Não é a rotina que destrói as coisas, é a falta de curiosidade.
Carpinejar

QUEM NÃO SE IMPORTA EM TER METADE, JÁ DESISTIU DO INTEIRO


A minha boca pode estar trêmula, a minha garganta pode estar exclamando, o meu peito pode estar ilustrando e o meu pulmão pode estar nitidamente ofegante. Cada centímetro talvez esteja quase manifestando, mas está também, simultaneamente, sucumbindo.

Não faço questão de disfarce, mas tampouco faço ainda do rugido. E no meio termo vou sendo apenas êxodo. O ponto é que não serei a alavanca outra vez. Não vou retomar ou elucidar o estorvo. Não ficarei na retaguarda para puxar sua camisa, para depois cambalear em seus ombros, fincar as unhas na sua barriga e exercer papel de freio. Não serei âncora tentando encontrar areia em estrada para segurar carro e navio na mesma viela.

Enrosquei as minhas pernas nas suas panturrilhas, como de costume. Porém, após lançar a flecha, desta vez, desgrudei a minha pele da sua. A conversa agora depende do seu ficar por segurar o corpo só, do seu retorno ao assunto sem ajuda minha, da sua inquietação por comprovar que esteve neste recinto.

É testemunho do sentimento o fazer questão de não deixar um obstáculo pela metade. Não por saber, lembrar, estar sendo ajuizado, consciente, sensato, atilado, prudente, refletido ou consequente. Não é um caso de ponderação, plenitude e grande sapiência. É somente pelo seguimento impulsivo do sentir; por esse absurdo que berra o quão ridícula está sendo a sua postura de esquecido e de coluna reta.

Uma conversa pela metade, um problema largado no caminho  vivo e sangrando , é sinônimo de angústia, pneumonia, retrocesso, perda. Ao menos para quem realmente está andando na tal trilha. E ninguém é maduro na aflição, no sofrimento. Nem o mais insensível, porque não existe frieza em meio a um caso mal resolvido na relação  caso o que ali constatou, seja sincero . Só existe desespero e, no máximo, fingimento de imparcialidade. Sinônimo de sentir, é ser um eterno desesperado.

Essa imposição de relapso e procrastinação sua para continuar o que estava sendo discutido, é somente feita pelos desinteressados. E quem não tem interesse na resolução de um caso, não tem mais interesse na história como um todo.

É porque sentir é decidir – e amar, ainda mais . É perseguir resolução, é querer mais afirmativas. Assim, pelo desassossego próprio, não pelo pedido. Assim, pela própria integridade, e não pelo grito ao lado. Quem deixa uma briga no ar, uma interrogação, um meteoro, está matando a esperança. E como confiar no silêncio se não há esperança? A confiança é irmã do não atraso. Do atraso explicado, quando ocorrido. Da urgência explicita e atestada.

Sentir é planejar. Planejar inclui falar sem que precise ser indagado, inclui a necessidade de adiantar o diálogo, de querer dar depoimento sem receber intimação. Planejar é lembrar que a rocha esquecida vira montanha, é ter ansiedade para ser água mole em pedra dura. Planejar é comprovar a empolgação, comprovar a empolgação é comprovar a crença. Comprovar a crença é comprovar que a empolgação em um relacionamento sincero, mesmo quando decaída, estará ali: por ser comprovação do sentir. Planejar é olhar para o quarto mais de uma vez para ver se não esqueceu de nada, é não querer esquecer. É deixar claro que não quer esquecer. Planejar é não desistir de ir além de uma metade.

Você diz que excessos não são bons, mas a falta, quando cometida uma vez, já é o pior excesso de veneno em um laço. Sentir demais é apenas: sentir. É ter asma pela fadiga do outro. É ter morte pelo desmaio do outro. É ser drama sincero de mãe preocupada. É olhar para um pedaço de pinauna e enxergar monstro marinho. O que é menor que o muito, nesses casos, é nada. É o que vive só de presente, de realidade apurada, de pouca fé e de quases. E sentimento vive de futuro também, de planejar. Quem vive de não planejar, vive de conversas inacabadas, de atrasos. Porque o sentimento sempre cumpre hora certa, e a hora certa dele é sempre a antecedência. Deixar uma discussão pela metade, deixar um tópico de amargura inacabado, já é diminuir todos os inteiros, matar a vontade de sonhar e começar a ir embora.

Entenda que não é o orgulho que está me fazendo não voltar ao assunto iniciado e esperar o verbo agora de você. Não é um xadrez, uma guerrilha, um joguinho infantil. É o teste que em tantos similares já passei por nós, e você está perdendo. É o esforço que só surge da minha parte quando em prosseguimentos tão maiores. É a esperança que está aqui, no chão, perdendo os brônquios e relembrando o quanto é base para qualquer prosseguimento. Sem esperança, é cinquenta por cento. A nossa conversa está parada na metade da metade, então.

Quem não começa continuações das prosas, quem está sempre na espera do outro para progredir o assunto, quem não se importa em deixar pedaços soltos, já desistiu do inteiro. E aquele outro que iniciou a discussão, a queixa, emitindo a quebra das convicções, já comprovou que quer fazer colagem e salvação; essa pessoa não tem que retornar a nada, só observar. O retorno do assunto deve partir de quem precisa tirar a lasca do peito do outro. Quando o tema tem a ver com uma dor alheia, com algo que foi apontado como incômodo por outrem: é uma obrigação básica, portanto, que aquele que recebeu a notificação e diz se importar, faça questão de elaborar texto, prova de redação, debate, mesa redonda, réplica e programa de meses. Quem não se importa com a sensação de incompletude que o outro está tendo, não chegando a falar sobre aquilo até cimentar um certo consenso, não está na casa e nem mesmo no muro. Não está ali. 

Cadê a sua reação? Amar é ser médico. É repetir perguntas, refazer exames, caçar entrelinhas e buscar verdades para além das ditas. Sem a cooperação do paciente, sem a paciência do paciente, sem o tagarelar do paciente, o médico precisará aumentar os graus de perguntas, exames e investigações. É simples. Amar é esclarecer cada absurdo, sabendo que em maca de hospital, tudo conta como teia imprescindível. Amar é planejar. Planejar é sempre limpar a janela por querer, e não só após o embaçar pior da chuva. 

Sim, a esperança é um medo. Mas é o medo mais amigo da coragem. O único medo que é também arma para encarar bicho papão. Sem esse temor, a força não existe. Não venha então dizer um "sim" morno apenas para finalizar o assunto. Não ache que não reparo. É preciso que você fale mais do que eu. É preciso que quem está reclamando, esclareça menos do que quem está sendo intimado; só assim a conversa será proporcional. Ambos comprovarão o envolvimento, ambos comprovarão a doutrina. Venha, então, com a verdade atacada. Melhor um não covarde do que um sim mentiroso. Melhor mudar de ideia para alimentar a expectativa do que correr o risco de mudar para matá-la. Melhor um tiro que mate toda a animação e faça ainda crer nas verdades, do que um tapinha falseado que, no fim, torne todo o resto uma grande fraude. Quem mente um "vamos", nunca terá uma casa sincera naquela viela. O ciclo da mentira faz ser falsa até a abertura de quem quer ficar. Por mais tentativa que haja, a falta de circulação faz cair até o que é sincero no lado fidedigno; mesmo que o tal sequer repare enquanto já desmoronou.

É questão de estar ou nunca ter estado. Voltar ao assunto sem precisar que o dolorido retome é prova de ter pés firmes. Se você precisa que eu puxe sua perna quando quem está indo sou eu, a minha escolha será tentar calada. E tentar calado, no relacionamento, já é desistir de tentar. Adiar a esperança já é não a ter. Adiar a conversa já é dar resposta. Um sim pela metade é não. Para uma dor afirmada, uma resposta não extensa, uma resposta não preocupada em tocar de novo na questão, é na verdade uma resposta que apenas comprova motivos para a pergunta  que já a torna retórica .

Tenho paciência com aquele que sofre de agonia, jamais tenho paciência com aquele que sofre de inconstância. Tenho paciência com aquele que faz cautela na discussão, jamais tenho paciência com aquele que fica monossilábico. Tenho paciência com aquele que sofre de dúvida, jamais tenho paciência com aquele que coleciona incertezas (de um lado ou de outro). Tenho paciência com aquele que fica indignado, jamais tenho paciência com aquele que demonstra indignação somente através da mudez. Tenho paciência com aquele que está elaborando a resposta durante a conversa, jamais tenho paciência com aquele que demora para ir depôr. No sentimento, o "é ou não é" é definido pelo "foi ou está", pelo "continuou ou cortou", pelo "esclareceu ou deixou no ar". Não se cala o desespero de quem sente. A verdade é que quem não se importa em insistir na interlocução pelo chateado, não abandonou só a batalha, abandonou a guerra. Tenho paciência com você sendo gélido, inexpressivo e seco quando o assunto é mimar. Jamais farei espera por você sendo controlado, retraído e atrasado, quando o assunto é clarear o que já fundei. No sentimento, ou é urgência ou não é sentimento. Urgência para exemplificar, principalmente. Mesmo se não for o que o outro deseja ouvir. Não se negocia com a lealdade. 

Quem não se importa em ter metade, já desistiu do inteiro. Quem não se importa em dar metades, nunca visou o inteiro. Quem demora o retorno para o ponto de desespero, já perdeu do outro qualquer paz e deixou o outro com-ciência
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TAG: ÚLTIMAS REFLEXÕES — INDICANDO FILMES, FRASES, SÉRIES, MÚSICAS E MAIS!


Demorei um pouco  porque as últimas semanas foram enlouquecedoras! No entanto, ainda assim, jamais deixo passar muito do nosso limite de tempo para novas postagens , mas estou ajustando cada ofício para não mais tardar. E então, voltei com uma criação que estava super ansiosa para expelir. Sim, a primeira TAG do nosso blog! Em vídeos, algumas já foram respondidas (como a "Vamos falar sobre séries?"), porém queria poder elaborar uma série de perguntas que exigissem caminhos ainda mais reflexivos e diretamente emitidos. Portanto, pensando nessa teia evolutiva ainda mais intensa que pode ser firmada, dentre ansiedades para repassar indicações e entrelinhas, criei a "Últimas Reflexões". A ideia é ser algo transbordante mesmo, como várias postagens em apenas uma. Vamos para os mergulhos?

1. Qual a última frase (de autoria alheia) que entrou para os seus lemas de vida?

As noções de "fraqueza" e de "força" são imensamente relativas, complementares e repletas de 'vice-versa'. São, inclusive, visadas, muitas vezes, de formas injustas e absurdas na nossa sociedade. Afinal, quem permite o choro, o sentir, a entrega, não é o fraco. Por quesitos assim é que adoro ainda mais a frase, que traz a noção de 'fracos' e 'fortes' com o teor focado apenas no caráter. O que permanece com as palavras, com a essência, com o lembrete de que maturidade é não desistir de sentir, é o forte. Aquele que passa a se proteger (não a negar outras experiências, mas a fazer escudo perante o que já comprovou que faz mal), é o forte. O fraco é aquele que não firma a própria palavra apenas por outro ter desfeito as que disse, é aquele que rebate com a mesma moeda, é o que perde os argumentos antes dados; o que enfraquece o caráter. A frase lembra bastante diversas teses que emito no texto "O que acontece fora da briga a define mais do que o insistir". Finalizo então com um trecho da minha crônica: "(...) Quem continua sendo amor no meio do tiroteio, pode não definir o fim daquela história, mas define a continuação da própria. Sangrar não é desculpa para atirar no outro. Quem não fere o que jurou mesmo quando atingido, quem não fere o que jurou até que jure não mais jurar, é o único que poderá requerer credibilidade. A melhor vingança é poder dizer que não se vingou. A não vingança comprova essência para qualquer outro emprego.(...)".

2. Qual o último trecho de texto ou livro que ganhou seu coração?


Vale um trecho do próprio livro? Vale sim! Afinal, é também forma de reler a si, descobrir e inovar. Sempre quando pego no "Entre Chaves" e folheio, relembro de cada sensação expelida, de cada história por trás das linhas, de cada vestígio que formulou maior sentido. E esse trecho costuma representar fatores evolutivos grandiosos nas minhas lembranças, justamente pelas entrelinhas do que existiu por trás. Já não concordo tanto com algumas das ideias que ele transmite, mas compreendo os momentos em que são necessárias as aderências de tais atos. Esse tipo de reflexão é que faz do escrito um eterno xodó. Deixo aqui o lembrete de que ele já apareceu no blog na postagem de fragmentos mais compartilhados pelos leitores.

3. Quais as últimas ilustrações que mexeram com o seu emocional?


Resumindo bastante as análises: a primeira imagem traz uma excelente e gigantesca representação do poema Equilíbrio, contendo, ao meu ver, duas mãos de uma mesma pessoa. A segunda ilustração é atualmente o meu plano de fundo principal do celular; ela aborda bastante diversas noções que emiti ao falar sobre o primeiro desenho da lista de ilustrações que analisei e indiquei aqui. Já a terceira figura (da gaiola), ratifica bastante para mim as frases "Liberdade é saber ao que prende." e "Não merece o fundamental quem não sabe abrir mão do trivial.". Por fim, a última gravura é a que mais abrange entrelinhas bem plurificadas e enlaçadas. Enxergo os dois dedos indicadores como as decisões que podem ser tomadas (escolhas) e, simultaneamente, como as prioridades que guiam tais decisões. Prioridades essas, que deverão estar em consenso para que uma não elimine a outra. É o jogo do caráter, são encaixes necessários em qualquer relação, mesmo que na nossa  conosco. É o momento de decisão que também lembra que amor-próprio, para realmente ser, permite amor ao outro e, de tal forma, evolução. Não se deve abandonar o que é prioridade própria, mas quem não abdica do que pode esperar para atender as urgências de quem diz querer bem, nunca esteve sequer presente. As mensagens principais que ficam, portanto, são muito próximas as das frases indicadas para o terceiro desenho. 

4. Qual o último vídeo que assistiu no Youtube e refletiu sobre?


Não conhecia o canal da Luisa e, por uma indicação do próprio Youtube, encontrei esse vídeo super bacana dela! Fiquei emocionada com as cargas de intensidade, reflexão e honestidade que ela pôde emitir. O que mais recheia o vídeo de bons e fundamentais pesos não são as falas diretas da Lu, mas sim as entrelinhas de críticas sociais e releituras internas que as elaborações nos impulsionam a ter.

Sinto que já comecei a abordar um pouco sobre tais minúcias do vídeo ao responder a primeira pergunta da tag, que demonstra a grande distorção dessa "noção social" entre 'fraqueza' e 'força'. Para prosseguir, portanto, deixo primeiro aqui um poema que sinto totalmente conectado com toda a ideia necessária: "Os culpados" (falo nele, ironicamente, sobre as 'inversões' de culpas sociais e de "fraquezas e forças", como o fato de que "O estrupado que sente vergonha e quem foi traído que ganha apelido. O cafajeste falando da fronha e a namorada chorando escondido(...)". Chorando escondido! Ai, Lu, como você lembrou para mim os tristes motivos de ter escrito esse poema.

São tantas conexões entre essas contrariedades e os sentimentos que acabamos tendo: de vergonha e de um desespero que nasce não só pela tristeza, mas pela agonia de que ela passe, pelo rogo para que ninguém veja, pelo temor que ecoa o erro de que não seremos amados caso estejamos em uma fase 'para baixo'  de que assim "não se pode conquistar companhias", de que "ninguém merece ficar ao lado de quem está mal por muito tempo". Nos obrigamos a uma felicidade falseada e acabamos defasando as possíveis forças das amizades, as evoluções que trariam os nossos momentos de luto (de releituras internas), o nosso autoconhecimento, a nossa verdade.

A solução para o choro nem sempre é tentar sorrir. Primeiro devemos buscar a solução no problema, na compreensão dele, no remoer. Como sempre ratifico: quem busca primeiro dentro para depois fora, acumula. Quem busca primeiro fora para depois dentro, perde. Não significa não tentar ver mais do mundo, não redescobrir cores vivas, não empurrar a cara na direção sol outra vez. Significa apenas não começar com esse esforço, permitir a dor e a importância dela, para chegar com mais alimento no próximo jantar. É preciso ser amigo para cancelar a festa, trancar as portas e apenas conversar, ver filmes, permitir a escuridão do quarto e indagar junto sobre a temática, evoluindo mais também. É preciso o respeito a cada dor e o não julgamento do tamanho dela quando não é nossa. São diversos pontos seríssimos a serem a partir disso tudo, discutidos, repensados e, principalmente, feitos de maneiras diferentes. Esse tipo de pressão social só vai diminuir através de novas visões, de novos atos e é por caminhos assim que podemos começar a diminuir machismos, preconceitos e afins. Afinal, se estar sozinho e triste não for mais vergonhoso, as culpas do que eu não cometi (mas sim sofri!) também já não serão: como já não são e jamais deveriam ter sido. 

5. Qual a última foto (de autoria alheia) que mexeu com o seu emocional?

A imagem é do Instagram da Marta Barreto (@martinhabarreto) e a poesia que a foto carrega representa diversas teses de vida que ratifico. Duas vertentes principais podem ser aderidas: a primeira é a que nos lembra dos dois lados de todas as moedas, dos pontos positivos que virão de qualquer cicatriz, do fato de que 'o que é bem dito não ganha borracha, porque se não mata, bendito será!' (parte do poema "Mal bendito"). E a segunda é a que ecoa o sussurro que diz: "Cure-se com gentileza, porque maturidade é não desistir de sentir". É claro que ao sangrar, ficamos um pouco mais reclusos, precisamos passar pelas etapas de releituras internas, necessitamos de um certo luto. Mas isso não significa bater portas com força nas caras de novas oportunidades, significa apenas ir devagar com elas; com sinceridade, com o ritmo da greta aberta. Ou, ao menos, as recusar sem fazer novos ciclos de ferimentos, sejam eles em si ou em outros, porque de qualquer forma, acabam sendo assim, sempre também no próprio pulso. 

6. Qual a última foto que postou no Instagram e qual o motivo pelo qual a publicou?

Emitir algumas indicações prévias e fazer uma divulgação a mais deste nosso cantinho: foram essas as intencionalidades da imagem. A legenda utilizada explicita melhor: "Está em busca de novos filmes? Eis uma listinha de alguns dos primeiros que vieram na minha cabeça e que já foram analisados/resenhados no www.semquases.com. Buscando os nomes por lá, você encontra para cada um, o respectivo trailer e toda a análise (com alertas indicando os momentos de spoilers – caso os tenha). São filmes intensos, motivacionais, geralmente bastante poéticos (metafóricos) e repletos de entrelinhas enriquecedoras! Do jeitinho que o Sem Quases adora. Ainda temos muitos – muitos! – outros indicados e destrinchados no blog (como o maravilhoso "Lembranças"). Vamos mergulhar? // Lembrando que uma das últimas postagens tratou de um compilado super bacana de sites e aplicativos para os apaixonados por filmes e séries! Só os legalizados e mais variados. É utilidade pública, minha gente!".

7. Qual o seu "aplicativo do momento"? Por quê?

Poderia selecionar apenas um (como o maravilhoso, genial e salvador-nosso-de-cada-dia "Poket"), mas como a última lista que fiz de aplicativos aleatórios ainda está super presente nas minhas recentes descobertas, a deixarei como lembrete: aqui. Alguns dos aplicativos indicados na postagem de sites e aplicativos imperdíveis para apaixonados por filmes e séries, também não podem ficar de fora. Em cada uma das postagens, os motivos de utilidades e aberturas de alas reflexivas perante cada aplicativo, são emitidos. 

8. Qual a última série e qual o último filme que entraram para a sua lista de "preciso ver"?

1. Hart of Dixie (série): Zoe Hart (Rachel Bilson) é uma verdadeira cidadã de Nova York, com "tudo resolvido": médica recém-formada, trabalha na clínica de seu pai e pretende ser uma cardiocirurgiã tão boa quanto ele. Sua vida dá uma guinada quando ela descobre que seu verdadeiro pai era o Dr. Harley Wikles, que vivia em uma pequena cidade no interior do Alabama, chamada Bluebell. Quando o Dr. Wilkes faleceu e deixou sua clínica de herança para a filha, Zoe é obrigada a se mudar e deixar para trás sua vida agitada na metrópole para se acostumar à pacata rotina interiorana.

Depois de tanto tempo após devorar mais de uma vez (e adorar) The O.C. (quantas reflexões! Ai, que saudade!), descobri uma série que tem como protagonista a nossa "eterna Summer". Quando fui buscar um pouco mais sobre a série, reparei que os elogios aumentam cada vez mais de temporada para temporada (não que devamos nos prender a opiniões alheias, mas é bacana acrescentar possibilidades de visões nas próprias e já aglomerar algumas tão bacanas). Algumas pessoas alertam que os primeiros episódios não são tão cativantes, mas que logo fica incrível! Pelo que é mais emitido, a série vai amadurecendo de uma maneira sensível, reflexiva e cada vez mais repleta de enlaces. Quebra de preconceitos, muito caminho de autoconhecimento e pontos motivacionais, lições sobre relacionamentos amorosos, amizades e muito mais: tudo incluso em um único pacote e sem deixar nenhuma das pontas soltas. Estou apenas louca para começar e ratificar tudo isso.

2. Donnie Darko (filme): A história se desenrola em uma atmosfera sombria do fim dos anos 80, em uma pequena cidade claramente dividida entre liberais e conservadores. Nesse turbilhão se encontra Donnie Darko (Jake Gyllenhaal), um garoto considerado problemático com alguns traços de esquizofrenia (assim caracterizado pela psiquiatra que ele frenquenta, Ms. Thurman). Em uma noite, um coelho monstro gigante acorda Donnie, salvando sua vida, pois repentinamente uma turbina de avião despenca do céu caindo exatamente na cama de Donnie. O coelho monstro gigante ainda profetiza que o mundo irá se acabar dentro de pouco tempo, este mundo, Donnie entederá ser o mundo pessoal dele. Donnie se mostra dividido entre a realidade e suas alucinações, junto a isso, muitos questionamentos sobre o sentido da vida e, principalmente, da morte. Cada detalhe da obra é uma metáfora que representa meios firmes para críticas sociais e releituras pessoais.

Eis aqui o título que deve estar há mais tempo na minha lista de pendências. Já falei aqui sobre o livro que foi inspirado no longa e sobre a própria trama que desejo imensamente conferir. Estou louca para mergulhar nas tantas entrelinhas e poder analisar cada minúcia em meio a tamanhas reflexões.

3. Homeland (série): Oito anos após o desaparecimento de dois soldados norte-americanos no Iraque, um deles retorna após ser resgatado pelo exército americano. Repatriado, ele é recebido como herói pela família, amigos e pelo governo. Contra todos que o exaltam, a agente da CIA Carrie Mathison, que passou vários anos no Afeganistão, acredita que o herói é, na verdade, um espião do inimigo preparando o próximo ataque terrorista em solo dos EUA (e, sem dúvidas, poderemos a partir disso enxergar metáforas encaixáveis em questões do nosso país).

Foram diversas pessoas indicando a série para mim, apontando possíveis pontos bem reflexivos e intensos, causando imensa curiosidade. Nunca tinha ouvido falar de "Homeland" (em que mundo estava?) e já pude perceber o quanto a obra agrega críticas sociais densas e com fatores bastante fervorosos para discussões históricas e de tragédias atuais. Estou agoniada para descobrir as entrelinhas que carrega e as diversas vertentes para além das já descritas.

9. Qual a última série que assistiu? Quais os pontos mais positivos e negativos dela?

É bem estranho e até agonizante falar de uma série ou um filme por aqui e não fazer uma análise aprofundada, como de costume  principalmente quando o desejo era fazer uma resenha completíssima da trama que tem sido a favorita (do momento; porque a que fica no máximo patamar ainda é "Grey's Anatomy", seguida de diversas outras, como falei aqui) . Mas tentarei abraçar o resumão. Primeiro, vamos aos pontos básicos do início da série: O irmão de Michael está no corredor da morte e será executado em alguns meses, após ser condenado por um assassinato que Michael está convencido que ele não cometeu. Michael então decide assaltar um banco para ser preso e levado a Penitenciária, o mesmo local onde seu irmão está a cumprir pena. Uma vez lá, ele põe em prática a elaboração de um plano para libertar Lincoln e provar sua inocência. No destrinchar dos fatos, diversas pessoas são envolvidas no caso e muitos laços começam a ser firmados (de amizade, disputa por poder e outras tantas linhas que agregam questões éticas a serem debatidas). São diversos personagens secundários com vidas pessoais bem apresentadas e carismas intensos.

A narrativa envolve romance, amizade e muitas críticas sociais! São lições excepcionais sobre lealdade, amor e diversos pontos de relacionamentos e capacidades humanas. O enfoque fica para as agigantadas e bem postas metáforas feitas sobre teores políticos, julgamentos tendenciosos (os personagens principais, em sua maioria, mostram os lados positivos que a sociedade os impedia de alimentar) e demais significâncias que cabem para quebras de preconceitos e visões argumentativas cabíveis para a realidade do nosso país e de diversos cantos do mundo. Um adendo que deixo como observação é que "A Companhia" (quando assistir, irá ser explicado do que se trata), é uma excelente representação poética de todos os problemas sociais que são ignorados e acabam afetando para muito além do que é cogitado. É uma forma densa e super interessante de fazer apologia aos alcances da corrupção; fome; disputas e divisões de classes gerando exclusões e entortando pareceres; pouca pesquisa social perante o que pode estar nas raízes dos casos, entre outros. Tudo demonstrando alguns dos quesitos que já elaborei na análise de Esquadrão Suicida.

Alguns dos pontos negativos: de temporada em temporada podemos sentir um certo 'ciclo de repetição', mas se pararmos para observar, as mensagens passadas em casa nova situação são bem divergentes e se não fossem por tais aparentes "repetições", as forças reflexivas não seriam tão grandiosas. Outro ponto não tão bacana é o desenvolvimento das cenas entre Sara e Michael. As primeiras cenas são incríveis e o relacionamento é bem desenvolvido, sem pressa e com detalhamentos que nos fazem sentir o cultivar sincero e desesperador da paixão e do amor regado. Mas senti falta, justamente, de cenas que nos encaminhassem para essa continuação da paixão obtida. O amor prossegue em comprovações, mas a paixão fica basicamente inepta no desenvolver das cenas. Não é algo que torne o total menos encantador e que não seja suprido pelos bons pontos, mas deixa uma falta que criaria ainda mais noção de proximidade entre quem está assistindo e os personagens. 

10. Qual o último filme que assistiu? Quais os pontos mais positivos e negativos dele?

Um longa que não entrou para a lista de favoritos, justamente porque tinha uma grande capacidade para ser mais! Mais cativante, intenso e com melhores aprofundamentos em cada aspecto que agrega. Mas não deixa de passar boas mensagens, com entrelinhas interessantes e uma variedade de discussões produtivas. Por ser estudante de jornalismo, creio que tenha sido ainda mais significativo para mim. 

Antes de qualquer prosseguimento, preciso dizer que acabei de descobrir que existe um livro sobre a trama e que estou super curiosa para ler (na esperança de maiores densidades e reflexões).

No filme, Becky Fuller é uma workaholic assumidíssima, abdicou de sua vida social e amorosa em prol do seu trabalho. A focada jovem dedicou anos de sua vida para um programa matinal de Nova Jersey como produtora. Após rumores de uma possível promoção, Becky é despedida e vê-se sem rumo. Ela colocou todo o seu esforço e lealdade nesse emprego, que agora já não é mais seu. Desempregada e desemparada, essa é a realidade em que ela está vivendo. Sua única salvação é aceitar o cargo de produtora do Daybreak, um jornal com uma péssima audiência, péssimas instalações e um péssimo salário. Além de tudo isso, Becky acaba demitindo um dos apresentadores, e é obrigada a arranjar um novo. Em meio a todo o caos das tentativas de salvação para esse já "considerado perdido" programa, novas amizades e vertentes de vida vão surgindo para mostrar que é preciso equilíbrio em ângulos de vida, inclusive, para melhorias no que tem como maior enfoque. 

Críticas já emitidas aqui na resposta sobre "o último vídeo que assisti" são ainda mais desenlaçadas pelo longa. Becky é abordada com a palavra "constrangedor" por ser esforçada, sonhadora (ainda que não pare suas atitudes enquanto almeja por mais) e dedicada. Quesitos que deveriam ganhar elogios, são então invertidos e vistos como características negativas, o que nos leva para diversas das questões discutidas mais acima. Afinal, amar a si tem que ser sinônimo de fechar portas, ser acomodado com o que 'parece ser mais possível' e viver em limitações, mesmo sendo as que não ferem as prioridades já obtidas? Sabemos, no fundo, que não; mas é assim que tratamos a nós e a muitos no cotidiano, e esse é dos pontos bem abordados. 

O filme contém ainda, uma crítica pertinente sobre os programas matinais (que acabam sendo uma simbologia para também conteúdos da web e diversas produções atuais) que não param de tomar o espaço do jornalismo informativo. Nos detalhes, muitas piadinhas ligadas a realidade americana, uma delas "taxando" o ex presidente Jimmy Carter de criminoso sexual, além da participação relâmpago do rapper 50 Cent e uma aparição do Blue Man Group. O fator mais interessante é que o aglomerado nos leva a indagações sobre o que é, de fato, fútil. Tudo vai impactar e servir de alguma maneira para quem está absorvendo aquilo. A questão é o que vai ser emitido. Uma matéria sobre menopausa é sim importante; uma pauta com um compositor, trazendo boas releituras de vida, não é algo útil? Onde fica a linha que divide entretenimento e utilidade? Quem pode julgar? Ou melhor: os dois não podem ser conectados? É tudo questão de saber enlaçar reflexões e respeito, lembrando que o que não é totalmente grandioso para você, pode ser para alguém. E que isso, não necessariamente anula sapiências e boas prioridades daquela pessoa.

Além disso, a obra agrega boas lições sobre sempre trabalhar no que for como se aquilo já estivesse por um fio, não aguardando um momento 'decisivo' para assim reagir. A questão do "buscar soluções no âmago primeiro", é englobada.

Prepare-se, no entanto, para cenas previsíveis de histórias de redenção e superação. O que não tira a mágica de debater intrinsecamente sobre onde tem encontrado com as próprias motivações e batalhas.

11. Qual o último livro que leu?

Que livro sensacional! Ainda estou no processo de leitura, mas a cada segundo o choque positivo é maior. São contos imensamente críticos, reflexivos para todos os âmbitos (mais pessoais e mais sociais) e, na maioria dos casos, repletos de ironias sensíveis e bem propostas. Após o primeiro capítulo com os textos da juventude, são apresentados todos os contos publicados originalmente nos livros: "Laços de família" (1960), "A legião estrangeira" (1964), "Felicidade clandestina" (1975), "Onde estivestes de noite" (1974), "A via crucis do corpo" (1974) e "Visão do esplendor" (1975). Encerram a edição dois contos incompletos publicados em "A bela e a fera" (1979), dois anos depois da morte da autora. De fato, existem variações de estilo à medida em que ela amadurece, provando que a autora soube vencer o medo do fracasso e da experimentação, como ela própria declarou: "Gosto de um modo carinhoso do inacabado, do malfeito, daquilo que desajeitadamente tenta um pequeno voo e cai sem graça no chão". Os pontos mais importantes, no entanto, permanecem firmemente: A forma de expelir poesias em de contos, de construir entrelinhas naturalmente perante visões críticas e de metaforizar a vida, deixando milhares de portas abertas para identificações, caminham.

12. Qual a última coisa que lhe fez sorrir?

Reencontrar e reler este poema aqui.

13. Qual a última coisa que lhe fez chorar?

Estava com a minha mãe no carro quando ouvi essa música pela primeira vez. Quando cheguei em casa, procurei a letra para ratificar o que havia traduzido e acabei tendo uma profunda conversa com ela sobre as entrelinhas da composição. A minha mãe afirma com pés firmes que essa é, desde então, a sua música favorita. Hoje, ao escutar a música e relembrar de tais pontos, os sentindo ainda mais firmemente e pensando em cada peso do passado e nesses laços que permanecem, foi impossível conter lágrimas. Um choro por nostalgia, melancolia, emoção.

A letra tão poética da canção é uma delícia de relembrar. Cada palavra representa um lembrete de vida necessário. A "viagem" abordada é metafórica, como cada questão. Os trechos que competem noções sobre caráter (como "se fizer direito, irá amar onde está"), lembram bastante alguns trechos de textos perdidos em meus cadernos, como o que diz que "Viver intensamente não é sair por aí "não ligando". É ir podendo voltar. É lembrar que o mundo é gigante! Mas só para quem pode voar sabendo que tem ninho de aterrissagem. Só para quem se preocupa em escolher, abdicar do trivial, manter promessas. Porque para os maus, para os desrespeitosos, analise, o mundo é pequeno". Uma letra sobre essência, escolhas, limites, respeito. Uma melodia que faz jus, uma junção de sentidos que aglomeram muitos dos meus dê pois.

O destrinchar aprofundado da letra fica aqui prometido para a próxima postagem de análises musicais. Mas o alerta dado desde já é que nem mesmo as milhas dadas são literais ou banais na conjunção.

14. Qual a última música/letra que mexeu com o seu emocional?


Ouvi "Catedral" quando criança e há alguns dias reencontrei a música pelo Youtube. Fiquei boquiaberta com a letra. Que poesia! Quantas metáforas incríveis! Já entrou para a lista de próximas letras a serem detalhadamente analisadas por aqui. 

E apesar de parecer um pouco óbvia e até mesmo um pouco clichê, a "Stop This Train" tem passagens maravilhosas! A que afirma, por exemplo, "O mundo é preto e branco", lembra bastante tal trecho de uma das minhas crônicas: "(...) É que todas as palavras tomadas literalmente são falsas. A verdade mora no silêncio que existe em volta das palavras. Prestar atenção ao que não foi dito, ao tom, ler as implicitudes nas minúcias manifestadas. O mais fundo mora na areia. Cuidado com a sedução da clareza! Cuidado com o engano do óbvio! Um "oi" pode ser só um "oi", mas desde quando um "oi" só quer ser um "oi"? Só quando por traz dele existe um "tchau". Não existe uma falta de respeito feita "sem maldade". Todos têm noção do que é certo e errado, basta pensar no que não gostaria que fosse consigo. E por que parece um enunciado preenchido por clichês? Por ser tão primário, elementar, desafetado, tão básico que chega a ser instintivo para quem sente. Não existe meio termo em casos de escolhas para respeitar, para mostrar que quer bem. Ou faz ou desfez. Ou é amigo ou é falso. Ou é simples, por ser bom. Ou é complexo, por ser negativo. O negativo não tem desculpas, não tem intenções mal interpretadas, não tem deslizes a serem diminuídos em revisões. Ninguém com um mínimo de bagagem faz o mal por não saber o que é o bem. Ainda aqueles que pouco tiveram experiências devolutivas através da bondade, sabem com solidez qual seria o caminho dela. A falta de respeito é difícil de entender, porque é simples de captar como não a cometer. O bom pode até ser feito sem ter muita noção do que fez, no entanto sempre saberá o mínimo que seria feito para anular a sua benignidade. Por conseguinte, a falta de respeito é exatamente o que sabe que não deveria ser feito. É por isso que um erro costuma ser uma morte, uma quebra, um vidro espatifado. E um acerto, só mais um acerto. O reconhecimento mesmo, vem no meio, quando o erro quer nos beijar, deixa na cara ou nas linhas escondidas que ali poderia ser cometido, e sem delongas, pelo simples, pelo bom, pelo que não precisa ser pedido para saber que é o certo, ele é esquivado. É sempre questão de escolha, de analisar opções e lembrar que as consequências nunca serão só para si. Nunca é sobre falta de maturidade. É sobre sentir ou não sentir, ser a jura ou ser a maldade, ser o espelho ou ser a sombra. Assim é que damos provas e fazemos reconstruções. Afinal, onde já se viu aplausos para um prédio construído impecavelmente, a não ser pela falta de base?(...)". Leia a crônica completa aqui.

15. Qual o último blog que visitou? O que ele aborda?

O blog da Gabi agrega boas veias reflexivas em cada resenha e conselho. São críticas sociais fortes e maneiras indicadas para abrir visões que abrangem mais meios para autoconhecimento. O estilo minimalista e seus excelentes valores, além de muitos pontos artísticos, permeiam bastante o Teoria Criativa. Dá gosto de visitar e de navegar também nas postagens antigas, as quais abraçam mais filmes, ilustrações e outras tantas vertentes interessantes. 

16. Qual o último projeto bacana que descobriu?

Para quem não sabe, além de escritora/poetisa/cronista/autora e, obviamente, blogueira, sou também jornalista. A minha faculdade fez no semestre passado um projeto super bacana com alguns dos alunos e a minha turma, neste semestre, irá dar continuidade. Fiquei encantada quando soube que o projeto era uma revista (a "Soul": que brinca com a ideia do autoconhecimento  ser, conhecer mais de si  e alma – que é o significado literal do nome quando traduzido, e entra na história com os sentidos mais metafóricos). A revista trata de lutas sociais (com dicas, alertas, críticas e afins): representa gays, mulheres e demais grupos que passam pelas batalhas necessárias e ainda tão árduas. A primeira edição está disponível aqui e a segunda: bom, estamos com as mãos na massa. 

17. Qual a última comida que recomendou para alguém?

Quem não adora cookies? E que tal um cookie saudável (integral) e delicioso? Sempre que experimentava algum do tipo, no desejo de matar "a vontade do doce" – mas desejando também cuidar mais da saúde , acabava não gostando: ou por não matar a vontade do doce de fato, ou por ter aquelas enormes gotas de chocolate e não deixar a sensação de estar comendo algo leve, ou por ter um gosto nada próximo de um 'cookie' (como estamos em costume de provar). E então, o milagre: encontrei há um pouco um na medida ideal. Mal enxergamos e sentimos as pequeninas (e poucas) gotas de chocolate, é fitness e é uma delícia! Mata super a vontade daquele docinho e não deixa nenhuma "péssima sensação" depois. O tal cookie milagroso é o da Biosoft e o que experimentei foi este aqui. Aprovadíssimo!

18. Qual o último lugar da sua cidade que surpreendeu você?

Fui para o aniversário de uma amiga no bar Kaos (aqui em Salvador) há algumas semanas e: que surpresa boa! Eu não bebo absolutamente nada que contenha álcool (porque não gosto mesmo e fico agoniada sabendo que algo pode simplesmente modificar o meu senso humor: prefiro que isso ocorra por conta dos momentos e afins) e adorei ainda assim. O local é uma delícia, repleto de singularidades, super aconchegante por dentro (com sofás, cadeiras de balanço, mesas altas e muito mais) e reúne aquela sensação bacana de espaço para "conhecer gente e conversar em paz". A interação mesmo (entre desconhecidos) ocorre do lado de fora. Diversas pessoas ficam reunidas enquanto conversam, andam pela região (e acabam conversando com outras tantas) e usufruem do que compraram no bar. Uma abertura para compras externas também existe e é bem organizada. O local ainda traz outras boas curiosidades: logo ao lado, por exemplo, fica o bar Chupito, que tem um clima bem parecido. Todos ficam basicamente de frente para o mar e contam os movimentos de 'ir e vir' que ocorrem de maneira bem "livre" e recheada pela área. Outros locais que também me surpreenderam aqui em Salvador atualmente foram os museus, que indiquei lá no Instagram.

19. Qual o último conselho que deu?

Falei com uma amiga esses dias sobre o que eu chamo de Teoria das Listas. É algo bem simples, mas que deve ser lembrado com fulgor, ainda que seja para constatar novas bordas. São duas listas as principais para um relacionamento. A primeira e mais importante é a dos valores. Essa deve ser conversada desde o momento do encantado, desde os primórdios da construção da história. Se for para algo nela ser modificado, a ideia da tentativa de uma reformulação deve ser elaborada o quanto antes e só uma chance basta para observar. Se um caso incômodo e já conversado se repetir, dificilmente terá jeito após. Os valores são quesitos de caráter, o caráter e o desejo de entrar um pouco no universo do outro (abrindo portas para a entrada do outro no seu universo também) são determinantes dos limites. Afinal, se para ele, por exemplo, sair com uma amiga não é falta de respeito, mas para ela é, é aí que mora o perigo: de algo complicado para modificar, que não merece muitas chances para tentativas de ajustes. E, opa! Se para ele não é falta de respeito quando ele faz, mas é quando ela faz, aí é sinal de relacionamento abusivo. São diversas vertentes que a primeira lista pode abrir. O fato é que se os valores/limites não casam e, nas tentativas de igualar, vão só causando feridas e não consensos, só resta o caminho do observar os finais: se um negativo se repete, não adianta ler o mesmo livro. Leia a história enquanto sentir que pode escrevê-la.

A segunda lista trata dos gostos. Esses que são mais maleáveis, mas também moram em um perigo. Se um gosta mais de programas na natureza e o outro programas urbanos; se um curte mais sair de casa na noite e o outro assistir filmes, não há motivos para já pensar em desistência ou para um grande pé de guerra. Contanto que o equilíbrio seja buscado, tudo certo. Mas então as questões surgem: você não pode esperar que o outro adivinhe que você quer muito ir assistir a um filme (você precisa falar!) e também não pode esperar que o outro diga  sempre  para que se ofereça para fazer o que ele mais gosta. É claro que existem as saídas com os amigos, ele pode ir para lá e você para cá e com respeito e avisos tudo se ajeita, sim. Mas para ser deleitoso, é necessário o gosto e a naturalidade do "esforço" para entrar naquele mundo e dar larguras para que o seu também seja 'invadido'. Se você fala sobre o que quer fazer e quase nunca é atendido, se o outro fala sobre o que gosta e você nunca tenta deixar a preguiça e o desgosto de lado para ser surpreendido, aí é nó, não laço. E nó não forma nós, só ponto estático que ajuda a cair.

Se uma lista fica em falta com os balanceamentos, a outra começa a não segurar o amor. Afinal, amor é estante bem presa, bem posta, bem elaborada. Mas que estante suporta ser amor-tecer-dor? 

Deixo aqui o lembrete de que no nosso canal quase nunca atualizado temos um quadro de conselhos e você pode mandar a sua indagação para bruntleitores@gmail.com.

20. Qual a última grande realização que alcançou?

Sim! Eis a capa do próximo livro! Em breve estarei divulgando as datas dos lançamentos e falando mais sobre ele com vocês!

21. Qual o último fato social que lhe indignou?

"Ginasta é criticada por ser gorda, faz desabafo duro e cogita encerrar a carreira". A moça foi lá, fez um lindo trabalho, conseguiu chegar nas Olimpíadas (que já requer um esforço árduo, uma grande disciplina e gosto pelo que faz), não cometeu nenhum erro grave e é "acusada" de não conseguir uma medalha pelo peso dela? Se em alguns quesitos o peso conta como ajuda ou atrapalhação (e quem dirá que só existe um lado da moeda?), em nada ele ganha de uma dedicação grandiosa. Gordofobia é um preconceito ridículo que permanece alimentado pelos tão repletos de quesitos errôneos "padrões sociais".

Quem disse que aquela pessoa que é gorda não cuida da saúde? Quem disse que é uma pessoa preguiçosa? Quem disse que não batalha pelo que deseja? Você pensa que uma pessoa magra pode estar com problemas graves de saúde, assim como pensa ao ver uma pessoa gorda? Porque, sim, o caso pode ser bem pior na outra angulação. Aquela pessoa pode não ter emagrecido por algum fator genético complicado ou alguma doença que não exatamente permanece sendo culpa dela. Magreza não é sinônimo de vida saudável e gordura não sinônimo de diversos fatores que lançam nesses julgamentos sociais. Todas as formas são sim lindas, contanto que busquem cuidado, saúde e corrida pelos sonhos. E, acima disso tudo, respeito! Cada corpo terá o seu formato e seus traços que devem ser aceitos por serem únicos, belos, formatadores de singularidades incríveis e que podem ser aproveitadas de diversas boas maneiras. Tudo que é nosso tem boas utilidades, se quisermos. A imagem acima foi retirada deste vídeo aqui, o qual fala um pouco sobre a temática, trazendo entrelinhas de críticas reflexivas a mais. 

22. Qual o último fato social que lhe fez ficar mais otimista?


Já falei aqui sobre o site Razões Para Acreditar, que é super bacana e um meio incrível para o otimismo! Uma das últimas postagens de lá que me fizeram sorrir e ficar mais leve foi esta: Estrangeiros levam cem crianças de comunidades para assistir competições olímpicas.

23. Qual o seu último arrependimento?

Na última semana acabei não cuidando de algo que é fundamental: a maneira de passar a mensagem. O tom, a construção da frase, o cuidado com a emissão, mudam todo o ciclo de resposta e do peso que vamos carregar. A gentileza sempre causa mais retorno, sempre: inclusive um próprio, porque nos relaxa e faz analisar melhor os pontos internos e externos enquanto a cometemos. O arrependimento fica pelo não lembrar de que: quem fala com tom de tristeza, de decepção e/ou de carinho, por mais que seja sobre um tema agonizante, poderá sair com o coração leve no final. A raiva exalada só serve para causar a tentativa que já é próxima do desistir. O impacto de falar para alguém "você é desastrado", é totalmente diferente de dizer: "você foi desastrado agora". O impacto de dizer "odeio quando você faz isso!" e de afirmar "eu ficaria tão feliz se você fizesse de tal forma", é totalmente divergente. Falar como gostaria que falassem consigo é ponto básico do respeito. E só o respeitoso pode, no último capítulo, ter direitos e cobrar deveres.  

24. Qual frase sua melhor resume os últimos dias que viveu?


Sim, pequei pelo excesso. Acabei colocando um compilado de frases, sendo, no caso, um poema. Mas é o que atualmente mais traz definições para as últimas ocorrências. Posso ser perdoada, não é? Afinal, se por trás de todo excesso existe uma falta, a minha escassez é de escassez. 

E então, já conhecia algumas das músicas, filmes, séries, frases e afins indicados? O que acrescentaria nos fatores abstraidos? Não deixe de emitir as suas opiniões, reflexões e dicas diversas nos comentários!

• Importante: Se você tem um blog, já está sendo convidado para responder cada uma das perguntas! Porém, atenção! A ideia da TAG é, justamente, também a de é estimular demais releituras internas e caminhos reflexivos, então a intenção é de não haja respostas como: "Não lembro qual foi o último filme.", "Não tenho uma frase para responder.", entre outras. Caso sinta que não tem uma resposta já na ponta da língua para alguma das questões, busque novos meios, novos filmes, novas frases, novas canções, novas reflexões. Se o tempo está "corrido demais", que tal deixar no rascunho e ir fazendo aos pouquinhos? O mais importante é que contenha mais de você, é que seja uma forma para mais autoconhecimento e trocas evolutivas. O mais importante é que seja sem quases

Caso responda a TAG, não esqueça de marcar, no final, 3 (ou mais) blogs para que respondam também!
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SITES E APLICATIVOS IMPERDÍVEIS PARA APAIXONADOS POR FILMES E SÉRIES


Tenho caçado e devorado filmes, documentários, séries e afins de todos os tipos, como sempre faço, mas poucas são as tramas atuais que têm ganhado os meus aplausos para reflexões e entrelinhas intensificadas (com exceção de uma série que virou o meu novo vício atual e que terá resenha em breve por aqui!). Portanto, como não havia nenhum recheio empolgante para trazer em impulsionamentos, passei a buscar meios que facilitassem o que estou precisando atualmente: de "achados" inovadores nesses ramos!

Netflix (que contém site, aplicativo e mais), Telecine Play e Google Play Filmes são algumas das plataformas mais conhecidas para quem deseja encontrar e assistir novas obras. Mas quais são os aplicativos e sites a mais  gratuitos  que trazem fatores curiosos e úteis para dar bons suportes para as vidas dos cinéfilos e seriadores de plantão? Descobri nos últimos dias alguns meios simplesmente sensacionais, que circundam desde espaços para encontrar novos títulos e debater sobre episódios das suas séries favoritas até locais para assistir online de forma legalizada.


O TuneFind funciona exclusivamente como um catalogador de trilhas sonoras. Isso mesmo! Um sonho realizado! Você vai poder encontrar, em apenas um clique, todas as músicas que tocaram naquele filme que mexeu com o seu emocional. Navegar nos sentidos, nas entrelinhas, nas letras e reflexões mais poéticas, acabou de ficar muito mais fácil. Ademais, não são somente músicas de filmes as disponíveis. Ficam presentes as trilhas completas (separadamente) de cada episódio da série que você está acompanhando. Além de descobrir os nomes das composições, dá para ouvir uma prévia de cada música para confirmar se é a que está buscando (ou para conhecer novas!). Para fazer a sua pesquisa, basta ir na área de consulta, buscar pelo nome (em inglês) do filme ou série que deseja, clicar no episódio ou título referente, e ouvir as canções.

  • Semelhante:
Spin Movies (aplicativo gratuito: iOS)

O Spin That Movies tem um propósito similar ao do TuneFind, porém funciona como uma rádio e não exatamente como um catalogador. É um aplicativo para escutar trilhas sonoras de filmes online, no qual você pode marcar as suas estações favoritas. Ele suporta Multitasking, portanto é possível utilizar seu iPad ou iPhone e a música continuará sendo emitida, ainda que você não esteja diretamente no aplicativo.

  • Upflix – Netflix Edition (aplicativo gratuito: iOS / Android)

Se você utiliza Netflix, o aplicativo é mais do que recomendado. Com uma grande variedade de informações, o Upflix funciona como um catálogo da Netflix, o qual contém todas as novidades, resenhas, trailers, opiniões dos especialistas e um modo roleta para lhe ajudar a escolher o que assistir quando estiver indeciso. Basta montar os seus filtros para que o Upflix sugira algo dentro do seus maiores gostos (mas bacana também é navegar por fora deles e poder digerir boas surpresas, não é?). A ferramenta envia, em tempo real, todas as novidades publicadas, entre filmes, séries e documentários. Leia sinopses, veja trailers e acompanhe as opiniões lançadas em canais como IMDB, Rotten Tomatoes, Flixter e TMDB (meios também bacanas sobre filmes e séries).  Se você é fã de um determinado ator ou diretor, o Upflix oferece um ótimo modo de busca que levará a todos os títulos relacionados dentro da Netflix. Receba atualizações por push e compartilhe seus filmes favoritos com seus amigos através do Facebook, Twitter, WhatsApp, Email e SMS. O Upflix ainda tem uma parte com enfoque em 'notícias', na qual transmite dicas sobre certas "manhas" para utilizar na Netflix. É um meio recheado de bons pontos, feito para facilitar mais encontros com artes e tornar mais deleitosa a utilização do que já temos na TV.


Acabou mais um episódio daquela série que adora e ficou com aquela "necessidade" de falar sobre aquilo com alguém, mas não tem amigos que estejam assistindo a mesma trama que você? O Banco de Séries chegou como salvação! Dá para discutir sobre o episódio que acabou de ver, sobre os que já viu e sobre os que estão por vir (escolhendo ou não se deseja risco de spoilers). O mais bacana é que o site é brasileiro. E é aquele portal ideal para organizar a watchlist. Após fazer a sua conta, é possível ir selecionando as séries que deseja assistir, já viu ou está acompanhando. O site separa tudo em categorias como "Ativas em dias", "Ativas atrasadas" (com subcategorias), "Finalizadas" (com subcategorias), "Geladeira" e "Abandonadas". No menu de cima existem dois calendários: um só com suas séries, outro com as exibições do dia da TV americana. E isso é só o começo. O BS também mostra suas estatísticas: "Total Geral de Episódios Vistos", "Total de notas Atribuídas" (você pode dar nota e fazer um comentário em cada episódio, como já dito), "Total de séries ativas na grade", "Total geral de séries na geladeira", "Total geral de séries que vi pelo menos 1 episódio", "Tempo vendo séries que gosto", "Tempo total vendo séries que abandonei", "Tempo total vendo séries", entre outros tópicos. Recentemente, o Banco de Séries mudou de layout e ficou bem mais prático. Além disso, ele também permite login com Facebook e veiculação com o Twitter.

  • Para não se perder nos episódios das suas séries:

1. TVShow Time (aplicativo gratuito: iOS / Android)

O aplicativo contém calendário personalizado para as suas séries (com a contagem de datas de lançamento de novos episódios, temporadas e afins) e notificações push para quando um episódio novo está disponível. Faça comentários e troque ideias em uma comunidade de mais de 1.000.000 fãs de programas televisivos e encontre rapidamente onde parou na suas séries. É possível ainda reproduzir episódios da sua série via WEB.

2. SeriesGuide (aplicativo gratuito: Android)

Um aplicativo que pode continuar sendo utilizado sem conexão com a internet. A alegria que ele emite já começa por aí! No adorado SeriesGuide é possível ter controle sobre os episódios assistidos das suas séries favoritas, sobre lançamentos, descrições dos capítulos, sincronização do aplicativo com seu computador para obter as informações mais detalhadas e a possibilidade de fazer check-in, indicando o que você está vendo para outros usuários. O aplicativo atualiza constantemente informações sobre episódios, hiatos, elenco e renovação das séries assim  como o TVShow (acima).

3. Episoder (aplicativo gratuito: iOS)

Assim como no TVShow Time e SeriesGuide, o aplicativo dá suporte para que não perca episódios novos das séries, para que saiba em qual parou e para que receba novas informações sobre. Um ponto possivelmente negativo (ou muito positivo, dependendo da situação e desejo) é que o Episoder só está disponível totalmente inglês.

4. Trakt (site)

O Trakt é um site desenvolvido para você adicionar seus filmes e séries em melhores listagens. No endereço, você pode marcar as temporadas e episódios já assistidos de todas as suas séries. Além disso, é possível também marcar filmes e séries que você deseja assistir. Embora o site seja em inglês, o design é bastante intuitivo. Um ponto curioso bem bacana é que o SeriesGuide (indicado acima), quando conectado ao computador, utiliza o Trakt como suporte. Ou seja, é como se o site tivesse o próprio aplicativo.

5. Ororo (site)

No site é possível criar uma conta gratuita para organizar tudo o que você assiste e para marcar os episódios das suas séries. Ademais, o portal funciona também como rede social e permite interação em comentários entre os usuários.


Vai assistir a um filme com outra pessoa e não conseguem chegar a um consenso prévio? O Date Night pode ajudar! Basta colocar um filme que você aprecia  e está no ramo do que deseja  e "somar" com o mesmo sendo feito a partir do almejo da outra pessoa. O site irá dar como resultado uma gama de opções que aglomeram ambos os gostos e ideias de base. Algo sensacional e surpreendente pode ser descoberto, abrindo ainda mais alas reflexivas e de autoconhecimento (afinal, o que você pode mais adorar na trama definida, pode ser justamente o que não imaginava).


Já falei sobre essa belezura aqui, mas em uma listagem deste tipo não poderia deixar de indicar novamente. E se você soubesse que nem todos os filmes da Netflix são listados abertamente e ficam com fácil acesso para nós, fissurados por filmes e séries? Pois é exatamente o que ocorre. Existe uma lista com códigos para acessar as categorias e encontrar os filmes diferentes que queremos assistir, mas não fazemos ideia de que estão pela plataforma. Para entender de maneira ainda mais esclarecedora o funcionamento do site, basta clicar aqui ou ficar logado na sua conta (da Netflix) pela internet e clicar no gênero que deseja (no próprio site).


Para quem assiste filmes e/ou séries online de forma ilegalizada, o Crackle veio para mudar caminhos. O aplicativo/site é legalizado e oferece dezenas de títulos para assistir de forma gratuita. É bacana lembrar que por trás de cada produção existe uma equipe esforçada que merece reconhecimento e suporte, indo desde o roteirista até o cameraman. A nossa parte para que o estímulo em novos investimentos surja com maior fulgor (e de forma correta), é feita a partir do uso de meios legitimados. O mesmo serve, obviamente, para qualquer arte: para qualquer e-book sendo lido, para qualquer canção sendo escutada. Uma editora ou uma gravadora, terá muito mais interesse (e condições) em impulsionar o tal artista ou a tal arte, caso haja esse ciclo feito a partir dos meios aprovados. Prosseguindo o enfoque no Crackle: a interface em português é simples de usar e, no aplicativo, basta arrastar a tela para visualizar mais opções de títulos. Nos destaques, o usuário pode escolher dentre gêneros, como ação, comédia, romance e mais categorias. A plataforma ainda mostra uma breve sinopse da trama escolhida e exibe atores da produção.

  • Movie ShowTime (aplicativo gratuito: iOS / Android)

Ótimo para usar em viagens! O aplicativo mostra os cinemas mais próximos em que o filme escolhido está em cartaz, facilitando as coisas para quem está em um bairro ou cidade que não conhece bem. Movie ShowTime oferece ao seu usuário a lista completa dos filmes disponíveis nos principais cinemas, com os respectivos trailers e informações sobre cada um, como classificação no IMDB e no Flixter, detalhes sobre os atores e muito mais. Dá ainda para visualizar comentários de outros cinéfilos que já devoraram a obra (lembrando que não devemos nos apegar a uma opinião sem antes definir a nossa). Está planejando ver um filme só na outra semana? Não tem problema: Com o Movie ShowTime é possível filtrar as exibições por dia. Você ainda pode marcar filmes favoritos que são adicionados à sua coleção, classificar o filme, escrever reviews e muito mais. Não quer ir sozinho? Com o movie showtime ainda é possível criar um evento no facebook e convidar seus amigos para irem com você.

  • Semelhantes:
1. Cine Mobits (aplicativo gratuito: iOS / Android)

O aplicativo disponibiliza a programação dos cinemas brasileiros com informações adicionais  lista de elenco e mais  e permite que você compre seu ingresso por lá mesmo.

2. Guia da Semana (site)

O site disponibiliza na aba "Cinema" a programação de lançamentos de longas em todo o Brasil, ficha técnica dos filmes, pôsteres e trailers dos principais em cartaz. O próprio site já divulgou sobre o aplicativo criado como extensão do Guia da Semana, porém não encontrei em pesquisas: é possível que alguma reformulação esteja sendo feita.


Telfie, o antigo GetGlue, é uma rede social (no estilo 'Foursquare'), voltada para o entretenimento. Está assistindo um novo filme, seriado, programa de TV ou até jogando um game? Marque no Telfie. Descubra o que os seus amigos estão vendo, e ganhe "badges" adesivos, entregues via correio de acordo com a sua assiduidade e o que você assiste. O aplicativo ainda é capaz de sugerir filmes com base no que é mais conectado aos temas desenvolvidos pelos seus membros e em diversas categorias.


Eis o meu grande favorito! Apesar de não ser algo inovador para diversas listas (por ser tão conhecido), o Filmow não pode ficar de fora quando o tema é "site imperdível para apaixonados por filmes e séries". Filmow é uma rede social brasileira colaborativa com foco em filmes e séries e tem como principal objetivo que o usuário catalogue as tramas que assistiu e converse sobre cinema e TV. Além disso, o site também tem as funções básicas de uma rede social, sendo possível conhecer novas pessoas e fazer novos amigos. Um espaço sensacional para discutir de forma saudável e digerir visões que amplifiquem as próprias sobre cada obra. Na dúvida do que assistir, sempre busco listas no site que tenham a ver com o que busco (são diversas listagens bacanas sobre filmes reflexivos, críticos e metafóricos, por exemplo) e, obviamente, você pode ir formulando os próprios compilados. Curtas-metragens, documentários e afins, não ficam de fora. Apesar de ter observado algumas críticas bastante negativas perante o aplicativo, afirmo com fulgor o quanto o site é bacana, admirável e bem conceituado. O único alerta que deixo é para que não deixe de assistir a um filme ou série apenas por ler alguns comentários (ou ver notas) que não pareçam interessantes. Você pode enxergar de uma maneira diferenciada e, inclusive, pode levar essas novas visões para os outros após conferir.


IMDb (Internet Movie Data Base) é uma base de dados online  uma das mais renomadas  de informações sobre música, cinema, filmes, programas de televisão e jogos de computador. Junto a uma curta sinopse, cada página dedicada exclusivamente a uma única obra comporta uma enquete onde membros do IMDb podem votar na nota, ou rating, de 1 a 10 do filme. A nota final é determinada por uma série de equações e estatísticas que previnem que um indivíduo ou grupo possam alterá-la injustamente. Com tal sistema, o IMDb possui uma rigorosa lista elaborada coletivamente de filmes, séries e afins, em ordem qualitativa. O conhecido site possui seu próprio aplicativo e está disponível também em português. O objetivo do app, assim como do site, é listar todos os detalhes a respeito de todos os filmes e shows de TV feitos até hoje, incluindo quem participou, o argumento, classificação dos utilizadores, trailers, fotos, críticas, citações, gafes, curiosidades e muito mais.


O AdoroCinema é o segundo site mais visitado da minha lista, logo após o Filmow. As entrevistas, notícias e curiosidades abordadas são sempre singulares, bem atualizadas e somáticas. As informações sobre lançamentos de filmes e séries são sempre recheadas e enlaçadas a novas. O site tem uma base bastante parecida com a do Filmow em alguns quesitos: os usuários dão notas para as obras, podem conversar por comentários e afins. O AdoroCinema ainda disponibiliza notas e resenhas feitas pela equipe do próprio site e pela imprensa mundial (com traduções). No aplicativo, permite ainda saber qual a sala de cinema mais próxima do usuário, através do sistema GPS que também permite consultar horários, idiomas e todas as informações referentes ao filme escolhido. AdoroCinema conta com uma interface bem organizada. É possível ver fotos e vídeos em boa definição e comentar sobre a notícia que está lendo. Quando o usuário autoriza o app a usar o GPS, na seção 'Filmes' já aparecem todos os que estão em cartaz; o usuário pode definir locais de preferência para que o aplicativo sempre exiba os horários das sessões. O mais legal é que na mesma divisão é possível ver além das estreias, tendo ainda os filmes mais esperados, trailers, entre outros. Outra seção que não deixa a desejar é a 'Séries'. Nela, é possível consultar facilmente as séries mais populares, com as melhores notas, as que voltaram a ser exibidas agora e muito mais. Na plataforma, também não deixa de ser alcançável a descoberta de séries pouco conhecidas ou que ainda serão lançadas. O perfil do usuários que exibe quem ele segue, por quem é seguido, notas e críticas já efetuadas também é um ponto positivo.


Mais uma rede social super bacana! A principal proposta do CineDica é dar dicas de filmes e/ou séries aos usuários, de acordo com as escolhas já registradas. Por isso, para que ele possa fazer indicações cada vez mais abrangentes, é necessário que você adicione a maior quantidade possível de obras ao seu perfil e vote nelas. Existe o aplicativo da marca, porém ainda está em processo de ajustes e, por enquanto, os comentários negativos estão agigantados (o que não ocorre perante o site). Na rede, além de avaliar filmes (ou séries) e discutir sobre, você pode buscar por listas, visualizar e responder enquetes, fazer novas amizades através de comentários e até 'bater papo' de forma individual com outros usurários.


Está com receio de pegar aquela fila no cinema e, consequentemente, perder o filme? O ingresso.com sempre foi conhecido como um site confiável para compras de ingressos dos filmes que deseja assistir, fazendo com que possamos sair de casa sem grandes desesperos. O que alguns não sabem é que o portal criou um aplicativo onde o cliente pode comprar as entradas, escolher a sessão e, se o cinema tiver lugar marcado, escolher seu lugar de preferência juntamente com a quantidade de ingressos: ou seja, tudo pode ser feito assim como na compra efetuada no próprio balcão. Algumas reclamações foram feitas sobre ajustes que faltam no aplicativo, mas atualizações estão sendo elaboradas para reformular o que está sendo visto como necessário.

  • Extras curiosos!
1. Site para saber se o filme contém cenas de nudez ou afins

Vai assistir a um filme com os pais ou com alguma criança e não sabe se alguma cena 'embaraçosa' pode surgir no meio da trama? O site CringeMDb resolve o problema. Basta colocar o título do filme (em inglês) na pesquisa e ele informará se cenas "impróprias" ocorrem.

2.  Runpee (aplicativo gratuito: iOS / Android)

Bom para quem quer treinar o inglês e para quem está apertado na sala de cinema. O Runpee avisa quais "as melhores horas" para ir ao banheiro durante a sessão, o que me deixou bem desconfiada ao descobrir o aplicativo, já que, para mim, uma cena que pode ser vista como "nada demais", pode conter uma gigantesca carga emocional, explicativa, metafórica (e por aí vai). Mas o bacana é que o Runpee deixa um resumo das cenas perdidas para que leia enquanto volta para a sala de cinema e não perca tanto da obra assim. Na hora do desespero, pode ser mesmo um bom quebra-galho! E, quiçá, uma versão em português será disponibilizada.

3. Movie Player (aplicativo gratuito: iOS / Android)

Eis um aplicativo para reproduzir quase todos os formatos de vídeo disponíveis no mercado. Esqueça as conversões! Você pode reproduzir os seguintes formatos: divx, avi, flv, mov, wmv, mpg, mpeg, mpeg1, mpeg2, mpeg4, mp4, m4v, mpv, vob, ts, ogv, ogm, mkv, dv, asf, 3gp, m2p, m2ts, m2v, gxf e wm.

A rede social Miso também é super bacana!

E então, já conhecia algum dos sites e/ou aplicativos? Quais as suas opiniões sobre? Dos que acabou de descobrir, qual mais chamou a sua atenção? Não deixe de emitir as suas pontuações e dicas nos comentários!

Um adendo: ratifico o lembrete de que é importante não bloquear o recebimento de um filme, série ou do assistir de quaisquer tramas por quesitos de notas e opiniões alheias. Tudo deve servir para amplificar bagagens, visões e críticas construtivas possíveis, mas não para direcionar preconceitos e causar entraves. Toda estória (ou história) vale a pena. Sempre há o que refletir, sempre há alguma entrelinha a ser observada e digerida. Permita o conferir para enxergar além e incitar trocas evolutivas, ainda que a piscina não pareça tão profunda. A experiência depende muito mais do olhar, do dê pois, do que dela mesma.
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