5 (MAIS 4 E MAIS!) LIVROS QUE VÃO SER ADAPTADOS PARA FILMES EM 2016

sábado, novembro 28, 2015


Aproveitando o clima das esperas para as surpresas do cinema em 2016, resolvi separar para vocês a lista de filmes baseados em livros que teremos no próximo ano! O bacana é que sabendo agora, você já pode fazer a listinha e conhecer novas obras literárias para devorar antes mesmo de ver nas telonas, e já chegar lá com a pipoca e os detalhes mais aprofundados, sem fazer o caminho inverso, que às vezes pode desintegrar a vontade de uma leitura que valeria a pena, que poderia sim causar seu interesse. Os cinco que estão aqui na lista não são exatamente livros que adoro, alguns ainda não cheguei a ler. É uma ordem (sem preferências) apenas de informações para que possa ficar ciente, porém para vários deles estou sim bastante ansiosa. Sem contar com adaptações de HQ's, existem mais quatro livros que vão estar nos cinemas e que já citei aqui, quando falei dos 8 filmes prometidos para o próximo ano que mais estou aguardando. Entre eles estão: Animais Fantásticos e Onde Habitam, de J. K. Rowling; Alice Através do Espelho, de Lewis Carroll; A 5ª Onda, de Rick Yancey e A Escolha, de Nicholas Sparks. Para conferir mais sobre (incluindo trailers), é só ir na postagem que informei. Muitas obras maravilhosas vindo aí. Oba! Além dos cinco abaixo e dos mais quatro que acabei de falar, ainda existem outros, que vou citar aqui no finalzinho. São mais de 10 no total!


1. Como Eu Era Antes de Você, de Jojo Moyes


Queria voltar na postagem dos filmes de 2016 para os quais mais estou ansiosa e acrescentar esse! Estou lendo um dos livros da Jojo e a narrativa detalhista dela é encantadora, porém, mais do que isso, o que causa brilho nos olhos é a profundidade crítica e reflexiva que ela agrega ainda mais a cada capítulo e fico na imensa inclinação em achar que em Como Eu Era Antes de Você não é diferente. A sinopse diz: "Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro". Jojo Moyes aparenta não falar apenas de morte (em diversos sentidos vão além do literal) e renúncias para uma real doação, mas também, e principalmente, da importância de permitir relacionamentos para crescer no autoconhecimento, de entender que não existe nenhuma fase que se encaixe exatamente no "sozinho" para que, de fato, um ser humano evolua. É nos laços que vamos entendendo mais de nós, mesmo quando queremos caminhar por um objetivo mais singular do plural, e isso pode parecer óbvio na teoria, entretanto o costume é ignorar ao passar por um momento de "liberdade confusa" (como mostra também o filme 127 horas, que está na minha lista de filmes favoritos). Os leitores que já finalizaram essa obra da Jojo dizem que o livro engana. A capa dele pode fazer pensar "vai ser um livro levinho, fofo e romântico", mas não é esse o caso. É um livro profundo, muito bem escrito e trabalhado, que trata de temas "tabus", permeando diversos outros pontos humanos que parecemos esquecer e causando lágrimas ao observar que as perdas nos impulsionam a continuar com os pedaços dos eternos ganhos que deixam, se soubermos utilizar a ideia de que temos força para seguir, mas que nada sara mesmo, porque tudo pode (e deve) ser relido. O filme, que será estrelado por Emilia Clarke (a Khaleesi, de Game of Thrones) e por Sam Claflin (que fez o Finnick, de Jogos Vorazes) está previsto para ter sua estreia em 03 de junho de 2016.


2. O Projeto Rosie, de Graeme Simsion


"Perto de completar 40 anos, o peculiar professor de genética, Don Tillman, havia desistido do amor. Para acompanhar sua rotina severamente cronometrada, com esquema de refeições padronizadas, um cronograma para a execução de cada compromisso e lidar com sua falta de habilidade social, ele pensa que o que mais falta é a "mulher perfeita". E ele já sabe como encontrá-la. Ou pelo menos acha que sabe. Ele desenvolve o projeto Esposa Perfeita, com um questionário meticuloso que irá ajudá-lo a selecionar candidatas adequadas a seu estilo de vida, mas quando Don conhece a jovem Rosie ele descobre que nem tudo na vida pode ser programado... e que o amor pode, de repente, vir a seu encontro". Assim é a sinopse de O Projeto Rosie. "Carismático" e "engraçado" são algumas das melhores palavras para definir o protagonista, que tenta encontrar um fundamento para tudo, mas vai descobrindo que todas as verdades são relativas, não necessariamente uma anulando a outra. Com o decorrer dos acontecimentos, ambos os personagens começaram a aprender muitas coisas um com o outro, assim como aprenderam a conviver com suas manias e defeitos. O fato de estarem tão envolvidos e atarefados no projeto (já que ele cria o "Projeto Pai", para ajudá-la a encontrar o seu pai biológico), fez com que se envolvessem emocionalmente e aos poucos fossem conhecendo suas próprias histórias de vida, mostrando que a "perfeição" para um relacionamento não seria uma simples compatibilidade de gostos ou outros itens matemáticos, mas intimidade, lealdade, dedicação e descoberta dos valores, através de uma leitura só alcançada com a troca, já que esses sim precisam ser iguais, e o resto se ajeita na descoberta e na disposição causada pelos sentimentos sinceros. Don vai se modificando lenta e despretensiosamente e adaptando seu estilo de ver as coisas justamente por causa de Rosie, ele passa a entender como é amar uma pessoa e ter que aceitá-la com todas as suas qualidades e defeitos. Don e Rosie têm personalidades totalmente opostas, e ela faz com que Don aprenda a relevar o que considera inadmissível, e acaba aprendendo a ser mais tolerante e paciente ao conviver com alguém tão perfeccionista. Um aprende muito com o outro, mas, mais importante do que o aprendizado, é o reconhecimento de que amar é respeitar o espaço do outro e aceitar fazer parte daquele universo, enquanto a pessoa tente o mesmo no seu. Não se trata de mudar quem é para aceitar o outro ou para agradar o outro, mas de manter sua essência e aceitar transformações e riscos evolutivos por aquele laço. Quando li um pouco mais sobre o livro, logo remeti à crônica "Vai mudar de qualquer jeito, então mude logo agora", que você pode conferir clicando aqui. A adaptação cinematográfica de O Projeto Rosie, que contará com Jennifer Lawrence no papel principal, ainda não tem uma data de lançamento definida, mas a certeza de que virá em 2016.


3. O Círculo, de Dave Eggers


"Encenado num futuro próximo indefinido, o engenhoso romance de Dave Eggers conta a história de Mae Holland, uma jovem profissional contratada para trabalhar na empresa de internet mais poderosa do mundo: O Círculo. Sediada num campus idílico na Califórnia, a companhia incorporou todas as empresas de tecnologia que conhecemos, conectando e-mail, mídias sociais, operações bancárias e sistemas de compras de cada usuário em um sistema operacional universal, que cria uma identidade on-line única e, por consequência, uma nova era de civilidade e transparência. Mae mal pode acreditar na sorte de fazer parte de um lugar assim. A modernidade do Círculo aparece tanto na sua arquitetura arrojada quanto nos escritórios aprazíveis e convidativos. Os entusiasmados membros da empresa convivem no campus também nas horas vagas, seja em festas e shows que duram a noite toda ou em campeonatos esportivos e brunches glamorosos. A vida fora do trabalho, porém, vai ficando cada vez mais esquecida, à medida que o papel de Mae no Círculo torna-se mais e mais importante. O que começa como a trajetória entusiasmada da ambição e do idealismo de uma mulher logo se transforma em uma eletrizante trama de suspense que levanta questões fundamentais sobre memória, história, privacidade, democracia e os limites do conhecimento humano". Depois dessa sinopse só uma palavra pode descrever minhas sensações: ansiedade. Esse é o livro da lista que mais pretendo comprar antes de ver a adaptação para o cinema. Já deu para sentir que é uma estória repleta de metáforas críticas e analogias instigantes, daqueles que merecem uma resenha por aqui logo quando a leitura for finalizada! Dizem que o livro aborda três máximas: segredos são mentiras, compartilhar é cuidar e privacidade também pode ser roubo. As formas com as quais elas serão construídas devem levar ainda a diversas outras teses a serem aprofundadas. Um dos maiores focos do livro, além das abordagens de vestígios sociais que nos perseguem há séculos, é um simbolismo sobre como a tecnologia e o acesso à informação pode ser no futuro (ou já está sendo). O filme, que terá Emma Watson e Tom Hanks como protagonistas, ainda não está com previsão de lançamento totalmente definida, mas as gravações já estão sendo feitas e a ideia deixada é de que teremos a obra nas telonas no meio do próximo ano.


4. Quem é você, Alasca?, de John Green


Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras e está cansado de sua "vidinha segura e sem graça" em casa. Vai para uma nova escola à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o "Grande Talvez". Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young. Inteligente, engraçada, problemática e extremamente sensual, Alasca levará Miles para o seu labirinto e o catapultará em direção ao tal "Grande Talvez", que pode ser uma metáfora para uma ou muito mais das indagações coletivas ou íntimas de alguém. Apesar da literatura mais focada no infanto-juvenil, essa obra pode ser a promessa de mensagens mais profundas e maduras do autor. Os personagens não foram feitos para encantar com suas qualidades, mas pelos clichês dos seus defeitos e originalidades que entram em zonas negativas, causando maiores reflexões. Como não li nadica do livro, não posso citar muita coisa, porém é, até então, a ideologia que fica. Após ver Cidades de Papel, é fácil constatar que John Green sabe criar boas mensagens que fogem "dos bordões e padrões" para garantir novos caminhos teóricos para os jovens, apesar de serem detalhes básicos que irão aparecer na vida de forma explícita, muito provavelmente. O aguardo agora é descobrir se nessa terceira obra adaptada para o cinema, teremos analogias mais bem construídas e que captam fatores menos perceptíveis no cotidiano e no crescimento social e pessoal de um ser humano. O fato é que vai ser surpreendente! Ou para decepcionar, ou para bater palmas independente da faixa etária. Os leitores dividem opiniões, entretanto a maioria afirma que a ideia do escritor foi ir para ângulos mais intrínsecos, construindo uma estória sem base no carisma, mas nos "tapas de realidade" que carrega. O elenco ainda não foi divulgado e data prevista para o lançamento nas telonas ainda não foi definida, mas o ano de produção é 2015, então mais informações não devem demorar para aparecer pelas redes.


5. Inferno, de Dan Brown


O renomado professor de história da arte e simbologista, Robert Langdon, está de volta em mais uma eletrizante obra do aclamado autor Dan Brown, seguindo a mesma linha e estilo dos títulos "O Código da Vinci", "Anjos e Demônios" e "O Símbolo Perdido".  O protagonista acorda em uma cama de hospital em Florença, desorientado, sem saber como foi parar ali, ele percebe que foi baleado na cabeça e teve uma pequena perda de memória. Além disso, Robert parece estar sendo perseguido por assassinos. Depois de uma nova tentativa de assassinato contra ele, o professor foge do hospital com a ajuda da prodígio Dra. Sienna Brooks. Sienna e Robert começam a tentar desvendar as últimas 24 horas apagadas da memória de Langdon, nessa busca eles descobrem que o simbologista foi parar em Veneza depois de ser recrutado por pessoas muito poderosas, para tentar desvendar um mistério muito maior, que envolve salvar o mundo e um geneticista muito famoso à beira da loucura. Lagndon se vê envolvido em uma teia de mentiras e manipulações que representam a nossa sociedade em seus tópicos diários, que confundem mentes com sistemas que formam um maior. "Os lugares mais sombrios do inferno são reservados àqueles que se mantiveram neutros em tempos de crise moral".  "Inferno" trata da obra "Divina Comédia", de Dante Alighieri, e de um quadro sinistramente pintado baseado nos círculos do Inferno descritos por Dante, que retrata o que acontece com as pessoas que cometem certos tipos de pecados, focando em seus significados e desdobramentos, que serão descobertos pelo professor Robert Langdon durante a trama, pouco a pouco. Os lugares mais sombrios do Inferno são reservados àqueles que se mantiveram neutros em tempos de crise moral. Um dos pontos mais interessantes retratados na obra é a polêmica questão da superpopulação como um problema de saúde pública e suas implicações para a humanidade. Dan Brown explora essa temática, ligando-a à obra de Dante, enriquecendo a história e estimulando a reflexão, inclusive interligando pontos às ciências e seu desenvolvimento. Alguns leitores reclamam que a estrutura é muito semelhante a de todos os outros livros, e que isso cansa um pouco, mas não tira a magia do conteúdo rico. Brown escolhe temas polêmicos e ousados, descrevendo lugares com maestria, causando uma imensa vontade de viajar e desvendar muito mais do que culturas físicas. Discussões a mais, como o fim dos recursos naturais e teorias de confrontos pelos itens escassos são determinantes quando o intuito do autor é criar o clima mais utópico, e ao mesmo tempo realista. Com Tom Hanks novamente no papel principal, a data prevista para o filme baseado na obra estar nos cinemas é 14 de outubro de 2016.

Ainda teremos, no próximo ano, adaptações para os cinemas de títulos da literatura como A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista, de Jennifer E. Smith; Orgulho e Preconceito e Zumbis, de Seth Grahame-Smith; O Orfanato da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares, de Ransom Riggs e Americanah, de Chimamanda Ngozi Adichie. 

Qual obra causou mais ansiedade para você ler ou ver nas telonas? Já fez a leitura de alguma dessas? Não deixe de contar sobre aqui nos comentários!

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2 COMENTÁRIOS

  1. fiquei ansiosa pra varios! adorei a forma como voce falou das historias contando as mensagens que espera deles... quero ver logo principalmente o 'como eu era antes de voce'!

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    Respostas
    1. Que maravilha saber que gostou, Carol! Também estou super ansiosa para ver a estória da Jojo nas telonas! É o que mais estou aguardando. Espero que possa continuar emitindo suas opiniões por aqui. Um super beijo!

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