrância (da Avatim) — de 21:27 até 26:06
Um difusor criativo para deixar a sua casa perfumada e sofisticada com os diferentes essências. Contém frasco de vidro com capacidade de 200ml e Varetas Caracol (que podem receber incrementos: como explicado no vídeo). Disponível nas fragrâncias: Alecrim, Âmbar, Cascas e Folhas, Flor de Algodão, Pitanga e Provence (a minha favorita!). Para utilizar, introduza as varetas no frasco e em seguida inverta as extremidades, fazendo com que a fragrância absorvida fique exposta. A fixação varia de acordo com o tamanho e ventilação do ambiente. Recomenda-se o uso em locais fechados.

  • Projeto da Avatim com produto "Segredos da Floresta" — de 26:08 até 28:53
Trazendo o aroma da natureza para a sua casa o Pout Pourri Segredos da Floresta é um produto sustentável, feito com elementos originários da Mata Atlântica, sem dela retirar nada vivo. O produto é confeccionado artesanalmente na Oficina de Trabalhos Manuais da Avatim e tem uma belíssima história de suporte social por trás.

  • Sobre a loja de quadros (pôsteres e molduras) Serendipidade — de 28:55 até 32:20
Com diversidade, criatividade e sensibilidade, a Serendipidade aglomera diversas coleções de pôsteres e molduras (formando quadros) com intenção de alargar reflexões críticas e autoconhecimento. Frases e ilustrações em mesclagens, ou separadamente, formam o leque sempre atualizado e inovado da marca. Todos os itens são produzidos através de metáforas, com escolhas das cores e de cada detalhamento visadas por um sentido relacionado a entrelinhas da mensagem. As temáticas de base variam desde a área geek até a hipster, desfazendo rótulos e englobando em enlaces caminhos variados para encontros com interiores. A marca pretende abrir alas para opções decorativas maiores, prosseguindo com as vendas através do site. Todos os produtos sempre pretendem visar o mesmo propósito basilar de poesias em pontos mais implícitos e olhares diferentes, mas sempre respeitosos, sobre temas distintos, que podem mostrar que nem sempre são tão divergentes assim.

Para observar a qualidade de impressão e de envio da marca, basta conferir no vídeo. Mas, resumindo: os pôsteres, mesmo quando não moldurados, são feitos em papel duro, resistente (difícil, de fato, de amassar e/ou rasgar) e com qualidade fascinante de impressão, sem nenhum borrão, falha de cores, linhas com tons oscilantes onde não deveriam ou afins.

Detalhe extra (não avisado no vídeo): A Serendipidade está com o projeto de deixar disponível, a cada novo mês, um pôster para download gratuito. Para conferir o deste mês, basta clicar aqui.

• Quadro 1 (análise breve) — de 32:20 até 32:53

• Quadro 2 (análise breve) — de 33:29 até 35:44

• Quadro da Gentiliza, aqui.

Clique aqui para assistir ao curta-metragem indicado na análise do "quadro 2". O curta é o quarto da listagem, de nome "Foco na Tarefa x Foco no Resultado".

Mais sobre a Serendipidade — até 37:19

  • Sobre a Euzaria, marca que faz um incrível projeto social. Conheça a partir de — 37:19 até 43:47
Imagine se tudo o que você comprasse, além de ajudar o meio ambiente, por ter um processo de produção confiável (que utiliza de reciclagens), também ajudasse, diretamente, outra pessoa que necessita? A Euzaria reúne as duas propostas e faz acontecer para além. Tudo o que você adquire da marca, além de ser sustentável/vegano (sem testes em animais, sustentável e afins), vai servir como meio de suporte para algum morador de rua, criança com poucas condições financeiras para estudar e/ou quesitos semelhantes, como ainda de suportes maiores para a natureza, já que na compra de alguns produtos menores, o que fica como troca é uma árvore plantada. Como funciona alguns dos processos? Caso você adquira um tênis, alguma pessoa que necessita, irá ganhar um igual ao que você adquiriu. Na compra de um quadro, uma criança é matriculada em uma escolha de artes e, assim por diante. A cada compra, que já sustentável por si só  pelo processo de manufatura , uma ajuda é emitida para uma vida, para o planeta.

Os produtos são diversos: quadros, mochilas, tênis, óculos, capas para celular, roupas (t-shirts, vestidos, blusas com mangas e afins) e mais. E o detalhe mais bacana é que todos os itens, além de alastrarem todos os feitos incríveis citados acima, ainda carregam nas artes diferentes frases e/ou desenhos com reflexões singelas e que disseminam mais gentileza, respeito e busca de sentidos, captando as angulações mais positivas de todas as coisas.

Mais sobre a Euzaria (explicando cada troca que ocorre a cada produto comprado) e sobre as noções de Capitalismo Consciente você encontra clicando aqui. A Euzaria veio para enfatizar que o capitalismo pode servir para grandes melhorias em ciclos somáticos, se soubermos impulsionar os giros de tal maneira.

Os valores dos produtos são indicados no decorrer do vídeo e/ou nos sites indicados de cada marca.

Outras lojas veganas (com processos e projetos sustentáveis):

Além da Avatim, que agrega suportes para o meio ambiente, e da Euzaria, que tem um projeto para além dos pontos veganos, sendo o mais bem estruturado, recheado e maravilhoso que pude conhecer, segue aqui uma listagem com outras marcas que não fazem testes em animais, produzem itens através de reciclagens e utilizam de todas essas bases do consumo consciente.  

  • Insecta Shoes: Loja de sapatos diversos – tênis, rasteiras e afins –.
  • Cofi Wear: Roupas diversas. 
  • Tiê: Loja feminina e masculina de roupas, calçados e acessórios.
  • Svetlana: Roupas (casacos, vestidos, camisetas, saias, maiôs e mais) e acessórios
  • Surya: Produtos para pele, cabelo e mais.
  • King55: Roupas (blusas, camisas, bermudas e afins), acessórios (como cintos) e sapatos.
  • Canna: Bolsas, cases e carteiras.
  • Ahimsa: Calçados, carteiras, bolsas e malas.
  • La Loba Bolsas: Bolsas e acessórios. 
  • Fauna Veg Store: Vestuários. Através do site é possível adquirir camisetas e vestidos artesanais.
  • Nicole Bustamante: Roupas (enfoque em camisas: com mangas ou sem).
  • Renata Buzzo: Vestidos para festas e figurinos de noivas.
  • Zerezes: Óculos.
  • Gustavo Silvestre: Roupas de crochê.
  • Vegano Shoes: Sapatos diversos.
  • Bambusa Brasil: Roupas íntimas.
As lojas não foram listadas a partir de alguma ordem de preferência.

Antes de ir às compras, consulte também a lista oficial do PETA que mostra as marcas que testam em animais, e mude seus hábitos por um planeta melhor.

Sites das lojas prometidas no vídeo:


Oasys Cultural — oasyscultural.com.br

Avatim — www.avatim.com.br

Serendipidade — serendipidade.com.br

Euzaria — www.euzaria.com.br

Já leu ou utilizou algum dos produtos resenhados? Qual a sua opinião? Conhece mais alguma marca com projeto sustentável, reflexivo e/ou singular, que traz ciclos de somas para o planeta e para releituras internas? Não deixe de emitir as suas indicações e abordagens críticas nos comentários.
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O QUE ASSISTIR NOS CINEMAS EM SETEMBRO


E chegamos em setembro, um dos meses mais repletos de lançamentos em 2016 para os cinemas. Diversas obras que foram prometidas para épocas anteriores e tiveram suas datas modificadas, estarão lançando no novo mês. Tais quais: A Comunidade, trama previamente analisada, que iria lançar no mês passado e mudou a data para 01 de setembro; Loucas de Alegria, que também iria chegar nas telonas em agosto e mudou para 01 de setembro; Conexão Escobar, filme previamente analisado, o qual iria lançar em agosto e mudou para 15 de setembro; Turbulência, que fica com caso igual ao filme anteriormente citado, mudando para 15 de setembro e Últimos Dias no Deserto, que foi confirmado para 08 de setembro.

Além de tamanha abrangência de filmes que receberam as novas datas e de lançamentos já firmados há bastante tempo para o mês, setembro também surgiu carregando polêmicas perante outros longas. O filme "Aquarius" (com lançamento em 01 de setembro), apesar de englobar temáticas críticas e reflexivas com bons alertas, abraçando, por exemplo, feminismo, especulação imobiliária, corrupções em geral e sexo na terceira idade, foi alvo de uma movimentação feita por grande parte da sociedade, pedindo para que os brasileiros não assistam ao filme. Os motivos ficam para questões políticas relacionadas aos cartazes segurados pelo elenco, afirmando "golpe" (o que seria uma questão de opinião que não enfraqueceria as chamas do filme em si, gerando debates, diálogos, mas não abandonos reflexivos assim para os sensatos) e, principalmente, para apontamentos de que a obra teria sido produzida a partir de dinheiro desviado (e foi aí que o maior problema morou e mora). Irá da consciência de cada um o acatar. Não dá para negar que, desde o trailer, a trama traz diálogos interessantes, como a frase carregada de crítica: "Se gosta, é vintage; se não, é velho", e assim por diante. Porém, é válida a reflexão a partir de uma possível grande hipocrisia que alimenta outras? Eis a questão que paira.

Apesar das contestações e discussões em torno do referido, outros tantos títulos ganham destaques positivos, também atingindo críticas fervorosas e indispensáveis. Vamos para as variadas e resumidas análises prévias do borbulhante mês?

  • Olympia 2016 (Lançamento: 15 de setembro / Roteiro por Rodrigo Mac Niven)

Desde o dia em que foi anunciada como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, a cidade do Rio de Janeiro foi palco de inúmeras manifestações contra a realização do evento. O motivo era claro: como pode uma cidade com enormes e críticos problemas de saneamento básico, desigualdade social, saúde pública, educação e mobilidade urbana, investir bilhões em um evento (por mais repleto de motivações, lições e boas mensagens que traga)? De 2009 pra cá, então, várias formas de protesto aconteceram. Desde figuras da mídia criticando a situação caótica da cidade (e do Estado) à manifestações organizadas pela população. Nesses momentos de crise, a única coisa mais forte que a arte é a própria realidade, e é aí que entra Olympia, o novo projeto do diretor Rodrigo Mac Niven, mas trazer as duas angulações.

Um retrato aprofundado, tanto ficcional (servindo como metáforas/simbologias críticas para a realidade) quanto documental, da cidade de Olympia (a qual representa o Brasil e demais locais que têm a corrupção e demais absurdos mascarados através de grandes eventos e formas de "pão e circo"), um local que se prepara para receber uma edição das Olimpíadas. No entanto, apesar da bela camada que os Jogos trazem para a cidade, no fundo, Olympia é assombrada por um verdadeiro fenômeno de corrupção tão enraizado que abate diversos níveis institucionais da sociedade e também toda a coletividade dos habitantes do local. A riqueza de detalhes que o filme mostra de cada concessão para as obras, as diversas figuras envolvidas para se beneficiar dela, o rabo preso dos veículos de comunicação que não relatam a real situação por também fazerem parte do esquema, promete deixar o espectador boquiaberto, por mais que muita coisa já seja de conhecimento geral. É uma forma de aprofundamento e de impulso para discussões afloradas, para que a temática não deixe de ser debatida, mesmo após a finalização do evento já ocorrido neste ano. Uma forma de lembrar que o enfoque não é somente sobre as Olimpíadas, mas sobre qualquer atitude dissimulatória.

A obra é repleta de espaços formulados para inclusão de elementos simbólicos, como já citado. Um dos pontos que ratifica as figuras de linguagem imagéticas, por exemplo, é o que demonstra as feridas nas costas dos personagens. Os machucados representam a constante poda diária das asas para não voarmos além do que querem que voamos, nossos "comandantes" vivem nos tirando a liberdade de pensar e, sem crítica, sem capacidade de discernimentos que unem opiniões a ocorrências diversas, não há ciclos de voos. Esses cortes ocorrem a partir da qualidade de educação negligenciada e demais fatos aglomerados – causando, inclusive, a pouca fé na afirmativa de que a liderança real é feita a partir da população e sua democracia, e não algo oposto a isso –. Parece óbvio, parece uma abordagem de tema batido, mas as formulações deixam a jura de uma poesia crítica interessante. "Nenhum pássaro voa olhando para as próprias asas" (Carpinejar). Se todos pudessem asas ter, quanto mais do céu poderia vir para a terra? São indagações assim, mostradas de formas não óbvias e interessantes, que trazem a tese do quanto perdas evolutivas ocorrem por não haver impulsionamento social de um ser para o outro, sendo esquecido que o crescimento de um que faz mais dez crescerem, será muito mais rico do que de um que, caso perca os alcances, não terá sementes regadas.

Olympia 2016 é um longa que chega no momento propício, afinal, estamos prestes a uma nova eleição, e receber uma abertura para mais tencionamentos, pode ser o que falta para não continuarmos a viver nesse esquema injusto. O filme mescla um documentário sobre a corrupção sistêmica do país com a narrativa da ficcional cidade de Olympia, onde a metáfora das asas ocorre e um grupo busca chegar ao fundo dos escândalos de corrupção que permeiam os contratos olímpicos/políticos. Além de simbólica e apesar de "imaginária", a cidade, seus cidadãos e suas situações são baseadas em pessoas e casos reais.

O documentário entrevista desde jornalistas esportivos a advogados, professores e poetas. filósofos, cientistas políticos e moradores que vivem o dia a dia de uma cidade que prega uma coisa e diz ser outra. Os depoimentos têm o claro objetivo de mostrar como a corrupção não é exclusividade dos políticos do Brasil, pois está intrínseca em toda a sociedade. A parte mais interessante dessa faceta de Olympia é quando entrevistam moradores da Vila Autódromo, comunidade que fica entre o complexo olímpico e a Cidade do Rock. Lá há uma pressão intensa das autoridades para destruir as casas da região, pois as tais supostamente "desvalorizam" o terreno. Entretanto, são representações de forças, de lutas pela sobrevivência em meio a tamanhas mitigações. Se é para derrubar, qual construção seria feita? A quem ela beneficiaria?

Algumas criticas chegaram a afirmar que os momentos mais "ficcionais" são como "banhos de água gelada" perante as firmes e profundas partes dos relatos verídicos. Porém, é possível crer que faltou em tais comentários, a busca pela compreensão dos espelhos conceituados, os quais são feitos de intenções para mostrar a realidade em apenas outra formulação. A estilizada direção deixa ainda, a ideia de um bom uso de planos e detalhes para esculpir sentimentos e sensações dos personagens.

O diretor aborda sobre os gastos envolvendo a construção e a realização dos Jogos Olímpicos de 2016 e mostra que é para você comemorar os Jogos Olímpicos e demais projetos que tratam de cultura, história e vertentes reflexivas na sua e/ou em qualquer cidade do mundo, mas também revela o esquema perverso arquitetado pelos governantes do planeta por trás de uma comemoração semelhante, lembrando que prioridade requer abdicação, que não merece o fundamental quem não sabe abrir mão do trivial (e que o que é trivial deve ser julgado a partir do que pode ou não afetar a prioridade).

Olympia é um projeto ousado, honesto e necessário, sendo até agora prometida como a melhor obra a respeito das Olimpíadas Rio 2016, já que, no fundo, não é sequer sobre ela, mas sobre quaisquer quesitos que captam "grandiosidades" para pisar no que é maior. A obra vai além das discussões basilares e agrega debates importantes sobre certos entornos, abraçando sentidos democráticos que têm sido quebrados ou ignorados no cotidiano e afins. O filme não faz questão de mostrar os poucos benefícios do evento (não se traz a discussão dos paraolímpicos, por exemplo, e demais partes que são sim proveitosas, mas não suprem as questões necessárias) e joga na cara do espectador a dura realidade, seja por meio de metáforas na trama fictícia ou pelos bons depoimentos na parte documental. Uma obra para abrir de olhos, mesmo para os já lagrimejantes perante o tema. Um longa para mostrar que poesia, arte e crítica são sinônimos em pacote recheado. Um clichê em base, com intenção de causar o que ainda é incomum: em atos.

  • Horizonte Profundo: Desastre no Golfo (Lançamento: 29 de setembro Autor original da obra: J.C. Chandor) 

Baseada em eventos reais, a história se passa no Golfo do México, na plataforma de perfuração marítima Deepwater Horizon. Diante de um dos piores vazamentos de petróleo na história dos EUA, Mike Williams (Mark Wahlberg) e os demais trabalhadores embarcados lutam para escapar com vida do terrível acidente. A obra trata, portanto, de uma empresa que visa lucros acima dos cuidados ambientais e da própria humanização perante os funcionários, sem buscar formas sustentáveis ou mais compensações niveladas. O longa retrata consequências variadas, em entrelinhas, sobre a falta dos ponderamentos referidos. O filme é sobre um excesso feito pelo ser humano, retornando "em resposta" contra o que está sendo feito: o fator principal disso é que retorna afetando cada fato mitigado, em teia, como deveria ser também a preocupação não obtida pela empresa.

A trama agrega, de tal forma, reflexões sobre desastres ambientais, "maus do capitalismo" (lembrando que o capitalismo em si não é negativo; os erros ficam para como o utilizamos) e diversas lições humanas envolvendo família e força em equipe. Algumas cenas mostradas no segundo trailer  o qual não coloquei aqui porque senti spoilers surgindo trouxeram impactos que abraçam conexões com as mensagens do excecional documentário "I Am" (o qual já foi analisado aqui). O referido documentário trata sobre as relações humanas, instigando os instintos internos de ajuda ao próximo, de trabalho em equipe e afins. "I Am" desmantela a ideia de que o que prevalece como intrínseco no ser humano é a competição e o desejo de "derrubar o outro", entre demais fatores que surgem em detrimento das mãos dadas. A visão de crescimento pessoal como mais amplo a partir do em conjunto, permeia a obra e todos os conteúdos parecem surgir de formas interessantes também em "Horizonte Profundo".

Uma crítica fica para a comparação feita pela criança, que diz que os dinossauros eram monstros, assim como "o petróleo" que pai "busca driblar". Obviamente, os animais e quaisquer quesitos da natureza estão fincados nas conexões necessárias e os exageros causados pela raça humana são os maiores monstros da questão. Porém, como é o que o próprio longa irá emitir, reformulando as noções da sentença da garota, a afirmativa pode não ser negativa e, sim, somente parte da carga que virá após como mensagem em certas desconstruções.

  • Um Namorado Para Minha Mulher (Lançamento: 01 de setembro / Roteiro por Lusa Silvestre, Julia Rezende e Ingrid Guimarães)

Uma obra que destrincha uma das frases de base do texto "Quem não se importa em ter metade, já desistiu do inteiro": Tentar calado, no relacionamento, já é desistir de tentar. Já é nem ter tentado.

Tentar é a-guardar, guardar é ter consideração. O desejo de findar uma relação deveria ser motivador para ficar com ainda mais firmeza, não para ir. Assim que os pés virassem para frente, o certo seria entortá-los para trás gradativamente, e só então a certeza de para onde caminhar, poderia, após, ser concluída. Quem tenta, antes de sair com álcool e fósforo nas mãos, quem senta com o outro e reanalisa o que pode ser feito, é quem está disposto a guardar. Guardar é cuidar. Cuidar é ter respeito, cuidar é a maior e mais definida qualidade do amor. Cuidar é prova de que cuidados anteriores não foram falsos. Porque quem não toma o impulso de correr após o primeiro tropeço, quem fica um pouco mais, para estar de vez ou ir aos poucos, é quem vai ser suscetível a uma maior releitura, e quem faz a releitura é quem tem consideração. Aquela que dá a importância de fazer do livro mais belo, com um capítulo de salvação ou que faz a despedida, a real despedida, a que sabe que tinha que ser. Não ficam as dúvidas que doem e confundem com ainda querer. E quem se despede, guarda. E quem salva, também. Quem fica, a-guarda. E quem aguarda, se for, vai sabendo bem melhor o que guardar, vai guardar mais bonito e mais seguro. Vai sabendo que deu ao outro tudo para que guardasse também.

O fim precisa demorar para ser fim. Precisa analisar para ser fim. Precisar permear o fim para ser fim. Precisa mais do tempo sendo fim, do que do fim para ser fim. O fim de um relacionamento não é fim porque acabou. É fim porque continuou acabando enquanto continuava, enquanto andava pelo fim sem saber se poderia ser recomeço. Fora a isso, os outros tipos de fim, não são finais. São desculpas para chamar a atenção, para conversar o que não teve coragem ou para mostrar que, quiçá, nunca teve sequer começo (e, assim, mal teve fim, teve apenas a informação de que jamais existiu), que é a sensação que fica quando há uma traição, uma quebra qualquer de promessas voltadas aos valores.
Os sinceros não querem esses falsos desfechos. Os que sentem não querem esses adeus fantasiados.

O verdadeiro fim e a verdadeira salvação só podem chegar para aqueles que realmente sentem em conjunto. Para aqueles que estão dispostos, para aqueles que não permitem meios termos. E dispostos são os que sabem reparar quando o começo de um fim aponta, e são destemidos o suficiente para dizer para o outro que agora devem passar pela corda-bamba. Porque só assim, vão poder chegar em algum lugar com mais enchimentos e saudações. O resto anda em círculos, ou em canto nenhum.

Tentar é sempre possível, guardar é quase instantâneo. Guardar direito é que é para os fortes. Guardar tentando é que é para quem esteve de verdade. Quando não conseguimos tentar e nem guardar por não termos opção, é porque o outro nunca guardou e/ou tentou, é porque nunca houve uma real salvação ou finalização. De resto, tudo é sobre a caixa e sobre preenchê-la com cuidado. Porque quem esvazia tentando encaixar mais algumas peças do próprio treco e não de outros cantos de fora que não tem a ver, descobre os buracos que nem imaginava, e só assim, pode conhecer melhor o que deverá ficar no baú.

Na sinopse da trama, Chico (Caco Ciocler) está cansado do seu relacionamento e das reclamações da esposa, Nena (Ingrid Guimarães). Após 15 anos vivendo juntos, Chico não tem coragem de pedir divórcio, mas também não dialoga com a esposa sobre o que mais deseja ou sobre o que considera como algo negativo e sequer tenta analisar os pontos positivos daquilo que está deixando fugir dos olhos e do coração a cada novo nascer de sol. Ele decide seguir o conselho dos amigos e contrata um homem para que conquiste a sua esposa, na intenção de que ela deseje pedir a separação. O sedutor Corvo (Domingos Montagner), portanto, acaba visualizando o que o marido matou com seus próprios erros há muito tempo.

Além das lições diversas que reúnem fatores sobre um relacionamento saudável (importância do diálogo, da morte dos "e se" e afins), outras mensagens bacanas poderão ser encontradas na trama. Diversas delas podem ser vistas a partir das manias da personagem Nena. O costume de puxar assuntos tendenciando para ser sempre através das reclamações e não dos elogios, o costume de citar os lados negativos e não buscar balancear os possíveis positivos antes de indicar uma opinião tão firmada, entre outros tópicos, são pontos que servem como críticas para que possamos buscar levezas, equilíbrios maiores e aproveitamentos que, inclusive, abram mais portas e aproveitem melhor boas possíveis oportunidades. O longa abrange um enfoque de reflexões para relacionamentos a dois, mas contém, portanto, entornos que podem impulsionar enriquecimentos para uma autoavaliação ainda mais íntima e própria.

  • O Lar das Crianças Peculiares (Lançamento: 29 de setembro / Roteiro por Jane Goldman e Ransom Riggs)

Adaptação do livro de Ramson Riggs, o filme trata sobre uma nova fase na vida de Jake, que após uma tragédia familiar, vai parar em uma ilha isolada no País de Gales. Investigando as ruínas do orfanato "Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children", ele encontra um fantástico abrigo para crianças com poderes sobrenaturais e decide fazer de tudo para proteger o grupo de órfãos dos hollows (criaturas do universo criado pelo autor).

O que esperar das reflexões da trama? As metáforas ficam como representações das diferenças/singularidades de cada ser, englobando assim os talentos mais borbulhantes e outras tantas minúcias (mais internas e/ou externas: que sempre podem acabar em conjunções) que são belezas e importâncias diversas. A mensagem motivacional de valorizar justamente os pontos que fazem de você mais 'fora do comum', chega com fervorosidade. Ou seja, as críticas acabam indo para a angulação do lembrete da relatividade do belo, que está em tudo presente quando existe bom caráter e respeito. Simbologias para análises das consequências negativas dos 'padrões sociais impostos' e outros tantos ciclos não evolutivos, estarão presentes.

Um ponto possivelmente negativo é o fato de ter "um personagem especial que se sobressai", mas a expectativa fica, portanto, para que, ainda assim, as relevâncias das existências de todos os outros sejam confirmadas em teias necessárias para vitórias e demais alegorias que serão firmadas.

  • O Homem que Viu o Infinito (Lançamento: 22 de setembro / Roteiro por Matt Brown)

Uma verídica história de amizade que mudou a matemática para sempre. Em 1913, Ramanujan, um gênio da matemática autodidata da Índia viaja para a o Colégio Trinity, na Universidade de Cambridge, onde ele se aproxima do seu mentor, o excêntrico professor GH Hardy, e luta para mostrar ao mundo as teses e construções de ideias que carrega. O ponto mais bacana da obra e já visível como mensagem que permeia a obra, é sobre a principal de todas as "inteligências". Já que existem dois tipos básicos: A que produz, que cria, e a que reproduz. São elas a profunda e a robotizada, respectivamente. A robotizada é aquela de quem consegue captar ensinamentos com certa facilidade e os repassa, como o que aprendemos nas matérias do colegial. E a profunda é aquela imaginativa, intensa, que quebra muros que parecem exatos e vai além. É a esperteza da pessoa que pode não saber quase nada de geografia e, ainda assim, tem a capacidade de raciocinar, com apenas as suas ideias e ideais, captando um mundo de probabilidades sobre como poderíamos chegar mais rápido em algum determinado local. Legal mesmo é ter os dois tipos, até porque um acrescenta o outro, mas o que está sendo firmado é que ninguém precisa ter um super pacote de tudo só porque gosta e não saber do que alguns consideram "básico", não significa falta de capacidade para grandezas ou conseguintes.

A imaginação é o tipo mais importante de inteligência, mais do que um saber recebido. A imaginação é mais importante que o conhecimento. Conhecimento auxilia por fora, mas só o sentir socorre por dentro, e só o dentro socorre para todos os lados. Como dizia Einstein, "conhecimento vem, mas a sabedoria tarda". Conhecimento encaixa, criação expele. O que encaixa precisa ser inovado para continuar tendo força. Só o expelido pode causar a inovação. Só a inovação pode causar o expelido. Só a imaginação pode causar a inovação. Só a imaginação pode causar a criação. Palmas merece quem transforma, não quem cospe o lido. A imaginação utiliza da observação, da leitura de mundo, do subjetivo e dos interiores para criar. Ela lembra que mais vale quem viveu a experiência do que a experiência de quem viveu. Já que o que 'quem' é definido pelo feito durante e, principalmente, após o acontecido.

É claro que unir pontos de conhecimento a mais sempre eleva enriquecimentos, mas um texto com bom conteúdo e erros de gramática pode ser salvo. Já um com conteúdo escasso e sem nenhum erro gramatical, não terá validez. É fácil demais ler e repetir, difícil é ser escritor. Imitação não salva, se salvasse já tinha sido. Se já foi, se já salvou, é passado, já não é cabido. Tudo vira novo encaixe a cada segundo, para caber precisa ser evoluído. A imaginação duvida da verdade, então ela é a única verdade que temos, porque é a que mais lembra da relatividade das coisas. A imaginação e a disposição para tê-la e colocar em prática, é o mais perto da sabedoria que podemos chegar. E o filme promete abordar muito disso, abrangendo a falta de percepção que ainda temos mundialmente perante o tipo mais importante de sapiência (a não ser quando já demonstrada em grande sucesso).

Preconceitos por classes, religiões e afins, além de extremismos nesses quesitos, que levam a desrespeitos, serão abordados como alguns dos empecilhos para que possamos embarcar em maiores descobertas, evoluções, suportes em enlaces. Tais julgamentos impedem os olhares de captarem a grandeza alheia, para o crescimento mútuo. O filme promete ser uma obra motivacional, repleta de críticas sociais que pretendem nos fazer impulsionar o talento alheio e o próprio.

  • O Silêncio do Céu (Lançamento: 22 de setembro / Autor original da obra: Sergio Bizzio

Diana (Carolina Dieckmann) carrega consigo um grande trauma: ela foi vítima de um estupro dentro de sua própria residência. Entretanto, ela prefere esconder o caso e não contar para ninguém. Mario (Leonardo Sbaraglia), seu marido, também tem seus próprios segredos: mistérios que, ocultos, estão matando aos poucos a relação do casal. O fator mais interessante da premissa é ver o trauma contado pelo ponto de vista do marido, e não da esposa agredida. Ela, estoica, finge que nada aconteceu – Diana, inclusive, que pergunta ao marido se ele está bem quando os dois se falam ao telefone – enquanto ele começa a remoer a culpa por sua passividade e pela incompreensão ao sigilo da esposa. Aos poucos, a incomunicabilidade evidencia conflitos mais antigos do casal. A violência continua, muito após o estupro, no esfacelamento da relação e nas pequenas chantagens de Mario, visando extrair a confissão de que precisa para efetuar o próprio luto.

Desses pontos indicados, diversos fatores já podem ser apontados como meios das entrelinhas reflexivas e extremamente críticas. Não em patamar principal, mas em significância, fica a indispensabilidade da lealdade e da amizade em quaisquer tipos de relacionamentos íntimos a dois, e em tal temática, é abordada a importância dessa construção em qualquer situação, para que seja, de fato, algo sincero. Se nos pequenos detalhes não ocorrem os dois pilares indicados, se não é algo costumeiro, se as partilhas são deixadas de lado no que poderia magoar o outro ou no que foi impactante em fatos do dia para um dos, em casos mais chocantes, esfarelará o laço.

Em base principal fica a questão do estupro em si, das tantas linhas coladas aos fatores dos vestígios da cultura patriarcal e de tantas das lutas feministas necessárias, por mais que existam as vertentes radicais do movimento. Dentro disso, temos a terrível "ironia" das inversões dos papéis de culpa, como indicado neste poema aqui, que são tópicos alimentados por todos os problemas, justamente, deixados por esses resíduos de tal fase. "O estuprado que sente vergonha e quem foi traído que ganha apelido. O cafajeste falando da fronha e a namorada chorando escondido(...)". Onde ficam os reais papéis de culpa, a vergonha em quem deveria, a noção de força e forte estampadas onde merecem estar?

As marcas que prosseguem nas vidas mais afetas por esses absurdos, mancham cada vírgula, principalmente se não houver uma mão para segurar e abrir porta sobre o assunto. Mas e se aquela porta já tiver sido fechado pelo outro, por justamente aquele que deveria ser o ouvinte sobre o caso? Você têm deixado quem ama confortável o suficiente para confessar acontecimentos sem sentir que a culpa vai ressair sobre ele quando, em casos como esses, a culpa não foi, de fato, dele?

O roteiro faz uma bela escolha de trabalhar com símbolos, ao invés de cenas concretas (do jeito que o Sem Quases adora!). Pelo que fica em visibilidade, o realismo da agressão inicial é prosseguido pela atmosfera de paranoia, beirando a loucura. Em algumas críticas do filme, foram citadas cenas que comprovam as alusões metafóricas aos conflitos entre o permanente e o efêmero, entre o passivo e o ativo, entre a natureza e o humanos. O projeto recorre a elementos lúdicos, como uma planta que se move sozinha, os dedos que mudam ao longo dos anos – e nem sempre seguram os anéis , os espinhos dos cactos, a transparência das janelas e vitrines, entre outros (provavelmente). A câmera desfila pelos ícones com o misto de hesitação e curiosidade típico do terror, como se temesse descobrir algum segredo, ou testemunhar algo que não deveria (mais uma vez). O ápice de tal mecanismo se encontra nas belíssimas cenas da estufa, transformada em palco de um crime em potencial. Cada cena poética, como as citadas, deixa a tensão que permeia a sociedade, o medo que é motivo para lutas em prosseguimentos e para os diversos reajustes necessários (como é o caso da questão das 'inversões de culpa' que ocorrem). É necessário que haja sim "mimimi" por qualquer coisa, já que os absurdos (re)nascem por coisa qualquer.

Com a vertente de lições sobre relacionamentos, de críticas sociais e de temáticas focalizadas em feminismo e em demais movimentos, a obra promete detalhamentos a mais a serem captadas e enlaces firmes entre cada uma das angulações seguidas.

  • Hestórias da Psicanalise (Lançamento: 15 de setembro / Roteiro por Francisco Capoulade)
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O documentário constrói uma análise das temáticas abordadas por Sigmund Freud, conhecido como o pai da psicanálise, e também emite sobre as diversas leituras realizadas por acadêmicos de todo o mundo e principalmente do Brasil, trazendo novos pensamentos e caminhos para o grande corpo de escritos científicos do austríaco. O título já começa fazendo um jogo de palavras entre "histórias" e "estórias", dando a entender que especulações, novas teses e afins, serão alargadas pela obra.

Os entrevistados tocam em temas como história, tradução, comportamento, cultura e linguagem, oferecendo uma grande reflexão sobre Freud, o seu trabalho e demais questões, na intenção de um aprofundamento sobre o desvendar dos mistérios da mente humana e suas particularidades.

É óbvio que longas de tal estilo não surgem como forma de arte que abraça a ditadura e destrincha bases para que sejam totalmente abraçadas e seguidas como certezas absolutas. Cada detalhe é transmitido na intenção de uma discussão, de algumas quebras de paradigmas, novas visões e aberturas de alas para que o espectador, a partir do visto, acate ou não tais pontos, refletindo para além sobre as temáticas.

As reflexões certeiras e as entrelinhas mais densas, portanto, não podem ser previamente definidas; mas a ideia do pilar necessário de buscar a continuação de cada tópico em releituras internas, fica como quesito primordial.

  • Star Trek: Sem Fronteiras (Lançamento: 01 de setembro / Roteiro por Simon Pegg e Doug Jung)

Desta vez, Kirk (Chris Pine), Spock (Zachary Quinto) e a tripulação da Enterprise encontram-se no terceiro ano da missão de exploração do espaço prevista para durar cinco anos. Eles recebem um pedido de socorro que acaba os ligando ao maléfico Krall (Idris Elba), um insurgente anti-Frota Estelar interessado em um objeto de posse do líder da nave. A Enterprise é atacada, e eles acabam em um planeta desconhecido, onde o grupo consequentemente é dividido em duplas.

Nunca assisti nenhuma das sequências de Star Trek, mas a nova etapa causou interesse para que haja o acompanhamento desde o princípio. Os detalhamentos reflexivos, desde então, já demonstram força e minúcias a serem captadas. Citando de forma superficial, quesitos alastrados sobre autoconhecimento, lealdade, trabalho em equipe e muito mais, ficam como pilares.

Mensagens que pairam sobre o fator de que tudo o que merece nossos olhares como algo que pode ser dito sobre alguém, de fato, é o que aquela pessoa faz com o que tem, firmando ou não caráter, deixam a jura de serem inclusas. São os atos feitos, é o que criou através do dom próprio, o novo legado que deixou com o nome próprio e cada particularidade que só os atos e as falas daquele ser puderam permitir. As falas cumpridas e as que trouxeram inverdades, os atos firmados e os que quebraram outros que poderiam ser vistos como belos; são enlaces e mais enlaces a serem considerados ou a terem forças para derrubar todos os outros. Um ato pode anular a verdade de um universo de outros tantos, e é nos limites, nas prioridades dadas a si, que vemos a verdadeira cara de alguém. Quem não tem limites próprios, quem comete o que quer sem considerar as perdas possíveis, não tem caráter, porque não tem escolhas. Relacionamentos como caminhos para o autoconhecimento também mostram as suas asas e firmam a tese de que maturidade é não desistir de sentir.

  • Meu Rei (Lançamento: 22 de setembro / Roteiro por Maïwenn e Etienne Comar)

Depois de um grave ferimento no joelho, Tony (Emmanuelle Bercot) se muda para o sudoeste francês para realizar um longo tratamento capaz de ajudá-la a caminhar normalmente. Mas essa não é a sua maior dor: ela ainda amarga um longo relacionamento infeliz com Georgio (Vincent Cassel), homem manipulador e possessivo com quem tem um filho.

Sem nenhuma agressão física, o filme, do começo ao fim, aborda a violência psicológica que surge a partir de um relacionamento abusivo. "Fortíssimo, belíssimo e para ver com muito senso crítico", é o que a maioria dos espectadores afirma. Alguns chegaram a dizer que o final romantizou muito o não deveria, enquanto outros puderam enxergar tal romantização justamente como uma crítica ao que acaba por ocorrer em diversos casos: maquiamentos e afins perante a sociedade ou a partir dela. 


Georgio representa, para além das linhas que encaminham o relacionamento nada saudável referido, também diversos dos erros que são cometidos enquanto existe toda a consciência de que não gostaria que o outro fizesse o mesmo. São atos explorados enquanto firma em voz para os alheios que é falta de respeito, de caráter e de diversos pontos cruciais. Tudo isso engloba muito dos tópicos de uma sociedade machista, de uma conjunção repleta de inversões que independem dos gêneros (repito a indicação do poema que critica tais fatores: aqui) e, principalmente, de diversas das críticas feitas pelo documentário "I Am" (com análise indicada acima, na análise prévia do filme "Horizonte Profundo"). Afinal, o fraco é aquele que faz o oposto do que afirma como correto, que não segue o que gostaria que seguissem por si, e assim por diante. Mas a sociedade o enaltece como "aquele que tem amor-próprio", como "o que saiu por cima" e embrulha/alimenta cada vez mais essas continuações errôneas. São entrelinhas assim que perpetuam a obra, variadas, destrinchando questões ligadas umas as outras em infinidades de mensagens a serem prosseguidas e/ou formuladas muito mais a partir dos erros dos personagens (que refletem bastante os erros do que a própria sociedade firma quando em 'revoltas pessoais', 'vinganças' as invés de firmeza de valores e afins) do que do que sabem que seriam 'acertos'.   

  • Meu Amigo, o Dragão (Lançamento: 29 de setembro / Autor original da obra: Seton I. Miller)

Órfão, o pequeno Pete (Oakes Fegley) cansa de ser abusado pelos pais adotivos e foge de casa. Ele passa a viver numa densa floresta ao lado do amigo Elliot, um gigante dragão que desperta a curiosidade de moradores da região.

Além de vertentes repletas de alertas a partir dos absurdos cometidos pela família de Pete, o filme agrega angulações críticas singulares. O desejo de poder de uma parcela da sociedade, com exploração visando lucros imediatos perante "o desconhecido", ao invés da busca pelo maior conhecimento e pelo desenvolver de formas produtivas para ambos os lados (natureza e economia: que, quando protegidas em conjunto com questões de melhorias para um geral, é que realmente geram bons frutos e consequências), pode ser um dos pontos a surgir. Críticas para a mídia, o sensacionalismo muitas vezes regado e afins, são outros fatores em possibilidade de reflexão. 

Logo, barbaridades humanas de variados tipos, suas cicatrizes eternas e como conduzi-las (como falo aqui na análise do primeiro clipe), assim como o outro lado da moeda, prometem ser bem explorados. Entre um oito triste e um oitenta maravilhoso, vemos os quarentas sempre inclusos. Uma obra que jura nos fazer repensar sobre para onde queremos virar a nossa realidade, sobre os laços humanos, a falta de humanização profissional que torna qualquer profissão indigna de respeito e, principalmente, um filme que deve abordar mais do que diálogos interessantes, mas cenas que os complementam metaforicamente de forma densa, crítica e tocante simultaneamente, ainda que visando um público determinado e que deve receber os toques de formas possivelmente mais leves. O tesouro para os demais, fica nas entrelinhas.

  • O Roubo da Taça (Lançamento: 08 de setembro / Roteiro por Lusa Silvestre e Caíto Ortiz)

Um universo de críticas ao sistema político-social do Brasil fazem parte da trama baseada no caso real do roubo da Taça Jules Rimet, entregue aos campeões da Copa do Mundo. O filme é produzido pela Netflix e já é vencedor de um prêmio, aderido na mostra "Visions", uma das que integra o festival texano South by Southwest, um dos principais celeiros de tendências dos Estados Unidos.

Peralta é um simples corretor de seguros que começa a sofrer pressões de todos os lados. Em casa, sua namorada Dolores dá um ultimato: é casamento ou fim de papo. Por outro lado, suas dívidas que se amontoaram rapidamente, começam a ser cobradas. Quando tudo parece perdido, uma brilhante ideia cruza a cabeça de Peralta: um plano que vai "resolver todos os seus problemas". Com a ajuda de seu amigo Borracha, um sujeito nada inteligente, Peralta decide roubar a Taça Jules Rimet de dentro dos cofres da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Na versão oficial, a taça foi derretida e os culpados foram presos, mas até hoje o episódio não foi completamente esclarecido e o destino da taça é alvo de diversas especulações.

O episódio do roubo da taça Jules Rimet, em 1983, contém alguns elementos que provavelmente só poderiam ter existido nesse país com noções muito particulares de malandragem e corrupção. O crime cometido por ladrões inexperientes, a segurança ineficaz do prédio onde se encontrava a taça, a gestão frouxa da CBF, a investigação mal conduzida pela polícia, a associação entre crime, política e futebol, entre outros, são pontos que ficam como alertas para o que muito ainda ocorre. De certo modo, o caso representa a "cordialidade" do nosso povo, e o longa aparenta fazer a boa escolha de retratá-lo como uma comédia de erros.

As críticas afirmam que todos os personagens são "igualmente patéticos", o que é um acerto, já que de modo seus atos funcionam, principalmente, por incompetência dos outros ao redor, o que gera um ciclo crítico. O famoso "esquema da pirâmide", proposto aos amigos pelo trambiqueiro Peralta (Paulo Tiefenthaler), simboliza o projeto como um todo: um personagem passa a perna num segundo, que prejudica a vida do terceiro e, quando se percebe, todos estão afundados na mesma crise, que é o que ocorre dia após no nosso país e em outros cantos do mundo pela mitigação que, quando eleva apenas poucos, ora faz todos caírem. A ausência de heróis na história de um crime demonstra a audácia e o potencial para além dos fatores cômicos dessa premissa. Uma trama para refletir sobre entrelinhas e falhas do sistema em que estamos imersos, captando corrupções e ocorrências que são geradas, mesmo que não intencionalmente por alguns, por conta de quebras de cuidados necessários com a teia social, que é defasada em prol de alguns.

  • O Vale do Amor (Lançamento: 29 de setembro / Roteiro por Guillaume Nicloux)

Isabelle (Isabelle Huppert) e Gérard (Gerard Depardieu) formam um separado casal de meia idade que perdeu o filho há seis meses. Ainda em fase de luto, eles encontram uma curiosa carta do falecido pedindo para encontrá-los no Vale da Morte, nos Estados Unidos. Intrigados, ambos aceitam fazer a viagem e comparecer ao encontro. Assim, entre as dores gigantescas e com pouca perspectiva de um resultado feliz, a dupla embarca em uma jornada melancólica. Durante o processo, acabam desvendando mais um sobre o outro e entram em profundas construções de autoconhecimento. Diálogos interessantes e temáticas importantes – como a homofobia –, permeiam a trama.

A obra deixa a promessa de ir para muito além de quaisquer quesitos religiosos. É um longa feito de metáforas, de representações, de enlaces que nunca desejam chegar a um ponto completamente literal: e sim em uma intenção implícita. Um filme que vai acima de crenças, mas que também abraça fé em plurais, prezando respeito, amor e pilares principais em patamares mais amplos.  

Há um enorme desencontro de visões e opiniões apartando a relação dos protagonistas, mas os fatos de não abandonarem as tentativas, de não desistirem de começar novos diálogos e de impulsionarem um ao outro nas situações, são alguns dos pontos que abrangem noções básicas de um relacionamento saudável e duradouro. Muitas das mensagens parecem captar noções do texto "O perdão do amor é mais difícil", lembrando que a paixão terá os seus momentos de "queda" e que o segredo está em não desistir sem confissões e tentativas para certos inovares. Diversas mensagens, das mais sérias e profundam, que são agregadas nas entrelinhas do filme "Um Namorado Para Minha Mulher" (com análise prévia mais acima), inclusive, deixam a impressão de surgirem também, com formas diferenciadas de apresentações, na referida trama.

Os entornos de "O Vale do Amor", no entanto, propelem discussões sempre densas em cada nova etapa: como críticas ao machismo e afins. É uma trama para refletir sobre relacionamentos amorosos e suas possíveis consequências quando em duração, sobre persistência, fé dos mais diversos tipos e demais quesitos de suma importância. Concordando ou não com as teses emitidas, sem dúvidas, é um meio para aprofundar teorias, sinceridades e releituras internas que clarifiquem caminhos próprios.

  • Herança de Sangue (Lançamento: 08 de setembro / Autor original da obra: Peter Craig)

Após anos preso por não delatar o líder de uma gangue de motoqueiros (e por cometer erros a mais), John Link (Mel Gibson) constrói a sua vida em meio ao deserto na Califórnia, onde seu trailer também serve como estúdio de tatuagem. Vivendo longe de drogas e violência, ele tem seu cotidiano afetado com a chegada de sua filha desaparecida que está jurada de morte por traficantes. Ele fará de tudo para protegê-la.

Em meio a personagens do mundo do crime, violência, luta por poder e tráfico de drogas, o filme traz uma abordagem diferente ao retratar dentro desse contexto relações afetivas como a paternidade, apresentando forças humanas pelo próximo e sugerindo um possível caminho para a redenção de um passado conturbado.


A trama aborda reflexões a mais em boas entrelinhas, tais como a indagação sobre "o que é sucesso?". Além de ser algo extremamente relativo, tal palavra fica vinculada a certos tons descritos na análise prévia do filme "Como Eu Era Antes de Você" (confira aqui), e essa vertente que desconfigura as noções de intensidade como sinônimo de imprudências, entre outros fatores, deixam promessas de bem enlaçadas elaborações no filme. 

Uma obra para aprofundar teores de contatos humanos e de impulsos que gerem mais respeito perante essas conexões, de pontos sobre autoconhecimento em implicitudes, sobre alertas que abrem olhos para os reais sentidos de intensidade e afins, além de trazer em circundares diversas questões sobre universos corruptos e sobre o quanto caráter, ainda que afetado, mostra sua verdadeira cara não no mar, mas na areia. 


  • Demônio de Neon (Lançamento: 29 de setembro / Roteiro por Nicolas Refn e Mary Laws, através da ideia base de Nicolas Refn)

"The Neon Demon torna-se uma imensa decepção. Não apenas pela análise até mesmo redundante em torno do mundo da moda, repetindo obviedades sem jamais colocar o dedo na ferida, mas também pelo potencial desperdiçado em personagens e situações", afirma crítica de Francisco Russo. Porém, é mais um dos filmes desta lista que já mostra uma cara repleta de metáforas. E se os aprofundamentos vierem a partir de tais poesias imagéticas e os diálogos sejam apenas complementos? Mesmo como uma contempladora de palavras e de entrelinhas em falas, não é digno ignorar o quanto as imagens podem também dizer. Afinal, se o mais fundo fica na superfície em muitos casos, aquele dedinho do pé aparente pode ser a frase não dita, sendo dita.

Na trama referida, Jesse (Elle Fannng) é uma jovem de 18 anos que acaba de chegar a Los Angeles. Ela tenta a sorte como modelo profissional e, após tirar algumas fotos mórbidas para um jovem fotógrafo, é contratada por uma conceituada agência de modelos. Bastante ingênua, ela passa a lidar com o ego sempre inflado das demais modelos e também com a maquiadora Ruby (Jena Malone), que possui intenções ocultas com a jovem.

Um filme que mostra absurdos, falta de caráter e muita crítica aos "padrões sociais" impostos para que, a partir dos erros, possam ser pensadas as soluções, os pontos que realmente deveriam ser valorizados e afins. Mas será que o filme permeia somente esses quesitos que, apesar de fundamentais para serem sim discutidos sem finduras, acabam sendo, de qualquer forma, também batidos? Será que não existirão pingos mais intensos e/ou de demais críticas nos arredores? Será que as formas de mostrar o quanto beleza é algo relativo e só realmente importante quando no caráter e quando visando as singularidades com respeitos, serão tão enfadonhas? Talvez seja o longa mais arriscado em quesitos de colocar expectativas para grandes reflexões além das já feitas, mas não deixa de valer só pela base. Afinal, ao discutir o que poderia ser aprofundado, sendo um tema que é válido de discutir e relembrar, já estamos dando o tesouro que buscamos para as bagagens.

  • Lembranças de um Amor Eterno (Lançamento: 22 de setembro / Roteiro por Giuseppe Tornatore)

A estudante universitária Amy (Olga Kurylenko) leva uma vida de excessos. Trabalhando como dublê, ela faz acrobacias cheias de suspense e perigo, durante cenas de ação. Além de uma vida repleta de paixão pelo autoconhecimento, a jovem passa seu tempo livre trocando mensagens com seu namorado, o professor de astrofísica Edward (Jeremy Irons), pelo computador. Após ele negar se encontrar com Amy, ela irá descobrir um triste segredo de seu amado.

Questões éticas e sobre lealdade vão entrar em jogo e certos momentos que contam com falta de caráter existirão para mostrar o quanto essas atitudes afetam para muito além dos ciclos que se imagina. Para além de tais tópicos, reflexões sobre diversos tipos de laços estarão presentes: familiares que pouco se falam na atualidade, entre outros problemas que geram teias entre si, farão parte dos aglomerares de problemáticas da trama, mostrando como uma ganha nó com outra. Muito do que foi analisado aqui nos destrinchares do filme "Estão Todos Bem", ganha grandes probabilidades de ser encontrado em "Lembranças de um Amor Eterno".

Além de todas as questões, as visões dos pilares da relação de base da obra devem ser também estudadas. Ela agrega todos os pontos básicos principais que o amor emana? Não é a distância em si que não faz ser saudável, mas os esforços atrasados, os pontos que seguram as construções não sendo firmados e afins. Afinal, quem não atravessaria o mundo ou, ao menos, estaria tentando dar um jeito para, caso pudesse ratificar o sentimento sincero? Algumas das reflexões que ficam para que sejam equiparadas com o relacionamento da trama estão em um dos parágrafos do texto "Não é o que parece".

  • Rondon, o desbravador (Lançamento: 01 de setembro / Roteiro por Wagner de Assis)

E os últimos analisados não estão no final da lista por atiçarem menos empolgação ou por agregarem menos críticas, entrelinhas e forças para reflexões, pelo contrário. A obra "Rondon, o desbravador" aparenta ser prato cheio para exames de casos que prosseguem no presente. No filme, a partir do fictício encontro entre o Marechal Cândido Rondon (Nelson Xavier) e um jornalista para uma entrevista em sua residência, o militar, um grande líder, idealista e responsável por políticas de incentivo a convivência pacífica entre os povos indígenas e os brancos, revisita sua história (verídica, obviamente). Não faltam momentos marcantes, como a indicação ao Prêmio Nobel da Paz, em 1957.

A base do longa trata de respeito, de busca pelo diálogo e de diversos itens necessários para cordialidades que causam evoluções. Porém, agrega ainda mais, mostrando o quanto faltou e falta ainda muita noção de pertencimento para o brasileiro. Essa separação tão ratificada entre "negros, indígenas, brancos", entre outros, não os vendo como apenas um, como o mesmo povo, ainda que sem esquecer das lutas que devem ser prosseguidas por contas históricas e seus resquícios, causa embustes ainda mais alargados. O país acaba tendo muitos outros problemas sociais, indo além de apenas o fato de ser marcado por uma sociedade patriarcal que deixou grandes vestígios, por quesitos radiciais de religiões e afins e por diversos pontos de racismo, mas também por uma mesclagem de povos que em muitos teores gerais, ainda precisa enxergar o outro como mais semelhante na atualidade, compreendo os atritos históricos e buscando os balancear em espelho e não em mais raspagens que viram somáticas.

Outros filmes prometidos para o mês de setembro são:

Terror/suspense: O Sono da Morte (01 de setembro) – Um dos poucos filmes que agregam o gênero "Terror", porém que despertaram o interesse por trazer uma visão diferenciada que pode englobar reflexões úteis a mais. 
Guerra/Drama: Os Senhores da Guerra (15 de setembro)
Drama: Stonewal (29 de setembro)  Sem legenda (desta lista de "outros", é o que mais estou desejando assistir: temática importantíssima!).
Comédia/Drama: Um Homem Só (29 de setembro)
Show: Tiago Iorc: Troco Likes Ao Vivo (27 de setembro)
Comédia/Fantasia: Virei um Gato (08 de setembro)  Reflexões mais leves, porém não menos importantes, ficam presentes. Diversas delas possivelmente já encontradas (com outras fórmulas) no filme "Estão Todos Bem", analisado aqui e já indicado em uma das análises acima. 
Comédia/Ação: Cães de Guerra (08 de setembro) – "Filme pipoca", mas com possíveis toques críticos interessantes. 
Ação/Aventura: Sete Homens e Um Destino (22 de setembro)
Drama: Charlote SP (22 de setembro)  Obra inovadora, sobre a qual fiquei interessada em saber mais. Estaria junto com as tramas mais indicadas acima, se não faltasse informações mais ricas sobre.
Terror/suspense: O Homem nas Trevas (08 de setembro)
Comédia dramática: Belas Famílias (22 de setembro)
Comédia: Gênios do Crime (29 de setembro)
Comédia/Romance: Desculpe o Transtorno (15 de setembro)
Animação/Família: Cegonhas (22 de setembro)
Policial/Histórico/Suspense: Kóblic (15 de setembro)
Drama/Romance: Lua em Sagitário (15 de setembro) – Uma trama que parece impulsionar o lembrete de viver "fora do universo tecnológico", trazendo muito das noções mais sinceras do que é 'viver intensamente', como indicado aqui

Lembrando que além da listagem acima e do corpo de análises prévias, na introdução estão diversas outras obras que serão exibidas nos cinemas em setembro. 

Sim, uma abundância de estreias para um único período, o que fez com que nem todas as obras que poderiam merecer um certo aprofundamento a mais, aparecessem na listagem principal, mas isso deixa portas para futuras análises concretas (após o assistir total dos filmes: o que é ainda mais válido, obviamente).

Outro adendo que fica é sobre o fato de que um gênero definido para um filme não é embasamento para limitações. Um romance pode ter um enfoque muito maior em autoconhecimento, uma comédia pode ter linhas mais reflexivas que acabem inclinando para o drama e assim em diante. Acima, foram colocados os estilos indicados apenas para uma noção primária que não deve ser confundida com base total.

Atenção! Ratifico ainda que o filme "Fome de Poder" (história da ascensão do McDonald's), que seria lançado no mês passado (agosto), teve a sua estreia adiada. Algumas fontes confirmam lançamento para dezembro. A confirmação aqui ocorrerá quando o filme surgir em alguma das próximas listas de estreias.

E então, estava aguardando alguma das obras há muito tempo? Qual das tramas mais chamou a sua atenção? Quais reflexões acrescentaria sobre as bases já abordadas? Não deixe de emitir as suas opiniões e dicas nos comentários!

Vale lembrar que os filmes de toda a postagem, não estiveram em ordem de "possíveis favoritos" ou outras formas de organização crescente ou decrescente em quaisquer quesitos. 
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