(...) Adiar não é esperança. Um sim pela metade é não. Respeito aquele que sofre de medo, jamais respeito aquele que aceita ser menor do que o medo. Respeito aquele que sofre de dúvida, jamais respeito aquele que coleciona incertezas. Na paixão, ou é ou não é. Não se negocia com a loucura.
Carpinejar

18 MUSEUS INCRÍVEIS (INCLUINDO INTERATIVOS) PARA VISITAR PELO BRASIL





Já tivemos aqui um compilado sobre centros culturais brasileiros gratuitos, e agora estamos na vez dos museus. A listagem de locais não agrega só os repletos de artes, mas também de interatividades e reflexões a partir de debates, projetos coletivos educacionais e afins. São meios, em sua maioria, com ações que vão para além do ver e sentir, englobando também o fazer maior das trocas evolutivas. As temáticas são imensamente variadas e agregam somas de uma para outra. Os museus não estão em ordem de favoritos e/ou organizados em quaisquer tipos de categorias: alguns dos mais interativos, inovadores e reflexivos, inclusive, estão espalhados pelo meio da seleção.

  • Instituto Ricardo Brennand / IRB – Recife (PE)


O Instituto ocupou uma das últimas pesquisas divulgadas com a lista dos melhores museus do mundo, sendo o primeiro do Brasil no ranking. O vencedor está sediado em um complexo arquitetônico em estilo medieval, composto por trés prédios: Museu Castelo São João, Pinacoteca e Galeria, incluindo, por fim, a Capela Nossa Senhora das Graças. Todos são circundados por um vasto parque. O local possui uma coleção permanente de objetos histórico-artísticos de diversas procedências, abrangendo o período que vai da Baixa Idade Média ao século XXI, com forte ênfase na documentação histórica e iconográfica relacionada ao período colonial e ao Brasil Holandês, englobando a maior coleção do mundo de pinturas de Frans Post, com vinte obras. O Instituto também abriga um dos maiores acervos de armas brancas do mundo (que são designadas para trabalho em sua primeira instância: como facas, tesouras, foices e afins), com mais de 3.000 peças, a maior parte proveniente da Europa e da Ásia, produzidas entre os séculos XIV e XXI. A biblioteca do instituto possui mais de 60 mil volumes, datados do século XVI em diante, destacando-se as coleções de brasiliana e obras raras. As esculturas que circundam o ambiente também são artes para apreciar.

Localização: Alameda Antônio Brennand, s/n - São João - Várzea, Recife - PE, 50791-904.
Telefone: (81) 2121-0352.
Funcionamento: Terça a domingo, das 13h às 17h.
Entrada: 25 reais a inteira. 12 reais a meia. Acesso gratuito para crianças até 07 anos; escolas públicas agendadas; guias de turismo e taxistas (mediante documento profissional atualizado); membros do Conselho Internacional de Museus – Icom (mediante documentação comprobatória). E na última terça-feira de cada mês é gratuito para todos.
Site.

  • Museu da Lingua Portuguesa – São Paulo (SP)

Eis o meu favorito! Eis a recomendação que ratificaria incansavelmente. Nunca conheci um espaço tão encantador e reflexivo, com conteúdos que chegam em mentes e corações para aprofundamentos que independem das épocas. Como poetisa, uma casa. Como detalhista e viciada em entrelinhas, um prato cheio. Sempre reconhecido como um dos melhores museus brasileiros e um dos mais visitados, o "Museu da Língua Portuguesa" ou "Estação Luz da Nossa Língua" é um museu interativo sobre a língua portuguesa (incluindo poesias, frases e demais artes) localizado na cidade de São Paulo, Brasil, no histórico edifício Estação da Luz, no Bairro da Luz. Foi concebido pela Secretaria da Cultura paulista em conjunto com a Fundação Roberto Marinho. O objetivo da instituição é criar um espaço vivo sobre a língua portuguesa, considerada como base da cultura do Brasil, onde seja possível causar surpresa nos visitantes com os aspectos inusitados e, muitas vezes, desconhecidos de sua língua materna. Segundo os organizadores do museu, "deseja-se que, no museu, esse público tenha acesso a novos conhecimentos e reflexões, de maneira intensa e prazerosa". Em dezembro de 2015 foi, tristemente, destruído por um incêndio, em que um funcionário faleceu. Seu acervo, contudo, não se perdeu, por ser, em grande parte, virtual, sendo recuperado dos backups. As salas para ouvir e ver poemas de formas dinâmicas são algumas das minhas maiores recomendações. É bacana focar as atenções também nos saraus maravilhosos que ocorrem por lá.

Localização: Estação da Luz - Praça da Luz, s/n - Centro, São Paulo - SP, 01120-010.
Telefone: (11) 3664-3859.
Funcionamento: Terça a domingo, das 10h às 18h. Bilheteria, das 10h às 17h.
Entrada: 6 reais a inteira. 3 reais a meia. Grátis para crianças até sete anos, idosos, pessoas com deficiência (a gratuidade é estendida para um acompanhante) e professores da Rede Pública. Sábado o ingresso é gratuito para todos os visitantes.
Site.

  • Museu Catavento – São Paulo (SP)

O Catavento é um museu interativo dedicado às ciências, localizado no Palácio das Indústrias, na cidade de São Paulo. O museu é dividido em 4 espaços: Universo, Vida, Engenho e Sociedade, em uma área de 4 000 m² com 250 instalações. Voltado ao público jovem, foi fundado em março de 2009 pelas secretarias de cultura e educação da cidade. Cada um dos espaços do local é dividido em várias atrações. Na sala do Universo você pode tocar em um meteorito de verdade, ver as constelações do céu de São Paulo, entender como funciona o Sistema Solar, ver o ciclo de vida de uma estrela, entre diversos outros fatores. Na sala da vida, são variadas as principais atrações: biodiversidade, os corais, a beleza das aves do Brasil, a evolução humana, os dinossauros, o corpo humano, o genoma e mais. No engenho, experimentos de mecânica, som, eletromagnetismo, calor, fluidos e óptica. Na sociedade, as maravilhas da Terra, a ecologia, uma parede de escalada, a história do Brasil, um laboratório de Química e física e demais curiosidades estão presentes.

Localização: Pq. Dom Pedro II - Avenida Mercúrio, s/n - Brás, São Paulo - SP, 03003-060.
Telefone: (11) 3315-0051.
Funcionamento: Terça a domingo (incluindo feriados), com entrada das 9h às 16h e permanência no local até 17h.
Entrada: 6 reais a inteira, 3 reais a meia.
Site.

  • Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS  Porto Alegre (RS) 

O Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS é um dos maiores museus interativos de ciências naturais na América Latina, propondo atividades para todas as idades e mostrando áreas de experimento-atrações sobre o Universo, a Terra, Ambiente e o Ser Humano, dentre outros. A área de exposição permanente ao público conta com cerca de 700 experimentos interativos, cobrindo inúmeras áreas do conhecimento. O próprio visitante pode participar das experiências que resultaram no atual conhecimento científico. O acervo permanente inclui milhões de peças e apresenta uma das melhores amostras de ciências naturais de todo o país. Destacam-se as peças paleontológicas de uma grande exposição de aves e animais empalhados e os recursos minerais brasileiros, com algumas milhares de amostras.

Localização: Av. Ipiranga, 6681 Partenon. Prédio 40 - CEP 90619-900. Porto Alegre - RS - Brasil.
Telefone: (51) 3320.3521.
Funcionamento: Terça a quinta, das 9h às 17h; na sexta das 9h às 21h; sábado, domingo e feriado, das 10h às 18h.
Entrada: 16 para o ingresso geral. 14 reais a meia (somente válida para visitantes de até 15 anos ou de 60 para cima e estudantes ou professores de qualquer instituição da PUCRS).
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  • Museu do Amanhã  Rio de Janeiro (RJ)

"Interagir, sentir e pensar". Eis o lema do Museu do Amanhã. O seu prédio, projeto do arquiteto espanhol Santiago Calatrava, foi erguido ao lado da Praça Mauá, na zona portuária (mais precisamente no Píer Mauá). A proposta da instituição é ser um museu de artes e ciências, além de contar com mostras que alertam sobre os perigos das mudanças climáticas, da degradação ambiental e do colapso social. O edifício conta com espinhas solares que se movem ao longo da claraboia, projetada para adaptar-se às mudanças das condições ambientais. A exposição principal é majoritariamente digital e foca em ideias ao invés de objetos. O museu tem parcerias com importantes universidades brasileiras, instituições científicas globais e coleta de dados em tempo real sobre o clima e a população de agências espaciais e das Nações Unidas. A instituição também tem consultores de várias áreas, como astronautas, cientistas sociais e climatologistas. Como uma das âncoras do projeto de revitalização urbana chamado Porto Maravilha, o museu recebeu em 2015, como doação antes de sua inauguração, a escultura Puffed Star II, do renomado artista norte-americano Frank Stella. O trabalho consiste de uma estrela de vinte pontas e seis metros de diâmetro que foi instalado no espelho d’água do museu, em frente à Baía de Guanabara. A escultura metálica, antes da doação para acervo permanente a céu aberto do museu, esteve em exposição na cidade de Nova York.

O museu conta com cafeteria, salas para exposições temporárias, loja, salas de pesquisas, um restaurante e diversas outras elaborações. A pretensão do Museu do Amanhã é inaugurar uma nova geração de museus de ciências no mundo, sendo considerado "de terceira geração", com uma concepção que o posiciona como o primeiro museu global de "terceira geração". A "primeira geração" de museus é voltada para os vestígios do passado. A "segunda geração" busca difundir as evidências do presente, como os museus de ciência e tecnologia. A "terceira geração", destina-se a expor as mudanças, perguntas e a exploração de possibilidades futuras para a humanidade. É no último conceito que se encaixa o museu carioca. Observação: Para mim, o Museu da Língua Portuguesa pode ser encaixado em quaisquer das 'gerações'. 

Localização: Praça Mauá, 1 - Centro, Rio de Janeiro - RJ, 20081-262.
Telefone: (21) 3812-1800.
Funcionamento: Terça a domingo, das 10h às 18h, com encerramento da bilheteria às 17h. O café e a loja do Museu funcionam de terça a domingo, das 10h às 18h.
Entrada: 10 reais a inteira. 5 reais a meia. Entradas gratuitas nas terças-feiras.
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  • Instituto Cultural Inhotim – Brumadinho (MG)

O Instituto Inhotim é a sede de um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil e considerado o maior centro de arte ao ar livre da América Latina. Está localizado em Brumadinho (Minas Gerais), uma cidade com 30 mil habitantes, a apenas 60 km de Belo Horizonte. Dispõe de um vasto conjunto de obras de arte expostas, portanto, a céu aberto ou em galerias temporárias e permanentes, situadas em um belo e generoso Jardim Botânico. O parque conta com dois restaurantes (Oticica e Inhotim) para refeições mais 'elaboradas', mas durante todo o percurso é também fácil encontrar pequenas cafeterias para lanches rápidos. Além das 170 obras de arte em exposição, o museu conta com 98 bancos do designer Hugo França. O primeiro banco foi colocado no jardim em 1990, sob a sombra da árvore tamboril, um dos símbolos do parque. Os bancos são feitos de troncos e raízes de pequi-vinagreiro, árvore comum na mata atlântica, que são encontrados caídos ou mortos na floresta. O local conta com o "Educativo Inhotim", que oferta para o público atividades que visam reflexões e conversas sobre a importância do solo, componente fundamental para o ecossistema terrestre. E o "Espaço Ciência", também presente, propõe a interação com os visitantes por meio da mediação que destaca e valoriza a importância dos solos na vida dos seres vivos utilizando ferramentas que demonstram as características físicas dos solos e relações com processos existentes nos ecossistemas.

Localização: R. B, 20 - Centro, Brumadinho - MG, 35460-000.
Telefone: (31) 3571-9700.
Funcionamento: Confira os horários diversos clicando aqui.
Entrada: Terça e quinta-feira: R$ 25,00. Quarta-feira (exceto feriado): entrada gratuita. Sexta, sábado, domingo e feriado: R$ 40,00. Meia entrada: metade correta do valor da inteira do respectivo dia.
Site.

  • Museu de Arte Moderna da Bahia / MAM – Salvador (BA)

Sendo ponto de encontro de muitos jovens, o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) está localizado no Solar do Unhão, um sítio histórico do século XVI, às margens da Baía de Todos os Santos em Salvador. Fundado no início da década de 1960, inicialmente o MAM-BA localizava-se no Teatro Castro Alves, tendo mudado para o endereço atual no ano de 1963. O MAM-BA é um dos 12 museus estaduais que são vinculados ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), uma autarquia da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. Em termos de estrutura, o MAM-BA possui um espaço técnico com serviços de conservação, restauro e museologia; oito salas de exposição; um teatro; uma biblioteca; e uma oficina de arte que oferece cursos abertos de pintura, técnicas de gravura, cerâmica, desenho, papel artesanal e escultura à toda comunidade. Nas suas dependências podem ser encontradas pinturas, esculturas, fotografias e desenhos de artistas como Tarsila do Amaral, Portinari, Flávio de Carvalho, Di Cavalcanti, Rubem Valentim, Pancetti, Carybé, Mário Cravo e Sante Scaldaferri. As Oficinas de Arte em Série acontecem há mais de 35 anos.

As práticas e técnicas ministradas pelos cursos do museu foram também responsáveis pela construção do conhecimento das artes na Bahia. Procurando facilitar o acesso à informação sobre linguagens visuais, dentro de uma dimensão cultural contemporânea e com acesso gratuito, o MAM oferece cursos com objetivo de investir na formação das linguagens visuais, viabilizando espaços de criação, discussão e debate em torno da produção de artes. O MAM-BA é, portanto, um museu-escola que não distingue totalmente as diversas formas de artes e não realiza uma valorização diferenciada. Tornou-se um grande difusor da arte nacional e internacional, além de ter um papel essencial na divulgação das obras baianas e nordestinas para o Brasil e o mundo. O MAM conta com diversos pontos interessantes em seu aglomerado, como o Solar Café (cafeteria consagrada na região). Os dias em que ocorrem o "Jazz no MAM" são alguns dos mais aclamados. Outros museus super interessantes de Salvador são o Museu de Arte da Bahia e o Palacete das Artes (já listado no compilado de centros culturais e indicado lá no Instagram). 

Localização: Avenida Contorno, sem numero - Comercio, Salvador - BA, 40060-060.
Telefone: (71) 3117-6139.
Funcionamento: Terça a domingo, das 13h às 18h.
Entrada: 6 reais a inteira, 3 reais a meia (por vezes aumenta para 8 e 4, respectivamente). Entrada geralmente gratuita para cursos.
Site.

  • Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura – Fortaleza (CE)

Sim, é um centro cultural. Mas como não estava na nossa lista passada, merecia aparecer nesta. O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC) é um dos maiores centros culturais do Brasil, localizado em Fortaleza, Ceará. São 30 mil metros quadrados de área dedicada à arte e à cultura, com atrações como o Museu da Cultura Cearense, o Museu de Arte Contemporânea do Ceará, Planetário Rubens de Azevedo, Teatro Dragão do Mar, Salas do Cinema do Dragão - Fundação Joaquim Nabuco, Anfiteatro Sérgio Mota, Espaço Rogaciano Leite Filho, Biblioteca Leonilson, Auditório, Multigalerias e espaços para exposições itinerantes e Parque Verde. O centro é vinculado ao Porto Iracema das Artes, à Biblioteca Pública Menezes Pimentel e à Escola de Artes e Ofícios Thomas Pompeu Sobrinho. Há ainda a Praça Verde, que abriga mais de quatro mil pessoas e também grandes shows nacionais e internacionais. O Centro Dragão do Mar é um espaço destinado ao encontro das pessoas e ao fomento e à difusão da arte e da cultura. O complexo foi batizado de Dragão do Mar em homenagem ao histórico personagem cearense Chico da Matilde, jangadeiro símbolo do movimento abolicionista no estado, que, em 1881 recusou-se a transportar escravos para serem vendidos no sul do país, a representação da 'liberdade para ser e criar', fica então nas entrelinhas.

Dentre os diversos espaços culturais focados em lazer urbano e produção e difusão artística, o local conta com a Biblioteca Estadual do Ceará; Museu da Cultura Cearense - MCC Dragão do Mar: é um espaço de 800 metros quadrados, dividido em seis salões, dedicado à história, produção artística e cultura popular cearenses. É um museu etnográfico que tem como proposta promover a difusão e a fruição do Patrimônio Cultural do Estado do Ceará, aplicando ações museológicas de pesquisa, preservação e comunicação, visando à inclusão e ao desenvolvimento sociocultural. O MCC abriga hoje duas exposições permanentes: a "Vaqueiros", que é uma exposição lúdica, de caráter didático, percorre o universo do vaqueiro a partir da ocupação do território cearense pela pecuária até a atualidade. Utiliza cenografia, imagens e objetos ligados ao cotidiano do vaqueiro; e a exposição "Brinquedo - A arte do movimento"; Museu de Arte Contemporânea - MAC Dragão do Mar: ocupa 700 metros quadrados de área distribuídos em dois pavimentos, com um total de onze salas de exposição. O MAC intensificou sua campanha de ampliação do acervo, coletando doações e adquirindo peças significativas. Atualmente, conta com mais de mil obras em seu acervo, permitindo, além de pesquisas, a realização de exposições temáticas. As peças são de autoria de artistas plásticos brasileiros e estrangeiros. Também estão sob a guarda do MAC peças da Pinacoteca do Estado e do acervo do pintor Antônio Bandeira; e o Planetário Rubens de Azevedo: construído com tecnologia alemã, está entre os mais modernos do mundo, é o único no Brasil a projetar o arco-íris, através de 20 projetores multimídia. Tem capacidade para 90 pessoas e apresenta três sessões diárias, proporcionando grandes espetáculos na observação detalhada de estrelas, planetas e galáxias.

Localização: R. Dragão do Mar, 81 - Praia de Iracema, Fortaleza - CE, 60060-390.
Telefone: (85) 3488-8600.
Funcionamento: Segunda a quinta, das 8h às 22h. Sexta a domingo, das 8h às 23h. Nas segundas, não abre cinemas, cafés e afins.
Entrada: 8 reais a inteira, 4 reais a meia (podendo ocorrer mudanças).
Site.

  • Museu Oscar Niemeyer – Curitiba (PR)

O Museu Oscar Niemeyer conta com o complexo de dois prédios, instalado em uma área de trinta e cinco mil metros quadrados (dos quais dezenove mil dedicados à área de exposições), é um verdadeiro exemplo da Arquitetura aliada à Arte. O primeiro prédio foi projetado por Oscar Niemeyer em 1967, fiel ao estilo da época, concebido como um Instituto de Educação. Este edifício possui o segundo maior vão livre do Brasil, com 65m. Foi reformado e adaptado à função de museu, para o qual Niemeyer projetou o anexo, lembrando um olho, imprimindo-lhe uma nova identidade característica. Inaugurado no dia 22 de novembro de 2002 com o nome de Novo Museu, com a conclusão do anexo foi reinaugurado em 8 de Julho de 2003, recebendo a atual denominação. É conhecido localmente como Museu do Olho, devido ao design de seu edifício e como MON, abreviatura para Museu Oscar Niemeyer. A instituição tem como foco as artes visuais, a arquitetura e o design. Pela sua grandiosidade e pela importância do acervo, atualmente representa uma instituição cultural com projeção nacional e internacional. Existem, portanto, as 'Oficinas de Criação' que, na maioria dos casos, são vinculadas ao teor das exposições. O principal objetivo delas é fazer com que o visitante se expresse criativamente a partir do que viu e apreendeu. Também é uma forma de aproximar o visitante da obra de arte, transmitindo de maneira lúdica conceitos da arte e do artista em questão. Durante a mostra de gravuras de Rembrandt, por exemplo, a oficina oferecia aos interessados noções básicas para a confecção de uma gravura. Já durante a mostra do escultor cerâmico Francisco Brennand, a oficina utilizou a argila para a construção das peças. Conforme o interesse, também são organizados cursos para trabalhar com técnicas e públicos específicos. Um desses cursos, por exemplo, trabalhou a técnica da xilogravura.

Localização: R. Mal. Hermes, 999 - Centro Cívico, Curitiba - PR, 80530-230.
Telefone: (41) 3350-4400.
Funcionamento: Terça a domingo, das 10h às 18h.
Entrada: 12 reais a inteira, 6 reais a meia.
Site.

  • Museu da Imagem e do Som de São Paulo / MIS – São Paulo (SP)

Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS) é um museu público estadual, vinculado à Secretaria da Cultura, inaugurado em 1970. É fruto de um projeto iniciado alguns anos antes por intelectuais e produtores culturais, como Ricardo Cravo Albin, Paulo Emílio Salles Gomes, Rudá de Andrade, Francisco Luiz de Almeida Salles e Luiz Ernesto Machado Kawall. Localizado no Jardim Europa, distrito de Pinheiros, tem como filosofia de ação registrar e preservar a imagem e o som do passado e do presente, para um levantamento de um painel da vida brasileira nos seus aspectos humanos, sociais e culturais. Nas décadas de 70 e 80, destacou-se como importante núcleo de difusão artística e educativa, convertendo-se em um centro de referência para a pesquisa audiovisual brasileira. Seu acervo conta com mais de 200 mil itens e, atualmente, possui uma programação cultural diversificada, voltada a diversos públicos. Tem ganhado destaque na crítica e na mídia por suas exposições bem elaboradas e sobre grandes nomes da arte contemporânea, do cinema, da música, além de dar espaço a novos artistas. Desde 2011, o MIS é comandado pelo diretor executivo André Sturm, que traz um novo plano de atividades em sua gestão. O Museu da Imagem e do Som passa a ser um espaço de encontro para população paulista, onde a pluralidade da programação artística e a cultural prevalecem.

Atualmente, são realizados eventos periódicos mensais, como o "Cinematographo", que faz a projeção de filmes mudos acompanhados por músicos ao vivo; "o Estéreo MIS", dedicado a fortalecer e estimular a atuação da música independente nacional; a "Maratona Infantil", voltada a crianças e suas famílias com exibição de filmes, oficinas variadas, circo, teatro, contação de histórias, shows e diversas outras atividades. Mensalmente, também, é realizada a festa "Green Sunset" no espaço externo do Museu com música eletrônica e outras atrações, sendo um dos programas mais badalados. Outro grande destaque da programação são as recentes exposições de grandes nomes, como George Méliès, um mágico do cinema (2012), inédita no Brasil, Ai Weiwei - Interlacing (2013) e Stanley Kubrick (2013), ambas inéditas na América Latina. Além disso, o MIS abre regularmente convocatórias para fomento da criação artística e sua difusão, como a "Residência LABMIS", projeto anual de residência nacional e internacional que fomenta a produção de arte e conhecimento em novas tecnologias; o "Nova Fotografia", espaço permanente para exposição de fotografias que se distinguem pela qualidade e inovação; o "Cine MIS", lançamento de filmes inéditos na cidade de São Paulo; e o "Dança no MIS", que traz artistas que transitem por diferentes linguagens, unindo o audiovisual à performance para intervenções site-specific no espaço do MuseuO "Núcleo Educativo" tem se consolidado, desenvolvendo ações para diversos públicos, escolares ou não, com atividades preparadas de acordo com as questões que cada exposição apresenta. Recentemente realizou parcerias com outras instituições (Centro de Cultura Judaica) e eventos (Festival Internacional de Curtas Metragens) que aconteceram no MIS. Para além da cidade de São Paulo, o programa "Pontos MIS" leva a diversos municípios do interior do Estado produções audiovisuais, realiza oficinas e encontros regionais, reforçando o compromisso de difusão cultural do museu.

O acervo do MIS conta com mais de 200 mil itens relacionados à história da produção audiovisual brasileira. São fotografias, filmes (curtas, longas, vídeos e documentários), vídeos, cartazes, peças gráficas, equipamentos de imagem e som e registros sonoros e audiovisuais, além dos livros, catálogos, periódicos, CDs, DVDs, VHS, coleções, cuja coleta e criação esteve sempre ligada aos acontecimentos contemporâneos. As informações sobre a documentação do acervo estão disponíveis em um Banco de Dados online, para facilitar seu acesso.

Localização: Av. Europa, 158 - Jardim Europa, São Paulo - SP, 01449-000.
Telefone: (11) 2117-4777.
Funcionamento: Terça a sábado, de 12h às 21h. Domingo, das 11h às 20h.
Entrada: 25 reais de estacionamento, sendo 18 para conveniados. Nas terças-feiras o valor para exposições é gratuito, de resto, é relativo.
Site.

  • Museu de Arte da Pampulha / MAP – Belo Horizonte (MG)

O Museu de Arte da Pampulha, antigo Cassino da Pampulha, integrante do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, enfoca tendências artísticas variadas em mostras, pesquisa e conceituação. No seu acervo, obras da arte contemporânea brasileira. É um dos prédios construídos por Oscar Niemeyer ao redor da lagoa da Pampulha, no bairro Jardim Atlântico em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, a pedido do então prefeito Juscelino Kubitschek, no início da década de quarenta. O prédio faz parte do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, que se complementa com a igreja de São Francisco de Assis, a Casa do Baile da Pampulha e o Iate Clube. Foi o primeiro prédio do conjunto a ser construído. O MAP possui um acervo de 1.600 obras, dentre elas, mostras da Arte Contemporânea brasileira, que enfocam variadas tendências artísticas. Um dos destaques do acervo são as obras de Guignard. Seu acervo reúne obras de diversos artistas plásticos como Oswaldo Goeldi, Fayga Ostrower e Anna Letycia, obras de modernistas como Di Cavalcanti, Livio Abramo, Bruno Giorgi e Ceschiatti e dos contemporâneos Antonio Dias, Frans Krajcberg, Ado Malagoli, Iberê Camargo, Tomie Ohtake, Ivan Serpa, Milton Dacosta, Alfredo Volpi, Franz Weissmann, entre outros.

Localização: Av. Dr Otacílio Negrão Lima, 16585 - Pampulha, Belo Horizonte - MG, 31365-450.
Telefone: (31) 3277-7946.
Funcionamento: Terça a domingo, de 9h às 18h.
Entrada: 20 reais a inteira, 10 reais a meia.
Site.

  • Museu de Arte do Rio / MAR – Rio de Janeiro (RJ)

O Museu de Arte do Rio promove uma leitura transversal da história da cidade, seu tecido social, sua vida simbólica, conflitos, contradições, desafios e expectativas sociais. Suas exposições unem dimensões históricas e contemporâneas da arte por meio de mostras de longa e curta duração, de âmbito nacional e internacional. O museu surge também com a missão de inscrever a arte no ensino público, por meio da Escola do Olhar. O MAR está instalado na Praça Mauá, em dois prédios de perfis heterogêneos e interligados: o Palacete Dom João VI, tombado e eclético, e o edifício vizinho, de estilo modernista – originalmente um terminal rodoviário. O antigo palacete abriga as salas de exposição do museu. O prédio vizinho é o espaço da Escola do Olhar, que é um ambiente para produção e provocação de experiências, coletivas e pessoais, com foco principal na formação de educadores da rede pública de ensino. Como recomenda a UNESCO, o MAR tem atividades que envolvem coleta, registro, pesquisa, preservação e devolução à comunidade de bens culturais – sob a forma de exposições, catálogos, programas em multimeios e educacionais. Com sua própria coleção – já em processo de formação por meio de aquisições e doações correspondentes à sua agenda – o MAR conta também com empréstimos de obras de algumas das melhores coleções públicas e privadas do Brasil para a execução de seu programa.

A Escola do Olhar desenvolve um programa acadêmico, construído em colaboração com universidades, para discutir arte, cultura da imagem, educação e práticas curatoriais. O museu tem concepção e realização da Prefeitura do Rio de Janeiro e Fundação Roberto Marinho. Tem o Grupo Globo como mantenedor, a Petrobras como patrocinadora via Lei Estadual de Incentivo à Cultura da exposição Leopoldina, princesa da independência, das artes e das ciências, o Itaú​ como copatrocinador, além do BNDES, da Granado e da Andritz Group como apoiadores da mostra. O banco J.P. Morgan apoia a exposição Linguagens do corpo carioca [a vertigem do Rio]. Para as atividades da Escola do Olhar, o MAR conta com o apoio da Dow e do Banco Votorantim, o Grupo Libra como apoiador das visitas educativas, e a Accenture como apoiadora do MAR na Academia via Lei Municipal de Incentivo à Cultura. O projeto MAR de Música recebe apoio da TIM e a Souza Cruz é copatrocinadora do Domingo no MAR. Conta ainda com apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e realização do Ministério da Cultura e do Governo Federal do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Exposições de poesias e afins ocorrem também por lá. Confira clicando aqui sobre o restaurante, cafeteria e loja do local.

Localização: Praça Mauá, 5 - Centro, Rio de Janeiro - RJ, 20081-240.
Telefone: (21) 3031-2741.
Funcionamento: Terça a domingo, das 10h às 17h.
Entrada: 10 reais a inteira, 5 reais a meia (além de menores de 21 anos, estudantes e afins, cariocas também têm direito ao pagamento da meia).
Site.

  • Fundação Planetário da Cidade / Museu do Universo – Rio de Janeiro (RJ)

Sessões de cúpula, experimentos interativos, cursos, palestras e exposições fazem parte do Planetário do Rio de Janeiro. Desde 2009, o Planetário do Rio foi rebatizado de Planetário da Gávea. Seu objetivo é difundir o estudo da astronomia e desenvolver projetos culturais por meio de atividades como sessão de cúpula, experimentos interativos, observações ao telescópio, cursos, palestras e exposições. Algumas das atrações do espaço são: Observação do Céu: Os astrônomos concedem uma palestra informal e indicam localização e características dos astros; Biblioteca: Conta com mais de 2.500 publicações sobre astronomia, matemática, física, ciências ambientais e outros assuntos científicos; Experimentos Interativos: O visitante poderá conferir 53 experimentos sobre astronomia e astrofísica, e desenvolvidos pela equipe técnica da instituição; Sessões de Cúpula: Acomodado em poltronas reclinadas, o público assiste à projeção na cúpula Carl Sagan e tem a impressão de estar viajando pelo espaço. Com o moderno projetor, é possível observar aproximadamente nove mil estrelas; Exposição Números e Cores: Uma História da Astronomia (temporária) - Conta a história da ciência astronômica desde os primórdios da astronomia até os dias de hoje. São 15 painéis com 116 fotografias, 34 ilustrações e quatro maquetes distribuídos em dois andares do Museu do Universo. O local ainda costuma agregar sessões no "Cineclube" e Food Trucks. Algumas críticas infelizmente apontam que, geralmente, os experimentos interativos estão passando por muitos reajustes e/ou estão quebrados, o que pode ser incômodo para quem deseje visitar para 'participar mais'.

Localização: Rua Vice-Governador Rúbens Berardo, 100 - Gávea, Rio de Janeiro - RJ, 22451-070.
Telefone: (21) 2088-0536.
Funcionamento: Segunda a sexta, das 9h às 12h, com pausa, retornando de 13:30 às 17h. Sábado e domingo: 14:30 às 17h.
Entrada: Relativo (depende do projeto/programação).
Site.

  • Museu de Arte do Rio Grande do Sul – Porto Alegre (RS)

O Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (MARGS) reúne expressivo acervo e assumiu um papel de destaque no cenário artístico sulino, sendo um dos responsáveis pela consagração definitiva do Modernismo entre os gaúchos. Desde então, o MARGS vem aprimorando suas funções e afirmando sua posição no panorama museológico brasileiro como o maior e mais importante acervo público de arte gaúcha, montando mostras de reputados artistas locais e nacionais e recebendo importantes exposições do estrangeiro. No seu térreo estão o saguão, Direção, núcleos administrativos, AAMARGS, reserva técnica, sala de montagem, cozinha e oficina. Com entrada pelo exterior do prédio também existe um restaurante. No primeiro piso: três salas de exposição, uma copa, um café e uma arte-loja. No segundo piso: cinco salas de exposição, uma copa, dois auditórios e o Núcleo de Documentação e Pesquisa, com sua biblioteca. E no terceiro piso: terraço aberto, com os torreões dos laboratórios de restauro e das oficinas de arte. Por vezes, o local produz ações educativas variadas.

Localização: Praça da Alfândega, s/n - Centro Histório, Porto Alegre - RS, 90010-150.
Telefone: (51) 3227-2311.
Funcionamento: Terça a domingo, das 10h às 19h.
Entrada: Gratuita!
Site.

  • Museu Paranaense – Curitiba (PR)

Fundado em 25 de setembro de 1876, o Museu Paranaense é a primeira grande instituição histórica do Estado e terceira do Brasil. Está em sua sede definitiva no Palácio São Francisco, que ocupa uma área de 4.700 m², na cidade de Curitiba, capital do Paraná. Além das salas de exposições históricas do acervo, o Museu possui salas de mostras temporárias organizadas dentro de temáticas com contexto histórico e social. Possui biblioteca, auditório, laboratórios, salas para cursos e "loja cultural". Realiza sistematicamente cursos, palestras, oficinas e apresentações artísticas. Desenvolve projetos culturais voltados a vários segmentos sociais como: idosos, estudantes, professores e outros.

Localização: R. Kellers, 289 - Alto São Francisco, Curitiba - PR, 80410-100.
Telefone: (41) 3304-3300.
Funcionamento: Terça a sexta, das 9h às 18h. Sábado e domingo, das 10h às 16h.
Entrada: Gratuita!
Site.

  • Museu de Arte Contemporânea de Niterói / MAC – Niterói (RJ)

A obra foi inaugurada no dia 2 de setembro de 1996. Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, o MAC tornou-se um dos cartões-postais de Niterói. Destina-se principalmente a obras pertencentes à arte contemporânea, todas datadas ao decorrer do século XX. Apresenta desde artes abstratas até obras retratando a ilusão da Monarquia Brasileira. O museu possui um acervo de 1.217 obras da Coleção João Sattamini. Um conjunto reunido desde a década de 1950 pelo colecionador João Sattamini, constituindo a segunda maior coleção de arte contemporânea do Brasil. Construído sobre o Mirante da Boa Viagem, na orla de Niterói, o museu com sua fachada futurística possibilita que o visitante desfrute de vistas panorâmicas que se oferecem quer fora do museu, a partir do pátio, quer dentro do museu por um olhar pelo anel de janelas que divide este gigantesco prato de concreto em duas faixas. O MAC ainda disponibiliza atividades educacionais, desde 1996, chamadas de Desafios Comunicativos da Arte Contemporânea, com o intuito, segundo a administração do museu, de incentivar a "produção artística contemporânea, que se coloca exposta em um espaço público onde circulam indivíduos não pertencentes ao mundo da arte".

Localização: Mirante da Boa Viagem, s/nº - Boa Viagem, Niterói - RJ, 24210-390.
Telefone: (21) 2620-2400.
Funcionamento: Terça a domingo, das 10h às 18h.
Entrada: 5 reais a inteira. 2,50 reais a meia.
Site.

  • Museu de Arte Moderna – São Paulo (SP)

O lugar é pequeno, mas é gigante! O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) é uma das mais importantes instituições culturais do Brasil. Localiza-se sob a marquise do Parque Ibirapuera, em São Paulo, em um edifício inserido no conjunto arquitetônico projetado por Oscar Niemeyer em 1954 e reformado por Lina Bo Bardi em 1982 para abrigar o museu. É uma Organização da Sociedade que tem por objetivo a conservação, extroversão e ampliação de seu patrimônio artístico, a divulgação da arte moderna e contemporânea e a organização de exposições e de atividades culturais e educativas. O acervo conta hoje com mais de 5.000 peças, a maioria produzida por artistas brasileiros ativos da década de 1960 em diante. Mantém o Jardim de Esculturas, um espaço de 6.000 metros quadrados projetado por Roberto Burle Marx, onde são expostas obras do acervo a céu aberto. Possui uma das maiores bibliotecas especializadas em arte da cidade de São Paulo, com mais de 60.000 volumes, além de um setor de publicações próprias, responsável pela edição de catálogos e pela revista trimestral Moderno. Desde 1969 organiza a mostra bienal Panorama da Arte Atual Brasileira, uma das mais tradicionais exposições periódicas do país e importante ferramenta para a ampliação do acervo. Clique aqui para ver os cursos disponíveis atualmente.

Localização: 
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n°, São Paulo - SP, 04094-000.
Telefone: (11) 5085-1300.
Funcionamento: Terça a domingo, das 13h às 18h. Bilheteria somente até 17:30.
Entrada: 6 reais a inteira. 3 reais a meia.
Site.

  • Museu Imperial – Petrópolis (RJ)

O Museu Imperial, popularmente conhecido como Palácio Imperial, é um museu histórico-temático localizado no centro histórico da cidade de Petrópolis. Está instalado no antigo Palácio de Verão do imperador brasileiro Dom Pedro II. O acervo do museu é constituído por peças ligadas à monarquia brasileira, incluindo mobiliário, documentos, obras de arte e objetos pessoais de integrantes da família imperial. É um meio recheado de conteúdos para que críticas reflexivas possam ser feitas com bases que visam as evoluções éticas e demais entrelinhas do que foi reformulado ou prosseguido do passado para o presente no país (e no mundo) – como em lutas sociais necessárias que ainda prosseguem arduamente. Na coleção de pinturas, destacam-se a "Fala do Trono", de autoria de Pedro Américo, representando dom Pedro II na abertura da Assembleia Geral, e o último retrato de dom Pedro I, pintado por Simplício Rodrigues de Sá. Particularmente importantes são as joias imperiais, como a coroa de dom Pedro II, criada por Carlos Marin especialmente para a sagração e coroação do jovem imperador, então com 15 anos de idade, e a coroa de dom Pedro I, além de diversas outras peças raras e preciosas, como o cofre de bronze dourado e porcelana oferecido pelo rei de França Luís Filipe I a seu filho Francisco Fernando de Orléans, príncipe de Joinville, por ocasião de seu casamento com a princesa dona Francisca; o colar de ouro, esmeraldas e rubis com insígnias do império que pertenceu à imperatriz dona Leopoldina, e o colar de ametistas da Marquesa de Santos, presente de dom Pedro I.

A rica biblioteca do Museu Imperial preserva um importante acervo bibliográfico com cerca de 50 mil volumes, especializados em História (principalmente do Brasil no período Imperial), história de Petrópolis e Artes em geral. A seção de Obras Raras conta com itens preciosos como edições dos séculos XVI a XIX, periódicos, partituras, iluminuras, manuscritos, ex-libris, relatórios das Províncias e dos Ministérios e coleção de Leis do Império, totalizando cerca de 8 mil volumes. Destas peças, diversas pertenceram à família imperial e trazem anotações manuscritas, encadernações luxuosas e ilustrações. A seção de livros de viajantes estrangeiros que passaram pelo Brasil nos séculos XVIII e XIX também é importante, documentando diversos aspectos da vida social e da paisagem natural brasileira de então, com obras de Debret, Rugendas, Saint-Hilaire, Maria Graham, Henry Koster, Louis Agassiz, Charles Darwin, Spix e Martius.

O museu, para completar, é repleto de projetos interessantes. O Programa de Artes Visuais, em parceria com a FUNARTE, busca realizar exposições, seminários multidisciplinares, cursos e workshops, no intuito de capacitar profissionais, formar novas platéias e ampliar o conhecimento do público em geral. Também procura debater questões referentes à museologia, aos acervos nacionais e à evolução das artes plásticas contemporâneas. A Educação Patrimonial, um projeto perene do museu, tem como objetivo instruir adultos e crianças a respeito da apropriação consciente e valorização crítica de sua herança cultural, fortalecendo o sentido de identidade e cidadania. Subsidiando o projeto, o museu realiza visitas guiadas, oficinas de teatro de marionetes para crianças, recitais de música do século XIX reconstituindo o espírito dos saraus aristocráticos, e outras atividades educativas. Existe ainda o Projeto de Digitalização do Acervo do Museu Imperial - DAMI. Esse trabalho disponibiliza imagens de todo o acervo do Museu Imperial na internet, de forma livre. Livros, documentos e objetos de todos os tipos são digitalizados e têm suas informações exibidas na página do projeto. Já existem milhares de objetos e documentos disponíveis para download.

Localização: Rua da Imperatriz, 220 - Centro, Petrópolis - RJ, 25610-320.
Telefone: (24) 2233-0300.
Funcionamento: Terça a domingo, das 11h às 18h.
Entrada: 10 reais a inteira, 5 reais a meia.
Site.

Além dos indicados, diversos outros museus bem bacanas estão inclusos no nosso país. A Pinacoteca de São Paulo, o Museu de Artes e Ofícios de BH e o Museu de Arte Contemporânea de Campo Grande, fazem parte deles.

Já conhecia algum dos indicados? Como foi a sua experiência nos que já visitou? Tem algum museu que considera incrível e não viu na lista? Não deixe de emitir as suas dicas e opiniões nos comentários. E para indicações de mais locais culturais incríveis, lembre de ir na postagem de centros culturais gratuitos que já tivemos por aqui.
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ACHADOS DA SEMANA: 15 PERFIS DO PINTEREST


Estou rendida. O Pinterest é um meio sensacional para descobrir mais dos próprios gostos, fazer releituras internas das mais reflexivas e quebrar paradigmas diversos. Impulsionamentos com bases no minimalismo (teses, por exemplo, de reaproveitar o que já tem – dando diversas utilidades – e de buscar a valorização no 'menos pode ser mais'), críticas variadas e muitos tópicos que destrincham caminhos argumentativos e de autoconhecimento, ficam em mesclagem.

Decoração, itens de maquiagens, roupas e afins estão presentes? Sim. São fúteis? Não. Isso depende das prioridades de quem utiliza, da forma que utiliza, dos pensamentos em torno, e não da temática: como sempre faço questão de ratificar. Mas o fato é que o aplicativo (e site) vai muito além desses fatores. São inspirações para a vida, para os sonhos, para as descobertas mais âmagas. Ilustrações poéticas, fotografias cotidianas sensíveis e reticências, estão por lá. Por isso, englobando temas diversificados em perfis de muitos aprofundamentos, não poderia deixar de compartilhar aqui os 15 últimos cantinhos que ganharam a minha mente e coração.

Uma dica bacana na hora de navegar no Pinterest é ficar de olho nos sites que estão com os links em algumas das fotos. Ao abrir uma imagem, busque abaixo dela pela palavra "leia" e poderá encontrar artigos super interessantes, com ainda mais dicas e/ou afins. Adendo: os perfis abaixo não estão em ordem de favoritos.


O perfil da Gabi é, definitivamente, um dos meus favoritos. As inspirações emitidas costumam ser reflexivas, metafóricas e/ou agregadoras de impulsionamentos para o minimalismo e para que mais reaproveitamentos (reutilizando/transformando o que já temos) seja feito. Um meio para muito autoconhecimento, pensares aprofundados e bons empurrões para valorização da busca de soluções a partir dos pontos internos  do que já está em suas mãos. As pastas são diversas: decorações divididas em vários cômodos; uma sessão somente para artes mais 'cotidianas' (de rua) e outra somente para ilustrações (daquelas que mexem com o meu emocional e são poesias incríveis); indicações e capas de livros; pôsteres com frases; DIY; fotografias intensas e sensíveis; locais para agregar nas listas de viagens e muito mais! Até gifs (intensos e críticos!), detalhes gastronômicos, tatuagens e uma seleção só para 'yoga' estão presentes.

Resumindo algumas das ilustrações: A noção da primeira exibida acima (da 'cabeça de apontador'), por exemplo, emite a tese de alguém que vive por 'lapidar outros', que busca deixar um legado, marcar vidas alheias com a bondade que puder (matando os "e se..." e permanecendo até que a história prove não mais ser modificada por ela, que prove não mais ser escrita também por ela: ao reparar que algum fim negativo está por se repetir e não mais receber "apontamentos" inovados/proveitosos). E isso não sai da essência desse ser, por mais cansado que ele esteja, porque sabe que só assim, apontando dores e flores, é que irá também evoluir – "Leia a história enquanto sentir que pode escrevê-la". Já a terceira imagem, carrega a mensagem de base relacionada a entrega em um relacionamento. Se ambos estão se permitindo o risco, muito mais difícil será o sangue de qualquer um dos lados (por tal motivo, os grampeadores estão voando para os lados, e não ferindo as mãos: porque estão as duas dispostas, igualmente, sem joguinhos), ou seja, a mensagem é a de sempre observar se você não está indo para grampeadores por quem só dá band-aids para buracos de balas. Reciprocidade não é querer algo em troca, é fazer esperando que valha a pena. Ambas são imagens da Henn Kim.

A última imagem é do artista Pascal Campion  assim como o segundo desenho – (um dos meus ilustradores favoritos). Ela exibe a 'escuridão e a luz de um amanhecer': ou seja, antes de todo sol forte, virá uma grande sombra e uma luz quase fraquejante, mas em qualquer desses pontos, pássaros irão existir – representação não somente da liberdade, mas das bagagens que acabam sendo mais leves: caso você não deixe de pedalar e tentar deixar o seu melhor. É uma ilustração sensacional para impulsionar a frase, que tanto ratifico para vocês, "liberdade é saber ao que prende", já que somente estando na própria bicicleta (ou seja, seguindo os princípios, os valores e o respeito aos demais – porque se alguém for atropelado no caminho, a sua própria caminhada desanda), podemos voar. Asa feita sem ninho e sem o lembrete de que maturidade é não desistir de sentir, pesa.

O xodó pelo perfil é tanto que mereceu até compilado extra de imagens.

• Painel mais querido: Todos! Mas selecionando apenas um, com muito esforçoilustrações.

  • Thomas Murphy: /therealmurphy — Mais indicações de perfis que impulsionam a ratificação de que Pinterest é para qualquer gosto e gênero: aqui.

    Não aprecio tanto as indicações feitas através de uma endurecida "separação de gêneros", como se isso definisse todos (ou a maioria) dos gostos de um ser humano. "Estilo para ela", "decoração só para eles", "temas que só elas gostam" e por aí vai: os tons são preconceituosos e, inclusive, inibidores de alas criativas e autoconhecimento. Um Pinterest repleto de detalhes singelos, tons pastéis ou pigmentações rosas, pode ganhar o coração de um homem, assim como um perfil mais rústico, que aborde temáticas como 'carros', 'esportes' e afins, pode ganhar os gostos de uma alma feminina. Nada deve ser tão rotulado, taxado e prejulgado. A ideia da indicação do perfil acima é, portanto, emitir algo que seria mais cabível nos "gostos masculinos", comprovando que, na verdade, essa divisão provinciana, não é respeitosa e/ou proveitosa. Para todos os gêneros, porque eles não definem a totalidade de gostos, o Pinterest pode ser cabível. No perfil do Thomas temos inspirações decorativas; estilos variados (femininos e masculinos, que podem inspirar o 'vice-versa' também); locais para viagens; fotos de carros em cantos encantadores do mundo; natureza (as imagens são incríveis!) e ambientes mais rústicos em conjunção – e muito mais! 

    • Painel mais querido: Interiores e espaços (árduo selecionar, já que admiro todas as que tem imagens 'mais naturais' de igual maneira).


    Acompanho e admiro o trabalho das irmãs Alcântara, do Tudo Orna, faz um tempo. Indiquei, inclusive, o tour pelo "apartamento 33", que é de uma delas, aqui. O Pinterest das três blogueiras é hoje um dos mais seguidos do Brasil, e o fato é bastante merecido. A grande maioria das fotos do perfil são feitas pelas próprias irmãs e os temas são bem variados (tanto quanto inspiradores). Decoração (incluindo bastante dos estilos minimalistas e escandinavos); imagens belíssimas feitas em viagens; inspirações para vida fitness; estilos diversos: em looks, acessórios e makes; fotos de itens com cafés (tenho vício nessas); pôsteres; calendários e até recomendações para casamentos (o que pode também servir de base para diversos tipos de festas), estão presentes. São diversos detalhes a mais e uma única dica: navegue pelo feed o máximo que puder, porque algum pedaço de você vai ser descoberto por lá em algum compartimento surpreendente.

    • Painel mais querido: Sessão da Bárbara Alcântara (principalmente pelos locais onde ela fotografa!) e Apartamento 33.


    O perfil da Camilla traz diversas das linhas e sensações do da Gabi Barbosa. São ilustrações sensíveis/delicadas, frases, inspirações para decoração, gastronomia, looks e variados, sem perder o estímulo criativo, agregando alas como a de DIY.

    • Painel mais querido: Feels Like Sunday.


    Aqui está um dos que visito diariamente. DIY, decoração e obras da natureza para todos os lados! Uma porta deleitosa para abrir o próprio interior e ser instigada a explorar mais o que por perto, seja reutilizando um item dentro de casa ou desvendando, com maior valorização, o que tem fora dela. Um perfil que me faz querer "turistar pela minha cidade", viajar mais de forma literal e metafórica e reorganizar o meu armário para achar peças velhas que, no fundo, são novas.

    • Painel mais querido: Up & Away.


    Mar só de rosas é o mais cheio de espinhos. Quem não se permite ao que vai além das flores, ganha cegueira. Quem não se permite ver as pétalas por trás dos pesos das bagagens, ganha escuridão. Maturidade é não desistir de sentir (como citado mais acima), porque quebra a cara é quem só vive de olho aberto, que ora arde a vista, não enxerga mais nada e tropeça: Duas das imagens acima (das flores na ilustração e da imagem fotográfica das malas diversas) ganham assim um enlace reflexivo sensacional. E é justamente o que costuma ocorrer no perfil da Amanda. Tudo traz a sensação de estar interligado não só em entrelinhas, mas em linhas. Uma pasta "vintage", outra de artes feitas com diversos materiais (são mensagens curiosas e reflexivas), uma só de fotografias poéticas e muita inspiração para arquitetura e decoração.

    • Painel mais querido: Art.


    Mais um dos favoritões. Perfil estilo amendoim: parece que é a cara é a capa, mas o alimento fica nos pontos implícitos. Clean e repleto de acessórios, roupas, sapatos e muitos itens de decoração. Agregador de variados estilos que se encontram na formas sutis de transmissão. Eis uma maneira rápida de definir a superfície do perfil da Jess. Mas isso é só a casca, porque as reflexões e diversidades estão nos recheios. Tatuagens, pastas de DIY ideias criativas, ilustrações, natureza e tantos outros compartimentos estão inclusos.

    • Painel mais querido: Não consigo escolher entre o de fotografias (poesias!) e o de organização (vocês sabem que sou 'a louca' dos compartimentos e de formas que ajudem para que possamos 'enxergar melhor o que temos', para assim valorizar no cotidiano, não é?).


    Decoração e mais decoração? Sim! Mas os meios para releituras internas não param por aí. Painéis de inspirações para viagens, de detalhes incríveis da natureza e de muita arquitetura, estão presentes. Até frases não ficam de fora!

    • Painel mais querido: Interiors.


    DIY, DIY... E também: DIY! Um universo de abertura de alas para que soltemos criatividade, para que possamos reler mais de nós, para que expurguemos sensações, ideias, teses de vida e afins. Ilustrações e outros pontos fazem parte do perfil, mas o fato é que o enfoque, até mesmo nas divisões de painéis, está em: DIY! Vamos criar? Ponto não positivo: o perfil aglomera poucas imagens (até então), poucas opções em comparação com os demais indicados da lista. 

    • Painel mais querido: DIY Home.


    Não é só de decoração e estilos de roupas e afins que vive o perfil da Lauren. Inspirações de DIY para festas, de vida fitness e outros tópicos, fazem parte da navegação. E pensou que indicações de leituras e pratos de dar água na boca ficariam de fora? Eles estão no meio de muitas outras maravilhas.

    • Painel mais querido: Decorate.


    Viagens, itens fashions, acessórios, comidas e outros fatores ficam em meio a muitos tópicos sobre design no perfil da Bre. Além de ser blogueira, ela trabalha como designer, então detalhes 'tipográficos' são bastante emitidos no perfil, o que pode ajudar você a pensar na criação de uma marca, na utilização de fontes bacanas e afins.

    • Painel mais querido: Photography.


    Decoração; pets; imagens que inspiram no verão; acessórios; makes; doces; alimentos saudáveis e variados estilos englobados em roupas e afins. O perfil da Juliana é assim: uma misturinha deleitosa. E de mesma forma é o 'eat/sleep/wear', que engloba artes, DIY, alimentos e demais fatores, como muitas inspirações do mundo fashion. Sinto que ambos servem como complementação um do outro, principalmente nos quesitos de estilo e beleza, então os uni por aqui.

    • Painel mais querido: Daydreams e Tis the Season.


    Mais decoração e mais estilo minimalista, sim. O "ponto negativo" do perfil da Ray é o mesmo do Cococerise: não tem tantas opções. Mas as presentes já são válidas e o bacana é ir acompanhando a alimentação dos compilados.

    • Painel mais querido: Home Office.


    Ilustrações, frases, colagens, momentos, lugares, inspirações para estilo e beleza, DIY. São diversas divisões que, apesar de não aglomerarem tantas opções em suas particularidades, fazem prato cheio de originalidade e indicações.

    • Painel mais querido: Home.


    Crianças para nos arrancar sorrisos com fofuras? Tem. Comidas para nos deixar babando? Tem. Quotes? Tem. Imagens para quem quer se aventurar pelo mundão? Tem. E outras para quem quer sentir aquele clima de 'fazenda' ou 'cama, chocolate, filme e cobertor'? Tem também! E são somente essas as divisões? Não. A variedade do perfil da Julie é uma coisa linda de ver e sentir. Vale a pena encher a tela de abas abertas para navegar com cautela em cada divisão feita. Um pedaço de nós está em cada painel.

    • Painel mais querido: Como não consegui definir, colocarei a pasta de decoração.

    • Extras
    • O perfil (novo) do Sem Quases


    Sim! Temos um perfil nosso agora. Está saindo do forno! Por enquanto, estamos apenas com o painel que contém algumas frases e fragmentos (o painel "Frases da Brunt"), mas irei alimentando aos pouquinhos e criando demais pastas. 


    Já conhecia algum dos indicados? Qual deles mais ganhou as suas reflexões e sensações? Tem algum na sua lista de preferidos do Pinterest que não apareceu por aqui? Não deixe de emitir as suas dicas e opiniões nos comentários!
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    9 LINKS FAVORITOS DA SEMANA #9: E UM FILME


    Eis mais uma das nossas aglomerações! Se você ainda não sabe como funciona o "quadro" de 'Links favoritos + filme ou série': os posts dessa sequência reúnem diversas indicações do que achei de bacana por aí na internet nos últimos dias e, no final, sempre tem o que considero como uma breve resenha/análise (sem spoilers ou com partes sinalizadas, caso os tenha) de um filme ou uma série que apreciei. Desta vez, devorei uma obra cinematográfica deleitosa e tocante. Após, deparei mente e coração com links rentáveis de diversas temáticas, englobando desde novos sites bacanas e críticos até indicações de livros e filmes a mais pelo decorrer.

    1. Site Razões Para Acreditar

    O site "Razões Para Acreditar" tem como princípio fortalecer o otimismo das pessoas, impulsionando possíveis melhorias a partir de maiores ciclos de gentilezas. Fico encantada com a singeleza de diversas das matérias, as quais englobam desde artes poéticas e com belíssimas mensagens até casos esporádicos que costumam mesclar humor, leveza e bondade humana. Nada melhor do que abrir o portal após sair dos bombardeios de pessimismos e/ou de absurdos/tragédias que ocorrem diariamente e entristecem horizontes – ainda que precisem das publicações para abrir olhos e mentes. Outros dois sites bacanas que muitas vezes agregam matérias positivas são: Conti Outra (que costuma ter dicas interessantes de filmes) e Obvius.

    2. Cinco canais para aprender e/ou aprimorar o inglês

    Viajar. Palavra de significados metafóricos até dentro dos mais literais e de pontos literais até dentro das visões mais poéticas. Mergulhar em outro idioma é uma das formas deleitosas de ampliar navegações, releituras internas e questionamentos existenciais a partir das noções de uma nova cultura e das indagações sobre a própria. Chega a ser batido o ratificar do quão é um quesito enriquecedor para os âmbitos pessoais e profissionais. Aprender uma língua é algo que se firma através da constância. Então para os mais leigos ou para os que já se consideram fluentes, eis 5 meios para mergulhar ainda mais em uma das fontes de: viagens.

    3. 5 filmes de superação e liderança + 4 livros recomendados por Zuckerberg

    E chegamos nas nossas indicações mais adentradas ao empreendedorismo, que como sempre ratifico: está pingado em todas as coisas. No primeiro link, temos uma lista encantadora de filmes inspiradores tanto para quem está pensando em buscar um recomeço para vida, quanto para os que já estão traçando caminhos mais alongados. E como complemento, o segundo link engloba 4 indicações de livros dadas pelo criador do Facebook. São obras para motivações e para que a partir de certos 'métodos indicados', próprios sejam descobertos e criados. O primeiro, que é Criatividade S.A. é um dos que está na minha lista de desejos há mais tempo, e os demais descobri a partir do compilado e já ganharam imensamente o meu interesse.

    4. Filmes para apaixonados por música / Listas 2, 3 e 4

    Indiquei na última playlist diversas composições incríveis originadas do filme Begin Again e como poetisa e uma eterna apaixonada por letras (e melodias que as densifiquem), análises das entrelinhas e das detalhes além, não poderia deixar de fora demais sugestões de filmes que englobam compositores, letristas e afins. As listas citam obras pelas quais guardo imenso carinho e, apesar de repetirem entre si alguns dos títulos, trazem somas deleitosas de uma navegação para outra.

    5. O que acontece quando você compra de quem faz

    Você sabe qual o processo pelo qual passa os itens que compra? Trabalho escravo, testes absurdos em animais e outros fatores podem estar na caminhada de produção do objeto que você adquiriu. Não seria muito mais bacana ter proximidade com marcas que explicitam os seus métodos e nos garantem, portanto, segurança para uma mente mais tranquila e uma conexão maior com o que estamos utilizando e causando indireta e também diretamente para o mundo? A Gabi, do Teoria Criativa, fez uma postagem super bacana pontuando alguns desses quesitos e abrindo olhos para tais reflexões. É interessante também checar os comentários, porque lá ela fez acréscimos de links e demais fatores sobre argumentos que fortalecem os sinais citados.

    6. 20 cinebiografias de escritores, poetas ou dramaturgos

    Um compilado de filmes que abrange pessoas diferentes em termos de personalidade, status social e circunstâncias – desde aristocratas até pessoas com as quais você poderia encontrar em seu dia a dia; de acadêmicos a políticos radicais; os que alcançaram sucesso e os que foram ignorados. O que eles têm em comum é terem escrito e, muitas vezes, sofrido por seu trabalho, além de terem deixado obras incríveis para que pudéssemos desfrutar. Como escritora, sinto o quanto a minha arte e vida pessoal estão diretamente interligadas, então são histórias que deixam juras de muitas entrelinhas, principalmente para quem já mergulhou em obras de alguns dos nomes indicados.

    7. Aplicativos de tablets e smartphones para empreendedores

    É uma delícia encontrar aplicativos que podem nos impulsionar a mais praticidades, criatividades e meios de aberturas para releituras internas e afins. Após descobrir alguns sensacionais, passei um tempo poupando a memória do celular e não desvendando outros tantos por aí. Então, eis que surge uma lista com mais deleitosos meios para que incrementemos portas para criações diárias.

    8. 7 livros sobre o funcionamento da mente humana

    E vale link antigo do Sem Quases? Após checar listas como a de 'seis livros para superar bloqueios criativos', estive revirando outras tantas do nosso cantinho e mergulhei em uma que aborda o "sentir com inteligência, pensar com emoção". Lá vamos nós para algumas das mais cotidianas indagações mundiais, para o que já reparamos que não divide meio a meio razões e afetos, para o que ainda tentamos desvendar dentre teses e estudos, para o que sempre mescla exatas e humanas em quaisquer decisões, para o baú que lança os atos que vão nos escrevendo para o mundo: a mente humana. É sempre maravilhoso refletir sobre os mecanismos das nossas capacidades emocionais e técnicas, e isso não significa ter certas teorias como totalmente corretas, mas como aberturas para novos pensamentos próprios, até porque, cada ser tem sua particularidade que independe da espécie (mas não é maravilhoso poder acrescer tais singularidades com mais ideologias?). Todos os nossos fatores comportamentais estão ligados aos tópicos da mente, então questões sociais que possam nos confundir com capa de verdade, enquanto são apenas mais pontos para questionar, entram nas sentenças da temática. Lembrando que temos aqui também uma lista de documentários e afins para interessados em psicologia e mente humana.

    9. Alimentos proibidos para o seu animal de estimação

    Em alguns momentos, na falta da ração ou de alguma urgência, utilizamos de 'alimentos humanos' na intenção de fortalecer os nossos companheiros de outras raças. Alguns consumos, quando não propostos em exageros, podem ser proveitosos para o bichinho, porém outros: podem ser desencadeadores de sérias e péssimas consequências. Passei anos pensando que dar leite para o Flocos não seria problema. Imaginava, ainda, que seria algo saudável. É sempre bacana, portanto, ratificar o que, de fato, não faz bem de forma alguma para o cardápio dos nossos pets. Obviamente, é importante e necessário confirmar com o veterinário que acompanha o seu animal e descobrir se não há formas de certas 'exceções'. Mas para impulsionar alguns alertas, o link indicado já é um bom indicador.

    Extra 1: 15 filmes sobre mulheres fortes e determinadas
    Extra 2: Loja Serendipidade com descontos

    A Loja de pôsteres Serendipidade é parceira do Sem Quases e contém obras metafóricas, reunindo frases e ilustrações. Alguns dos pôsteres estão com descontos e estamos preparando uma surpresa futura para vocês! Vale a pena já ir conhecendo alguns produtos da marca!

    • Filme: Estão Todos Bem

    Indico imensamente que não assista o trailer da obra antes de ver o filme completo e que leia a resenha com mais cautela, uma outra vez, quando finalizar o total conferir.


    Frank Goode (Robert De Niro) sempre trabalhou arduamente, dedicando sua vida a sustentar a família. Mas o carrancudo senhor ficou viúvo e sem perspectivas. Ele nunca foi um pai muito presente e sempre achou que sua única ligação firme com seus filhos fosse a sua esposa. Então, ao se ver sozinho, resolveu que queria formular vínculos mais fortes com a família. Aposentado e lidando com sentimento de solidão, ele aguarda a vinda dos quatro filhos  David (Austin Lysy), Robert (Sam Rockwell), Rosie (Drew Barrymore) e Amy (Kate Beckinsale) , que moram 'espalhados' em distintas cidades, para uma reunião familiar. Entretanto, de última hora eles desmarcam o compromisso. Querendo vê-los, Frank desobedece a recomendação de seu médico e decide visitá-los em suas casas. O que ele não espera é que verdades sobre as vidas dos seus filhos possam surgir, demonstrando problemas e omissões que, em grande parte, são causados pela distância que o pai sempre impôs nas suas relações.


    As mensagens da obra são fincadas nas entrelinhas mais subjacentes, não surgindo com forças reais nos pontos mais diretos, o que torna o filme ainda mais deleitoso, poético e intenso. É preciso abstrair o teor implícito de cada novo segundo emitido. A base reflexiva fica para o fato da importância de 'marcar presença' na vida daqueles que quer bem. O ponto exibido é sobre o quão cada uma dessas pessoas listadas nas nossas preocupações mais âmagas, devem ser tratadas como um amigo e não com apenas a ideia de consideração.

    Como ratifico: Amizade é diferente de consideração. Elas se complementam, se ajudam. Mas diferem. A consideração responde: "O que houve?". A amizade inicia um diálogo com: "Tudo bem?". A consideração quer bem, e marca presença nas urgências. A consideração lembra na hora de colocar o nome na lista do aniversário. A amizade faz bem, e marca presença no cotidiano. A amizade ajuda a fazer a lista do aniversário. Deveriam comparar mais amizade com namoro do que com acatamento e ambulância. Porque repare: Fidelidade e bem-querer, supririam um namoro caso não falasse com seu/sua namorado(a) sempre que possível? Caso largasse ele(a) por semanas sem notícias? Caso passassem meses sem se comunicar? Caso não sentisse o desespero de contar sobre a vitória e perda do dia? A consideração só supre um namoro de perto, só supre por ser um namoro. A amizade é menos afoita, menos necessitada de milésimos. Mas faz o mesmo jus. Só consideração, não faz a presença, não faz o contato sem grandes lacunas. Sem presença perdemos a amizade, perdemos o conhecer do outro - perdemos a história daquele incômodo que precisava de um colo e, no fim, virou urgência -, e só fica o considerar. A consideração diz: "Não esqueço de você". A amizade diz: "Como foi ontem no jantar?".

    Só o desespero comprova um sentimento gigante. Só a preocupação comprova o desespero. O desespero se alimenta de cotidiano. O desespero é o prato da amizade.

    Amigo não é só aquele que está presente nos maus e bons momentos, mas sim aquele que permanece quando a sua fase de vida está completamente diferente da dele. Quanto mais o tempo passa, menos o telefone toca, menos gente nos chama, menos perguntam como foi o nosso dia ou como estamos nos sentindo em relação àquele acontecimento trágico da semana. Porque já não se trata sobre farra, sobre efemeridades e sim sobre quem fica, sobre quem foi bem cuidado para permanecer. E existem tolos que limpam a consciência pensando que aquele que um dia fez tanto por ele, continuará fazendo, mesmo se não houver a presença e a reciprocidade contínua, que com os seus pequenos atos de esforço aglomerados reúnem o verdadeiro significado daquela frase que não vale nada quando dita de ano em ano ("estou aqui por você"). Essas pessoas costumam se vitimizar quando julgam como o bastante reaparecer ao saber ou notar que o seu verdadeiro laço está passando por uma urgência. Como se apenas marcar, nos péssimos momentos, aquela presença tão esquecida, fosse suficiente.

    A verdade de que amigos (seja em relação de pai e filho, marido e mulher ou a pura amizade) mostram sua real firmeza ao estarem perto nos piores momentos é a mais inspiradora e com alargado sentido, é óbvio. Afinal, quem está junto nos momentos de diversão e some nas piores horas, não é sequer alguém que tenha o mínimo grau possível de consideração, e isso é um fato batido. Porém, a ilusão surge ao achar que são os melhores amigos do mundo aqueles ressuscitados das cinzas só quando fulano está morrendo de dores por um divórcio ou pela perda de parentes. Essas mesmas pessoas (estilo "fênix"), que pensam que estão fazendo corretamente o seu papel de quem ama e adora, não dão o acalento necessário por conta daquela coisinha mínima que aconteceu com quem diz importar. A coisinha mínima foi uma briga na semana passada com o marido, que na hora não parecia nada demais e depois virou o motivo da divisão de bens. A coisinha minúscula foi uma fala do chefe que na hora parecia comum, mas teve como consequência o desestimulo da sua amiga de fazer aquele trabalho que tanto a empolgava. Foi aquele dia que faltou grana e ela não contou para ninguém  porque ninguém perguntou , até que a lembrança do cartão não ser aceito e a vergonha que sentiu por isso se repetir, virou um completo pesadelo.

    As pequenas coisas negativas que ocorrem ou ocorreram podem também destruir uma pessoa aos poucos, e se não o fizerem, ao menos vão desencadear em algo futuro de maior ou menor impacto. E aquele que "some" e estende a mão somente em casos de um "preciso de você", não ficará ciente sobre tais retalhos, só por não ter sido um alerta vermelho de primeira mão. Se você não questionar sobre o dia a dia, se não tentar encontrar aquele tão precioso indivíduo, se você não for mais tão comunicável, seu lugar vai sendo substituído por quem faça esse papel ou, no mínimo, vai perdendo a credibilidade e o desejo do outro, que cansa de correr atrás de quem nunca gasta sequer um pouco na semana, seja de gasolina ou de tempo, para tentar dar um abraço e questionar sobre detalhes; que cansa de quem não quer esses feitos tão pessoalmente e sequer surge nas telas ou áudios para conversar, mantendo um contato maior. Se está perto, veja. Se está longe, fale. Ninguém é tolo a ponto de achar que digitar um pouco em uma rede social vai consumir seus afazeres.

    Sim, existe o trabalho. Sim, tem o horário da rotina que não dá para mudar. Sim, a correria, os objetivos principais. Sim, mas por que então quando existe um namorado, uma noiva, temos tempo de encontrar, de ver, de falar? Porque para tudo existe espaço, quando se enxerga a necessidade de ter, e se quer. Não é apenas mais um clichê, é uma realidade estampada. Tão falada, justamente, para jogar na cara de uns e outros que não existe isso de agenda cheia por séculos quando se trata de cuidar de quem é, ou deveria ser sim, importante.

    O que está acontecendo é que a maioria das pessoas têm dado mais atenção àquelas que encontram no trabalho todos os dias ou que estudam com e acabam vendo por acomodação. E aquele "melhor amigo", o pai, a mãe, e quem realmente cuida e ama, está sendo deixado de lado apenas pelo pensamento torto de: "Ah, esse nunca vai embora, se já tenho o nosso laço tão bem amarrado, deixarei as preocupações com as minhas prioridades diárias e com quem faz parte delas, para as novidades. Porque esses novos sim, precisam ainda ser fortalecidos". Esquecem aí, portanto, que além de todo laço forte enfraquecer com a ausência, toda a noção básica de uma história também ganha deteriorações sem releituras.

    De repente acaba mais um ano, mais uma fase, mais um ciclo e os pais envelhecem, e os amigos amadurecem, e você nem sabe mais quem são. E isso não é baboseira de mensagem antiga do Orkut, é o fato da ilusão, de quem bebe da vida achando que conhece bem 'aquela pessoa' só porque um dia soube tudo sobre ela.

    E aquele excelente amigo já não se empolga com a sua boa notícia, porque você nem soube das alegrias da vida dele por um mês inteiro. E assim o ciclo gira.

    Entender que melhor do que cultivar os novos é semear os velhos é uma das maiores aprendizagens, tesouros e veracidades da vida, até porque a renovação existe através dos antigos e o entendimento das novidades só engrandece com cargas de apoio. O que sólido, já é sólido, teve capacidade de ser, mas também tem capacidade de tornar-se gasoso. O que é gasoso, ainda é gasoso, e quem garante que um dia será tudo o que é aquilo que já tem de bom nas suas já firmes relações? Apresentar as novas pessoas da sua vida às antigas ou ao menos prosseguir dando a maior atenção precisa a quem sabe que já vale a pena, é o que ajuda para que não fique numa cadeira de balanço pensando onde errou para não ver mais utilidade em 2085 nas tecnologias de comunicação, por já não ter com quem utilizá-las com gosto. Afinal, do que adianta árvore para colher quando não cuida da raiz? A morte é mais silenciosa e sofrida. Nada supre o conforto da intimidade, e não é só o tempo que a constrói, é a permanência. Asa sem existência de casulo, pesa.

    O erro citado é cometido, portanto, não só pelos filhos (em relação ao pai e entre também entre eles), mas antes pelo próprio pai. A perda de um remédio importante, seja literal ou metafórica (deixo aqui o pedido de que observem a cena em que isso ocorre de forma simbólica e não textual), pode não ser dita para você (por quem diz tanto importar), por ser por tal pessoa algo considerado como 'não tão alarmante'. E assim mortes menores ou maiores vão fazendo acúmulos.

    Diversas outras significativas mensagens vão sendo então alavancadas a partir dos pilares de destaque. O fato da esposa de Frank ter sido o elo entre ele e seus filhos por tanto tempo, sem uma tentativa da parte dele para melhorias no caso até que ela partisse, deixa a reflexão em forma de questionamentos: Se você tem algo que lhe enlaça a alguém ou a algum fator, esse algo depende de você? É também construído por você? Se esse algo for embora, o que você terá deixado terá sido o suficiente? Terá sido próximo ao que sonha deixar olhando pelo ângulo do que depende da sua parte?

    Outro ponto interessante está voltado para as fotos que Frank faz questão de acumular. Em alguns momentos, é possível observar tons preconceituosos em determinados locais ao deparar os olhos com alguém tirando fotos. Um restaurante, um shopping, uma praça. Qualquer canto em que pessoas para fotografar, juntas ou sozinhas, se não são pontos turísticos ou locais mais 'costumeiros' para o ato, como uma praia, olhares tendem a revirar. Ou, até, a própria pessoa a ser fotografada ou a fotografar, entorpece. Vergonha de quê? O registro de um momento virou sinônimo do ridículo. Não dá para saber das causas, da história por trás daquele momento, daquela foto, do segundo decisivo para quem está captando em lentes algo que pode servir como futura fonte de conforto. O valor atual da admiração é muito mais dado em inversões. Quem diz que algo está sendo "tosco", costuma ser o de imagem esperta, madura e límpida. Quem está cantando, dançando, fotografando ou o que mais possa ser citado como não usual em certos locais, é o infantil, o insensato. E Frank nos faz então refletir sobre o que pode ter por trás daqueles cliques ou demais atos por eles simbolizados. São histórias, são detalhes que levaram aquela pessoa até ali e a estão fazendo agir como sentem ser o mais intenso e correto. E é como já destrinchei no texto "Para os que limpam as listas" (no qual também citei sobre quesitos do real sentido de infantilidade): "Não permita que a sua conduta, que não magoa ninguém, seja dita como a insensata, a imódica, a delinquente. Conduta errônea é somente aquela que fere ao outro, que quebra promessas, que lasca contratos não seguindo as prioridades carimbadas. Não a que desvenda e busca apurações, justamente pelo bem do que foi pactuado". O ridículo é quem deixaria de fazer algo em algum lugar por chamar o feito de ridículo, quando é apenas um fator que não está atingindo/incomodando diretamente vidas alheias. O que é ridículo afinal? É a menina que está dançando pela rua ou a que está tratando mal o garçom? É o cara cantando alto em cima do passeio, ou aquele que está zombando da cantoria enquanto nada de bom acrescenta? Não deveria ser considerado 'infantil' aquele que julga sem se pôr no lugar, aquele que deixa de viver para não ser julgado, aquele que esquece que maturidade é não desistir de sentir?

    Asserções sobre lealdade são outras ênfases emitidas por 'Estamos Todos Bem'. A certificação de que omitir e mentir são os mesmos rostos em espelhos, ganha desenlear. E a questão de 'mentir para proteger quem ama', é desmistificada. Afinal, a mágoa maior é não mais poder confiar com plenitude. Ninguém deseja mais a mentira do que o esclarecimento. Nada pesa mais do que a pena de uma dúvida ou de uma descoberta dolorosa após saber que foi guardada por quem dizia ser entregue. "(...) lealdade é responder todas as perguntas, mesmo as mais gratuitas. Não há pergunta ruim, e sim resposta medrosa. Quem não esclarece, não é leal. Quem reclama de uma pergunta para esquivar, não é leal. Quem é leal, responde até as indagações mais repetidas. O leal pode até soltar uma reclamação célere e respirar fundo, mas clareia qualquer neblina sem atrasos, mesmo as que parecem nem existir. E enquanto está tirando a dúvida, faz sem braços cruzados, sem birra e com tenacidade. O resto, não depende de saber o que é lealdade, é questão mesmo de não merecer os créditos. Quem não é leal, não é franco, digno, comprovado, legítimo. Quem não é legítimo, não conhece afundo os próprios princípios e vai sempre causar neblina, mesmo onde não tem. E isso já é suficiente para ser embaçado, dificultoso e não válido dirigir. Neblinado" (texto "Não é o que parece"). Se a tese mais simples e sincera para um bom legado e menos arrependimentos é 'não faça com aquele o que não gostaria que fosse feito consigo', como poderia a mentira ser o melhor caminho? Você a desejaria? São esses (re)toques que a obra firma e trança.

    Nunca estamos todos bem. Essa é a principal questão do longa. Sempre há algo pinicando as calças. E só repara a tal etiqueta ainda não cortada quem está próximo de alguma maneira, quem está surgindo nos dias do outro (da forma possível, com esforços feitos). É bacana observar que na cena final (pare aqui e continue no parágrafo posterior caso não deseje um pinguinho de spoiler), a última frase é dita apenas porque todos estão juntos e podendo 'ver as etiquetas' um do outro. Eles estão ali, não unidos somente no momento presencial, mas sim ainda mais ligados entre si, buscando manter melhores comunicações/presenças. Porque hoje, com as maiores chances que temos de proximidade mesmo em distâncias, como dizer que caímos mais na consideração do que na amizade apenas por "falta de tempo"?

    Alguns outros tópicos lucrativos para a mente vão sendo permeados pela trama. Um deles está em cada conversa "com estranhos" obtida por Frank em seus momentos de 'viagens'. Pessoas ficaram com um pouco dele no caminho, outras estenderam as mãos para ajudar, outras puderam ter um momento mais aprazível por conta da presença dele. De alguma maneira, todos estariam interligados, ainda que de forma bastante indireta – o que também deixa mais força para a base da mensagem do filme: só de perto, só na presença, algumas coisas assim podem acontecer . Alguns seres não tão agradáveis surgiram, mas a bondade esteve muito mais presente. E então, mais uma reflexão proveitosa é deixada: realidade não deve ser confundida com negativismo. Cautelas são necessárias, mas descrença total é esquecer que sempre existe o outro lado da moeda, e ele pode ser nosso, se dele lembrarmos e se o incluirmos nos discursos.

    Por fim, aprofundando os pontos principais do longa, temos o fato da exigência agigantada e constante de Frank perante os filhos, o que ajudou em afastamentos. Desejar e pedir pelo melhor (impulsionando os filhos para que buscassem conhecer os próprios limites e buscar melhorias) não era o problema, mas sim reagir desmoderadamente quando algo não estava saindo como o planejado. Buscar compreender, buscar respeitar, buscar 'estar no lugar do outro' e querer ainda mais estar próximo quando um erro ocorria, era o que faltava nas atitudes de Frank. Quem ama, abraça o outro ainda mais nos erros, mesmo que vá dando petelecos, mas jamais empurra quando o caso não foi de quebras do que era fundamental para a lealdade.

    Nos casos singulares dos filhos, diversas outras lições cativantes são efetuadas. A partir do Robert, por exemplo, ficamos com a moral de que não precisamos de algo grande para ter grandeza. Precisamos de algo que nos complemente, contanto que não fiquemos acomodados ou deixemos de acreditar que podemos ter capacidades maiores. Focar no que já está nas nossas mãos e nos problemas e soluções internos é mais fundamental do que iniciar buscando no exterior o que podemos estar já estar alcançando sem reparar. Na cena do trabalho da filha publicitária (Amy), temos uma crítica sutil, porém bem elaborada e lançada, voltada para manipulações da mídia. Na conversa dentro do carro de Rosie, Frank faz um discurso machista, sem saber que a filha tem questões muito maiores em mente e realizações que devem ser muito mais valorizadas do que aquele ponto citado por ele. Tudo na obra tem um porte intencional para críticas que serão elaboradas, até o que parece ser revoltante (como é o último caso citado).

    Cada caso apresentado circunda diversas bordas de juízos interessantes, que fazem pitadas de temperos diversos enquanto os pontos de base vão sendo cada vez mais aprofundados, ganhando demais entrelinhas e mensagens.

    Estamos Todos Bem é um amendoim. Um filme leve em sua casca, com porções previsíveis. Mas que, no fundo, não é nada disso. E só quem buscar abrir a capa e catar o que fica escondido vai poder, verdadeiramente, se deliciar. É um filme que não lança as suas principais mensagens em retas ou flechas, mas em canetas que deixam marcas para que só quem ligar as luzes possa ver. A carta que a obra expele para cada telespectador tem três camadas, a primeira é para quem verá o óbvio: ela está pelo que cada um irá sentir ao lembrar de quem ama e das valorizações que estão em falta, a segunda é para quem verá a base: de que não estamos todos bem. Mas podemos dizer algo sobre o bem, se estamos (presentes). E a terceira é para quem catar cada margem, as quais nos levam, no fim, para o funil que pergunta: quem está dentro da minha piscina e de qual piscina eu estou dentro além da minha? Afinal, só quem tenta mergulhar em cada pingo, é que saiu da fase que considera ação. 

    E então, já conferiu o filme? O que acrescentaria sobre as diversas reflexões emitidas pela obra? Quais dos links puderam invadir com mais potência as suas observações atuais? Não deixe de emitir as suas dicas e opiniões nos comentários!
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