Para os nãos, melhorias. Para os adeus, aprendizados. Para os choros, alegrias: em alguns pontos revelados. Para os aqui, a clemência: de saber continuar. Para os ruins, a inteligência: de nos memorizar. Para todos, nossas marcas. Para os bons, nosso esforço. Para os sonhos, nossas barcas. Para o medo, nosso esboço. Para o ato, não ter dó, que viver é por um triz. Para quem não poetar, nossa eterna cicatriz. Para a grandeza, paciência. E pós vitória, atividade. Para o que é morno, abstinência. Para o que ferve, eternidade. Para o amor, a mudança, para saber prosseguir. Que nada fica sempre igual, mas nos merece se o "fe", RIR.
Vanessa Brunt

A TENTATIVA NÃO É TENTAR


Quem está tentando não diz que está tentando. Tentar não é tentar, por isso quem tenta de verdade, não acha, sequer, que está tentando, acha que está fazendo. Sabe que está fazendo. Está. Fazendo. É o começo de algo, mesmo que seja de um fim; é um passo certeiro para algum lugar, mesmo que seja para a observação de estar estagnado ao seguir por aquela viela. Algo ficará marcado, constatado, aglomerado. Quem tenta mesmo pensa, principalmente, no legado do futuro, no detalhe que pode virar explosão, no que já está para ser. Não se apega ao amanhã durante e em relação ao propósito, porém ao agora, porque faz já. Não fala da ação para o 'logo', mas para o 'há pouco'. Contudo, a desempenha, na sua mudez, pensando fielmente em consequências.

Quem está tentando pouco fala sobre o esforço que fará, sobre a espera que está contida em relação a feitos que não dependem de si para o encaminhamento do seu e-feito, sobre o erro alheio que agora o impede de reformular. Quem está tentando não culpa constantemente o destino, o outro, a falta do que não está disponível. Quem está disposto, quem afirma que vai, não afirma que 'vai tentar', afirma após já começar a prática, afirma já começando. Quem está tentando não está tentando, não está esperando por nada, não está buscando brechas para diminuir as próprias culpas jogando-as para os lados.

Quem está tentando, está usando as próprias mãos e, no máximo, relendo os próprios erros para ratificar a não repetição. Quem está tentando está sozinho. E sabe que só assim é a maneira de realmente tentar. Quem está tentando não espera a pergunta alheia para responder, não espera. Quem tenta é cirurgião de trauma. É sangue nas mãos em ato de segundos decisivos. Usa o que tem, do jeito que tem e não faz propaganda massiva do que foi feito ou fará. Quem está tentando, faz publicidade com o que já está causando. Quem está tentando não tenta, porque quem tenta promete muito e quem promete muito está andando devagar. Quem tenta de fato é ambulância, maca e esterilização com água de mar.

Quem tenta não precisa de maturidade, conselhos ou mãos. Quem tenta é desesperado. O desesperado sabe exatamente o que fazer. Ele pode e sabe que deve ouvir, reformular e dar espaços durante os feitos, mas não demora para provar a tentativa e em constante prolongamento da realização de comprovações. Porque, oras, ele não está tentando. Ele está revelando.

Tentar é se desculpar com antecedência. Quem efetua não faz um pouquinho para usar como justificativa quando desfizer um poucão. Poucão pode ser só um ato de tentativa falha. Quem tenta pode errar, cair de cara e lascar o próprio couro cabeludo, no entanto, ele não estava tentando, então assume o desequilíbrio como um desacerto, assume e continua a pedalar sem precisar aguardar algum perdão para prosseguir fazendo o certo logo após. Quem tenta piamente é honesto com quem está caminhando junto e consigo. Porque ele não está tentando. Ele está limpando o caminho. Porque sinceridade não é tentativa, é questão de extremos, de ser ou não existir.

Quem tenta não dá fundamentos para arrependimentos reprisados, porque isso é ganhar tempo para continuar do mesmo jeito. Quem tenta, de fato, dá exibição, amostras, foto e não letra. Pode até voltar ao passado, mas somente para citar o que entendeu dele e não para clarificar algo do presente. Quem tenta, assim, mais do que tentando, concretiza pedaços dos esboços e não ganha tempo para nada além de para fazer e demonstrar. Quem tenta, não tenta! Quem tenta executando – que é a única maneira de (não) tentar – não reúne juras e 'alguns' bons atos no mesmo pacote. Reúne apenas feitos, nítidos e confessados. Não sobra tempo para predizer, porque está sempre ocupado achando formas de fazer mais certo, de evidenciar melhor, de não precisar dizer nada ou ter que dizer pouco.

Quem tenta não aguarda o caminho abrir, o sol nascer, o engarrafamento parar. Quem tenta vai pelo caminho que der, vai com o que tiver, vai indo e não tentando. Porque quem tenta aceita a porta pequena para abrir a gigante, só não aceita é porta nenhuma, só não aceita é não ter como tentar. Arromba portões por outras chances e luta por elas já implementando o que juraria ao consegui-las. Porque quem está tentando veridicamente não está dando goles ou pretendendo. Está dando o exemplo consecutivo, principalmente para si. Está virando o pote do remédio em gute-gute. Está manifestando mesmo que a oportunidade não tenha iniciado. Está sempre em novo teste, mesmo quando ninguém está olhando.

Quem está tentando de forma real, sem apenas tentar, não executa nada que pode levar o seu enfoque a um enfraquecimento ou encerramento, porque remastiga o quanto uma prioridade requer abjurações. Portanto, só aceita o que pode ser paralelo se não ferir a meta. Antes de realmente poder começar, já está começando. Não tarda por um sinal de "aceito", "vamos" ou "ok". Quem está tentando francamente, que é mais do que tentar, dá demonstrações antes de serem solicitadas, dá o teste respondido antes que lembrem da necessidade do comprovante. E sem que haja um total desfecho, daqueles que empurram com plenitude para outra busca, não há nenhum, sequer, indício de traição. A brecha pode ser trancada, o acesso freado, a fechadura modificada, mas as promessas e renúncias prosseguem desempenhadas até que elas virem a promessa, dita em alto tom, de não mais cumprir os votos por aquele objetivo.

Quem tenta por não estar tentando não usa aspas, não usa o provisório como válvula de escape. Usa o provisório como meio de formar o fixo. Quem tenta por não estar tentando não usa falhas como comparação e não aceita que a esperança não seja alimentada com espelho a cada dia. Ainda que quebre, que tenha que começar tudo de novo, contanto que não seja por erros passados em equivalência. Quem tenta por fazer não para de construir provas válidas, não espera nada, não aguarda o aval do outro só porque acha que pôs tudo a perder de alguma maneira, não acumula tempo parado ou recriando absurdos só porque terá que tentar mais do que imaginava.

Quem está tentando não olha para trás e nem muito para frente, apesar de fazer, principalmente, pelo que virá. Quem está tentando pode até parar a tentativa caso algo do presente destrua a porcentagem necessária para a esperança requerida, só que até que esse ponto chegue: Quem tenta, continua. Não comete o mesmo deslize por ficar irritado ou perder um pedaço do que reconquistou. Quem está tentando, está sempre prosseguindo, catando evolução no que jurou tentar, porque não jura, não tenta. Apenas conduz, faz e monta uma clipagem para o orgulho final ou para os recomeços. Porque o que não pode ser exercido, o que não pode ser iniciado, o que é duvidado até por si, não deve ser expelido, citado ou incitado até algum pedaço da possibilidade ser transformada em ato que terá andamento. E só 'não pode' o que não está dentro da força de vontade e/ou do caráter. Divulgar a tentativa considerando quebras para ela e não a tendo encetado em algum ciclo, é tentar. E, por isso, tentar mesmo, é não tentar. O tentar somente tentado acarreta na destruição imensamente provável de grandes feitos já consumados, proporciona a perda da credibilidade de diversos ganhos; deforma o bom do passado, que ganha o corpo do presente negligenciado. Quem tenta de maneira justa não está tentando, mesmo se depois for embora, mesmo se houver chance de escolher outra rua, outro carro, outro adeus. Quem tenta de verdade, está conseguindo.
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15 DOCUMENTÁRIOS E AFINS PARA INTERESSADOS POR PSICOLOGIA E MENTE HUMANA


Como acessar os pontos de atenção do nosso cérebro? Como esquivar dos bloqueios criativos? Como destrinchar o entendimento mais aprofundado de traumas em um ser humano? Todas essas perguntas podem, de fato, ter respostas relativas, aderindo diversas verdades úteis. Cada qual pode desvendar as suas maneiras de atingir maior concentração ou seus meios de como alimentar a própria mente, dependendo dos talentos que desenvolve, para que a produtividade cerebral não bata em tantos muros. Alguns podem saber reler mais afundo outras pessoas e, conversando em pouco tempo, captar possíveis caminhos para melhorias de choques intensos da vida que deixaram marcas de impacto. Mas o fato é que jamais deixa de ser positivo obter conhecimentos sobre estudos mais específicos das áreas psicológicas e neurocientíficas. São meios que podem trazer imensas clarificações e dar impulsos para descobrimentos próprios. Meios que entre nossas discordâncias ou não, abrem alas para reflexões, observações mais aguçadas e tentativas que podem causar imensas melhorias nos âmbitos de superação mental. Por isso, separei um aglomerado de 15 vídeos/documentários que abordam as temáticas. Basicamente todos podem ser assistidos completos diretamente através dos vídeos indicados abaixo. É possível, ainda, mergulhar em diversos quesitos sobre funcionamento do cérebro e dicas variadas de criatividade e afins através das palestras do TED Talks. Mais algumas pesquisas (escritas) são emitidas na descrição do último vídeo (sem contar com os bônus) da lista.

  • Brain Games (Truques da Mente)


Truques da Mente é uma série de estilo documentário interativo que explora diferentes situações e temáticas para demonstrar e exemplificar como o cérebro humano trabalha, desvendando como as ilusões de ótica e a memória seletiva costumam funcionar. Ademais, apresenta a importância de determinadas sensações, como o medo, para a saúde e traz diversos alertas de como lidar com prevenções para quesitos como furtos, além de outros tantos assuntos de base relacionados à mente e atenção. Não é possível assistir um ou demais episódios diretamente em vídeos do Youtube (apesar de existirem fragmentos, como os acima), mas diversas temporadas estão disponíveis na Netflix. A série utiliza jogos, ilusões e experimentos adentrados em testes que o telespectador poderá fazer e outros tantos testes feitos com convidados e afins para mostrar como o cérebro interpreta a realidade e pode nos enganar com frequência. A maior utilidade da série é a forma com que abre nossa visão para precauções diversas cabíveis em práticas do cotidiano.

  • Perception (Série)


Perception é um drama sobre a mente humana. A série é centrada no Dr. Daniel Pierce, interpretado por Eric McCormack (o Will da série Will and Grace), um talentoso, excêntrico e paranoico neurocientista e professor que estuda a fundo a mente e os comportamentos humanos. Ele é recrutado por Kate Moretti, uma antiga estudante sua que agora trabalha no FBI. Juntos, eles vão ajudar na resolução dos mais diversos crimes, no melhor estilo "casos da semana". Sim, é mais uma série na lista (que não pode ser assistida através de vídeos diretos no Youtube), a única que utiliza de fatores fictícios e a única, dentre todos os indicados, que ainda não conferi com totalidade. Mas pelos trechos que já pude assistir e pelo que já li sobre é, além de tudo, uma obra imensamente metafórica (com representações muito bem elaboradas por certas "visões" que o protagonista tem e examina), reflexiva e crítica, que aglomera diálogos densos, com muitos embasamentos científicos e de mensagens filosóficas a serem digeridas em relação a todos os âmbitos possíveis de vida (de estímulos e alertas para questões profissionais, tanto quanto amorosas e demais dos pontos pessoais), merecendo chance, atenção e, quiçá, uma análise aprofundada futuramente por aqui. Meu conselho, desde já, para o momento de mergulho nessa sequência é que os detalhes sejam visados como formas de analogias para pareceres que emitem conceitos e comunicados sobre as emoções e valores humanos que tracem bases de caminhos mais proveitosos e não trapaceados. Estarei conferindo os episódios com completude a partir do meio da próxima semana e atualizando vocês sobre opiniões diversas pelo Snapchat (VanessaBrunt).

  • O Cérebro Inconsciente 


Mais de 90% das nossas ações diárias, tais como beber um café, mudar de canal ou abrir uma porta, fazem-se inconscientemente através de uma espécie de piloto automático que temos no cérebro. Com a ajuda de alguns dos neurocientistas mais prestigiados do mundo, como os professores Allan Snyder ou John Bargh, veremos quais são os mecanismos que regem estes processos e, em que medida, o cérebro inconsciente é capaz de moldar a nossa atenção, perceção e memória. Na verdade, investigações recentes já revelaram que o inconsciente determina também decisões mais importantes, como por exemplo, escolher o nosso companheiro afetivo ou pilotar um caça de combate. O Odisseia tem o prazer de apresentar este apaixonante documentário sobre o cérebro inconsciente, em que desafiaremos os espectadores através de divertidos e interessantes desafios mentais. Descobriremos que enganar o nosso próprio cérebro é muito mais fácil do que pensamos.

  • Conheça Seu Cérebro (Palestra)



Qual o aspecto das ondas cerebrais? Qual a velocidade de um neurônio? Por que o cérebro cria sua própria versão da realidade? Bruce usará a tecnologia para avaliar a atividade cerebral, construirá um cérebro virtual com voluntários da plateia e brincará com a sua mente.

  • Jogos Mentais

Certamente, somos compostos por outros órgãos e membros, formando sistemas maiores e mais complexos, que necessitam de milhares de outros detalhes para funcionarem adequadamente e nos manterem vivos. Contudo, sabemos que é a nossa mente que determina a maior parte do que acontece conosco: o que vemos, sentimos, fazemos, pensamos, etc. O documentário Jogos Mentais, transmitido pela National Geographic, destrincha a importância do tema, levando o telespectador para uma viagem de compreensão sobre como se dão diversas das reações voluntárias e involuntárias em nosso organismo. Você acompanhará um teste sobre efeito placebo, entenderá mais sobre visão periférica e por que nosso cérebro cria uma harmonia que às vezes não existe, ignorando automaticamente as diferenças.

  • O Cérebro Criativo 

Abordando física quântica, lei da atração e o chamado "poder dos pensamento positivo", o documentário busca desenvolver o entendimento sobre as capacidades do cérebro como um dos fatores determinantes de sucesso em uma atividade e como torná-lo mais concentrado.

  • Os Mistérios da Memória (National Geographic)

O vídeo acima está cortado, apenas como representação do documentário, que tem seu link correto indicado ao final desta descrição: Filmado nas gananciosas ruas de Nova Iorque, uma emocionante história criminal vai desafiar os espectadores a testar sua memória com um detetive veterano da NYPD como nosso guia. Mais do que qualquer outra função do cérebro, memórias definem quem você é enquanto um indivíduo único. Mas quando o assunto é memória, as coisas nem sempre são como parecem… faltam detalhes, recordações mudam, e é revelado que o cérebro forma memórias que são 'falsas' (o que pode nos levar a refletir sobre incitamento criativo e como lidamos com os insights). O que os especialistas sabem sobre como nossos cérebros criam e se lembram de memórias vai surpreender você. Assista clicando aqui. O mais bacana é que o documentário faz parte de uma série de outros tantos da sequência "Teste o Seu Cérebro". Os demais prosseguimentos são fáceis de encontrar nos vídeos relacionados.

  • Como o Cérebro Aprende

Pierluigi Piazzi dá palestra pelo Brasil todo falando sobre como "Aprender a Aguçar o Aprendizado". o professor Pierluigi fala de como o cérebro aprende: "Aprender é escrever no cérebro" e critica o sistema educacional como sendo um grande bloqueio para o processo. Apesar de discordar um pouco da noção de "inteligência" muitas vezes utilizadas, porque como muito ratifico: existem vários tipos dela e mais vale a imaginativa do que a robótica, Pierluigi dá um show de reflexões que vão, inclusive, para muito além de quesitos de científicos, mas captando meios filosóficos para que mergulhemos.

  • A Invenção da Psicanálise

O documentário é um prato cheio para os amantes de psicologia. Contém imagens raríssimas do pai da psicanálise, Sigmund Freud, e relatos dele e de Jung, descrevendo, inclusive, seu primeiro encontro. O som da entrevista de Freud para a BBC de Londres em 07 de dezembro de 1938, suas últimas imagens e a trajetória da psicanálise estão nas cenas que são alastradas por Elizabeth Roudinesco e Peter Gay (biógrafo de Freud), dois nomes de destaque da área. A Invenção da Psicanálise é um documentário francês de 1997, então não é um meio com atualizações das últimas teses mais refrescantes, mas sim um rio do encetar, no qual podemos, de qualquer maneira, entre discordâncias ou palmas, refletir e analisar as nossas próprias observações diárias mais afundo e as decorrências de alcances mais atuais. A obra mostra, detalhadamente, a trajetória da psicanálise, desde seu nascimento até as direções tomadas no período após a morte de Freud, associando-a aos fatos históricos de cada época. O filme engloba muito material fotográfico além dos vídeos raros e agrega, inclusive, relato de Ernest Jones, como também as últimas imagens de Freud em seu apartamento em Viena, pouco antes do exílio em Londres, feitas por Marie-Bonaparte, neta de Napoleão Bonaparte.

  • Documentário de Carl Jung


Para quem não conhece, Jung foi um dos principais nomes da psicologia e da psicanálise. Trabalhou e estudou com Freud e, depois, seguiu seu caminho, criando suas próprias teorias - que são apresentadas nas cenas.

  • Encontro com Lacan

Assim como Freud, Lacan também foi um nome de extrema importância para o mundo da psicanálise e para os avanços nos estudos dessa área. Mais do que isso, partiu de pensamentos onde dizia que os psicanalistas pós-freudianos teriam se distanciado muito das teorias, ainda que seja necessário questioná-las e fazer reformulações, e propôs um retorno aos estudos do pensador. Assim, o documentário mostra não apenas a vida de Jacques Lacan, como o avanço de suas teorias e direcionamentos da psicanálise.

  • Autismo: Diferentes Tipos + Esquizofrenia: Vozes da Escuridão


O primeiro documentário tem a intenção de mostrar, em cenas reais, o que de fato é o autismo, suas diferenças e como as pessoas podem lidar com a doença. Já no segundo, a reflexão vem perante a temática da esquizofrenia, palavra que vem do grego e significa "um vão entre a mente e a alma". A obra aborda uma pesquisa que diz que um a cada 100 norte-americanos sofrerá da doença. As cenas mostram diversas manifestações dos distúrbios psíquicos, fazendo com que consigamos enxergar o determinado universo de uma forma clarificada.

  • Mistérios da Memória

Com muitas das teses apresentadas em "Os Mistérios da Memória"  da National Geographic, o documentário nos encaminha para compreensões mais abrangentes de como ajudar o cérebro a memorizar melhor, como nossa mente reage a certas situações em que "os brancos" ou sustos ocorrem e como memórias 'falsas' acabam crescendo perante nossas emoções.

  • Os Segredos do Cérebro Humano: Memorização + Bônus: Suportes Para Memorização


Você sabia que ler algo pouco antes de dormir ajuda a fixar aquela informação de melhor maneira? O velho ditado, "nada melhor que uma boa noite de sono" para resolver um problema realmente é verdade. Comprovado pela neurociência: o sono organiza a mente ."Dormir e pensar no assunto" é uma ótima solução para nossas confusões e agonias. Enquanto dormimos o cérebro continua em atividade, processa e seleciona informações vivenciadas durante o dia; fortalece o sistema imunológico, fixa aprendizados, melhora a memória selecionando as lembranças que devem ser esquecidas e possibilita a solução de problemas que nos afligem durante a vigília. Ou seja, é no momento do sono que o cérebro mais define o que será "guardado" com maior captação e o que pode ser "jogado para o subconsciente". Além disso, o cérebro humano tem a capacidade de captar informações novas durante o sono, concluiu uma pesquisa publicada por pesquisadores do instituto israelense Weizmann. Confira sobre o cébero e as seleções durante o sono aqui e sobre a captação de novas informações durante o sono aqui. Tudo isso vai para além do que é mostrado no primeiro vídeo acima (sendo acréscimos), que agrega premissas sobre como alargar a memória, estimulando melhor produtividade da mente. O último vídeo fica como um bônus, sendo um tipo de "curso" para ajudar na memorização. 

O vídeo curtinho do link acima aborda um tema que visualizo como fundamental para melhor organização, compreensão e realização de planejamentos. A pesquisa indicada no vídeo foi explicada através do livro "O que não se ensina em Harvard Business School". O cérebro, ao visualizar as informações do que você pretende conquistar, expele a elaboração de demais ideias, teses, formas de alcances para as metas, caminhos mais clarificados para traçar e, até, metas em somas que podem ser seguidas. Etapas ficam mais claras, sensações mais definidas, criatividade mais aguçada. Assim como a pausa é fundamental para que, vendo e sentindo o mundo, possamos ter inspirações e entendimentos ainda maiores, já que um traço de vida vai se relacionar a outros tantos e abrir portas, o momento de destrinchar os objetivos, também faz a sua mente enxergar mais a si mesma. A escrita é a minha arte terapêutica por ser o meio que mais traz nitidez para reler a mim e aos meus arredores, e por mais que cada qual possa ter as suas maneiras de 'conversas consigo' ou 'desabafos à sós', as suas artes de encontro e afins, qualquer que seja a forma que você ache para releituras internas, irá exteriorizar de alguma maneira. É o que a escrita impulsiona a ser feito. O que pôr no papel, na tela, impulsiona a ser captado. É um momento de pausa e de arrumação da bagunça interna. Nada que fica só dentro fica bem formado, estruturado, coordenado e lúcido. Nada que fica só dentro fica com menos "e se" do que poderia, por mais que pareça descomplicado o bastante. Amor sem ato, não é amor. Trabalho sem ato, não é trabalho. Dúvida sem ato não é dúvida: é desistência. E ato sem planejamento, por mínimo que seja, é impulso. Impulso sem releitura é falta: de coragem, de sentimento, de verdade, do que for que tira um tanto do valor daquilo e da grandiosidade que poderia alcançar ou das consequências menos negativas que poderia ter. Só o ato salva a honestidade, só a honestidade salva o 'valeu a pena' de qualquer fato, só o conversar consigo antes do ato salva o ato, só o mostrar para si, de alguma maneira, salva o conversar consigo.

Outros vídeos bacanas sobre mente humana e psicologia são: O Segredos da Mente Humana: EmoçõesTente Algo Novo por Trinta Dias (super recomendado como um bônus!), Ansiedade e Angustia: A Importância da RespiraçãoDicas para Estudar com Mais EficiênciaComo Expandir a Potência da sua Memória, Eu Tinha um Cachorro Preto: Seu Nome era Depressão, Como Funciona o Cérebro, Consumo de Crianças: A Comercialização da Infância  e Albert Einstein: A Mente de um Gênio.

Já conhecia algum dos vídeos/documentários? Qual o mais impactante para você? Conhece mais algum que segue as temáticas e acha interessante para compartilhar? Não deixe de emitir as suas opiniões e indicações aqui nos comentários!
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O PROJETO DE CONFERÊNCIAS/PALESTRAS QUE VOCÊ PRECISA CONHECER: TED TALKS. DÊ SEU PLAY NOS VÍDEOS!


Após abordar vídeos para reflexão e inspiração com incríveis histórias empreendedoras e indicar a Endeavor (canal e site) que produz diversos desses vídeos, alcançamos agora mais uma dica de acréscimo para a área das motivações. Você já deve ter ouvido falar do TED (acrônimo de Technology, Entertainment, Design; em português: Tecnologia, Entretenimento, Design), mas se, assim como eu, não recorda ou acabou de descobrir a preciosidade (ou até se acompanhou, mas há tempos não checa mais sobre), não deixe de mergulhar na maravilha que é a série de conferências (também chamadas de TEDx) realizadas pelo projeto na Europa, Ásia e nas Américas pela fundação Sapling, dos Estados Unidos. A organização é sem fins lucrativos e cada emissão é destinada à disseminação de ideias – segundo as palavras da própria corporação: "Ideias que merecem ser disseminadas". São teses alargadas em fundamentos incríveis para elevar reflexões e produtividades humanas, gerando mais discussão, conhecimento e criatividade a circular. Suas apresentações costumam ter pouco mais de 20 minutos e os vídeos são amplamente divulgados na internet.

O grupo foi fundado em 1984, e a primeira conferência aconteceu em 1990. Originalmente influenciada pelo Vale do Silício, sua ênfase era tecnologia e design, mas com o aumento da popularidade os temas abordados passaram a ser mais amplos, abrangendo quase todos os aspectos de ciência e cultura/arte, agregando curiosidades para aprimoramentos da atividade mental (quesitos empreendedores) e contendo diversos fatores (como histórias) motivacionais. Entre os palestrantes das conferências estão Bill Clinton, Al Gore, Gordon Brown, Richard Dawkins, Bill Gates, os fundadores da Google, Billy Graham e diversos ganhadores do Prêmio Nobel.

O TED Talks, reunindo diversas das conferências, estava presente na Netflix até pouco tempo atrás (o que nos deixa a esperança de um possível retorno). Porém, apesar de não ser mais possível devorar na plataforma em TV de forma direta, vários dos vídeos podem ser encontrados com legenda disponível. Alguns, como os mais encurtados, inclusive, estão no site oficial do TED ou no canal. Em certos canais do Youtube à parte, podemos navegar em demais palestras dadas. Confira algumas abaixo (tantas das mais bacanas podem estar no meio ou final da lista, a variedade perante o que vai impactar você é imprevisível). Não esqueça de conferir se a legenda está ativada.

  • Como grandes líderes inspiram ação (Simon Sinek)

O meu favorito! Um círculo de perguntas que respondido de dentro para fora (incluindo aqui a noção metafórica) nos guia para uma fórmula humana sobre convencimento. Afinal, por que, dentre tantos, alguns se destacam em feitos que arrastam multidões sem exatamente obter dinheiro inicial ou divulgação monstruosa? Por que, dentre várias novidades de patamares equivalentes, optamos por seguir/adquirir algumas específicas? Simon Sinek nos traz o enfatizar de que perguntar "por quê?" (no sentido mais motivacional possível) para as coisas pode formar grandes líderes. Já que um grande líder, primeiramente, sabe reler a si, entender a própria ação, os próprios princípios e prosseguir com a sua causa se perder algo no meio do caminho. O que o guia é a sua crença, é o seu motivo, e só isso gera um impulso, de fato, tenaz, e que alcança outras mentes. A palestra nos leva à importância do marketing (como destrinchado no item 4 desta outra postagem), mas para além disso, engloba que a causa de algo está acima da qualidade. A motivação para a ideia e como emitimos esse fundamento (sabendo nos colocar no lugar do outro e encaixando as nossas convicções) está acima da utilidade para o cérebro, porque a utilidade real não é baseada em como ou o que é feito, mas nos impactos daquilo para um interior, para propósitos. Isso é o que ecoa na nossa eternidade e, no fundo o que todos caçamos é legado. É fazer parte de algo que nos deixe imortais, de algo que nos mostre que não é apenas por ser, mas por ser o início de algo. Sempre um início que poderá levar a algo mais. O lado mais humanizado é aquele que explica a ideia, não somente o que demonstra a prática. A crença só precisar tocar outras crenças para ser alargada. "Faça negócios com pessoas que acreditam no que você acredita, porque, de verdade, elas nunca compram 'o que você faz' e sim 'o por que você faz'". Ninguém continua onde os valores e, portanto, os limites que acredita como corretos estejam distantes. A criança não pula em uma cama elástica por pensar que ela é segura e/ou tem bons detalhes, pula porque sabe que o propósito é diversão. Porque, como já citei aqui: "Não é apenas uma mensagem de filme da Disney, uma frase de efeito ou uma ideologia barata dos incuráveis românticos. A maior verdade do mundo, é que só o amor dá prosseguimento às coisas. Pode ser uma ideia asmática para uns e abrangente para outros. Mas nos eixos de quaisquer temas, de quaisquer círculos, essa sempre é a resposta. Romance sem amor, não é romance, ou apenas não com paz, porque paixão a tira, e amor a devolve. E todos os opostos a ele são efêmeros e vagos. O que não é amor, é tesão de segundos, é o encanto de uns meses, é o que não vem em mente no desespero de ter um suporte e tampouco de suportar. Trabalho sem amor é escravidão. Aspiração sem amor é vontade momentânea, e então deixa de ser um sonho e passa a ser apenas uma fugacidade facilmente substituída. Só o amor nos humaniza de fato, só ele nos leva a ser realmente fortes. O dinheiro, a classe, o sexo, a beleza, nada segura uma pessoa em choque com grandes empecilhos como o amor consegue. Sem amor, é vazio. Sem amor, é nada. Sem amor, coitado. Sem amor, é tudo lixo não reciclável.". E o amor, no caso, é a causa. Quebre todos os clichês possíveis aprofundando as sentenças de um dos vídeos mais acessados do projeto TED.

  • Alimentando a criatividade (Elizabeth Gilbert)

Em um dos TED Talks mais assistidos de todos os tempos, Elizabeth Gilbert, a autora de "Comer, Rezar e Amar", reflete sobre a pressão que artistas e criativos sofrem em seus trabalhos. Segundo ela, essa necessidade de criar sempre o melhor de si e ser genial é uma das maiores causas de estresse e bloqueios entre esse tipo de profissional. Para aliviar a barra, ela sugere – de maneira bem humorada e até metafórica – que nós voltemos a adotar a noção de "gênios" ou "musas inspiradoras", comuns em diversos povos da antiguidade. Não se trata de religião, mas de buscar inspirações em suas pausas, enxergando esse "além" que temos em nós da maneira que desejar: energia, espiritualismo, outro lado de nós, etc. Se, de alguma forma, nos sentirmos protegidos contra o resultado de nossos esforços, tiramos a pessoalidade do trabalho criativo e nos tornamos mais livres para criar sem a pressão de ter que exceder expectativas a cada novo projeto. Mais do que isso, Elizabeth procura enfatizar a importância de trabalharmos duro, todos os dias, em nossas rotinas criativas, assim como fariam engenheiros ou cientistas. Precisamos parar de buscar pela inspiração súbita, por aquele lampejo de genialidade que vai nos alçar às estrelas e apenas sentar a bunda na cadeira para trabalhar, independente do resultado que você vai alcançar no fim dia. "Não desanime. Apenas faça o seu trabalho. Continue a comparecer para fazer sua parte, seja ela qual for. Se seu trabalho é dançar, dance. E se o gênio divino e maroto que foi designado para acompanhar o seu caso permitir que, através do seu esforço, aconteça um lampejo maravilhoso, então, 'Olé'! E se não, faça a sua dança,do mesmo jeito. E 'Olé' para você da mesma forma. Eu acredito nisso e acho que devemos ensinar isso uns aos outros. 'Olé!' para você, apesar de tudo, simplesmente por possuir esse puro amor humano e a teimosia de continuar aparecendo para fazer a sua parte. (...) Nós internalizamos e aceitamos completamente essa noção de que a criatividade e sofrimento estão de alguma forma intrinsecamente ligados, e que a arte no final vai sempre levar a angústia". A palestra de Elizabeth Gilbert lembra bastante também algumas das teses do livro Roube Como um Artista, já indicado aqui na postagem de 6 livros que ajudam a superar bloqueios criativos. Não concordo em 100% com todas as teses apresentadas pela Gilbert, que pode nos encaminhar, quiçá, para creditar menos as nossas próprias bagagens que lançam o que é arte (arte é ter o que dizer, e só temos o que dizer quando estamos dizendo uma verdade - ainda que tão nossa -, porque ninguém quer dizer uma mentira, ninguém fica ansioso para mentir. Ter o que dizer é querer dizer algo, ainda que para si, ainda que não compartilhamento de forma ampla, ainda que para reler seu interior, mas é sincero, é honesto, é nosso, é parte do que somos - entre o que fomos e seremos - em integridade). Sinto que faltou um pouco dessa abordagem, mas podemos utilizar as reflexões por ela emitidas à nossa maneira, sem nos perder dos enfoques que cremos e visamos.

  • Escolas do nosso sistema atual matam a criatividade (Ken Robinson)

A excelente palestra de Ken Robinson vai fazer você pensar seriamente sobre o nosso sistema de ensino, com críticas que podem ser inclusas para além dos colegiais, mas também para faculdades e afins (agregando detalhes que podemos ver como metáforas, ainda, para formulações de trabalhos a mais). Robinson discute algumas das armadilhas da educação, incluindo a forma como medimos a capacidade acadêmica e inteligência, e como pais podem incentivar a criatividade em seus filhos. Outro TED que pode servir como um ótimo adendo na temática é: Para que a mente humana floresça.

  • De onde vêm as boas ideias? (Steven Johnson)

As pessoas geralmente creditam suas idéias a momentos de inspiração individual. Mas Steven Johnson mostra como a história conta uma versão diferente. Sua fascinante excursão nos leva das "redes líquidas" dos cafés de Londres ao longo e vagaroso palpite de Charles Darwin para as atuais e velocíssimas conexões de comunicação, reforçando que o momento "Eureka" na verdade não reflete simplesmente um momento, mas um processo de construção que depende do seu repertório e da forma como você se conecta ao novo e ao imprevisível.

  • O poder de acreditar que se pode melhorar (Carol Dweck)

Carol Dweck pesquisa "a mentalidade do crescimento", a ideia de que podemos aumentar a capacidade de nossos cérebros para aprender e resolver problemas. Em sua palestra, ela descreve duas maneiras de pensar sobre um problema que é ligeiramente "difícil demais" para que você resolva (dentro das suas singularidades e talentos que engloba gerando mais facilidade para certas áreas). Será que você não é inteligente o suficiente para resolvê-lo ou somente não o resolveu ainda? Uma boa introdução para o campo influente.

  • O nascimento de uma palavra (Deb Roy)

O pesquisador do MIT Deb Roy queria entender como seu filho pequeno aprendia linguagem - então, ele espalhou câmeras pela casa para gravar todos os momentos (com exceções) da vida do seu filho e analisou 90.000 horas de vídeo para ver um "gaaaa" lentamente transformar-se em "água". Uma pesquisa fascinante e riquíssima em dados, com profundas implicações sobre a maneira como aprendemos.

  • Sua linguagem corporal molda quem você é (Amy Cuddy)

A linguagem corporal afeta a maneira como os outros nos vêem, mas também pode mudar a maneira como nos vemos. A psicóloga social Amy Cuddy nos mostra como "fazer poses de poder" (ficar numa postura confiante, mesmo quando não nos sentimos confiantes, para atingir poder maior "sobre nós") pode afetar os níveis de testosterona e cortisol no cérebro, e pode até ter um impacto nas nossas chances de sucesso. Apesar de algumas críticas poderem levar certas partes do discurso para meios machistas, a graça maior é tentar observar, nesses casos, como críticas ao machismo, porque é o que realmente acabam por ser: argumentos a mais para a luta.

  • Como espalhar ideias? (Seth Godin)

Em um mundo em que temos tantas opções e tão pouco tempo, nossa solução óbvia tem nos guiado a ignorar o ordinário. O guru do Marketing Seth Godin explica porque, quando se trata de capturar nossa atenção, ideias más ou bizarras são mais bem-sucedidas que as ideias comuns. Em uma espécie de Darwinismo de ideias, a importância da "arte do fazer o diferente" é abordada.

  • Ciência da motivação (Dan Pink)

Analista de carreira Dan Pink examina o quebra-cabeça da motivação, começando pelo fato que cientistas sociais sabem mas a maioria dos gerentes não: recompensas tradicionais não são tão eficientes quanto pensamos. Escute histórias iluminadoras - e talvez, um caminho a trilhar. Não é a anulação dos pagamentos necessários que fica em jogo (apesar de poder parecer em alguns momentos, mas sabemos que isso também tem sua angulação de importância para sobrevivência, etc), mas um plus dentre tudo isso, que nos faz, inclusive, estimular a outros e a nós a observar se realmente trabalhamos no que amamos ou se trabalhamos no que trabalhamos (lembrando que trabalhar como uma porta a ser construída para abrir alas para o que ama, não deixa de ser válido, contanto que haja planejamento e busca incessante de outras tantas portas paralelas possíveis para chegar lá). O vídeo lembrou muito um outro que já foi indicado aqui: A verdade sobre o que nos motiva.

  • O feliz segredo para trabalhar melhor (Shawn Achor)

Acreditamos que devemos trabalhar para sermos felizes, mas não poderia ser ao contrário? Na sua palestra de fala rápida e divertida do TEDxBloomington, o psicólogo Shawn Achor argumenta que, na verdade, a felicidade inspira a produtividade. O que pode até parecer uma tese batida e não tão incrível quanto as mais elaboradas e profundas dos TED Talks, mas nos leva a refletir de forma prática atos do cotidiano. Ainda segundo o pesquisador, somente 25% do sucesso profissional é previsto por QI, enquanto 75% está relacionado aos níveis de otimismo, suporte social e capacidade de ver o estresse como um desafio, em vez de uma ameaça. Podemos então encaixar aqui o que muito cito sobre noção de inteligência (e parafraseando Einstein): mais vale a imaginação (e para ela, precisamos estar dispostos, buscando nos instigar e ler mais do mundo para alimentá-la) do que o conhecimento.

  • O poder dos introvertidos (Susan Cain)

Em uma cultura onde ser sociável e extrovertido é valorizado como nunca, pode ser difícil ou até vergonhoso, ser introvertido. Mas, como Susan Cain argumenta na sua apaixonante palestra (apesar de relativamente "rasa" em minha impressão: poderia ter ido muito além, abordando alguns pontos que citarei), introvertidos trazem ao mundo habilidades e talentos extraordinários e devem ser encorajados e reconhecidos. Ademais, todos devemos lembrar que temos um lado introvertido que deve ser instigado. É como sempre ratifico: ter nossos momentos de conversas entre amigos, pessoas com as quais temos intimidade, familiares, colegas e afins, são quesitos fundamentais, porém, de mesma maneira, é imprescindível que tenhamos as nossas releituras internas e isso só pode ser elaborado conosco, no nosso silêncio barulhento, lendo o mundo, lendo e fazendo artes, descobrindo as nossas formas de terapia. Livros, filmes, músicas, séries, entre outros (atuar na frente do espelho, escrever, entre outros: ler arte e produzir arte), são maneiras que não devemos procrastinar para reflexão em pausas (lembrete do valor das pausas indico que cheque no vídeo, e na análise do tal, "Foco na Tarefa vs Foco no Resultado": aqui) que nos levam a digerir ideias que abrem portas para outras tantas, que nos fazem compreender melhor o que desejamos expurgar, quem somos, quais caminhos seguir, etc. A mesclagem dos dois tipos de conversas (mais interiores e mais exteriores) nos torna mais criativos, porque um alimenta o outro. E, por mais que pareça óbvio, a noção disso e busca incessante por esse equilíbrio é pouco captada em muitos cotidianos. Tirar um dia da semana para sair com amigos, sem família, outro com o seu par, sem amigos, e um ou mais dias para ver um filme sozinho são detalhes a serem firmados! Cada conversa terá mais do seu tesouro. De mesma maneira, os introvertidos devem, ao menos, tentar proximidade ainda maior com o externo, com o "puxar um papo", com alargar essa outra angulação que leva a experiências para alimentar os momentos "a sós". São dois lados de imensa valia, a questão maior é que devemos saber valorizar ambas e o que mais ocorre é essa discrepância de olhares, que é o que nasce como ponto bacana a ser revisto através da palestra.

  • A arte de pedir (Amanda Palmer) e O poder da vulnerabilidade (Brene Brown)


Dois vídeos que mesclam enlaces entre si e nos quais eu muito acrescentaria teses, mas que trazem bases fundamentais e não poderiam, portanto, deixar de serem indicados. No primeiro, Amandar Palmer utiliza a sua carreira musical e de artista de rua para abordar sobre o poder de pedir, não tendo medo de ser vulnerável. Não pedir por ter e querer mais, mas pedir por buscar conexão real com as pessoas e por mostrar a sua causa. Pedir não de forma totalmente gratuita, porém exibindo o que faz e por que merece. Ela nos faz refletir, implicitamente, o quanto pedir uma opinião, uma ajuda e afins pode ser uma maneira incrível de iniciar uma conexão com alguém e de fazer networks geniais. O que mais senti falta de ver no vídeo dela: o poder de ser solícito (apesar de aparecer no discurso em algumas entrelinhas). O poder não está só em pedir, mas em emitir a ajuda também, principalmente sem que peçam. Perguntar se o outro deseja um acréscimo, se quer um apoio a mais, etc. É isso o que nos eleva a maiores conhecimentos e a um ciclo de disposições alheias maiores. Já no segundo vídeo, Brene explora a sensação desconfortável de vulnerabilidade, e como as pessoas que se atrevem a serem vulneráveis são geralmente mais felizes e sentem-se mais amadas. Uma palestra das que achei mais repleta de clichês, entretanto, que serve como boa ratificação em soma para as ideias do primeiro. "(...) Ser visto profundamente, visto vulneravelmente, amar com todo nosso coração mesmo que não haja garantia, praticar gratidão e alegria nos momentos de terror, quando pensamos, 'Posso amar tanto assim? Posso acreditar nisso com tanta paixão? Posso ser tão ardente a esse respeito?” apenas ser capaz de parar, e, em vez de catastrofizar o que poderia acontecer, dizer: 'Sou apenas tão grata, porque sentir-se tão vulnerável significa que estou viva.' E a última coisa, que eu acho que é provavelmente a mais importante, é acreditarmos que somos suficientes.".

Como os TEDs são imensamente variados, existem temáticas surpreendentes a serem alcançadas. Focos em relacionamentos amorosos, vida sexual, quesitos mais tecnológicos e afins são alguns dos pontos para além (fáceis de encontrar em pesquisas pelo Youtube ou outros locais na web). 

Outros vídeos que seguem a linha dos indicados acima são: Por que fazemos o que fazemos? ("Acredito que existem 6 necessidades humanas. Certeza, incerteza, crítica/significância, relação/amor, evolução e contribuição para além de nós [mas não dos nossos princípios]"); Oportunidade da adversidadeEquilíbrio entre vida pessoal e profissionalPor que somos felizes?; Ouse discordar e Confiança criativa (além de outros, sempre em somas).

Lembrete: os vídeos acima não estão em ordens de favoritos. E existem ainda palestrantes brasileiros em projetos do TED, como você pode visualizar aqui (nos relacionados e mais).

E então, qual dos aglomerados acima foi o seu favorito? Já conhecia a organização? Tem algum TED reflexivo, motivacional ou curioso para indicar? Não deixe de alastrar as suas opiniões e dicas nos comentários!
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NÃO É O QUE PARECE


Os fios do meu cabelo podem estar, em certos momentos, desgrenhados e dançando pela minha testa, cobrindo partes da minha visão, causando cosquinhas nos meus lábios e chamando certa insensatez enquanto os assopro. A minha roupa pode ficar calorenta em demasia perante o trabalho exaustivo das realizações finalizadas e o café pode estar pingado na última blusa branca que teria para salvar. Meus pés podem estar formigando, minha mão pode dormir em câimbras e meus cílios podem ter brincado de encontros pouco pausados nos dias anteriores. Posso estar preparando o corpo para esparramar em um colchão antes de lavar propriamente o rosto em quase todas as noites, posso estar confusa o suficiente para esquecer a promessa que fiz a mim na manhã de segunda-feira, posso estar precisando de um período sem obrigar certas ações e posso, até, descontar em momentos injustos os meus contratempos nos cantos errados. Estupidez que mesmo com um não demorado ato de redenção, não faz dos eventos, liquidados. Mas o fato é que não expurgo um julgamento ou chateação sem antes remoer um pouco, não há cansaço ou cabeça fervendo que embole meus sentimentos mais claros quando repensados, porque a minha exatidão mora na subjetividade relida. Portanto, independente da visão turva pela madrugada ou da dor de estômago que chega a invadir o juízo: se indiquei algo como incômodo, como verídico, se perguntei retoricamente, se afirmei, então, definitivamente, não é sobre o que parece, é o que foi feito.

O seu papel principal e mais urgente em casos assim não é contraditar, negar ou fazer a bola girar na roda, mas buscar a compreensão da minha versão e visão, buscar trocar os nossos papéis para apreender melhor as queixas e caçar o que poderia e/ou deveria ter sido elaborado com diferente conduta. A melhor maneira de encerrar um desconforto alheio não é simplesmente não o repetindo ou fazendo juras que só o futuro atestará. A maneira mais certeira e proativa, é a de não contestar que algo ali esteve errado, a de captar os pontos de falhas cometidas que podem ter havido e, só então, emitir o que achar infundado. Porque se algo, dentro do que parece ser conhecido, não é nada do que parece, simplesmente não pareceria ser. Algo dentro do que causou o transtorno é real, e se não for, algo dentro do que é real está sendo feito de maneira tão inadequada a ponto de ser autêntica, no mínimo, a existência do erro. Não é sobre encalços, é sobre conjunturas. Então você precisa parar de dizer que "eu sei que parece, mas não foi", ou "não é bem assim, você que está querendo ver desse jeito".

Porque, como não esgoto por ratificar, o amor é feito de cinco pilares principais. A lealdade, o respeito (de cuidar dos limites como se fosse o outro – como gostaria que o outro cuidasse), a amizade (que confidencia e vai além da consideração, incorporando a indispensabilidade de estar disponível/alcançável e à par das miudezas e tsunamis diárias), o espelho (de fazer pelo outro como por si  assumir coragens para praticar os feitos que gostaria que o outro fizesse como soma por você) e o verbo, que põe tudo em prática. E lealdade é responder todas as perguntas, mesmo as mais gratuitas. Não há pergunta ruim, e sim resposta medrosa. Quem não esclarece, não é leal. Quem reclama de uma pergunta para esquivar, não é leal. Quem é leal, responde até as indagações mais repetidas. O leal pode até soltar uma reclamação célere e respirar fundo, mas clareia qualquer neblina sem atrasos, mesmo as que parecem nem existir. E enquanto está tirando a dúvida, faz sem braços cruzados, sem birra e com tenacidade. O resto, não depende de saber o que é lealdade, é questão mesmo de não merecer os créditos. Quem não é leal, não é franco, digno, comprovado, legítimo. Quem não é legítimo, não conhece afundo os próprios princípios e vai sempre causar neblina, mesmo onde não tem. E isso já é suficiente para ser embaçado, dificultoso e não válido dirigir. Neblinado.

Se para você meus argumentos são distorcidos, para mim são concretos e já deveria ser o suficiente para seu dever de enxugá-los entrar em concentricidade. Qualquer lasquinha deve ser considerada imensa, de qualquer dos lados da mesa, porque a parte solta chama ambulância, vai nos extremos da emergência. Depois que o pedacinho arrancado cai no chão, pode nunca mais ser encontrado, e o espaço prejudicado na mesa que fica, vira o buraco onde dedos podem ser feridos e mais lascas podem acabar sendo expelidas. E o amor, meu bem, pode não acabar, pode ficar eternamente vivo como um certo bem-querer, pode manter a lealdade e o respeito, porém o espelho e a amizade podem ir definhando, até que o verbo só queira existir de longe, em preces e fatalidades, só que não mais nas particularidades do cotidiano e em suas urgências mais implícitas.

Acho que li as entrelinhas erroneamente, captei no começo e no meio que nossos valores eram iguais e, você sabe, eu sempre fiz questão de enfatizar o quanto isso é o principal quesito para um relacionamento ir para frente. O resto se ajeita, muda, troca parafuso, repinta, faz gambiarras, mas a noção dos limites válidos e necessários para cada um dos lados é o mais dificultoso de reformular. Por isso o ato do amor é tão natural, por isso o que machuca no amor não deveria ser destrinchado, explicado, repetido e, tampouco, mendigado. Por isso existem mil clichês dizendo que amor é sinônimo de sossego. Porque, simplesmente, é o ponto de encontro no qual não fazemos nada (diz-se) que não faríamos conosco.

É que todas as palavras tomadas literalmente são falsas. A verdade mora no silêncio que existe em volta das palavras. Prestar atenção ao que não foi dito, ao tom, ler as implicitudes nas minúcias manifestadas. O mais fundo mora na areia. Cuidado com a sedução da clareza! Cuidado com o engano do óbvio! Um "oi" pode ser só um "oi", mas desde quando um "oi" só quer ser um "oi"? Só quando por traz dele existe um "tchau". Não existe uma falta de respeito feita "sem maldade". Todos têm noção do que é certo e errado, basta pensar no que não gostaria que fosse consigo. E por que parece um enunciado preenchido por clichês? Por ser tão primário, elementar, desafetado, tão básico que chega a ser instintivo para quem sente. Não existe meio termo em casos de escolhas para respeitar, para mostrar que quer bem. Ou faz ou desfez. Ou é amigo ou é falso. Ou é simples, por ser bom. Ou é complexo, por ser negativo. O negativo não tem desculpas, não tem intenções mal interpretadas, não tem deslizes a serem diminuídos em revisões. Ninguém com um mínimo de bagagem faz o mal por não saber o que é o bem. Ainda aqueles que pouco tiveram experiências devolutivas através da bondade, sabem com solidez qual seria o caminho dela. A falta de respeito é difícil de entender, porque é simples de captar como não a cometer. O bom pode até ser feito sem ter muita noção do que fez, no entanto sempre saberá o mínimo que seria feito para anular a sua benignidade. Por conseguinte, a falta de respeito é exatamente o que sabe que não deveria ser feito. É por isso que um erro costuma ser uma morte, uma quebra, um vidro espatifado. E um acerto, só mais um acerto. O reconhecimento mesmo, vem no meio, quando o erro quer nos beijar, deixa na cara ou nas linhas escondidas que ali poderia ser cometido, e sem delongas, pelo simples, pelo bom, pelo que não precisa ser pedido para saber que é o certo, ele é esquivado. É sempre questão de escolha, de analisar opções e lembrar que as consequências nunca serão só para si. Nunca é sobre falta de maturidade. É sobre sentir ou não sentir, ser a jura ou ser a maldade, ser o espelho ou ser a sombra. Assim é que damos provas e fazemos reconstruções. Afinal, onde já se viu aplausos para um prédio construído impecavelmente, a não ser pela falta de base?

O caso maior é que eu tinha feito um daqueles pactos comigo, daqueles mais sérios do que os que fazemos na calçada sobre não pisar na linha a seguir, sendo uma sentença para que possamos não morrer no caminho de volta (e olha que esses são sérios o bastante). Sempre afirmei que nunca seria de virar disco arranhado no que deveria ser caso de sentir e pronto. Sempre bati o pé com força e disse em tom seguro que, no máximo, daria um recado, diria uma vez, desgastaria um por cento da minha bateria. Porque fazer questão de responder com cautela e de alcançar o lado do outro, são apenas fatores que afirmam o envolvimento e a honestidade. Cometer um erro em dobro, que sendo cometido da primeira vez já seria o bastante para pôr na lama qualquer jura e legalização do sentimento, não é perdoável [em dobro]. Ter que repetir o caso para quem não deveria ter que ouvir uma vez sequer para ter noção, menos ainda.

Não quero entrar em joguinhos de birra, de cara fechada que não expele nada em voz. Mas você sabe que sou transparente o suficiente a ponto de não conseguir fingir um sorriso ou compreensão, o que deixa a minha expressão irrecusável. E melhor assim do que acumular o que cansei de deixar como avisos regados. Melhor e mais evoluída é a aparente infantilidade sincera do que a maturidade mascarada que tanto camufla os choros de uma criança incompreendida. Prefiro sair dos monólogos em mergulhos de honestidade e mostrando os ferimentos em pontos de quem guerreou em tristeza, do que de nariz espichado como quem ganha uma guerra útil ou como quem prosseguirá fingindo tanto que nada mais fere a ponto de deixar claro que está sangrando. As minhas perguntas são post-its na sua geladeira, são sons de sirene na sua rua, são marcações no seu calendário. As minhas retificações são acidentes de trânsito em meio às suas pressas, fogos de artifício em meio ao seu sono e programa de rádio em finalização. Mas o que está vindo agora é o meu calar, é a minha promessa feita a mim finalmente em reativação, porque não deixei de apresentar saídas, ainda que devam estar nítidas, sem empurrões, para quem realmente está dentro de casa. Não deixei de passar por cima do orgulho, ainda que neste caso ele possa ser sinônimo de amor-próprio; não deixei de limpar prontamente o aglomerado de poeiras entre os pisos, por amor ao nosso amor, e a mim. Não iria suportar saber que algum resíduo ficou impregnado por minha causa e, por isso, estive fazendo parecer que sou à prova de balas, que não cumpro com as minhas ameaças, que aguento uma outra vez. Só que no meu calar, amor, seu nome vai virando apenas bem-querer e quem estará manchando roupas de vinho será você. Um caso não é diferente só porque mudou personagens, ambientes e detalhes a mais da situação, ele é igual se mexe com os valores que deveriam ser preservados. E se você não os preserva, se você não responde com gosto e cuida das sequências, se você não firma os pilares de longe e de perto, meu calar vira uma madeira pegando fogo e seu carro sem direção. Neblina. Tiro. Sol. Manchete de jornal. Arquivo. Não é o que parece, será o que foi.
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