4 POEMAS, 1 HISTÓRIA

segunda-feira, julho 30, 2018


Uma lista de críticas de filmes está guardada nas notas do celular e, ao lado, a minha luminária faz brilho no pequeno caderno que guarda mais uma listagem de descobertas artísticas que ficaram ali, aguardando para serem compartilhadas. Apesar dessas ansiedades acumuladas e ainda não emitidas para vocês, já falei aqui sobre o retorno deste nosso espaço: que só voltará, de fato, ao seu ritmo normal entre dezembro (2018) e janeiro (2019), porque a rotina (com finalização do curso de Jornalismo, trabalho na redação e lançamento dos novos livros) está em uma etapa borbulhante, está sendo borboleta e, em breve, voará.

Enquanto vou aglomerando as tantas artes (filmes, séries, ilustrações, músicas...) que ainda terão análises aqui no Sem Quases, o tempo nunca deixa de ser tempo para sentir, para cuspir a alma em palavras, para caçar o ex-crer, ver. Nem que seja ali, durante cinco minutos da madrugada ou no intervalo do almoço – seja no guardanapo, na mão, na folha ou nos aparatos tecnológicos –, a única coisa que é certeza é que escreverei e continuarei lembrando que os fortes são aqueles que sentem muito.

Nesse meio tempo, no qual fiquei, novamente, em um intervalo longo desejando retornar para cá, realizei um dos momentos mais incríveis da minha vida, que foi o lançamento do livro Depois Daquilo. Foi tatuagem encontrar vários rostos que são almas entrelaçadas na minha e que, agora, vão ser corações ainda mais emaranhados aqui. Matérias lindas sobre o livro foram existindo, mais teasers surgiram e muitas fotos com novos trechos dele estão pingando por aí. Inclusive, você pode adquirir o seu aqui (ou veja outras opções de onde comprar o seu exemplar).

Em paralelo a tal alegria, no entanto, já chorei umas trinta mil vezes, tive o coração dilacerado, revivi e vi a beleza da flor que lembra: que quem demora de enxergar a importância do que nos é importante, tira o nosso amor-próprio da reta, por vezes, até mais que um espelho embaçado e sozinho.

Então, mesmo com atrasos e acúmulos atuais que, em breve, serão (aos poucos) resolvidos aqui, a vida não parou de ser feita para ter a necessidade de pausar, ao menos um dia, para olhar para o céu. E, assim, trago o meu pedido por mais um tiquinho de paciência da parte de vocês (que já tanto me entendem e não deixam de abraçar-me mesmo nessas fases conturbadas) para que lembrem que o blog estará com seu movimento frenético outra vez daqui a alguns meses. E, como um bom cantinho que é casa e que não morre, ele continua com suas postagens aleatórias até lá. E, é com essa linha, que deixo um compilado de alguns dos poemas (das entrelinhas) que venho expelindo nos últimos meses. Com quatro deles, uma história contada sobre pontos e fases diferentes:


MAIORES NA INFÂNCIA

Ei, eu vi uma luz na sua raiz
E é tão raro para mim
Querer regar.
Ei, eu sei da sua cicatriz
E meu pulso também
Não consegue
Enxaguar.

Ei, tem algo no jeito
Em que o poste faz brilho
Na rua molhada.
São detalhes assim
Como sua mão no meu cabelo
Que me fazem, vivida,
Tão achada.

É que ando meio perdida
Sempre,
Mesmo quando sei de mim.
Vivo driblando piscinas vazias
Querendo alma na pornagrafia
Sentada no trampolim.

Ei, eu vejo uma poesia
No jeito como seus olhos
Viram lágrimas ao rir.
Sinto aqui anestesia
No meu medo e nessa biografia
Que só fala de partir.

Ei,
Cê não sabe metade
Das metades que eu vivi
E do quanto estou cansada
No décimo degrau da escada
Não querendo recair.

Mas eu também não sei
De todos os seus hematomas
Só sei que quero descobrir.
Eu vejo um tesouro no fundo
Do seu receio fecundo
De ser dois e
Sub
trair.

Ei,
Cê ainda não sabe
O quanto é difícil pra mim
Querer ser tão fácil.
Mas quando começo
Não vejo outra forma
De inici-ar.
Eu vivo dentro de uma caixa
Com trinta cadeados
Até que apareça
Quem me faça ficar.
E aí eu mergulho
Não sei ir aos pouquinhos
Mas aprendi a ter cautela
A ter uma cota de espinhos.

Cê disse que não entende
E que tudo isso é exagero
Mas um dia sua luz
Vai te esclarecer.
Perto ou longe de mim
Vem algum desespero
Pra mostrar que só ele
Pode nos merecer.

Ei, deita aqui por enquanto
Trago quase tudo
o que posso oferecer…
Cafuné, verdade e, quem sabe,
Um tanto
Do meu poetar
E do meu descaber
— Pra cê levar depois que formos
Pra gente fazer alguma marca
Que não precise sangrar…
Eu pedi desculpa
Porque eu vi uma luz
E tenho essa mania
De intensificar.

Então, ei,
Encosta aqui por enquanto
Enquanto ainda tenho coragem
De correr o risco.
Enquanto sua luz é mais forte
E ainda vejo meu norte
Enquanto a chuva
É chuvisco.

Eu vi uma luz aí dentro
E não sei se vou demorar
Mas enquanto estiver
Espero arrombar
Alguma porta fechada
Alguma tranca enferrujada
Algum medo escondido.
Espero que faça alecrim
Com o que temos aqui
E que não armemos
Regalos bandidos.

Ei,
Eu quero dançar com você
No meio do estacionamento
No meio de uma loja
Com sorvetes nas mãos.
Quero devolver
A sua crença e cimento
Deixar um pouco de soja
Pra sua oração.

E, quem sabe, cê me conheça um pouco
E valorize meu jeito torto
De não ser paciente
E de querer ir com cuidado
Mas com tudo de uma vez.
Eu vejo um tom na sua essência
Que talvez cê tenha dado
Como morto
Vejo cores gradientes
Vejo na guerra, um soldado
Que salvaria lucidez.

E, ei,
Eu quero um poste enorme
Cobrindo uma rua esburacada
E eu quero nossas mãos entrelaçadas
Até que tudo escureça.
Eu quero seu nariz no meu
Sua sequência de beijos
E o que temeu
— Até onde a dor
Não prevaleça.

E eu prometo fazer mil cartas
Mil poemas que cê nem vai ler
Porque eu vi uma luz e eu preciso
Escrever
— Até quando ainda valer a pena
Até quando não apequenar.
Deixa eu ver quem é você no escuro
Deixa eu te dar um nome para lembrar.

Só não me tranque do lado de fora
Não apague a força da sua aurora
Não vire mais uma foto que eu preciso queimar.
Mostre seu braço tatuado
Não caia nessas ruas de enjaulados
Que juram que liberdade
É cortar.

Ei, eu vi uma luz na sua raiz
Estou testando a minha fé.
Eu sei
Da sua cicatriz
E tenho uma mancha
Onde dei ré.
Ei, ei, ei!
Eu vejo um poema
Sempre que cê para
E abre a greta um pouco mais.
Só não se iguale aos pequenos
Veja o poder dos acenos
Só tire a minha roupa
E não tire a minha paz.

É que, ei!
Não sei ficar onde não é fácil
Onde a minha entrega
Não tem valor
Onde buscam pelo ás.
Eu vejo um brilho na sua sala
A verdade no que cê cala
E uma catraca sem crachás.

Marcados demais para a ingenuidade
Sozinhos demais para o acolhimento
Apunhalados demais para a confiança.
Esquecido que só vale o que causa
Ansiedade
Enrugada demais para ser de momento.
Que dure até enquanto
pudermos ser
crianças.


23

Chorando na calçada
Com as mãos nos bolsos
Porque ainda busco
O que procurar.
Vivendo emperrada
No meu calabouço
Porque não há ninguém
Salvo a nos salvar.
Enxugando a cara quando passam perto
Ela morreu em um incrível deserto
Que diziam ser casa
Para se encontrar.
Engolindo velas pelo passo certo
Apagando chamas pelo céu aberto
Ela não sabe mais
Como se queimar.
Pomada, pomada
E estão todos anestesiados
Ninguém conversou
Então
Ninguém achou
A cura para os mudos
Cansados.
Chegou a época de ouro
Da caça ao maldito tesouro
E o monte de luz veio
Para nos cegar.
Endurecendo de tanto sorrir
E esquecendo que só vale
O que, se for,
Nos fará chorar.
Chegou a fase do acerto
Pedra que todos dizem lapidar:
Mas ninguém tem coragem
De trocar sangue para ver durar.
Chegou a era do torto patrono
Nem mesmo ela pôde escapar da acidez
Ela quer tanto não errar
Que quase não sabe mais tentar
Aos 23.
Estão todos desaparecidos
De tão achados por si
E dizem ser amor-próprio
Sair cortando o que acudir.
Distante do precisar
Discurso de (des)querer
E a independência veio nos isolar.
Chegou a época da chuva
Eles abriram guarda-chuvas
(Ao meu redor)
Muito velhos para crescer
E acabam novos só para murchar.


PINGA O CIGARRO EM MIM

Cê vê amarelo
Eu vejo azul
E neste duelo
Sem norte ou sul
O seu isqueiro
Veio me queimar
E eu, que já guardei tanto remédio
Beijei a marca só pra nos sarar.

Cê vê um elo
Onde eu: corda bamba.
Não me atropelo
Na sua caçamba.
Mas por um triz
Não policio meu lar
E, novamente, deito
Onde só posso cochilar.

Porque cê viu branco
Onde eu servi cinza
Mas quando cê chega perto
É tudo vermelho.
Porque rimou tanto
Que a gente poetiza
Até o incerto
Pelo joelho.

Cê é de Marte
E eu de canto nenhum
Mas quando a gente se entrelaça
Somos apenas arte.
– Quarto por dois.
Terços? Algum.
E já parece que aqui
Não entra
Descarte.

Eu quero preto e branco
Cê quer o desfocado
E sua fumaça veio
Tentando me entalar.

Eu quero um banco
Onde seu peito,
Entusiasmado,
Não vê que daqui
Ninguém vivo sairá.

Não é perda de tempo.
Não é falta de lucidez.
É a maturidade
Lembrando de riscar
Mais uma página
E quem sabe a sensatez
De que nossas tintas pinguem
Um poema
Pra cantar.

Pinga seu cigarro em mim.
Ele tá te matando
E eu tô te implorando
Por galeria
Ou falir.
Pinga sua cera em mim
Ela tá te cegando
E eu tô te jurando
Um binóculo
Ou partir.

Cê vê amarelo
Eu vejo azul
E neste duelo
Com norte ou sul
Eu não quero mudar seu costume
E cê não quer me enterrar.
Dois corações cansados
Que talvez terminem sufocados
Por nada
Esgoelar.

Eu queria sua cama, teto
Pra gente ler um alfabeto
Que os dois saibam decalcar.
Mas minha asma está cansada
E minha antiga, idosa alma
Já não aguenta refutar.

Eu quero aposentadoria
Desses tempos de opostos
Enquanto cê nem sabe
Se é vício ou construção.

Podemos ser a cura
Ou a doença
Nesta obra linda
E sem direção.
(Contra
dição.)

E é na bagunça que a gente vai
Se ajeitar, sozinhos ou juntos
Entendendo melhor o futuro
Apenas por permitir a dor.

É no caos que mora o brilho
Escondido embaixo das roupas
Que de tão velhas, geraram flor.

É que vai doer largar o outro
Ou um pedaço de si mesmo
E ou você vai crescer
Ou vai ter a falsa ideia
De ser um vencedor.

Vai doer fazer a reta
Em um caminho torto
Nem que seja pra, no fim,
Ganhar por ser
Mais doa-dor.

E não se trata do encarte
Eu tô aqui é pela arte
E cê tá por tempo ser.
Eu tinha esquecido da parte
Em que minha pele que arde
De qualquer forma, agradece
Por ter voltado a viver.

Talvez saiam dois caixões
Talvez um livro, um filme
Uma pintura e um fone
Multicolorido
Pra, em outros nomes,
Nos embalar.

Talvez saiam as lições…
Talvez, minha paciência
– Em choque de adrenalina
Até a hora que for
Pra o microfone
Desligar.

Talvez fiquemos
Moídos
Talvez sejamos
A mudança
Do que não seja essência
Aí ou cá.

A minha flecha aponta
Para o alvo que conta
Que isso não é o tempo
Mas a artéria
Que dirá.

Até que cê mude
Para se encontrar
Ou que eu fique
Para me perder
(E, uma hora, ir)
A gente esconde
O que não vai tentar
Na certeza de que a arte
Vai fazer valer
(E que pedaços nossos
Vão coexistir).

É na rachadura que mora a luz
E o segredo.
E só caindo nela
Assim, tão nus,
Descobriremos o enredo
– Ao
Nos escrever
Nos ex-crer, ver.
Nos enxergar.
Nos CRER (e) SER.
Nos crer pra ver
Nos tatuar.


COMO DER, JANTAR

Estou estendendo a toalha na mesa
Enquanto arrasto a mala
Pela sala de jantar.
Ciente da nossa defesa
Vejo ali uma bengala
Que ninguém quis arriscar.

Depois de tanta poesia
Fios e traços embolados
Sinto pela estadia
E por estarmos tão cansados:
Antes mesmo da bússola
Ou do sorriso tristonho.
Sinto muito se não fui
Como seu antigo sonho.

Mas suas linhas seriam tudo
Que eu precisaria pra escrever
Se não fossem pelos traços
A nos submeter.
E o oceano no seu olho
Fácil de nos alinhar
Passou o dedo na minh'alma
E se deixou um tanto lá.

E é por isso que eu ainda posso
Pôr a mesa e uma estrela cadente
Enquanto lembramos que nada
Permanece permanente.
Eu posso deixar uma muda de roupa
Eu posso esquentar o café
Pra gente sentar, enquanto tudo nos poupa
De mais uma xícara derramada de fé.

Eu posso deixar uma roda
Emperrada no meio do vão
Pra quando quiser me contar
O que apertou o seu pulmão.
Eu posso largar mais pedaços de mim
Pelo seu sofá
Só não pode ser como quase foi
Caberemos caber nesse não será.

Então chega perto pra eu te ter de outro jeito
Porque não podemos ser tudo aquilo
Mas é você que eu quero
Pra entender os nadas.
Senta aqui pra caber no meu peito
E não finge que está tranquilo
Em só me olhar da arquibancada.

Eu quero seu violão perto
Nosso (a)braço aberto
Pra chegar a dança.
Se não pode ser assim tão certo
Que seja no entreaberto
(Greta)
Da nossa fiança.

Chega aqui mais um pouquinho
Não bate essa porta
Que eu vou nos servir.
Eu posso não poder ficar
Mas também não aceito
Ter que nos partir.

Quero ouvir sua semana
O fogo e a chuva do seu mês.
Porque sinto que se formos embora
Nem o espelho
Verá
tal
vez.

Estou estendendo a toalha na mesa
Enquanto arrasto a mala
Pela sala de jantar.
Ciente da nossa defesa
Vejo ali uma bengala
Para nos engatinhar.

Depois de tanta poesia
Fios e traços embolados
Quero mais que uma estadia
E nossos olhos enrugados.

Chega mais perto pra gente
Achar outra maneira de se apoiar…
Se nossos mundos não se encaixam
A gente pode
Via
Ja
r.

Eu quero ao menos ser seu ombro
Ser um colo, uma ponte
Uma conversa larga
No meio do bar.
Se nossa hora não é hoje
E talvez nunca seja: Conte
Ao menos com essa perna
Pra te desembolar.

Só não se perde de mim não
Que depois demora de crescer
O tanto que poderia
Bastando não nos perder.
Que o escuro no meu olho
Tão fácil de nos matar
Passou o dedo na sua alma
E espera nos clarear.

Estou estendendo a toalha na mesa
E convidando você pra entrar.
Tire minha pele, meus ossos
E, prazer,
Quero nós dois
Com o que sobrar.

Estou estendendo a toalha na mesa
E me convidando para além cheirar.
Tiro sua pele, seus ossos
E, prazer,
Quero nós dois
Como
o que
ficar.


Além de novos escritos que vão sendo espalhados pela web e dos que já circulam em livros e sites (ou em galerias nossas), você pode conferir inéditas das minhas crônicas, frases e poesias no livro Depois Daquilo, o último que foi lançado. Assista ao trailer do livro e saiba onde adquirir o seu clicando aqui (ou vá diretamente para a compra aqui).

A nova obra estará comigo na Bienal do Livro, em São Paulo, no dia 09/08 (quinta-feira), a partir das 16h. O evento contará com uma hora de sessão de autógrafos, no stand da Chiado Editora. Confira algumas fotos com trechos do livro no Instagram (@vanessabrunt), Pinterest (@semquases) e no novo Instagram do @semquases.

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59 COMENTÁRIOS

  1. Apaixonei por "Maiores na Infância". Quanta delicadeza, amor e sentimento! Queria morar em São Paulo pra ira pra Bienal, pena que moro no Rio! :( Venha pra cá na Bienal do ano que vem pra eu te dar um abraço! Haha Muito sucesso pra você e todo o amor do mundo!
    Beijos

    Fe
    www.feejao.com

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  2. Eu quero colar Maiores Na Infância nas minhas paredes! GENIAL! Todos são, mas eu amei muito ele e 23! Você é a melhor! Ah, e já comprei o Depois Daquilo na internet. Esperando chegaaaar

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  3. Adorei o poema Maiores na infancia e Pinga o cigarro em mim . não conhecia mas adorei saber sobre.
    seu blog é um arraso. bjs bjs
    https://beperes.blogspot.com/
    https://twitter.com/
    https://www.facebook.com/beeperes/

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  4. Cada poema maravilhoso difícil decidir por qual mais gostei, que seja um sucesso seu livro na Bienal!
    Beijos ♥
    www.silalmeida.com

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  5. Impossível entrar aqui e não ser bombardeado com inúmeros sentimentos. A luz que você transmite é única. Amei os poemas!

    www.kailagarcia.com

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  6. Uauu, quanta intensidade de palavras. Amei teu blog. E os poemas então, apaixonantes!!!

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  7. Vanessa você é muito talentosa! Ansiosa para a sua volta definitiva aqui no blog, amo a forma poética que escreve seus blogs, dá vontade de ficar lendo tudo o tempo todo. Os Delírios Literários de Lex

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  8. Oi Vanessa!
    Suas palavras sempre me tocam de um jeito que eu nem sei descrever, você é pura arte menina!
    Deixam meu coração quentinho e transformam meus sentimentos em palavras.
    Esse primeiro poema me fez ficar com lágrimas nos olhos de tanto que me identifiquei.
    Muito feliz pelo lançamento do sue livro e boa sorte nos compromissos, espero que muito em breve volte a postar aqui no blog com mais frequência. Amo seu cantinho ♥

    https://heyimwiththeband.blogspot.com/

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  9. Que talento heim moça, adorei todos admiro muito pessoas assim que são boas no que fazem plenamente.
    www.colecionandosaudades.com

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  10. Fico admirada com a delicadeza da sua escrita Vanessa, lindo os 4 poemas que fez, mas gostei muito do COMO DER, JANTAR. Ah e super me identifiquei ao ler nos seu versos o uso da palavra cê, isso soa tão mineiro rsrs

    bjos

    Ariadne ♥
    www.devoltaaoretro.com.br

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  11. Lindos seus poemas Van, quanta delicadeza em cada parágrafo!
    Só desejo sucesso na sua escrita e que fique cada vez melhor <3
    bj www.diadebrilho.com

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  12. É tão linda essa habilidade de transformar sentimentos em palavras. Amei os poemas.
    Espero que dê tudo certo com o TCC e que você volte ao ritmo. <3
    Até mais

    Apartamento 29

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  13. Que poemas lindos. Tb escrevo mas ainda não publiquei meu livro.
    big beijos
    www.luluonthesky.com

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  14. Olá,
    Ah, to nessa de várias coisas pra postar no blog. E tentar deixar mil e uma coisas no rascunho. Mas, tem textos que demandam mais horas e tomam metade do dia haha.
    Adorei os poemos, principalmente Maiores da Infância, super me identifiquei com algumas partes. Aliás, me lembrou uns pensamentos que tive por esses dias.

    Sucesso!

    até mais,
    Nana - Canto Cultzíneo

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  15. Você escreve tão bem, fico encantada. Você é tão delicada e se expressa tão bem, sempre me sinto bem aqui <3

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  16. Vanessa, você escreve bem demais. Adorei os poemas!

    Beijo!
    Cores do Vício

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  17. Oi Vanessa, tudo bem?
    Adorei o texto introdutório e os poemas!
    Parabéns pela delicadeza. =)
    Beijos,

    Priih
    Infinitas Vidas

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  18. Gostei muito dos poemas, há uma delicadeza encantadora nas palavras, elas tocam diretamente o coração do leitor.
    Beijos
    Mari
    Pequenos Retalhos

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  19. Mas é muito talentosa mesmo essa Vanessa! Impressionante demais você menina, o talento transborda em todas as áreas da sua vida. <3

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  20. Parabéns, você tem muito talento!
    Eu adorei seus poemas. Mais uma vez, parabéns! rsrs

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  21. Bravo! Que poemas profundos e reflexivos, me fizeram desligar de tudo ao meu redor durante a leitura. São delicados, mas ao mesmo tempo te toca profundamente. Belas palavras, parabéns!!!

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  22. maravilhosos seus poemas, eu adoro sua sensibilidade que transparece quando vc escreve... achei incrivel algo que vc disse no primeiro texto sobre os fortes serem os que sentem muito... eu sou esse tipo de pessoa que muitas vezes sente muito e aos olhos dos outros costumam ser vistas como fracas... me deu muito o que pensar...

    www.tofucolorido.com.br
    www.facebook.com/blogtofucolorido

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  23. Oi Vanessa, tudo bem?

    Deve ser um orgulho ver uma obra sua, como um filho, ganhando vida e chegando a muitas casas, uma sensação espetacular. Gostei muito dos textos que você nos apresentou, me deixou querendo ler algo completo seu, pois imagino o quanto seja maravilhoso. A capa está linda e espero que a Bienal seja fantástica. Adorei mesmo, parabéns!

    Beijos!

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  24. Você publicou mais um livro! que incrível!
    E eu amei os seus poemas, você escreve maravilhosamente bem

    Com amor, ♥ Bruna Morgan

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  25. Que legal você ter publicado um livro! Os poemos são muito bons mesmo, amei. Tenha um ótimo dia, beijos!

    Blog Paisagem de Janela
    www.paisagemdejanela.com

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  26. Adorei, fazia tempo que eu não lia poemas! E que capa maravilhosa a do seu livro <3

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  27. Oi, Vanessa

    Sei bem como é ter que dar uma pisada no freio em relação ao blog. A vida acaba acontecendo, coisas acabam acontecendo, e precisamos priorizar, não é mesmo? Estaremos aqui nas vezes em que você vier nos presentear com seus textos maravilhosos.
    Adorei o poema 23, e olha que não sou aquele tipo de pessoa que costuma ler poemas, hein!
    Desejo muita boa sorte no seu dia de Bienal, que seja um momento inesquecível!

    Beijo
    - Tami
    Blog Meu Epílogo | Instagram | Facebook

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  28. Amei!!!

    Excelente artigo!

    Um dos melhores blog que acesso, sempre tem artigos novos e com bastante conteúdo de qualidade.

    Parabéns!


    Meu Blog : www.loterias.eco.br

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    Respostas
    1. O mesmo comentário em todos os blogs. Deus me defenda hahahaha

      Excluir
  29. eu estava meio sumida do blog, mas acompanhei pelo seu insta do lancamento do livro... fiquei tao feliz por voce Vanessa! muito sucesso viu? e lindas as poesias <3 consegui ate ouvir uma musica atrás de como der, jantar!

    beeeijo

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  30. Primeiramente eu quero te parabenizar DEMAIS pelo lançamento do livro! Sério, que conquista maravilhosa, hein? Você merece e eu espero que a Bienal seja uma experiência maravilhosa! Curta demais esse momento e o sucesso.
    Adorei as poesias que você postou e também por ter passado por aqui pra dar um olá pra gente. <3 Sabemos como às vezes os dias ficam corridos demais.
    Estamos juntos!
    Beijo!

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  31. Amei esse post ♥

    http://gotasdecafe.com.br/

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  32. Oi, td bem?
    Que post lindo <3
    As vezes a gnt fica sobrecarregada mesmo né? Mas aos poucos as coisas vão voltando ao normal!
    Olha o céu é essencial <3
    beijos
    www.somosvisiveiseinfinitos.com.br
    Vídeo novo: https://www.youtube.com/watch?v=-ogaP5MCS2Y

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  33. Menina,
    q post é esse? Quatro poemas? Poxa, isso é produção de gênios! Vc podia ir mais devagar, pra humilhar menos, rsrs.
    E parabéns pela publicação do livro! Pelos poemas de hj, dá para ver q vc merece!

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  34. Você tem noção do quanto salva o mundo com a sua arte? A cada texto e poema seu, ou até com uma frase nova que vejo, me sinto resgatada e lembro o quanto é importante sentir tudo o que for possível neste mundo triste. Dos quatro poemas de agora, acho que Maiores na Infância foi o meu favorito, mas Como Der, Jantar mexeu demais comigo. Não estou bem, mas estou (como sempre fico ao ler suas obras kkkkk)

    Beijos, Fabi Santana

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  35. Gente, eu amei os paradoxos e antíteses que cê coloca nos poemas. Ficou tão lindo o "Cê ainda não sabe
    O quanto é difícil pra mim. Querer ser tão fácil.". E que tapão pra mim esse aqui: "Porque ainda busco. O que procurar". Nossa, Vanessa. Tu é muito talentosa, viu, bicha. Tô apaixonada pelos poemas e o jogo de palavras que cê faz, mulher. :) Lindo, lindo e lindo. Tu pretende lançar um livrinho com seus poemas? Esse "Como der, jantar" parece uma música, até, pela repetição da situação, só que em outro contexto. Tô apaixonada. "Sinto muito se não fui. Como seu antigo sonho." <3

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  36. Caramba! Cada poesia maravilhosa!
    Estou apaixonada pelo seu blog, parabéns! Esse cantinho é realmente incrível!

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  37. Brunt, você é tão incrível, é tão arte, tão poesia. É a pessoa mais poesia que já vi existindo! Eu morro com cada metáfora, cada palavra que se conecta tanto com as outras nas suas verdades. É lindo demais de ver, de ler, de se identificar.. Inclusive, nossa, queria muito ver várias dessas poesias sendo musicadas, já pensou em colocar melodias nelas? Eu ouço música lendo. Dessas, principalmente em Como Der, Jantar, ouvi tanto!

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  38. Estou apaixonada pela sua escrita, você mostra uma delicadeza imensa em casa poema e também na historia. Eu amava escrever poema, mas nos dias de hoje já não é do meu interesse isso, apesar de achar magnifico.

    www.descrevendonuvens.com

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  39. Preciso colocar isso na minha cabeça, que os fortes são aqueles que sentem muito, porque muitas das vezes eu desejo não sentir tudo, haha! Me identifiquei tanto com os versos de "Maiores na infância" que até tweetei algumas partes e te marquei, porque é tanto o momento que to vivendo agora que descreveu tudo. Essa 23 também me descreveu muito semana passada, agora fiz meus 24 anos, mas na semana passada estava tão pra baixo que esse verso "Ela quer tanto não errar que quase não sabe mais tentar aos 23" se encaixava perfeitamente! Esse "Como der, jantar" me pareceu uma despedida, mas no final um "vamos ficar bem", sabe? Gostei! Enfim, adorei demais! Já to aqui ansiosa pro seu livro chegar aqui ♥
    Beijos!

    www.likeparadise.com.br

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  40. Tudo com o seu tempo se recompõem, o que é certo é que precisamos de aproveitar o momento e tens coisas tão maravilhosas acontecer :D
    Adorei o 23 e o pinga o cigarro em mim, não sei porquê :b

    Beijinhos,
    DEZASSETE

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  41. Sei nem o que dizer, só ficar com a cara de besta!!
    Mas é tão bom se reconhecer nem que seja em uma parte de cada poema, ler na calmaria apreciando cada ritmo e palavra ♥
    Segue teu momento, a vida é essa coisa linda e louca, que a gente decide seguir vivendo.
    Enquanto isso vou aqui lendo, que tá cheio de amorzices.

    xero

    *COMO DER, JANTAR* me fez relembrar um período meu tão em detalhes que me assustei rs

    https://leayasnaya.blogspot.com/

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  42. Oie,
    Primeiro parabéns pelo livro! Sucesso nessa nova etapa.
    Adorei os poemas. Meu preferido foi "Maiores na infância" e depois "Como ser, jantar".
    Beeeijoo!!!

    Grazy Carneiro
    Meus Antídotos

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  43. Parabéns pelo Livro!

    Se quiser participar, estou sorteando um kit de acessórios lá no blog: http://www.cobaiaamiga.com/2018/08/sorteio-acessorios.html

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  44. Amei tanto esses poemas que nem sei. Eu adoro o jeito que você escreve! Tão singular e profundo... <3 Inclusive PARABÉNS pelo lançamento do novo livro! É uma conquista muito gratificante e posso imaginar o quão extasiada você deve estar. E super entendo o seu problema com o tempo aqui no blog, tô passando pelo mesmo, por conta da faculdade e estágio. Mas a gente consegue um tempinho aqui sempre que dá, né? O importante é não desistir. Nunca.

    Com amor,
    Steph • Não é Berlim

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  45. Que lindo esses poemas!! Amei todos!! E que legal que deve ter sido o lançamento do seu livro, fico imaginando e deve sr maravilhoso mesmo!! Parabéns!! Que venham muitos mais livros e lançamentos!!
    Beijooos
    Yanna Karim

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  46. Oi Vanessa!

    Por vezes, a necessidade dessas pausas é maior do quque tudo. A gente precisa deixar algo mais de lado pra poder se dedicar inteiramente a outra prioridade. E nao faz mal. Canalizar energia é importante
    Fico feliz qu tenha conseguido comcluir um projeto e retomado pra outro <3

    Beijo
    www.beinghellz.com.br

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  47. Gostei da sua postagem, sempre estou visitando seu blog e lendo suas postagens.. Seu blog está salvo em meus favoritos..

    Parabéns!

    Amo seu blog ❤ ..

    Meu Blog tudosobreobadoo.com

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  48. Oi Vanessa tudo bem?
    Apesar de já ter visitado seu cantinho algumas vezes não conhecia suas obras, fico muito feliz e desejo muito sucesso! E quanto ao tempo "sinta se abraçada" infelizmente não podemos multiplicar o tempo, ou seja, é necessário priorizar algumas coisas de vez em quando. Estamos sempre por aqui! Beijos!

    Divagando Palavras
    www.divagandopalavras.com

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  49. Impossível sair do seu blog sem se sentir inspirada.
    Estou tão feliz pelo lançamento dos livros, por isso a sua ausência é por uma boa causa.
    *_*

    Sai da Minha Lente

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  50. Gostei da sua postagem, sempre estou visitando seu blog e lendo suas postagens.. Seu blog está salvo em meus favoritos..

    Parabéns!

    Amo seu blog ❤️..

    Meu Blog: Tudo Sobre o Badoo

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  51. Oi, Vanessa
    Tudo bem?
    Que incríveis! Adoro poemas e esses possuem uma delicadeza incrível.
    Adorei o post e com certeza quero conferir mais.

    Abraços,
    Naty
    http://www.revelandosentimentos.com.br

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  52. Eu queria ter nascido com esse dom de escrever poemas, uma pena que os meus saem todos cagados. Já esses são maravilhosos!
    https://whymendes.blogspot.com/

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  53. Sobre seu livro lá no blog ♥
    Espero que goste!!

    https://heyimwiththeband.blogspot.com/2018/10/depois-daquilo.html

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  54. Excelente Artigo !! Eu estou adorando visitar blog, sempre tem conteúdo de muita qualidade .... São muitos legais, e interessante ....

    Parabéns !!!!

    Posso compartilhar este artigo no meu Facebook ?

    Meu Blog: Apostando na Loteria

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  55. Cara, tão fortes as palavras desses poemas, mas tão lindos e profundos. Amei de paixão todos eles e as imagens que você escolheu são ótimas!

    https://www.leitorasvorazes.com.br/

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  56. Que bom que mesmo na sua correria você escreve um pouquinho quando dá e dividir esses sentimentos em palavras que faz deles tão lindos, achei super profundo, mas também suave, adorei seu jeito de escrever! E que DEMAIS que você lançou um livro, parabéns!
    Beijinhoss, Marina
    Posso te esperar no meu também? :) Blog Cabide Ideal

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