NÃO É O QUE PARECE

sábado, maio 14, 2016


Os fios do meu cabelo podem estar, em certos momentos, desgrenhados e dançando pela minha testa, cobrindo partes da minha visão, causando cosquinhas nos meus lábios e chamando certa insensatez enquanto os assopro. A minha roupa pode ficar calorenta em demasia perante o trabalho exaustivo das realizações finalizadas e o café pode estar pingado na última blusa branca que teria para salvar. Meus pés podem estar formigando, minha mão pode dormir em câimbras e meus cílios podem ter brincado de encontros pouco pausados nos dias anteriores. Posso estar preparando o corpo para esparramar em um colchão antes de lavar propriamente o rosto em quase todas as noites, posso estar confusa o suficiente para esquecer a promessa que fiz a mim na manhã de segunda-feira, posso estar precisando de um período sem obrigar certas ações e posso, até, descontar em momentos injustos os meus contratempos nos cantos errados. Estupidez que mesmo com um não demorado ato de redenção, não faz dos eventos, liquidados. Mas o fato é que não expurgo um julgamento ou chateação sem antes remoer um pouco, não há cansaço ou cabeça fervendo que embole meus sentimentos mais claros quando repensados, porque a minha exatidão mora na subjetividade relida. Portanto, independente da visão turva pela madrugada ou da dor de estômago que chega a invadir o juízo: se indiquei algo como incômodo, como verídico, se perguntei retoricamente, se afirmei, então, definitivamente, não é sobre o que parece, é o que foi feito.

O seu papel principal e mais urgente em casos assim não é contraditar, negar ou fazer a bola girar na roda, mas buscar a compreensão da minha versão e visão, buscar trocar os nossos papéis para apreender melhor as queixas e caçar o que poderia e/ou deveria ter sido elaborado com diferente conduta. A melhor maneira de encerrar um desconforto alheio não é simplesmente não o repetindo ou fazendo juras que só o futuro atestará. A maneira mais certeira e proativa, é a de não contestar que algo ali esteve errado, a de captar os pontos de falhas cometidas que podem ter havido e, só então, emitir o que achar infundado. Porque se algo, dentro do que parece ser conhecido, não é nada do que parece, simplesmente não pareceria ser. Algo dentro do que causou o transtorno é real, e se não for, algo dentro do que é real está sendo feito de maneira tão inadequada a ponto de ser autêntica, no mínimo, a existência do erro. Não é sobre encalços, é sobre conjunturas. Então você precisa parar de dizer que "eu sei que parece, mas não foi", ou "não é bem assim, você que está querendo ver desse jeito".

Porque, como não esgoto por ratificar, o amor é feito de cinco pilares principais. A lealdade, o respeito (de cuidar dos limites como se fosse o outro – como gostaria que o outro cuidasse), a amizade (que confidencia e vai além da consideração, incorporando a indispensabilidade de estar disponível/alcançável e à par das miudezas e tsunamis diários), o espelho (de fazer pelo outro como por si  assumir coragens para praticar os feitos que gostaria que o outro fizesse como soma por você) e o verbo, que põe tudo em prática. E lealdade é responder todas as perguntas, mesmo as mais gratuitas. Não há pergunta ruim, e sim resposta medrosa. Quem não esclarece, não é leal. Quem reclama de uma pergunta para esquivar, não é leal. Quem é leal, responde até as indagações mais repetidas. O leal pode até soltar uma reclamação célere e respirar fundo, mas clareia qualquer neblina sem atrasos, mesmo as que parecem nem existir. E enquanto está tirando a dúvida, faz sem braços cruzados, sem birra e com tenacidade. O resto, não depende de saber o que é lealdade, é questão mesmo de não merecer os créditos. Quem não é leal, não é franco, digno, comprovado, legítimo. Quem não é legítimo, não conhece afundo os próprios princípios e vai sempre causar neblina, mesmo onde não tem. E isso já é suficiente para ser embaçado, dificultoso e não válido dirigir. Neblinado.

Se para você meus argumentos são distorcidos, para mim são concretos e já deveria ser o suficiente para seu dever de enxugá-los entrar em concentricidade. Qualquer lasquinha deve ser considerada imensa, de qualquer dos lados da mesa, porque a parte solta chama ambulância, vai nos extremos da emergência. Depois que o pedacinho arrancado cai no chão, pode nunca mais ser encontrado, e o espaço prejudicado na mesa que fica, vira o buraco onde dedos podem ser feridos e mais lascas podem acabar sendo expelidas. E o amor, meu bem, pode não acabar, pode ficar eternamente vivo como um certo bem-querer, pode manter a lealdade e o respeito, porém o espelho e a amizade podem ir definhando, até que o verbo só queira existir de longe, em preces e fatalidades, só que não mais nas particularidades do cotidiano e em suas urgências mais implícitas.

Acho que li as entrelinhas erroneamente, captei no começo e no meio que nossos valores eram iguais e, você sabe, eu sempre fiz questão de enfatizar o quanto isso é o principal quesito para um relacionamento ir para frente. O resto se ajeita, muda, troca parafuso, repinta, faz gambiarras, mas a noção dos limites válidos e necessários para cada um dos lados é o mais dificultoso de reformular. Por isso o ato do amor é tão natural, por isso o que machuca no amor não deveria ser destrinchado, explicado, repetido e, tampouco, mendigado. Por isso existem mil clichês dizendo que amor é sinônimo de sossego. Porque, simplesmente, é o ponto de encontro no qual não fazemos nada (diz-se) que não faríamos conosco.

É que todas as palavras tomadas literalmente são falsas. A verdade mora no silêncio que existe em volta das palavras. Prestar atenção ao que não foi dito, ao tom, ler as implicitudes nas minúcias manifestadas. O mais fundo mora na areia. Cuidado com a sedução da clareza! Cuidado com o engano do óbvio! Um "oi" pode ser só um "oi", mas desde quando um "oi" só quer ser um "oi"? Só quando por traz dele existe um "tchau". Não existe uma falta de respeito feita "sem maldade". Todos têm noção do que é certo e errado, basta pensar no que não gostaria que fosse consigo. E por que parece um enunciado preenchido por clichês? Por ser tão primário, elementar, desafetado, tão básico que chega a ser instintivo para quem sente. Não existe meio termo em casos de escolhas para respeitar, para mostrar que quer bem. Ou faz ou desfez. Ou é amigo ou é falso. Ou é simples, por ser bom. Ou é complexo, por ser negativo. O negativo não tem desculpas, não tem intenções mal interpretadas, não tem deslizes a serem diminuídos em revisões. Ninguém com um mínimo de bagagem faz o mal por não saber o que é o bem. Ainda aqueles que pouco tiveram experiências devolutivas através da bondade, sabem com solidez qual seria o caminho dela. A falta de respeito é difícil de entender, porque é simples de captar como não a cometer. O bom pode até ser feito sem ter muita noção do que fez, no entanto sempre saberá o mínimo que seria feito para anular a sua benignidade. Por conseguinte, a falta de respeito é exatamente o que sabe que não deveria ser feito. É por isso que um erro costuma ser uma morte, uma quebra, um vidro espatifado. E um acerto, só mais um acerto. O reconhecimento mesmo, vem no meio, quando o erro quer nos beijar, deixa na cara ou nas linhas escondidas que ali poderia ser cometido, e sem delongas, pelo simples, pelo bom, pelo que não precisa ser pedido para saber que é o certo, ele é esquivado. É sempre questão de escolha, de analisar opções e lembrar que as consequências nunca serão só para si. Nunca é sobre falta de maturidade. É sobre sentir ou não sentir, ser a jura ou ser a maldade, ser o espelho ou ser a sombra. Assim é que damos provas e fazemos reconstruções. Afinal, onde já se viu aplausos para um prédio construído impecavelmente, a não ser pela falta de base?

O caso maior é que eu tinha feito um daqueles pactos comigo, daqueles mais sérios do que os que fazemos na calçada sobre não pisar na linha a seguir, sendo uma sentença para que possamos não morrer no caminho de volta (e olha que esses são sérios o bastante). Sempre afirmei que nunca seria de virar disco arranhado no que deveria ser caso de sentir e pronto. Sempre bati o pé com força e disse em tom seguro que, no máximo, daria um recado, diria uma vez, desgastaria um por cento da minha bateria. Porque fazer questão de responder com cautela e de alcançar o lado do outro, são apenas fatores que afirmam o envolvimento e a honestidade. Cometer um erro em dobro, que sendo cometido da primeira vez já seria o bastante para pôr na lama qualquer jura e legalização do sentimento, não é perdoável [em dobro]. Ter que repetir o caso para quem não deveria ter que ouvir uma vez sequer para ter noção, menos ainda.

Não quero entrar em joguinhos de birra, de cara fechada que não expele nada em voz. Mas você sabe que sou transparente o suficiente a ponto de não conseguir fingir um sorriso ou compreensão, o que deixa a minha expressão irrecusável. E melhor assim do que acumular o que cansei de deixar como avisos regados. Melhor e mais evoluída é a aparente infantilidade sincera do que a maturidade mascarada que tanto camufla os choros de uma criança incompreendida. Prefiro sair dos monólogos em mergulhos de honestidade e mostrando os ferimentos em pontos de quem guerreou em tristeza, do que de nariz espichado como quem ganha uma guerra útil ou como quem prosseguirá fingindo tanto que nada mais fere a ponto de deixar claro que está sangrando. As minhas perguntas são post-its na sua geladeira, são sons de sirene na sua rua, são marcações no seu calendário. As minhas retificações são acidentes de trânsito em meio às suas pressas, fogos de artifício em meio ao seu sono e programa de rádio em finalização. Mas o que está vindo agora é o meu calar, é a minha promessa feita a mim finalmente em reativação, porque não deixei de apresentar saídas, ainda que devam estar nítidas, sem empurrões, para quem realmente está dentro de casa. Não deixei de passar por cima do orgulho, ainda que neste caso ele possa ser sinônimo de amor-próprio; não deixei de limpar prontamente o aglomerado de poeiras entre os pisos, por amor ao nosso amor, e a mim. Não iria suportar saber que algum resíduo ficou impregnado por minha causa e, por isso, estive fazendo parecer que sou à prova de balas, que não cumpro com as minhas ameaças, que aguento uma outra vez. Só que no meu calar, amor, seu nome vai virando apenas bem-querer e quem estará manchando roupas de vinho será você. Um caso não é diferente só porque mudou personagens, ambientes e detalhes a mais da situação, ele é igual se mexe com os valores que deveriam ser preservados. E se você não os preserva, se você não responde com gosto e cuida das sequências, se você não firma os pilares de longe e de perto, meu calar vira uma madeira pegando fogo e seu carro sem direção. Neblina. Tiro. Sol. Manchete de jornal. Arquivo. Não é o que parece, será o que foi.

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53 COMENTÁRIOS

  1. Brunt, eu nem consigo selecionar as minhas frases favoritas, os meus trechos favoritos... foram tantos pedaços que fui copiando e salvando aqui e ja deixei o texto todo nos meus favoritos do computador, porque ne? Necessario. Passei por esse tipo de caso ha pouco tempo, mas a questao nao foi só me identificar de forma especifica, mas amar essas suas reflexoes tao fundamentais que todo mundo deveria ler e reler.

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    1. Ai, In, que delícia é ler cada uma dessas suas palavras e sentir esse carinho tão incrível de abraçar e retribuir com fulgor e gosto. Obrigada, imensamente, por alargar os sentidos deste nosso cantinho, por mergulhar com mente e coração em mesclagem, por ir muito além do toque de um dedinho do pé. É esse tipo de troca evolutiva que dá impulsionamento majoritário para cada reflexão emitida. É uma alegria imensurável saber que pedaços de tantos sentimentos escritos daqui de dentro acabam sendo tão nossos, tão seus, tão além. Espero demais que cada pedacinho possa ser uma releitura do seu interior e visões e é de imensa gratidão saber que observa como teses a serem alastradas para além da temática de base. Um super beijo!

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  2. Acho que todos vão se identificar... e o mais engraçado é pensar que as duas partes do mesmo relacionamento/amor/momento irão se identificar... Ou seja, no fundo, todos enfrentam os mesmos sentimentos, não é memso?
    Maravilhoso texto, Van!

    =*
    Mani Piñeiro
    @Blog_ManiPineiro

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    1. A delícia é reparar o quanto viemos sozinhos para estarmos juntos, não é, Manu? É podermos observar que o tanto "meu" é também "nosso", é sempre para além, para mais, para reflexões de mentes e corações em plural. Obrigada por mergulhar em cada pedacinho de cada profundidade emitida e por sempre compartilhar as suas sensações perante cada emissão. É maravilhoso saber que pôde enxergar as vertentes de baques que carregam teses gerais sobre pilares tão fundamentais. Um super beijo!

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  3. Caramba, que textão maravilhoso é esse mulheeeeeer! quem deveria publicar um livro? É VOCÊ!

    http://guitarrebel.blogspot.com.br/

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    1. Ai, De, que alegria que é saber que mergulhou assim em cada pedaço dos sentimentos expelidos. Tudo aqui compartilhado é para que possamos, justamente, dar as mãos em reflexões, ampliando visões e mesclando mentes e corações em suas singularidades. Já publico livros e espero que possa continuar acompanhando cada pedacinho deste tão nosso cantinho e, quiçá, para além dele, nas obras a mais e afins, viu? É maravilhoso sentir esse seu carinho tão lindo e retribuir com intensidade e euforia. Um super beijo!

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  4. Velho... Que texto lindo, fiquei bem reflexiva agora! Que poder é esse que você tem nas pessoas? Juro pra você que se você escrever um livro, EU COMPRO! *-*
    O legal do seu texto hoje foi perceber, que no fundo, no fundo todos nós sentimos os mesmos sentimentos!

    http://www.antesdaprimavera.com.br/

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    1. Vi, que alegria agigantada que dá por saber que mergulhou assim, mesclando tanto de mente e coração, com cada pedacinho dos sentimentos emitidos e teses de base. Espero que possa ter relido mais do próprio âmago e encontrado clarificações possíveis. Fico ainda mais maravilhada pelo carinho tão incrível de receber e retribuir com gosto! Obrigada por alargar os sentidos prioritários deste nosso cantinho, viu? Escrevo e lanço livros há alguns anos e o próximo está por vir! Será uma delícia saber que pôde fixar ainda mais seus pulsares em entrelinhas das obras, tão nossas. Somos farinhas dos mesmos risos, porque no final viemos sozinhos para estarmos juntos, não é? A consequência vem de como guiamos o que sabemos querer. Expelindo o que desejaríamos para nós também ou sendo oposto e não colhendo frutos honestos?

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  5. Que texto perfeito, parece que quando vou lendo eu ou me identificando, afinal os sentimentos são parecidos, ou os mesmos até.
    Sério, como nos comentários anteriores, eu concordo, você tem que publicar um livro ♥
    Beijos
    www.conversandocomalua.com

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    1. Oi, Day! Que delícia que é saber que mergulhou assim em cada fragmento e entrelinha do tão nosso destrinchar. Obrigada por alargar os sentidos deste nosso cantinho emitindo as suas sensações e causando trocas evolutivas de base. E que carinho maravilhoso de receber e retribuir com toda intensidade! Obrigada por essa alegria. Escrevo e lanço livros há alguns anos e o próximo está por vir! Será uma delícia saber que pôde fixar ainda mais seus pulsares em cada respingo das obras, tão nossas. Um super beijo!

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  6. Uau! A cada escrito seu fico ainda mais apaixonada. Meu poema favorito é 'Sempre vou saber de você' e um dos meus textos favoritos é 'Entre todas as coisas', mas esse também entrou pra lista daqueles que vou guardar e reler. Sua sensibilidade, honestidade e lições são de uma raridade incrível. E pra galera que ta falando aí em cima que você tem que lançar livros: ela já lançou vários e vai lançar o Depois Daquilo agora gente kkkkkkk e estou esperando ansiosa pra ter ele!

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    1. Ai, Is, como é incrível ler e sentir tamanhamente esse carinho maravilhoso e poder retribuir com gosto! Obrigada por alargar os sentidos de cada compartilhamento de profundidades, obrigada por mergulhar, obrigada por causar trocas evolutivas, obrigada. O poema "Sempre vou saber de você" estará no Depois Daquilo, como deve saber, e está cada vez mais pertinho de lançar! Vai ser uma alegria imensurável saber que pôde mesclar ainda mais dos seus pulsares com cada expurgamento feito pelas linhas da tão nossa obra. É maravilhoso saber alguns dos seus escritos preferidos, o que causa imensas releituras em mim. Mal posso esperar para mais da nossa caminhada estar em concretização. Tudo isso é uma raridade, a vida é por um triz e essas conexões entre nós são as forças que mantém meus pés, acima de tudo. Obrigada e vem aqui logo dar um abraço grande!

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  7. Esse texto estar show você escreve muito os seus texto é
    tudo de bom, tenha uma semana abençoada.
    Blog: http://arrasandonobatomvermelho.blogspot.com.br/
    Canal:https://www.youtube.com/watch?v=DmO8csZDARM

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    1. Ai, Ne, fico imensamente maravilhada por saber que mergulhou com cada pedacinho do seu âmago em cada entrelinha dos sentimentos aqui expelidos. Espero que possa ter tido um momento de releitura clarificante em seus pontos singulares. Obrigada pelo carinho maravilhoso de retribuir e por compartilhar sensações, alargando os sentidos deste nosso cantinho. Um super beijo!

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  8. Nossa, que profundo... e que necessário se faz essa leitura! Vou mandar pra alguém!

    www.outrodetalhe.com

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    1. Ai, que alegria imensa que é saber que mergulhou assim em cada fragmento desses sentimentos expelidos, Va. Espero imensamente que possam ter aberto alas clarificantes de alguma maneira, assim como abriram para mim ao escrever. E que a pessoa que receba de você possa, de mesma maneira, aglomerar somas positivas a partir de reflexões geradas. Obrigada por amplificar os sentidos de cada compartilhamento dessas emoções. Um super beijo!

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  9. Vanessa, menina que texto foi esse?
    Gente fiquei perdida aqui em inúmeros sentimentos. Tu brinca com as palavras como quem brinca de bicicleta em uma tarde de primavera. Coisa linda é te ler.
    Beijo

    www.tecontopoesia.com

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    1. Ai, Mila, que alegria gigantesca que é saber que mesclou mente e coração para abrir alas em enlaces com os meus pulsares. Obrigada por alargar os sentido de cada compartilhamento em reflexões e emoções somáticas. Espero imensamente que tenha pedalado a bicicleta enquanto mergulhou e que possa continuar com os pedais no pé. Coisa linda é sentir seu carinho e retribuir com gosto. Um super beijo!

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  10. Gente, você deveria escrever um livro hahahaha.
    Que texto maravilhoso e cheio de sentimentos <3
    Beijos
    BlogCarolNM
    FanPage

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    1. Oi, Ca! Que alegria imensurável é saber que mergulhou em pedaços de mim que são tão nossos. Na verdade, escrevo e lanço livros há alguns anos e o próximo está por vir! Será uma delícia saber que pôde fixar ainda mais seus pulsares em entrelinhas das obras, caso possam ganhar alas para sua mente e coração em mesclagem, viu? Um super beijo!

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  11. E mais uma vez você fazendo a gente se ver em vários trechos. Me vi em ambos os lados da história, como quem pergunta e como quem não responde. E acabei com uma perspectiva tão boa, de verdade! Não tinha parado para pensar em como pode ser negativo a gente deixar quieto uma pergunta, seja pela repetição, ou por achar que não vale a pena responder :/ texto lindo Vanessa, mais uma vez <333 Ja fomos legais

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    1. Ai, Lo, que sensacional é saber que pôde refletir em tamanha amplitude, captando mais de uma angulação de base e mergulhando nas entrelinhas com mais de dois olhos. Obrigada por abrir tanto da sua mente e coração em mesclagem para navegar por esses sentimentos expurgados, tão nossos. Espero imensamente que a clarificação prossiga encaminhando a diversas reflexões. Obrigada pelo carinho tão incrível que transmite e que faz sorrisos se alastrarem com mais facilidade no meu dia! Obrigada! É uma alegria imensa retribuir com gosto cada animação e vírgula de energia singular. Um super beijo!

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  12. Adorei seu texto nada e para sempre a vida mesmo nao e eterna!
    Migaa fica com deus ta um beijo da Juh Margarida!
    juizo no corpo e na alma! A nao se esqueça de vim me ver ok:
    www.politicamenteincorreta.com

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  13. Ótimo texto sobre relacionamentos, nada é eterno e principalmente relacionamentos, um tem que entender o outro e saber seder

    Dany Guimarães| Legalmeente Ruiva | Legenda da Trindade
    www.legalmeenteruiva.com

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    1. Oi, Dany! O principal fica nos pilares que são feitos naturalmente, enquanto tentamos 'invadir' um pouco o universo do outro (em bons aspectos - de compreensão e feitos firmes - sem precisar de pedidos - para participar mais ativamente, convidando o outro para participar do seu universo também) e o outro, o nosso. Só assim e com os valores (pilares de respeito e afins) em encontros é que as diferenças podem ser reformuladas, mais entendidas, pacificas, etc, não é? Fico super alegre por saber que mergulhou em cada pingo do oceano de sentimentos. Um super beijo!

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  14. uau, que texto mais lindo, adorei, tudo se transforma o tempo td

    www.tofucolorido.com.br
    www.facebook.com/blogtofucolorido

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    1. Oi, Lí! Que alegria é saber que mergulhou em cada linha e entrelinha do que foi expurgado. Espero imensamente que releituras internas possam ter surgido em conjunto, dando as mãos para as teses e sensações possíveis. O escrito não foca nas transformações em sentidos radicais, mas no que deve permanecer, fazendo jus ao que gosto de ratificar: 'válido, de fato, é o que muda para continuar o mesmo'. Um super beijo!

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  15. Que belo texto amôura ! Nossa, me prendeu do começo ao fim. Parabéns pela maneira linda como você escreve :)

    Beijo !

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    1. Ai, que alegria que é ler isso, Anna! Obrigada por alargar os sentidos de cada compartilhamento dos pulsares através dos seus mergulhos. Obrigada por esse carinho tão lindo de sentir e retribuir. Espero imensamente que certas releituras internas tenham sido instigadas. Um super beijo!

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  16. UAU Vanessa, que texto sensacional! Foi para alguém específico? (porque tá tão real, tão maravilhoso, que essa pessoa tem que receber isso gente!)

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    1. Ai, Mila, que alegria imensurável que é saber que mergulhou com fulgor em cada sentimento expurgado em linhas e entrelinhas. Obrigada por alargar os sentidos dos compartilhamentos de pulsar para pulsar. Sempre existe o 'alguém', ainda que seja nós mesmos ou um aglomerado de seres causando inspirações em uma arte, não é? Arte sem verdade, não é arte. Só é arte aquilo que tem o que dizer, que quer dizer algo (ainda que nos sussurros mais para si) e ninguém quer dizer uma mentira, ninguém anseia por isso. Cada vírgula é sincera, é sentida, sempre. É minha, nossa. Então tem/teve o alguém e ele recebeu o texto, rs. Obrigada por dar ainda mais força por e para essa(s) verdade(s), por e para essa(s) arte(s) que tanto são a minha terapia e espero que a sua ao navegar. Um super beijo!

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  17. nossa que texto maravilhoso, cheio de sentimentos! me identifiquei do começo ao fim!
    e pra você publicar um livro meu voto é SIM! ahaha sério, vejo tanta gente que na minha opinião não escrevem nada publicando livro, porque não você?!

    www.blogamorarosa.com

    www.blogamorarosa.com

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    1. Oi, Gra! Que delícia é saber que mergulhou tamanhamente em cada linha e entrelinha das emissões expurgadas. Espero que possa ter atingido releituras internas densas à sua maneira. E, na verdade, escrevo e lanço livros há alguns/vários anos e o próximo está por vir! Será uma delícia saber que pôde fixar ainda mais seus pulsares em minúcias das obras, caso possam ganhar alas para sua mente e coração em mesclagem, viu? Um super beijo!

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  18. Uau, Brunt, apenas uau! Voce é simplesmente genial, uma das escritoras que mais admiro, serio. Sua sensibilidade é incrivel, sua forma de parecer ler a minha mente e tantos corações e de dar tapas nas nossas caras é chocante de uma forma maravilhosa. A casa trecho seu sinto mais ainda que o mundo seria melhor se entendesse cada palavra sua. Obrigada por cada escrito tao valioso que todo mundo deveria sempre ler! No meu armario tenho algumas frases e poemas seus colados. Só queria que soubesse. E esses dias li seu texto "Nao sofra tentando explicar" e mandei pra uma pessoa, o que me fez muito melhor. Ansiosa pra o proximo livro!

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    1. Ni, que sensação imensurável que estou tendo por ler cada pedacinho dessas suas palavras! Obrigada, imensamente, por alargar os sentidos de cada sentimento compartilhado. Obrigada por transbordar, por mergulhar, por não atravessar portas com um pedaço só de si. Obrigada! Queria tanto poder dar um abraço gigantesco agora em você! Esse tipo de troca evolutiva e carinho tão incrível de sentir (e retribuir com gosto!) é que dá maior impulso e razão a tudo. É tão maravilhoso saber que cada trecho é tão nosso, que posso ter essa reconfortação e alcançar a sua também. Espero que o seu armário guarde os sentimentos que possam ser relidos, mas que acima de tudo, reflexões suas, próprias, que possam sempre entrar em novas ebulições e acréscimos, viu? E que a pessoa que recebeu o "Não sofra tentando explicar" possa somar, fazer mais bem do que mal, ou ir embora sem deixar 'e se' no caminho, por já ratificar ser o que é. Uma vez a mais já é ratificação e já vale para firmar o que devemos resolver em nosso caminho. Estou em uma ansiedade gigante para que o Depois Daquilo possa estar com você. Um super beijo!

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  19. Melhor escritora, melhor poeta! Estudei seu livro "entre chaves" no semestre passado na faculdade (faço jornalismo) e to rindo aqui de alguns leitores seus que não sabem que você já lança livros incríveis. Você é uma raridade, desde nova com tanta profundidade em tudo o que faz na sua arte. Quero muito logo o depois daquilo. Meu poema favorito do entre chaves é Desvanecido assento. Queria muito saber quando escreveu ele, porque sei que alguns poemas do entre chaves foram de quando você era muito novinha. E queria também saber o motivo. Pode tirar essas curiosidades? Beijos, Larissa Garão

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    1. Ai, Lari, que maravilhoso que é receber esse seu carinho tão incrível e retribuir com gosto! Poderia passar horas escrevendo o aglomerado de sensações deleitosas que estou sentindo por ler cada pedaço de cada palavra que emitiu. Obrigada por essa alegria tremenda e por alargar os sentidos de cada compartilhamento em sensações e reflexões englobadas. Obrigada por transbordar e fazer parte desta caminhada de forma tão luminosa. Obrigada! Que delícia que é também saber o seu escrito favorito do Entre Chaves! Fiquei ainda mais alegre. O Desvanecido Assento escrevi em torno dos 15 para 16 anos e foi algo extremamente rápido, feito em segundos (como a maioria dos poemas, ainda mais os curtinhos assim). Escrevi nas notas do meu itouch na época, enquanto andava em um estacionamento, e foi algo expelido sobre um caso que gerou muitos e muitos escritos (alguns que perdi, outros que guardei, outros que foram publicados e por aí vai). A situação foi voltada, justamente, para um tipo de relação na qual eu já não sabia qual era o meu grau de esperança, então passei a permitir 'os empurrões da vida' e a ir 'indo embora' enquanto também não batia as portas para aquilo. Deixei nas mãos da naturalidade tudo acontecer, mas também já não estava sentada em um banco observando aquilo. Estava andando enquanto a história ia andando ou parando, e nisso, eu estava ficando cada vez mais distante, a não ser que aquela pessoa resolvesse correr para me alcançar. O banco não estava mais lá, estava desvanecido. Sinto que foi um escrito que resumiu exatamente a sensação, sem precisar de muita explicação, e resumiu de uma forma que expurgou o sentimento do momento com boa completude, então não tem muito para onde detalhar a mais, rs. Mas fiquei imensamente feliz por saber da sua curiosidade e espero que possa ter tirado o necessário dela. Estou super ansiosa para ver o Depois Daquilo nas mãos de vocês e vou ficar ainda mais alegre por saber das suas sensações futuras, viu? Um super beijo!

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  20. Van, se tem algo que eu sempre reparei é como você escreve bem. Tão vem que você consegue demonstrar em comentários de apenas 2 linhas no meu blog, em um texto desse tamanho você me deixa no chão.
    De todas as blogueiras, sem dúvida, você tem os melhores textos, me impressiono. Está de parabéns.

    A gente se vê nas situações, e em alguns casos me fez refletir. Nunca tinha parado para pensar o quanto o silêncio pode ser ruim.

    Beijos, Love is Colorful

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    1. Ai, Bá, que alegria imensurável que borbulha em mim por ler cada pedacinho dessas suas palavras. Sentir esse seu carinho e poder retribuir com gosto é de uma efervescência e gratidão incrível! Obrigada por tanto mergulhar em cada linha e entrelinha emitida, por alargar os sentidos deste nosso cantinho expelindo as suas visões e sensações (e causando trocas tão evolutivas) e obrigada pela sua sensibilidade que mescla mente e coração para emitir ideias e captar minúcias. Obrigada! Cada detalhe compartilhado, cada sentimento expurgado e transmitido, sai através das minhas verdades, releituras vividas e emoções para ser, então, algo nosso. E isso é o maior tesouro que posso guardar e alcançar. É gigantesca a sensação positiva que aglomero por saber que reflete e vai no próprio âmago com algo que tão 'daqui' vira tão plural. Obrigada por esse presente, por ser alguém admirável e por não colocar só os dedos do pé nesta água que perpassa as nossas conjunções. Um super beijo!

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  21. Respostas
    1. Que delícia que é ler isso, Tai! Espero imensamente que clarificações possam ter surgido. Obrigada por mesclar mente e coração nessas linhas e entrelinhas expurgadas. Um super beijo!

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  22. Muito bom o texto, revi a Simone de anoas atrás presa aqui.
    Beijos

    http://www.cherryacessorioseafins.com.br/

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    1. Ai, Si, que alegria é saber que mergulhou nas sensações emitidas, podendo as sentir em transbordamentos. Espero imensamente que clarificações possam ter surgido. Obrigada por mesclar mente e coração nessas linhas e entrelinhas expurgadas, viu? Um super beijo!

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  23. Que texto lindo e tenho a sensação que cada pessoa que ler vai se identificar de alguma forma. Vivo uma relação estável e feliz a muito tempo, mas em algum momento já passamos por isso.
    Bjs❤
    Abrir Janela

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  24. Oi Van... ai este texto deixou-me sem ar!
    UAU!!!! Adorei... já li duas vezes.
    Escreves com alma.. sabe tão bem ler!

    Beijinhos grandes!
    http://www.ofabulosodestinodemariaamelia.pt/

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  25. Guria, que interessante isso que tu levantou sobre os pilares de um relacionamento, eu nunca tinha parado pra pensar assim. Achei teu texto muito interessante e já tô aguardando a publicação do teu livro haha *-*


    Beijos
    Brilho de Aluguel

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  26. Caramba, que texto mais reflexivo e lindo! Isso de ser claro e responder as perguntas mais bobas é importantíssimo. Às vezes a gente cria uma situação maluca na cabeça e uma simples resposta resolve tudo. Então pra quê se esquivar? Uma frase que gostei muito foi "não há cansaço ou cabeça fervendo que embole meus sentimentos mais claros quando repensados", porque tem gente que pensa que falamos "bobagem" por estarmos de cabeça quente, mas na verdade aquilo já estava assombrando há tempos.
    Enfim, gostei bastante!
    Beijos.

    claramenteinsana.com

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  27. vc escreve muito bem, a primeira frase em particular me chamou muita atençao, sobre seu jeito e sua escrita, detalhes...delicadeza...adorei...um talento.
    Eu amo tudo o que é poético, acho que seja dom!

    arraso!!!

    http://www.jackblog.com.br/

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  28. Amei e vou clicar para assistir agora! Eu estudo direito e a minha maeteria preferida no curso é psicologia. Por isso, amei seu post e vou conferir os videos agora! Bjs


    www.antesdaprimavera.com.br

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  29. Van, admiro demais a tua escrita. Enquanto leio fico atenta tentando não perder nenhum detalhe do que você escreve, do que você quer transmitir pra nós leitores que estamos lendo e imaginando. Eu concordo totalmente com a questão da lealdade, quem é leal não se importa de responder qualquer questionando que o outro faça. Quem é leal não mente e muito menos omite, deixa tudo muito claro, transparente para que não haja dúvida em relação a sua lealdade. Não que ele tenha sempre que provar a sua lealdade, mas não deve, no mínimo, se importar e muito menos se incomodar em ser transparente para com o seu parceiro. Não sei se consegui expressar o que penso, mas juro que tentei! Hahah

    Cá entre nós, miga!

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  30. É incrível como você toca. Aliás, sempre toca. Como se fosse puramente poesia ou além disso, se é que existe algo além da poesia. Enfim, amo ler você. Amo conhecer você. Você é incrível.

    Peço licença pra dizer um trecho que diz muito: "Então você precisa parar de dizer que "eu sei que parece, mas não foi", ou "não é bem assim, você que está querendo ver desse jeito"." Já ouvi tanto isso..

    Enfim, parabéns novamente.

    Com amor, Martinha.

    www.martinhabarreto.com

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  31. Oi Vanessa, tudo bem?
    Eu gostei muito do texto. Foi reflexivo e fez-me pensar sobre muitas coisas dessa vida.
    Você tem um talento inigualável para a escrita e pode ter certeza que voltarei mais vezes para ler outros textos.

    Beijos
    barbfurtado.blogspot.com

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  32. Olá!

    Primeiramente, quero dizer que está é minha primeira visita ao seu blog e estou encantada com ele. O layout é lindo e super profissional, as postagens então nem se fala.
    Adorei esse post seu, achei bem reflexivo e cheio de sentimentos. Acho que todo mundo se sente assim em várias ocasiões da vida não é mesmo? E sinceramente, eu sou esse tipo de pessoa que fica remoendo tudo e as vezes nem esquece isso no futuro. Obrigada por esse texto maravilhoso que nos faz pensar.


    Beijinhos!
    Cantinho Cult

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