TOP 7: SÉRIES QUE CONTÉM TEMAS GEEKS

sábado, dezembro 05, 2015


Chegamos ao dia tão esperado pelo público geek e para você que deseja mergulhar um pouco mais em tal universo! Esta é uma postagem sobre aquelas nossas amadas séries que giram em torno da temática, explícita ou implicitamente. Algumas das ditas abaixo podem já fazer parte da sua lista de finalizadas, de pendências ou de episódios para continuar, mas apostamos que alguma delas você não conhece (ou até deu aquela enrolada para assistir)! Para quem nunca ouviu falar na palavra "geek" e deve estar indagando o significado e, portanto, o conteúdo a ser aqui alastrado, vamos lá: geeks são "pessoas que escolheram a concentração ao invés da conformidade; aqueles que buscam um objetivo e não concordam com a adequação social padronizada". Neofilistas (pessoas que sofrem de atração pelo novo, pela novidade. Lembrando que adorar o novo não significa exatamente abandonar o velho, contudo está relacionado a saber renovar e imaginar novas possibilidades, retocando conhecimento com criação) de carteirinha, e são também adeptos do computador. Os traços do geek são muito centrados, possui interesses e um estilo de vida bem específico e geralmente tornam-se especialistas naquilo que gostam. Os maiores gostos pessoais costumam ser inclusos na tecnologia, principalmente em relação à internet como um todo, jogos eletrônicos e de tabuleiro (principalmente se houver miniaturas customizáveis), computação, códigos, hacks, idiomas, ficção científica e outros. Já os traços do "nerd", que costumam ser confundidos com os dos Mundo Geek, incluem características bem definidas, como interesse extremo e às vezes obsessivo por livros e estudos. Mas todos somos nerds em alguma coisa e todos temos um lado geek cada vez mais aflorado também, principalmente pelo ponto do neofilismo (ainda bem)! Claro que importante é buscar sempre descobrir mais de um ângulo e fugir dos descontroles. Introversão e dificuldade de interação social estão sendo abandonados cada vez mais por ambos os lados e uma divisão extrema de grupos sociais também tem perdido força, afinal, todos os estilos podem encontrar suas semelhanças em pontos profundos. Há uma enorme quantidade de séries que poderiam estar aqui, porém fizemos uma seleção que vai de ficção científica até o dia a dia de "nerds" em uma empresa (repare, sempre usando aspas, porque ninguém é só uma coisa — e essa é daquelas que as pessoas tinham mania de usar como algo tão sozinho em alguém — e tais expressões tem sido ressignificadas cada vez mais).

1. Doctor Who



Não poderíamos escrever nada sobre séries geek sem colocar essa paixão. Doctor Who é uma série antiga e com muitas temporadas, então, pretende fazer uma maratona nas férias? Essa é daquele tipo que vai fazer você passar dias e dias embarcando, mas promete valer a pena. A série britânica foi transmitida pela BBC em 1963 e foi até 1989, fazendo uma longa pausa (ela foi suspensa até 1996), retornando em 2005, com Christopher Eccleston no papel do nono Doctor, e até hoje podemos ter o prazer de assisti-lo. A série mostra as aventuras do senhor do tempo (The Doctor), um alienígena com forma humana, mas com seus longos anos pelas costas, que veio de Gallifrey. Ele é o último de sua espécie e ninguém nunca soube o seu nome, pois para os Senhores do Tempo: "o nome que você escolhe é como uma promessa que você faz". A Tardis é a nave espacial do Doctor, que também é uma máquina do tempo. Seu nome é TARDIS por tratar-se de um acrônimo inglês de Tempo e Dimensão Relativa no Espaço. Por fora, ela é uma cabine azul de polícia, que existia naquela época (1963) nas ruas da Grã-Bretanha, mas por dentro é muito maior do que aparenta. Você deve perguntar então por que há tantos Doctor's ao longo desses anos, porém existe uma explicação que acabou criando ainda mais dinâmica e sentido, como se fosse desde o início premeditada. Não, não cansaram dos atores, entretanto quando o primeiro Doctor (William Hartmell), começou a ter problemas de saúde em 1966, os produtores criaram uma forma de continuar com o programa. Então, toda vez que o doctor começa a envelhecer, ele se regenera antes de morrer e muda de rosto. Ao todo, são 12 Doctor's até os dias de hoje (Peter Capaldi - 12° doctor) e muitas acompanhantes.

De todos que deram vida ao protagonista, existem dois que interpretaram por mais tempo. O quarto doctor, Tom Baker, que ficou sete anos no papel e é bastante lembrado por seu cachecol colorido, além de sua personalidade extravagante. E David Tennant (Allons-y!), que se manteve por cinco anos e acabou lembrado por seu terno, sapatos esportivos e sua intensidade. Para nós, o melhor Doctor. Lembra que citamos acompanhantes? O Doctor possui sempre um ou uma acompanhante, sendo, sem dúvida, as preferidas de muitos, a saudosa Rose Tyler (Billy Piper - Doctor 9 e 10) e Sarah Jane Smith (Elizabeth Sladen - Doctor 3 e 4). São mais de 35 atores e atrizes que acompanharam o Doctor. E não pense que eles foram colocados atoa. Há um grande significado nisso, pois por mais que ele seja um senhor do tempo, ele é suscetível a qualquer sentimento humano. Seus acompanhantes são como seu "braço direito", estão ali para serem o amigo de alguém que viveu muito tempo sozinho, sem família ou amigos, sem um lugar para onde voltar. E é desse ponto que podemos iniciar a observação de grandes das principais mensagens humanas da série. Além dos incríveis enlaces para ilustrar os pontos da importância da lealdade, temos formatos reflexivos sobre a vida, objetivos, marcas alheias, despedidas, "voltas por cima", evolução que só ocorre através de trocas e diversas crenças sobre a morte, com diferentes maneiras de enxergar os sentidos das caminhadas. "Estamos sozinhos para estarmos juntos" (Brunt). É um dos pontos referentes.

A estória traz muitas semelhanças aos livros da série "O guia do mochileiro das galáxias". Não bastando isso, Douglas Adams (escritor do guia), escreveu três episódios para a série e um livro sobre episódios. Desde o "old doctor", os episódio se passam em um planeta, dimensão ou tempo diferente, muitas vezes até em momentos históricos. Nosso viajante possui uma gama de inimigos pelo universo e a cada episódio nos deparamos com um, ou revemos outros. Como os Daleks, os grande inimigos do Doctor, que possuem sua frase conhecidíssima "Exterminate!". Recheada de muitas aventuras, emoção e confrontos, é impossível não se envolver com a história. Vamos observando lados avulsos dos chamados inimigos e através dos entraves podemos refletir sobre pelo que queremos realmente lutar e até onde vale a não tentativa de, ao invés da guerra para "exterminar" o inimigo, tentarmos dar abraços, mostrando outros lados e procurando o entendimento dos dele. E tem mais, a série já completou mais de 50 anos! Não é pouca coisa não, se formos pôr nos papeis quantos episódios ela tem, vai pra mais de 700. Um longa-metragem de 1996 e um filme "The day of doctor", com os doctor's 10 e 11 (David Tennant e Matt Smith) foram feitos. Doctor Who é dividido em Old Doctor e New Doctor. Então temos 27 temporadas com 695 episódios do Old e 9 temporadas com 124 episódios, do New Doctor.


2. Star Trek



Estava pensando que Star Trek só tem os filmes? Então precisamos atualizar você. Antes mesmo de haver algum filme, existiu a série que era conhecida no Brasil como "Jornada nas Estrelas". Bem difícil nunca ter ouvido falar. Apenas falando em séries de Star Trek, temos: The Original Series; The Animated Series; The Next Generation; Deep Space Nine; Voyager; e Enterprise. São mais de 700 episódios em 30 temporadas, além disso, uma nova série está sendo desenvolvida para 2017 e em junho de 2016, teremos o terceiro filme ("Star Trek Beyond"), que já foi citado (com um pouco das mensagens básicas) aqui nos lançamentos de filmes do mês. Como são muitas gerações para falar, o aprofundamento como queríamos não será tão possível, mas você pode ler algumas das ideologias que percorrem todas as estórias na postagem indicada anteriormente e indo assistir o novo filme (ou procurando os antigos. Vale muito a pena)!

The Original Series (1966 a 1969):
Estreou na NBC em 8 de setembro de 1966, contando as aventuras da nave estelar USS Enterprise em sua missão de cinco anos para ir "onde nenhum homem jamais esteve", abordando desde já fatores reflexivos sobre a importância maior da imaginação do que do conhecimento para uma liderança explêndida. Tendo em seu elenco Willian Shatner (Capitão James T. Kirk), Leonard Nimoy (Spock), Nichelle Nichols (Uhura) e muitos outros.

The Next Generation (1987 a 1994):
Estreou em 28 de setembro de 1987, contando aventuras da nova nave USS Enterprise-D, um século após a série original. Não só isso, mas com personagens novos como o Capitão Jean Luc-Picard (Patrick Stewart), Comandante William T. Riker (Jonathan Frakes) e outros, que tornaram essa sequência a de maior índice de audiência de todas as séries de Star Trek.

Deep Space Nine ou DS9 (1993 a 1999):
Estreou em 3 de janeiro de 1993, conta a história dos últimos anos e dos seguintes da The Next Generation. Teve sete temporadas, que abordavam pela primeira vez a vida em uma estação espacial, ao invés de uma nave. Ela se passa na estação cardassiana, conhecida como Terok Nor, que foi renomeada pela Federação para Deep Space 9. Ela foi colocada próximo ao planeta Bajor e do único buraco de minhoca estável conhecido, que dava acesso ao Quadrante Gama. Nessa franquia, conta-se a história dos tripulantes da estação, diferenciando-se das demais séries por ter um estilo de maiores conflitos entre a tripulação e temas religiosos, o que não é muito esperado em uma série de ficção científica. Dentro da surpreendente construção,  é possível enxergar implicitamente questões de preconceitos sociais que vão muito além do que o simples respeitar das crenças alheias, mas de detalhes históricos que podemos incluir até na construção do nosso país, elevando, por exemplo, os fatores de interesses politico-ideologicos que devemos enxergar antes de um julgamento social.

Voyager (1995 a 2001):
Estreou em 16 de janeiro de 1995, contando com um comando inusitado, uma mulher como capitã. A Capitã Kathryn Janeway, é a primeira mulher a desempenhar o papel de oficial comandante em um papel principal da série. A série se passa quase ao mesmo tempo de Deep Space Nine, com uma nave de nome diferente, e o episódio piloto já começa com a nave USS Voyager perseguindo uma nave Maquis, que eram classificados como rebeldes da Federação. Todas as naves são jogadas no Quadrante Delta à 70.000 anos-luz da Terra e, com isso, a viagem de volta seria de 75 anos. Os tribulantes das duas naves precisarão aprender a trabalhar juntos, em equipe, para poder retornar e conseguir reduzir o tempo de viagem (a força da união é sempre vista em todas as franquias). É uma das franquias que mais achamos interessante, inclusive pela questão de pôr uma mulher como principal e com cargo semelhante aos homens das outras franquias, mostrando que por ela poder desempenhar um papel similar ou até melhor do que eles, capacidade depende mesmo é de determinação e desejo que vai além do próprio, que enxerga o mundo.

Enterprise (2001 a 2005):
Estreou em 26 de setembro de 2001, trazendo a história 90 anos depois do voo de dobra de Zefram Cochrane e 10 anos antes da criação da Federação. Não sabe quem é Cochrane, não é? Então, ele foi o primeiro humano a criar um motor de dobra, o que chamou a atenção dos Vulcanos, proporcionando assim, o primeiro contato da humanidade com uma raça alienígena. E do que se trata "motor de dobra"? No mundo fictício de Star Trek, a dobra espacial é uma forma de propulsão mais rápida que a luz. A dobra espacial não aparece só nas séries de Star Trek, mas em jogos de computador (StarCraft), jogos para console (Destiny) e até em um filme (Starship Troopers). Para aqueles que não sabem, essa série mostra como o primeiro contato com extraterrestres levou os Vulcanos (raça do amado Spock) a guiar a humanidade para criar a primeira nave dobra 5, a Enterprise. Comandada pelo capitão Jonathan Acher (Scott Bakula) e pela subcomandante T'Pol (Jolene Blalock),  as aventuras contam as origens de vários elementos de outras séries e resolve problemas de continuidade, alguns criados na própria sequência. Para quem já ouviu falar de Star Trek, da Enterprise e do capitão Acher, é uma série para explicar e esclarecer o passado e para observarmos o quanto ele prossegue no presente, coloquemos dessa forma.

3. The Big Bang Theory


Bazinga! Já viu alguém com uma camisa tendo essa palavra escrita ou já escutou algum "nerd/geek" falando no meio dos amigos? Para quem conhece, ou até quem não conhece, deve ter, no mínimo, ouvido a música de abertura, e ela deve estar tocando em sua cabeça desde que leu o nome da série. Se você não assistiu ainda, corre! Independente dos seus gostos, tente! Mensagens sobre amizade, vida profissional e até romance, não faltam! Na nona temporada, por exemplo, quesitos sobre amor estão sendo exibidos de forma ainda mais madura, com a clareza da amizade como ponto principal para qualquer relacionamento sincero e de problemas cotidianos de qualquer casal. O personagem mais querido (em geral), por exemplo, é uma representação de intensos medos humanos e das oportunidades que acabamos perdendo por receios que, depois, podem virar apenas parte de algo costumeiro, da banalidade de tão comum em já não ser mais temor. A obra é incrível, apaixonante, e conta a história de Sheldon Cooper (Jim Parsons) e Leonard Hofstadter (Johnny Galecki), dois brilhantes físicos e nerds, que dividem o mesmo apartamento. Além deles, temos a vizinha bonita e não muito inteligente (mas que pode surpreender com dotes como criatividade e compaixão. Então o que seria mesmo inteligência? Somente repassar o que alguns tiveram a oportunidade de aprender? Não seria mais a capacidade de, da base que tem, sentir e brotar? Mais uma reflexão que fica através da série), chamada Penny (Kaley Cuoco). Uma garçonete e aspirante a atriz, que depois vira representante farmacêutica. E não acabou por aí, temos Howard Wolowitz (Simon Helberg), um engenheiro aeroespacial que tem o dom de ser completamente sem noção e Rajesh Koothrappali (Kunal Nayyar), um astrofísico, indiano e sem nenhuma habilidade com mulheres. Ambos são amigos e colegas de Sheldon e Leonard, e possuem os mesmos gostos pelo mundo geek/nerd e o comportamento desajeitado socialmente que eles. Mais adiante, outras duas integrantes chegam à série. Bernadette Rostenkowski (Melissa Rauch), era uma garçonete e colega de trabalho de Penny, que começou a aparecer a partir da terceira temporada, tendo a sua pós-graduação em microbiologia e além de tudo, um relacionamento com Howard (não vamos dar muitos spoilers). E Amy Farrah Fowler (Mayim Bialik), é uma neurocientista que virá para afetar a vida do Sheldon e nos lembrar do quanto toda verdade é relativa, começando suas aparições na terceira temporada. A série trata de "n" temas, como citados no início, sempre com toques cômicos (não que algumas cenas não façam você ficar de boca aberta ou emocionado) e agregados ao universo nerd.

4. Daredevil (Demolidor)



Quase ninguém esperava que a série fosse tão boa e com tamanha repercussão (como foi), até mesmo os diretores. Daredevil foi lançada neste ano de 2015, contando a história de um herói da Marvel. A série aborda a história de um advogado, Matt Murdock (Charlie Cox). Quando criança, ele ficou cego, após sofrer um acidente com um caminhão que carregava lixo tóxico e ainda perdeu o pai, um boxeador em decadência que foi morto por não entregar uma luta (olha mensagem sobre limites vindo aí!). Após esse acontecimento, ele descobriu que seus outros sentidos haviam ficado mais apurados, seu olfato melhorou, sua audição e tato, assim como o paladar. Depois de anos de treinamento em paralelo aos estudos ("o mais perto da plenitude não se chega através somente do tom, mas da repetição" — Brunt), formou-se em direito e decidiu então procurar vingança pela morte do pai, batendo logo de frente com Wilson Fisk, um chefão mafioso que comanda Hell's Kitchen de forma camuflada. Apesar de todas as mensagens dos pontos negativos da vingança presente nos atos de Matt, a série mostra o lado "humano" dele. Um detalhe é que ele jamais "está ali" para matar em vão. Ele procura vingança, mas em paralelo tenta combater o crime em Hell's Kitchen, vestindo a roupa do Demolidor e dividindo a sua vida, sendo um advogado pela manhã e um herói à noite. Em Daredevil, nos conectamos com a estória, nos emocionamos com os dramas que vivem chegando inclusos de maneiras diferenciadas (romance, críticas políticas sobre corrupção, não só pelo sistema interno, mas pelo apoio populacional e mais), pulamos com os sustos e sempre terminamos um episódio nervoso para ver o outro, para desvendar algo que fica no ar. A série é nova, por isso tem apenas, até então, uma temporada com 10 episódios e estão todos disponíveis no Netflix (já que é uma série desenvolvida pela marca).

5. Community



Uma das melhores palavras para descrever essa série é, definitivamente, singularidade. Vai ser difícil remeter tal estória a outra que você conhece, principalmente pela forma de construção apresentada, que utiliza de muita metalinguagem. Sendo chamada por muitos de "uma obra além do seu tempo", ela retrata a vida de Jeff Winger (Joel McHale), um advogado que volta à universidade após seu diploma ser considerado inválido pela Ordem dos Advogados do Colorado. O seriado, de início, é bem focado nas experiências do protagonista, em sua vida na faculdade e nas pessoas que ele conhece lá, porém depois, acabamos tendo como resultado um grupo de estudos (unido pelo nosso principal) que vivem em situações loucas com referências a Star wars, Star Trek, Doctor Who, etc. O mais bacana é que as cenas variam entre super abstratas até outras mais "normais", o que desencadeia em metáforas e reflexões mais profundas sobre os acontecimentos. Outro ponto maravilhoso é que é fácil virar "íntimo" dos personagens, você sente que os conhece bem e as piadas acabam sendo, na maioria das vezes, sobre eles mesmos (aquela coisa bem "entendedores entenderão"). Além das reflexões imagéticas, podemos citar pontos básicos sobre as mensagens principais da série: O grupo de estudos avança os anos, eles trocam de matéria pra continuar estudando. Amigos morrem, amigos se vão, amigos chegam, mas, principalmente, amigos permanecem pelo cuidado do outro em comprovar que merece o permanecer. Todos acabam acrescendo o autoconhecimento nas trocas de maturidade e tendo que lidar com perdas e alegrias, comprovam que mais importante do que regar o novo, é zelar pelo antigo, sabendo inová-lo, já que, inclusive, é através dele que fica mais simples de lidar com os fatores inéditos. Quer conhecer um pouco sobre o grupo? Então vamos lá: nosso protagonista é apaixonado por Britta Perry (Gillian Jacobs), uma estudante que tenta pôr sua vida nos trilhos e tem como "conselheiro" o Pierce Hawthorne (Chevy Chase), um magnata dos lenços umedecidos que já foi casado sete vezes. Além deles, temos Abed Nadir (Danny Pudi), um estudante de cinema muçulmano, Shirley Bennett (Yvette Nicole Brown), uma mãe divorciada que está frequentando a faculdade pela primeira vez, Troy Barnes (Donald Glover), um ex-quarteback dos tempos de escola e Annie Edison (Alison Brie), uma nerd repleta de valores bem definidos e que tem um amor platônico por Troy desde o colégio. Todos os episódios são muito bem elaborados, como já dito, e vão de um remake de filme de máfia até episódios em forma de videogame ou cartoon.

6. Silicon Valley


A série conta a estória de um grupo de programadores que querem ganhar a vida no Vale do Silício, na Califórnia. Não tem como não dizer que a série é surreal (naquele sentido de "incrível!"), ainda mais pra quem trabalha nessa área, mesmo que seja um tanto exagerada em certos aspectos. A trama consegue ser mais realista que muitas outras. Um dos personagens é Richard, que pede demissão da empresa que trabalhava para se juntar a uma incubadora e seguir com seu projeto, conhecido com Pied Piper, um aplicativo de busca de músicas. O dono da incubadora é Erlich, um jovem programador que ficou rico ao criar um aplicativo e sonha em repetir o sucesso. O aplicativo era "radar", que identificava mulheres que estivessem com "farol aceso" (sim, era realmente isso). Não se espante, o assunto de aplicativos idiotas é um tema constante na série, mas que também agregam a tentativa de inovação através dos desejos da mente humana e busca pela leitura entre a diferença das necessidades e de somente quereres avulsos. Assim como as críticas à aplicativos, é aparente também as discussões sobre aparelhos e empresas, reais ou fictícias. Há na série sempre um discurso de todo CEO ou startup, afirmando que ninguém deveria cria uma empresa pensando no dinheiro, daí já é possível observar que os quesitos principais abordados nas mensagens são relacionados a vida profissional, a entender que só o amor pelo feito que irá segurar as pontas nas horas árduas, que sempre virão. Se você não consegue se visualizar agora, neste instante, fazendo "tal coisa", se só pensa na cena de você atuando naquilo daqui há anos, o caminho tem problemas aí. O seu emprego tem que ter a ver com a sua personalidade, com as suas manias mais essenciais, com as suas visões de mundo, com o que você sabe que não vai embora mesmo com o tempo passando, renovando seus gostos. Tem que caber em desejos que podem ser construídos com fases e cautela, mas que inclua o que faz parte do que você quer deixar para o mundo. São pontos assim que a série nos faz acompanhar dentre subtópicos das vidas desses programadores, além de curiosidades sobre o que acontece por trás da criação de um app, desde as discussões com investidores até dramas de financiamento. Juntando tudo isso com grandes toques de comédia e a personagens que tornam o trágico um pouco cômico, temos essa imperdível resultante.

7. The IT Crowd


A série britânica é quase uma mistura de The Big Bang Theory e Parks and Recreation, porém de uma forma mais intrigante e reflexiva. Nela acompanhamos o cotidiano da Reynholm Industries, uma corporação britânica localizada no centro de Londres e demonstrada pela visão de um grupo de TI (tecnologia da informação). A equipe é formada inicialmente por Roy e Maurice Moss, dois geeks com sérios problemas de socialização (isso lembra alguém? Olá, Sheldom). Ambos trabalham no porão do prédio, com uma certa autonomia, até a chegada da nova gerente do setor, a Jen Barber, que mentiu em seu currículo sobre entender de computadores. Roy e Moss, mesmo que tendo um trabalho importante e necessário na empresa, são desprezados pelo resto da equipe (para quem está tendo que comer sapos da vida, é uma ótima inspiração). As irritações de Moss são de causar risos a qualquer um. Ele acredita, por exemplo, no poder da mente e acha que usar sua técnica de ignorar o telefone fará com que ele pare de tocar (e não é bem o que acontece). Os resultados das cenas, por mais bobinhas que pareçam em falas soltas (ou até repletas de julgamentos, porque vai que um dia ele consegue...), são interessantes. Já Moss é muito racional, relacionado a coisas técnicas. Entretanto, mesmo com sua extrema precisão e sugestões quase indecifráveis, tem certa dificuldade para lidar com problemas práticos, como remover aranhas e apagar incêndios. Diversas mensagens, só desses tópicos, já podem ser imaginadas, não é? Como, por exemplo, o fato de que ninguém é maduro ou imaturo em um total, somos maduros para certos detalhes, para outros não. Maturidade requer experiência, dons e até intensidade para alguns casos. Por vezes o que tem mais experiências não sabe nem da metade de quem passou por algo próximo em uma só vez. Então, aquela questão de não julgar está inclusa. Sempre seremos crianças de colo nos braços de alguns, dependendo do assunto. Por último, nos personagens principais, temos Jen, que em matéria de blefe ganha de todos, sendo completamente leiga quando o assunto é computadores. Ela conseguiu contornar o chefe, Denholm e ser nomeada como gerente do setor de TI, mas pode nos surpreender com outros talentos. A série possui poucos episódios, seis a cada fase. E o que deixa mais triste é o fato de ter apenas quatro temporadas. Mas é uma boa pedida para quem quer começar e terminar em pouco tempo alguma trama.

Outras séries (algumas já apareceram por aqui em outras postagens e você pode saber ainda mais sobre elas lendo diversas dicas na categoria de TV):









Sherlook Holmes (BBC)

Alguma das suas séries preferidas foi apresentada aqui? Conhece mais alguma que aborda temas geeks e que não apareceu na lista? Já assistiu alguma das citadas e tem mais críticas para fazer? Então não deixe de dar a sua opinião e dicas aqui nos comentários!

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2 COMENTÁRIOS

  1. acabei de chegar aqui atraves de uma entrevista que vi da vanessa! ja tinha lido uns textos na internet, mas nao sabia do sem quases. fiquei 'passeando' aqui e vi que esse blog tem de tudo e isso torna ele ainda mais incrivel, principalmente pela profundidade das coisas, q eu ja cheguei esperando por ser da brunt. mas é muito legal olhar os temas... tem dicas de todos os tipos, cultura! ensinamentos praticos e mais reflexivos... adorei essa postagem, me interessei por varias series e estou anotando varios filmes indicados tb!!

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    1. Oba! Que maravilha saber que está aqui no nosso cantinho, Alana! A ideia é justamente sempre mostrar os ângulos mais aprofundados de todas as coisas que acho legais e tenho vontade de compartilhar com vocês, indo além dos meus pensamentos à flor da pele. Bom demais saber que está gostando e que já apreciava meus sentimentos escritos. Adorei saber que através das informações tem acrescido suas listas de filmes, séries e mais. Espero que continue emitindo suas opiniões e dicas! Um super beijo!

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