Frase do Dia



O tempo só é breve pra gente poder se demorar. O problema está em quem esquece que ir também é ficar. • Veja mais frases no Instagram: @semquases ou @vanessabrunt.
VANESSA BRUNT

4 POEMAS, 1 HISTÓRIA


Uma lista de críticas de filmes está guardada nas notas do celular e, ao lado, a minha luminária faz brilho no pequeno caderno que guarda mais uma listagem de descobertas artísticas que ficaram ali, aguardando para serem compartilhadas. Apesar dessas ansiedades acumuladas e ainda não emitidas para vocês, já falei aqui sobre o retorno deste nosso espaço: que só voltará, de fato, ao seu ritmo normal entre dezembro (2018) e janeiro (2019), porque a rotina (com finalização do curso de Jornalismo, trabalho na redação e lançamento dos novos livros) está em uma etapa borbulhante, está sendo borboleta e, em breve, voará.

Enquanto vou aglomerando as tantas artes (filmes, séries, ilustrações, músicas...) que ainda terão análises aqui no Sem Quases, o tempo nunca deixa de ser tempo para sentir, para cuspir a alma em palavras, para caçar o ex-crer, ver. Nem que seja ali, durante cinco minutos da madrugada ou no intervalo do almoço – seja no guardanapo, na mão, na folha ou nos aparatos tecnológicos –, a única coisa que é certeza é que escreverei e continuarei lembrando que os fortes são aqueles que sentem muito.

Nesse meio tempo, no qual fiquei, novamente, em um intervalo longo desejando retornar para cá, realizei um dos momentos mais incríveis da minha vida, que foi o lançamento do livro Depois Daquilo. Foi tatuagem encontrar vários rostos que são almas entrelaçadas na minha e que, agora, vão ser corações ainda mais emaranhados aqui. Matérias lindas sobre o livro foram existindo, mais teasers surgiram e muitas fotos com novos trechos dele estão pingando por aí. Inclusive, você pode adquirir o seu aqui (ou veja outras opções de onde comprar o seu exemplar).

Em paralelo a tal alegria, no entanto, já chorei umas trinta mil vezes, tive o coração dilacerado, revivi e vi a beleza da flor que lembra: que quem demora de enxergar a importância do que nos é importante, tira o nosso amor-próprio da reta, por vezes, até mais que um espelho embaçado e sozinho.

Então, mesmo com atrasos e acúmulos atuais que, em breve, serão (aos poucos) resolvidos aqui, a vida não parou de ser feita para ter a necessidade de pausar, ao menos um dia, para olhar para o céu. E, assim, trago o meu pedido por mais um tiquinho de paciência da parte de vocês (que já tanto me entendem e não deixam de abraçar-me mesmo nessas fases conturbadas) para que lembrem que o blog estará com seu movimento frenético outra vez daqui a alguns meses. E, como um bom cantinho que é casa e que não morre, ele continua com suas postagens aleatórias até lá. E, é com essa linha, que deixo um compilado de alguns dos poemas (das entrelinhas) que venho expelindo nos últimos meses. Com quatro deles, uma história contada sobre pontos e fases diferentes:


MAIORES NA INFÂNCIA

Ei, eu vi uma luz na sua raiz
E é tão raro para mim
Querer regar.
Ei, eu sei da sua cicatriz
E meu pulso também
Não consegue
Enxaguar.

Ei, tem algo no jeito
Em que o poste faz brilho
Na rua molhada.
São detalhes assim
Como sua mão no meu cabelo
Que me fazem, vivida,
Tão achada.

É que ando meio perdida
Sempre,
Mesmo quando sei de mim.
Vivo driblando piscinas vazias
Querendo alma na pornagrafia
Sentada no trampolim.

Ei, eu vejo uma poesia
No jeito como seus olhos
Viram lágrimas ao rir.
Sinto aqui anestesia
No meu medo e nessa biografia
Que só fala de partir.

Ei,
Cê não sabe metade
Das metades que eu vivi
E do quanto estou cansada
No décimo degrau da escada
Não querendo recair.

Mas eu também não sei
De todos os seus hematomas
Só sei que quero descobrir.
Eu vejo um tesouro no fundo
Do seu receio fecundo
De ser dois e
Sub
trair.

Ei,
Cê ainda não sabe
O quanto é difícil pra mim
Querer ser tão fácil.
Mas quando começo
Não vejo outra forma
De inici-ar.
Eu vivo dentro de uma caixa
Com trinta cadeados
Até que apareça
Quem me faça ficar.
E aí eu mergulho
Não sei ir aos pouquinhos
Mas aprendi a ter cautela
A ter uma cota de espinhos.

Cê disse que não entende
E que tudo isso é exagero
Mas um dia sua luz
Vai te esclarecer.
Perto ou longe de mim
Vem algum desespero
Pra mostrar que só ele
Pode nos merecer.

Ei, deita aqui por enquanto
Trago quase tudo
o que posso oferecer…
Cafuné, verdade e, quem sabe,
Um tanto
Do meu poetar
E do meu descaber
— Pra cê levar depois que formos
Pra gente fazer alguma marca
Que não precise sangrar…
Eu pedi desculpa
Porque eu vi uma luz
E tenho essa mania
De intensificar.

Então, ei,
Encosta aqui por enquanto
Enquanto ainda tenho coragem
De correr o risco.
Enquanto sua luz é mais forte
E ainda vejo meu norte
Enquanto a chuva
É chuvisco.

Eu vi uma luz aí dentro
E não sei se vou demorar
Mas enquanto estiver
Espero arrombar
Alguma porta fechada
Alguma tranca enferrujada
Algum medo escondido.
Espero que faça alecrim
Com o que temos aqui
E que não armemos
Regalos bandidos.

Ei,
Eu quero dançar com você
No meio do estacionamento
No meio de uma loja
Com sorvetes nas mãos.
Quero devolver
A sua crença e cimento
Deixar um pouco de soja
Pra sua oração.

E, quem sabe, cê me conheça um pouco
E valorize meu jeito torto
De não ser paciente
E de querer ir com cuidado
Mas com tudo de uma vez.
Eu vejo um tom na sua essência
Que talvez cê tenha dado
Como morto
Vejo cores gradientes
Vejo na guerra, um soldado
Que salvaria lucidez.

E, ei,
Eu quero um poste enorme
Cobrindo uma rua esburacada
E eu quero nossas mãos entrelaçadas
Até que tudo escureça.
Eu quero seu nariz no meu
Sua sequência de beijos
E o que temeu
— Até onde a dor
Não prevaleça.

E eu prometo fazer mil cartas
Mil poemas que cê nem vai ler
Porque eu vi uma luz e eu preciso
Escrever
— Até quando ainda valer a pena
Até quando não apequenar.
Deixa eu ver quem é você no escuro
Deixa eu te dar um nome para lembrar.

Só não me tranque do lado de fora
Não apague a força da sua aurora
Não vire mais uma foto que eu preciso queimar.
Mostre seu braço tatuado
Não caia nessas ruas de enjaulados
Que juram que liberdade
É cortar.

Ei, eu vi uma luz na sua raiz
Estou testando a minha fé.
Eu sei
Da sua cicatriz
E tenho uma mancha
Onde dei ré.
Ei, ei, ei!
Eu vejo um poema
Sempre que cê para
E abre a greta um pouco mais.
Só não se iguale aos pequenos
Veja o poder dos acenos
Só tire a minha roupa
E não tire a minha paz.

É que, ei!
Não sei ficar onde não é fácil
Onde a minha entrega
Não tem valor
Onde buscam pelo ás.
Eu vejo um brilho na sua sala
A verdade no que cê cala
E uma catraca sem crachás.

Marcados demais para a ingenuidade
Sozinhos demais para o acolhimento
Apunhalados demais para a confiança.
Esquecido que só vale o que causa
Ansiedade
Enrugada demais para ser de momento.
Que dure até enquanto
pudermos ser
crianças.


23

Chorando na calçada
Com as mãos nos bolsos
Porque ainda busco
O que procurar.
Vivendo emperrada
No meu calabouço
Porque não há ninguém
Salvo a nos salvar.
Enxugando a cara quando passam perto
Ela morreu em um incrível deserto
Que diziam ser casa
Para se encontrar.
Engolindo velas pelo passo certo
Apagando chamas pelo céu aberto
Ela não sabe mais
Como se queimar.
Pomada, pomada
E estão todos anestesiados
Ninguém conversou
Então
Ninguém achou
A cura para os mudos
Cansados.
Chegou a época de ouro
Da caça ao maldito tesouro
E o monte de luz veio
Para nos cegar.
Endurecendo de tanto sorrir
E esquecendo que só vale
O que, se for,
Nos fará chorar.
Chegou a fase do acerto
Pedra que todos dizem lapidar:
Mas ninguém tem coragem
De trocar sangue para ver durar.
Chegou a era do torto patrono
Nem mesmo ela pôde escapar da acidez
Ela quer tanto não errar
Que quase não sabe mais tentar
Aos 23.
Estão todos desaparecidos
De tão achados por si
E dizem ser amor-próprio
Sair cortando o que acudir.
Distante do precisar
Discurso de (des)querer
E a independência veio nos isolar.
Chegou a época da chuva
Eles abriram guarda-chuvas
(Ao meu redor)
Muito velhos para crescer
E acabam novos só para murchar.


PINGA O CIGARRO EM MIM

Cê vê amarelo
Eu vejo azul
E neste duelo
Sem norte ou sul
O seu isqueiro
Veio me queimar
E eu, que já guardei tanto remédio
Beijei a marca só pra nos sarar.

Cê vê um elo
Onde eu: corda bamba.
Não me atropelo
Na sua caçamba.
Mas por um triz
Não policio meu lar
E, novamente, deito
Onde só posso cochilar.

Porque cê viu branco
Onde eu servi cinza
Mas quando cê chega perto
É tudo vermelho.
Porque rimou tanto
Que a gente poetiza
Até o incerto
Pelo joelho.

Cê é de Marte
E eu de canto nenhum
Mas quando a gente se entrelaça
Somos apenas arte.
– Quarto por dois.
Terços? Algum.
E já parece que aqui
Não entra
Descarte.

Eu quero preto e branco
Cê quer o desfocado
E sua fumaça veio
Tentando me entalar.

Eu quero um banco
Onde seu peito,
Entusiasmado,
Não vê que daqui
Ninguém vivo sairá.

Não é perda de tempo.
Não é falta de lucidez.
É a maturidade
Lembrando de riscar
Mais uma página
E quem sabe a sensatez
De que nossas tintas pinguem
Um poema
Pra cantar.

Pinga seu cigarro em mim.
Ele tá te matando
E eu tô te implorando
Por galeria
Ou falir.
Pinga sua cera em mim
Ela tá te cegando
E eu tô te jurando
Um binóculo
Ou partir.

Cê vê amarelo
Eu vejo azul
E neste duelo
Com norte ou sul
Eu não quero mudar seu costume
E cê não quer me enterrar.
Dois corações cansados
Que talvez terminem sufocados
Por nada
Esgoelar.

Eu queria sua cama, teto
Pra gente ler um alfabeto
Que os dois saibam decalcar.
Mas minha asma está cansada
E minha antiga, idosa alma
Já não aguenta refutar.

Eu quero aposentadoria
Desses tempos de opostos
Enquanto cê nem sabe
Se é vício ou construção.

Podemos ser a cura
Ou a doença
Nesta obra linda
E sem direção.
(Contra
dição.)

E é na bagunça que a gente vai
Se ajeitar, sozinhos ou juntos
Entendendo melhor o futuro
Apenas por permitir a dor.

É no caos que mora o brilho
Escondido embaixo das roupas
Que de tão velhas, geraram flor.

É que vai doer largar o outro
Ou um pedaço de si mesmo
E ou você vai crescer
Ou vai ter a falsa ideia
De ser um vencedor.

Vai doer fazer a reta
Em um caminho torto
Nem que seja pra, no fim,
Ganhar por ser
Mais doa-dor.

E não se trata do encarte
Eu tô aqui é pela arte
E cê tá por tempo ser.
Eu tinha esquecido da parte
Em que minha pele que arde
De qualquer forma, agradece
Por ter voltado a viver.

Talvez saiam dois caixões
Talvez um livro, um filme
Uma pintura e um fone
Multicolorido
Pra, em outros nomes,
Nos embalar.

Talvez saiam as lições…
Talvez, minha paciência
– Em choque de adrenalina
Até a hora que for
Pra o microfone
Desligar.

Talvez fiquemos
Moídos
Talvez sejamos
A mudança
Do que não seja essência
Aí ou cá.

A minha flecha aponta
Para o alvo que conta
Que isso não é o tempo
Mas a artéria
Que dirá.

Até que cê mude
Para se encontrar
Ou que eu fique
Para me perder
(E, uma hora, ir)
A gente esconde
O que não vai tentar
Na certeza de que a arte
Vai fazer valer
(E que pedaços nossos
Vão coexistir).

É na rachadura que mora a luz
E o segredo.
E só caindo nela
Assim, tão nus,
Descobriremos o enredo
– Ao
Nos escrever
Nos ex-crer, ver.
Nos enxergar.
Nos CRER (e) SER.
Nos crer pra ver
Nos tatuar.


COMO DER, JANTAR

Estou estendendo a toalha na mesa
Enquanto arrasto a mala
Pela sala de jantar.
Ciente da nossa defesa
Vejo ali uma bengala
Que ninguém quis arriscar.

Depois de tanta poesia
Fios e traços embolados
Sinto pela estadia
E por estarmos tão cansados:
Antes mesmo da bússola
Ou do sorriso tristonho.
Sinto muito se não fui
Como seu antigo sonho.

Mas suas linhas seriam tudo
Que eu precisaria pra escrever
Se não fossem pelos traços
A nos submeter.
E o oceano no seu olho
Fácil de nos alinhar
Passou o dedo na minh'alma
E se deixou um tanto lá.

E é por isso que eu ainda posso
Pôr a mesa e uma estrela cadente
Enquanto lembramos que nada
Permanece permanente.
Eu posso deixar uma muda de roupa
Eu posso esquentar o café
Pra gente sentar, enquanto tudo nos poupa
De mais uma xícara derramada de fé.

Eu posso deixar uma roda
Emperrada no meio do vão
Pra quando quiser me contar
O que apertou o seu pulmão.
Eu posso largar mais pedaços de mim
Pelo seu sofá
Só não pode ser como quase foi
Caberemos caber nesse não será.

Então chega perto pra eu te ter de outro jeito
Porque não podemos ser tudo aquilo
Mas é você que eu quero
Pra entender os nadas.
Senta aqui pra caber no meu peito
E não finge que está tranquilo
Em só me olhar da arquibancada.

Eu quero seu violão perto
Nosso (a)braço aberto
Pra chegar a dança.
Se não pode ser assim tão certo
Que seja no entreaberto
(Greta)
Da nossa fiança.

Chega aqui mais um pouquinho
Não bate essa porta
Que eu vou nos servir.
Eu posso não poder ficar
Mas também não aceito
Ter que nos partir.

Quero ouvir sua semana
O fogo e a chuva do seu mês.
Porque sinto que se formos embora
Nem o espelho
Verá
tal
vez.

Estou estendendo a toalha na mesa
Enquanto arrasto a mala
Pela sala de jantar.
Ciente da nossa defesa
Vejo ali uma bengala
Para nos engatinhar.

Depois de tanta poesia
Fios e traços embolados
Quero mais que uma estadia
E nossos olhos enrugados.

Chega mais perto pra gente
Achar outra maneira de se apoiar…
Se nossos mundos não se encaixam
A gente pode
Via
Ja
r.

Eu quero ao menos ser seu ombro
Ser um colo, uma ponte
Uma conversa larga
No meio do bar.
Se nossa hora não é hoje
E talvez nunca seja: Conte
Ao menos com essa perna
Pra te desembolar.

Só não se perde de mim não
Que depois demora de crescer
O tanto que poderia
Bastando não nos perder.
Que o escuro no meu olho
Tão fácil de nos matar
Passou o dedo na sua alma
E espera nos clarear.

Estou estendendo a toalha na mesa
E convidando você pra entrar.
Tire minha pele, meus ossos
E, prazer,
Quero nós dois
Com o que sobrar.

Estou estendendo a toalha na mesa
E me convidando para além cheirar.
Tiro sua pele, seus ossos
E, prazer,
Quero nós dois
Como
o que
ficar.


Além de novos escritos que vão sendo espalhados pela web e dos que já circulam em livros e sites (ou em galerias nossas), você pode conferir inéditas das minhas crônicas, frases e poesias no livro Depois Daquilo, o último que foi lançado. Assista ao trailer do livro e saiba onde adquirir o seu clicando aqui (ou vá diretamente para a compra aqui).

A nova obra estará comigo na Bienal do Livro, em São Paulo, no dia 09/08 (quinta-feira), a partir das 16h. O evento contará com uma hora de sessão de autógrafos, no stand da Chiado Editora. Confira algumas fotos com trechos do livro no Instagram (@vanessabrunt), Pinterest (@semquases) e no novo Instagram do @semquases.
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TRAILER | (MEU) LIVRO: DEPOIS DAQUILO


Escrever sempre foi a forma através da qual pude entender e indagar o mundo simultaneamente. O meu vício em metáforas e entrelinhas não veio desvinculado de um ato cotidiano; veio do poetar, veio da minha maneira de desabafo, veio da única forma com a qual sinto que posso me comunicar plenamente.

Criei o Sem Quases para analisar outras artes que me inspiram, para falarmos sobre mensagens e lições que podemos encontrar em filmes, séries, ilustrações e outras tantas obras, porque ser poeta não é somente escrever, é uma forma de enxergar o mundo – é lembrar que tudo é moeda o tempo inteiro.

Você pode saber melhor sobre os motivos do nascimento do Sem Quases clicando aqui.

Venho lançando livros desde os meus 16 anos, pelo simples fato da sede de trocas evolutivas: pelo desejo de poder observar algo saindo do meu peito e virando suporte de desabafo para outra alma. E essa sede só fez ganhar amplificações após sentir os mergulhos de cada mente que passa por aqui. Sei nomes e sobrenomes de vários de vocês, que cravaram partes fundamentais de lições no meu peito. Quando algum espinho vem e aperta o meu pulsar, corro pra alguns dos comentários ou até pra mensagens que releio na pesquisa de público aqui do blog. Porque vocês me lembram que existe um tesouro escondido em todas as lágrimas.

O Entre Chaves foi o meu primeiro livro solo e, após, fui lançando outras obras com outros autores (é possível saber de todas elas aqui), enquanto morava aqui neste nosso espaço, escrevia uma ficção e vivia com outros expurgares em letras no dia a dia. Nasceu, em meio a isto, o Depois Daquilo, obra de crônicas que faz mesclagens com frases e pequenos poemas.

Você pode saber melhor sobre a minha trajetória como escritora clicando aqui.

No total, o livro estava com 900 páginas em 2016, ano no qual iria acontecer o seu lançamento. Mas, então, segurei as pontas e fui fazer alguns cortes e recortes, porque percebi que o que estava vivendo naquele ano era, de fato, o que a obra queria dizer. Nunca demorei tanto para formular uma obra. Sempre foi algo fluído e simples, até que me deparei com um mar de fases e vivências a serem selecionadas. Deixei, então, alguns escritos para outros livros, passei por intensidades que precisavam ser exaladas e encaixadas... puxei de cá, tirei de lá e, por fim, ele ficou exatamente como deveria ser: uma bagunça sentimental! Porque, afinal, arte é verdade e honestidade nunca é algo limpo demais.

O livro trata de discussões sobre o amor, a paixão, a ética, o sucesso, o real significado de amizade no mundo contemporâneo e outras tantas temáticas. Abaixo, é possível conferir a sinopse e a capa para mergulhar ainda mais.

E é com lágrimas e muito sem quases que venho agora divulgar para vocês o trailer da obra e as primeiras datas de lançamento do livro (em Salvador e São Paulo). Sim, era disso que se tratava aquele monte de teasers no Instagram. Confira:


Ocorreu um pequeno erro de digitação na legenda do vídeo ao chegar no trecho: "Dar a volta por cima é saber voltar aos entornos" (que assim deveria estar escrito). Peço desculpas pelo transtorno. 

LANÇAMENTOS
Lançamento em Salvador

Data: 28/07/2018 (sábado)
Horário: A partir das 16h
Local: Livraria Cultura do Salvador Shopping
Entrada gratuita.
Valor do livro: R$ 33 (578 páginas)
Com sessão de autógrafos.

❥ Lançamento na Bienal do Livro em São Paulo

Data: 09/08/2018 (quinta)
Horário: Às 16h
Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi (no stand da Chiado Editora)
Ingresso para entrada: R$ 12,50 (meia) | R$ 25 (inteira)
Valor do livro: R$ 33 (578 páginas)
Com sessão de autógrafos.


SINOPSE

QUAIS SÃO AS SUAS MARCAS? QUAIS SÃO OS SEUS DEPOIS?

"O que acontece depois do acontecido? De uma ida, uma vinda, uma revolta, um desvendar...? Depois é a hora do dê pois, do sentido para os caçadores de entrelinhas, das sobras que fazem obras, do que aparece somente para quem cava e permite o buraco para além olhar. É a hora do que ganha na perda do sido e do que não é, jamais, ido." (Vanessa Brunt)

Depois daquilo, independente do ocorrido, você digere: Ao digerir, anota intrinsecamente e guarda a marca, a consonância e o que vier de produtivo a partir do feito, em uma eterna releitura entre âmbitos positivos e negativos, que sempre são também um, um pouco do outro.

Nada é em vão: nisto assegura-se esta obra.

Neste fruto dos passados, a escritora e poetisa de todas as coisas reúne crônicas irreverentes, frases, pensamentos meditais e deleitosas poesias (constando de variadas brincadeiras com palavras) que abordam temas diversos voltados para os relacionamentos humanos atuais, para discussões sobre ética, amor, sucesso e formas de autoconhecimento, fazendo com que as indagações, pesares e vivências façam muito mais sentido.

Sem exigência de uma leitura linear, podendo ser aberto em quaisquer páginas, enviando respostas e/ou meditações de forma dinâmica, este é mais um retrato escrito em que Brunt expandirá suas concepções e acalentará cicatrizes, ou irá contundi-las um pouco mais em meio às identificações.

ONDE ADQUIRIR:

Faça seu pedido para a pré-venda no site Site da Livraria Saraiva 
Faça seu pedido para a pré-venda no site da Livraria Cultura
Site da Chiado Editora (já disponível para compras)
Site da Livraria Martins Fontes Paulista (já disponível para compras)
Site da Livraria Travessa (já disponível para compras)

ONDE O E-BOOK PODE SER ADQUIRIDO:

Apple iBookstore
Barnes & Noble
Sony
Kobo
Diesel ebook Store
Amazon
Baker & Taylor
Google Play

Em breve teremos sorteio no Instagram.

TEASERS DO TRAILER






Espero encontrar você em um dos lançamentos, para deixar o meu abraço esmagador e o meu eterno agradecimento por poder misturar os nossos corações. Vejo você em São Paulo ou em Salvador?
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TALVEZ UMA HISTÓRIA DE AMOR: O FILME NACIONAL QUE DEIXA O CORAÇÃO QUENTINHO | CRÍTICA


O filme nacional Talvez uma História de Amor, protagonizado pelo ator Mateus Solano, foi lançado nos cinemas nesta semana e conseguiu atingir em mim uma sensação que há muito tempo uma obra cinematográfica não tinha cacife para alcançar.

Leve e inteligente, sem precisar cair para o lado dramalhão e nem mesmo para a comédia propriamente dita, o longa traz entrelinhas para atingir intensos debates sobre autoconhecimento e relacionamentos amorosos. Entenda as principais mensagens do filme na crítica abaixo (sem spoilers).


O Sem Quases agradece à equipe da Espaço Z pelo convite para conferir a obra em primeira mão.

 E você, já assistiu ao filme? Quais as outras entrelinhas que pôde captar? O seu emocional foi tão tocado quanto o meu? Não deixe de compartilhar.
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