FILMES QUE VÃO ESTAR NOS CINEMAS BRASILEIROS EM DEZEMBRO

sexta-feira, dezembro 04, 2015


Dezembro já iniciou e o cinema está vindo com excelentes surpresas e términos de grandes esperas. Antes de irmos para a nossa lista, devo informar que o filme As Sufragistas (promete muito!), que foi citado (com trailer) nessa postagem aqui com a data de lançamento na qual estreou nos Estados Unidos, vai chegar nos nossos cinemas neste mês (24 de dezembro), assim como o filme Já Estou Com Saudades (para o qual estou muitíssimo ansiosa!), que ainda não tem a data certa da sua chegada no Brasil, mas já está confirmado para este mês e também foi já citado por aqui com um pouco da minha visão/impressão nessa outra postagem, acompanhado da sua primeira data de lançamento (nos USA).

  • Star Wars – O Despertar da Força


Vou correr feito doida para assistir a todos os primeiros filmes da saga! Que agonia saber que nunca assisti nenhum, porque a estória parece ter mensagens incríveis que desejo poder analisar com urgência. É um filme épico que agora vai acabar com as unhas ruídas de milhares de pessoas que não aguentavam mais esperar a continuação. O novo longa da saga "Star Wars" vai se passar 30 anos após os acontecimentos de "O Retorno de Jedi", filme de 1983. Atores já conhecidos pelos fãs aparecerão no novo filme. Entre eles, estão Harrison Ford (Han Solo), Carrie Fisher (Princesa Leia) e Mark Hamill (Luke Skywalker). Não terei a audácia de falar das mensagens que imagino nos filmes, retiradas de impressões por leituras e/ou trailers, até porque pouco conheço de forma mais ampla sobre as sinopses. Vou assistir e, então, mergulhar para opinar. Não sou muito apreciadora da divisão total entre "bem" e "mal", mas tudo depende da construção feita, por vezes necessária para passar interpretações muito maiores. O fato é que esse próximo vem aí e, no mínimo, as aparentes reflexões anteriores voltadas para quesitos de lideranças e perdas causadas pela cegueira de um poder que passa a ser colocado como desejo de dominação acima da vontade de fazer a imortalidade própria, de criar um legado (que só existe quando o rei sabe olhar como rei e servo), podem ser também esperadas. Roteiristas: Lawrence Kasdan, J.J. Abrams e Michael Arndt. Autor da obra original: George Lucas. Estreia: 17 de dezembro.

  • Em Três Atos


Reflexões sobre juventude e velhice são as bases do filme "Em Três Atos", da cineasta Lucia Murat ("A Memória Que me Contam" e "Quase Dois Irmãos"). Em forma de ensaio poético, com personagens embarcando entre duas bailarinas (uma mais jovem e outra na terceira idade) o longa destaca números de dança contemporânea, que contam versos com o corpo, e textos de Simone de Beauvoir (escritora, intelectual, filosofa existencialista, ativista política, feminista e teórica social francesa). Esses escritos são livremente inspirados em entrevistas da autora, nos livros "A velhice" e "Uma morte muito doce", em que a escritora abordou a morte da mãe. Mas a trama deixa claro, desde as divulgações, que vai muito além dos pontos literais sobre corpo e alma, ultrapassando crenças religiosas e agregando teses sobre a fé no abstrato e o errôneo acreditar das incapacidades humanas, seja por quesitos de idades ou outros. Não pode fazer? Então transforme em outra forma de fazer! Ensinar (que também ensina a quem está transpassando), criar imaginando (nem sempre só pondo em prática), criar com apoio de outras mentes e corpos, etc. Humildade para lembrar que estamos sozinhos para estarmos juntos é o ponto crucial. Haverá um meio de ser meio novamente, ou até de reencontrar um meio antigo, inovando. Podemos aguardar muitas reflexões dessa linha! Estreia: 10 de dezembro. 

  • Pegando Fogo


"O chefe de cozinha Adam Jones (Bradley Cooper) já foi um dos mais respeitados em Paris, mas o envolvimento com álcool e drogas fez com que sua carreira fosse ladeira abaixo. Após um período de isolamento em Nova Orleans, ele parte para Londres disposto a recomeçar a carreira e conquistar a sonhada terceira estrela no badalado guia Michelin de restaurantes. Para tanto, ele conta com a ajuda de Tony (Daniel Brühl), que gerencia um restaurante na capital britânica, e recruta uma equipe de velhos conhecidos". Eis a sinopse divulgada para o filme "Pegando Fogo". Algumas críticas não foram lá tão positivas, informando detalhes como: "Os personagens da equipe do protagonista são rasos como pires e só abrem a boca para dizer "yes, chef" (Gazeta do Povo)". Mas será mesmo que detalhes assim serão capazes de afundar as boas mensagens que a obra parece ter a intenção de transmitir? Só assistindo para fazer conclusões sérias, porém saber a importância dos multiconhecimentos, de usar dentro do seu talento a procura por coisas que "não são o seu forte", não só para desafiar a si e, assim, criar novas capacidades que podem acabar ampliando e melhorando as antigas, mas para também originalizar e inovar o seu original, de lembrar do real sentido da imortalidade, parecem ser só alguns dos pontos tocados como principais no filme. O líder é um perfeccionista indomável, e entre defeitos e qualidades que esse aspecto traz, muitos tópicos podem ser aprofundados. Creio bastante que, independente de clichês, muitos fatores de superação e formas de agarrar possibilidades lembrando da união humana, vão estar circundando a cara estampada do desenrolar. Estreia: 10 de dezembro.

  • Olhos da Justiça


"A vida dos investigadores do FBI Ray (Chiwetel Ejiofor) e Jess (Julia Roberts) e da procuradora Claire (Nicole Kidman) é severamente abalada pelo assassinato da filha adolescente de Jess. Treze anos após o crime, Ray continua buscando pistas e finalmente parece ter encontrado um caminho para solucionar o caso. A verdade é chocante e os limites entre justiça e vingança tornam-se imperceptíveis". Até onde a justiça é quebrada pela forma de construção social? Até onde ela consegue ir sem ser engolida pela vingança? Até onde um ser humano pode ser tão corrompido pela sede de vingança quanto pela sede de justiça? Até é saudável achar que devemos algo, a ponto disso virar um foco cego? Até onde os amigos podem e devem mostrar a força dos relacionamentos atuais nesses momentos? Até onde? O "até onde" existe para um ser humano? Até onde ele deveria existir? Até não chegar a ferir outros, nenhum outro? Ou até ferir, ao menos, quem julga merecer ser ferido, quem já feriu outro alguém? Ganhamos mais plantando bons rastros do que focando em ensinar a quem sequer planta algo. Mas e quando há risco do tal não regador continuar a ferir? Vivemos em meio a tais indagações o tempo inteiro, tendo respostas que parecem simples na teoria. Os principais portões de Olhos da Justiça são reflexões sobre limites e sobre o quanto tudo é relativo. Direção e roteiro: Billy Ray. Autor da obra original: Eduardo Sacheri. Estreia: 10 de dezembro.

  • O Presente


Até onde existe o "seguir em frente"? O "deixar o passado para trás"? Até onde jogamos limpo. Até onde não guardamos segredos de quem amamos, daqueles que sabemos que causariam mágoas. Até onde não omitimos, que é o mesmo que mentir. Até onde não esperamos o outro perguntar, porque fazemos a ficha limpa como gostaríamos que por nós fosse feito. Até onde, no passado, tentamos ao máximo lembrar que ele sempre estaria ligado ao futuro, que não existe "o que passou, passou", se passou deixando profundas cicatrizes. O filme trata da vida de um jovem casal, cuja rotina que muda drasticamente quando um antigo conhecido do marido resolve reaparecer. Ao trazer presentes misteriosos, algo que ficou enterrado por mais de 20 anos, vem à tona – e pode acabar com a relação dos casados e desencadear em uma série de outros fatores perigosos. Mensagens que firmam sobre a lealdade como base de qualquer relacionamento e sobre capacidades da mente humana, não faltarão. Roteirista: Joel Edgerton. Estreia: 03 de dezembro.  

  • No Coração do Mar


Quando um animal ataca, podemos esquecer que o ataque é defesa. E ele é algo negativo por tentar proteção? Dois lados buscando sobrevivência, dois lados lutando por vidas. Um lado que, provavelmente, por ambições desenfreadas, passou a receber o troco. A estória do filme conta sobre um navio liderado pelo capitão George Pollard (Benjamin Walker), que tem Owen Chase (Chris Hemsworth) como seu primeiro oficial. Eles navegam por meses e meses em busca de baleias, mas, quando encontram, descobrem uma grande ameaça, uma baleia branca gigantesca que, ao lutar por sua sobrevivência, acabará atacando o navio e sua tripulação. Mas a obra trará ainda tópicos de destaque que vão sendo inclusos ao longo dos destrinchares, fazendo, inclusive, com que possamos enxergar tudo metaforicamente! Você pode escolher de qual ângulo deseja fazer a leitura, ou ler das duas maneiras. No literal, não haverá falta de mensagens, mas vendo de forma figurada, pode ficar ainda mais interessante. Ao olhar, por exemplo, a baleia como o objetivo da nossa vida que ainda não alcançamos. Roteirista: Charles Leavitt. Autor da obra original: Nathaniel Philbrick. Estreia: 03 de dezembro. 

  • Labirinto de Mentiras


Baseado em fatos reais, de 1958, na Alemanha, Labirinto de Mentiras conta a trajetória de um promotor de justiça que resolveu investigar casos relacionados ao exército nazista durante a Segunda Guerra Mundial, que culminou no "Julgamento de Auschwitz", iniciado em 1963 e tendo mais de 200 sobreviventes como testemunhas, condenando 17 ex-oficiais por crimes contra a humanidade. Treze anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial, os alemães parecem ter esquecido seu passado atroz. Muitos jovens nem sequer sabem do que ocorreu em campos como o de Auschwitz, e os que presenciaram tudo, fingem não saber. Não existe nenhum livro sobre o assunto, e o governo prossegue em corrupções para esconder. Mais do que isso, boa parte da população tenta desacreditar o holocausto, dizendo que tudo não passou de alucinação dos judeus sobreviventes e mentira dos Aliados para desacreditar o exército de Hitler. O filme volta àquela velha discussão a respeito da responsabilidade de cada um dos soldados envolvidos, o que já foi bastante discutido principalmente em filmes como O Julgamento de Nuremberg. Eles fizeram tudo aquilo porque estavam sendo mandados ou porque realmente acreditavam ser o certo? E mais, eles deveriam realmente ser punidos, partindo do pressuposto de que na era nazista a lei vigente permitia aquele tipo atitude? Temos o costume de ver um ato errado e julgar a uma massa, esquecendo que, por mais que todos sejam responsáveis pelos seus atos e possam ter poder de escolhas, algo mais grave poderia estar envolvido, ou ainda, vítimas podem ser vestidas como leões. Não existe só lobo em pele de cordeiro, mas também sua inversão. A obra aparenta ser bastante crítica, não só relatando sobre um país que tentou a todo custo ignorar seu passado (o que podemos, a partir, refletir sobre muito em relação ao nosso Brasil), mas também acrescentando tópicos sociais diversos, agregando pontos sobre persistência e sobre justiça em meio a atos corruptos, dependendo da investigação e coleta de provas, o que podemos também conectar com mensagens sobre paciência para colher.  Roteiristas: Giulio Ricciarelli e Elisabeth Bartel. Estreia: 10 de dezembro.  

  • Macbeth: Ambição e Guerra


Macbeth: Ambição e Guerra é a história de um destemido guerreiro e grande líder que se deixa corromper pela ambição e pelo desejo. Avisado de que poderia se tornar o rei da Escócia, o conde escocês Macbeth acaba criando um complô para ter o trono para si a qualquer preço. A reconstrução do que deve ter sido a guerra, na belíssima paisagem da Escócia, para um dos mais famosos e comoventes personagens de Shakespeare, está nessa adaptação. Na obra Shakespeariana, começamos com um homem que, segundo todas as aparências exteriores, é nobre, honrado e admirável. Nós o assistimos como a sua ambição o leva a assassinar, e o assassinato o leva a angústia, e o medo e a inveja o leva a outros assassinatos. Conforme ele vai se aprofundando em sangue, ele começa a reconhecer gradualmente que todas as suas lutas terminarão em pilhas de corpos e ruína. É uma estória sobre destino (que sempre deixa espaço para escolhas), livre arbítrio, abuso de poder, traidores, má influência que uma pessoa pode ter sobre outra, tal qual deixou a mente ser levada por possíveis ganhos e não pelo desejo de criar uma boa e inesquecível história (a qual só pode existir através das lembranças alheias que permitimos construir com a bondade) e moralidade, decorado com muitas frases reflexivas sobre ética, índole e perdas por achar o direito de ferir os direitos alheios. Agora é só esperar que o filme retrate as mensagens tão bem quanto. Roteiristas: Todd Louiso e Michael Lesslie. Estreia: 24 dezembro.

  • À Beira Mar


Escrito, dirigido e produzido por Angelina Jolie, que estrela, mais uma vez, ao lado do seu marido, Brad Pitt, o longa gira em torno da vida de um casal em crise. Em viagem pela França, eles se hospedam em um resort litorâneo e, após trocas de experiências com funcionários do hotel e alguns turistas, tentam dinamizar o relacionamento. A trama aborda conceitos de amizade, de riscos, de sair da zona de conforto e, até, de crescimentos profissionais, através, por exemplo, da busca do personagem de Pitt por inspirações, já que é um escritor. Algumas críticas chegaram a afirmar que o filme é "monótono", mas resta ver o que poderá ser retirado dos diálogos. Por vezes, monótono pode significar profundo, e profundo pode significar dinâmico e barulhento nos pontos implícitos. O fato é que parece ser uma ótima pedida, principalmente, não só para quem está em crises dentro de relacionamentos, mas em busca de melhorias para qualquer âmbito da vida. Estreia: 03 de dezembro. 

Outros filmes que vão estar (ou já estão) nas telonas nacionais neste mês:

O Fim e os Meios (03 de dezembro)

Quarto de Guerra (03 de dezembro — Não se trata só de religião, mas de usar as palavras de uma maneira mais cautelosa e ter fé em algo, de ter no que se assegurar. Comprova o quanto é melhor elaborar antes de fazer, buscar portos-seguros, abraçar de alguma maneira antes de berrar. Aborda o quanto é mais elevada a briga que aponta como poderia ser melhor do que como é o pior. A obra tem feito tanto sucesso, que vai virar livro!).


O Clã (10 de dezembro)

Dois Amigos (03 de dezembro)

O Cheiro da Gente (03 de dezembro)


Bem Casados (03 de dezembro)

Tem algum filme para o qual está em um super aguardo e que não apareceu com destaque aqui na lista? Então não deixe de citar nos comentários e conta também para qual dos ditos ficou mais ansioso(a)!

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