ANÁLISES DE MÚSICAS PEDIDAS PELOS LEITORES (DUAS LETRAS + UM CLIPE) #1

domingo, maio 29, 2016


Após análises musicais nas quais destrinchei lições e metáforas minuciosas de artes que muito apreciei (em sonoridades, letras e clipes), como nas do "Meus clipes metafóricos favoritos"ou "Análise de letra e clipe de Out Of The Woods", além de diversas outras, chegou a hora de atender aos pedidos de vocês! A partir de comentários, e-mails e mensagens particulares, fui fazendo a lista de cada letra e/ou clipe pedido para ser melhor destrinchado, para que possamos navegar ainda mais nas mensagens e refletir juntos com mais detalhamento. Então, iniciamos a primeira parte com duas letras e um clipe recente. Lembrando que as partes em itálico das letras são estrofes das músicas e as partes em negrito nas análises estão destacadas para que possam encontrar com mais facilidade o início de cada novo fragmento aprofundado.

  • New Romantics / Novos Românticos (Taylor Swift)

Pedida por muitos de vocês, começamos com a composição poética que merecia um clipe digno, metafórico como a letra, seguindo mais as entrelinhas e mensagens. Mas essa revolta fica de lado, porque a música prossegue com sua força de reflexão crítica que merece mergulho. A letra, que fala sobre os românticos, que é direcionada para os corações emotivos, para quem é sensível (o que acaba podendo ser cabível para qualquer um, já que dependendo do caso e do sentimento alargado, todos são), nos encaminha para duas angulações em mesclagem: A primeira, do sentido de jogos sociais que nos 'corrompem' (sem corromper a nossa essência) e nos deixam mais alertas, abordando a maneira com que a sociedade nos 'obriga' a joguinhos de conquista, de cautelas mais procedentes. E a segunda, do sentido de 'saber que tudo vai fazer sentido', do quanto prosseguimos e por que continuamos fortes, cada vez mais. É sobre buscar o tal sentido com sensibilidade e clareza. Uma mensagem firme, com diversas outras em implicitudes, para quem não souber valorizar esse tipo de pessoa (com a ilusão de que ela "estará sempre ali" apenas porque se entrega imensamente).
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Estamos entediados, estamos tão cansados de tudo
Nós esperamos por trens que simplesmente não estão vindo
Nós exibimos nossas letras escarlates
Confie em mim, a minha é melhor

Estamos sempre em busca de mais, o "entendiados" não significa exatamente que não há valorização do tido, mas representa o desejo da não acomodação, das explosões de sentimentos em falas e atos, do fato de estarmos sempre acumulando como em uma 'lista' as provas que nos dão ou deixam de dar, estamos sempre observando o que pode nos deixar desconfiados. Estamos, ainda, carregando as frases "Não sabendo que era impossível, foi lá e fez" e "Se for possível, está feito! Se for impossível, vamos fazê-lo!". No verso "Esperamos por trens que simplesmente não estão vindo", há a representação de uma esperança pelo melhor, pelo mais honesto, pelo que vai, de fato, nos 'buscar' e 'levar com segurança', porém, com uma noção clara de razão, de não esperar nada disso sentado, mas andando, de viver enquanto ocorre qualquer aguardo, de "ir partindo enquanto vamos não ansiando" (como ilustra este meu escrito antigo). Há uma mesclagem entre razão e emoção, por mais que sejamos mais coração do que mente. Logo, há uma noção firme de teses e valores, existem limites do que aceitamos/toleramos e do que não permitimos jamais que façam (traição, falta de lealdade...). Fatores para os quais não fechamos os olhos. Já nos versos "Nós exibimos nossas letras escarlates / Confie em mim, a minha é melhor" temos uma das partes mais críticas da letra, abordando as competições sociais que vão nos tornando cada vez mais de 'olhos abertos'. As letras escarlates representam as nossas sensações, a nossa história, o que nos marca, o que sabemos de nós, o que sabemos que sentimos, passamos e vemos. O trecho é como uma afirmação de que 'Não largo as minhas próprias letras por nada, porque é a única coisa na qual posso me segurar com segurança total, nas minhas releituras e sinceridades'. São feitos voltados para emoção (compor, fazer alguma arte, sentir, amar). E o 'a minha é melhor', os feitos voltados para uma razão: ou seja, representa a competição social, todos os 'joguinhos' impostos em que a prova da verdade está sempre meio duvidada, em que o pote da confiança está sempre meio perfurado, em que precisamos de comprovações concretas por segundos e fazemos questão de provar também em nossas teses, sentimentos, verdades. É uma batalha completa consecutivamente, de um tentando ver a sinceridade e os valores reais no olho do outro, porque o que temos, de fato, é a nossa honestidade e sentimentos transbordantes para assegurar que aquilo vale a pena e, para nós, eles são os pontos no qual realmente podemos confiar. Os pontos que não devemos, jamais, trair. As nossas juras serão mantidas, ainda que a do outro não. E isso ocorre justamente porque sabemos o que sentimos, sabemos da nossa sinceridade, mas sempre precisamos checar as alheias perante o que o próprio mundo nos impõe a cada vez mais alimentar como 'lados de detetives'. 'A minha é melhor' tem, então, a justificativa seguinte: 'é melhor' porque é dela que eu sei com completude e é ela que vou proteger (a minha sensação, o meu sentimento, a minha honestidade). Posso dizer que sinto mais do que você, que a minha arte é mais profunda do que a sua, que as minhas marcas são mais intensas? Não. Maturidade é um ponto relativo e depende da temática. Mas posso dizer que, para mim, é isso o que vai valer como 'maior' durante cada nova 'guerra' dentro desses tabuleiros impostos, porque confio no que eu aprofundo, sei que eu sinto e vejo de forma gigante! Confio no meu transbordar, ainda que venha a ser transformado (e, se for, é para encontrar ainda a mesma essência). É nesse ponto que a autora se assegura para prosseguir e arriscar, e por isso não o solta por nada, por isso o diz como 'melhor'. Somos os sentimentos querendo utilizar o cérebro consecutivamente, ainda que deixemos coração muito guiar. Somos vívidos em uma grande e duradoura batalha em meio a outras tantas pessoas querendo, todas (incluindo a nós), descobrir as verdades por trás umas das outras em formas de 'joguinhos' para chegar em respostas. Os jogos não são por querer, mas pela sociedade impor que, somente assim, somente em cartadas, podemos entender os reais interesses de outro alguém. Vamos ficando cada vez mais desconfiados.

Nós somos tão jovens, estamos na estrada para a ruína
Nos fingimos de burros, mas sabemos exatamente o que estamos fazendo
Nós choramos lágrimas de rímel no banheiro
Mas sabemos que a vida é apenas uma sala de aula

A representação da palavra "jovens" não é para ser levada ao literal, ela clareia a ideia das forças: de recomeçar, de ficar ou ir embora. Do não ter medo de abandonar algo se está fazendo mais mal do que bem, não agonizar em uma história que não está valendo o desgaste, não ter medo de uma 'solidão' futura, porque não há temor em carregar a tese de que a solidão é "só-lidão", é só ler com atenção: é momento que não existe por acaso, feito para ler com atenção, o que quando não só fazia descaso. O verso, logo após, "Nos fingimos de burros, mas sabemos exatamente o que estamos fazendo" carrega uma das minhas mensagens favoritas da letra. Quando 'nos fingimos de burros' é para observar melhor, analisar o outro, analisar se juras estão sendo cumpridas, se há valores reais (e aqui podemos caber mais do que romance, incluindo amizades e quaisquer relacionamentos). Não falamos o que o outro deveria falar e/ou fazer se é algo que ele precisa dar como prova, se é algo que deveria ser naturalmente feito como comprovação de um sentimento, de um papel prometido. Fingimos que 'não sabemos o que ele deveria fazer', que 'se ele quer fazer aquilo, pode fazer'. São sempre apenas novos testes em que colocamos cada um para nos dar a verdade nua e crua, e ela só chega quando há ajudas em entornos (e por isso sabemos exatamente o que estamos fazendo: implantando um novo exame a ser respondido). "Choramos lágrimas de rímel no banheiro": o rímel aqui representa a arte, o artista representa uma verdade, uma emoção firme a qual se entrega fielmente enquanto promete estar naquele papel, mas que pode ser substituída por outra caso não esteja mais sendo encaixável no roteiro. Ou seja, se algo deixa de valer a pena, choramos o rímel. Sofremos honestamente, mas sem exitar seguir em frente quando realmente damos um ponto final, porque "sabemos que a vida é apenas uma sala de aula". Utilizamos aquilo como lição, como mais carga para as nossas bagagens de razão e emoção, mas não nos permitimos chorar sem ir andando, são lágrimas que não nos prendem no quarto por anos. Podemos chorar nas ruas, nas estradas, sofrer horrores, mas lá estaremos: permitindo novos caminhos. Porque sabemos que maturidade é não desistir de sentir. Porque sabemos que a vida só é inteligente e faz sentido para quem sabe ler nas entrelinhas. Se você não quiser que tenha sentido, nunca vai aparecer algum. Se você se prender no que não faz sentido, aquele "não sentido" vai sempre ser nenhum.

Pois, querido(a), eu poderia construir um castelo
Com todas as pedras que já jogaram em mim
E todos os dias são como batalhas
Mas todas as noites conosco são como um sonho
Nós somos os novos românticos
Vem, Venha comigo

Os dois primeiros versos basicamente não precisam ser destrinchados, falam por si quase de uma maneira literal: Pegamos as dores para construir novos sonhos ('castelo'), não para endurecermos. Por mais que juremos que vamos ser mais duros, menos emotivos, isso só cabe para: mais atentos, espertos, mais detetives! Mas o nosso coração continuará gigante, permitindo, indo. E utilizando as dores passadas para ser mais firme nas idas, para tolerar menos as faltas de lealdade de outrem. Porém, não para nos tornar menos entregues a cada novo castelo, porque assim começamos na 'próxima parada': entregando toda a fé, até que ela passe a ir se quebrando. Após, em "todos os dias são como batalhas / Mas todas as noites conosco são como um sonho", os dias representam a claridade, a razão, os papéis constantes de investigadores que praticamos. São as batalhas, as formas de "nos fazermos de burros", os jogos que poderíamos preferir não jogar, mas viramos mestres por cada queda ir nos tornando mais mesa, apesar de nunca deixarmos de ser envolvimento. E as noites representam esse pedaço de nós, em que tudo fica mais escuro, podendo ser entendido por alguns como uma cegueira, por tanto sermos 'dados' ao realmente embarcamos em uma história. Mas o dia está ali, e vivemos na mesclagem do pôr do sol, dia e noite em conjunto, por isso "as noites são como um sonho" e não exatamente um. Estamos com um olho aberto, apesar de irmos para além de qualquer limite enquanto sentimos que é válido, que é reciproco, que é sincero, que carrega princípios. Ademais, o título da música sendo apresentado em "somos os novos românticos", representa não exatamente a tese direcionada aos 'românticos de uma nova geração' (que iria, aos poucos, virando a antiga), mas sim a ideia de que sempre estamos inovando o nosso lado romântico através das lições de vida e da angulação sentimental do que nos faz seguir em frente para continuar tentando nos doar enquanto também ficamos com mais táticas de 'olhos alertas'. Somos sempre 'novos românticos', sempre com bagagens mais firmadas e maiores, renovadas para continuarmos com a mesma essência e mais sagacidade, permitindo que esse lado de coração inteiro continue a florescer, empenhando o punho de quem ainda tem fé, mas de quem só toma o risco até que o risco prove não ser de mais positivo do que negativo. E o "vem, venha comigo", indica assim uma chamada nossa para o resto do mundo, expelindo que tentamos mostrar a todos os lados positivos de 'mergulhar com corpo e alma' em cada história.

Corações partidos são nosso hino nacional
Nós o cantamos com orgulho
Estamos ocupados demais dançando
Para sermos atirados fora dos nossos pés
Somos os novos românticos
E as melhores pessoas, na vida, são de graça

Sabemos que as dores nos tornam mais astutos, sabemos que só as sentimos porque não tivemos medo mergulhar, sabemos que mais perde quem não se joga, preferimos cair do que nem andar, e por isso "corações partidos (representação de qualquer decepção) são nosso hino nacional (aquilo que lembramos o tempo inteiro para lembrar quem somos, como 'chegamos ali', sendo coração inteiro, sempre, com a razão alertando quando necessário)" e sentimos o orgulho constante de assim prosseguir. Em "Estamos ocupados demais dançando para sermos atirados fora dos nossos pés" está a noção do amor-próprio (não do tipo que chega a virar desamor, porque, obviamente, se amamos só a nós como única prioridade, deixamos de permitir, de criar laços para evoluir e, assim, não alimentamos, sequer o amor a nós!), do tipo que permite a dança, permite o experimento, a nova tentativa, a nova fé, ainda que mais propensos a guiar com ainda maior firmeza. Permite. Permite que o outro pegue as nossas mãos, mas não os nossos pés (nossos sonhos, demais objetivos, o que nos torna quem somos para além daquela relação). Permitimos tudo o que é soma, o que é um certo equilíbrio de prioridades, em que ambos cedem quando ocorrem urgências e tratam a felicidade do outro como própria, mas a partir do momento em que nos sentimos puxados para baixo com constância, em que sentimos que estamos dando para muito além do que recebemos, mal chegamos a cair e já vamos embora. Somos tudo, somos todo, até que o outro não seja. Não é fazer por interesse, é fazer sabendo que existe verdade para fazer valer. E, uma das melhores sacadas da letra surge em "As melhores pessoas na vida são de graça", que, em inglês, está na letra como "The best people in life are free", podendo ser também "As melhores pessoas na vida são livres". Logo, há uma ambiguidade que, por fim, se enlaça, dando uma, continuidade a outra: As melhores pessoas na vida são de graça e, só assim, somos livres. As entrelinhas ficam basicamente 'nas linhas'. Quem faz por sentir de fato, por honestidade, tendo valores, sabendo que para ter o fundamental deve abrir do trivial, são as pessoas 'de graça', que não buscam algo para exibir, usar, iludir, mas sim para encaixar em sua lista de objetivos, prioridades, lealdade. E, exemplificando ainda melhor, a partir disto, a questão do ser livre, fica aqui a frase que conecta (fragmento: só é livre quem sabe ao que se prende).

Estamos todos aqui, as luzes e garotos estão cegando
Nós nos seguramos, e o segredo está no tempo
É como pôquer, não dá pra ver em meu rosto
Mas estou prestes a jogar meu ás.
Nós precisamos de amor, mas só queremos perigo
Nós nos juntamos e separamos como um troca discos
Os rumores são terríveis e cruéis
Mas, querido(a), a maior parte deles é verdade

O "estamos todos aqui" representa duas vertentes, as duas, justamente, que são tão agregadas em toda a letra: estamos todos aqui porque estamos observando cada novo ato, tanto nossos como dos outros, o tempo inteiro. Observamos as provas dadas, o que está comprovando ou diminuindo essas juras. Somos sempre professores aplicando testes e dando novas notas. E, por outra angulação, estamos todos aqui porque nos entregamos com tudo de nós a cada história na qual embarcamos, ou seja, naquela em que estamos atualmente, estaremos por completo, e se, no caso, a história estiver confusa, com portas entreabertas, estaremos do jeito que ela estiver, 'indo embora enquanto não ansiamos'. Em "As luzes e garotos estão cegando", as luzes representam a razão, "os tapas" na cara que levamos e 'garotos' representam a impulsividade (que arrisca tirar a liberdade quando uma prioridade deve ser cuidada), a falta de firmeza que algo mostrou ter (garotos = inconstância/caça. Homens = busca de solo seguro, maturidade - como a própria Taylor já definiu em entrevistas). Essas decepções parecem, no momento, que vão nos tornar mais 'vazios', descrentes ao ponto de nos cegar para novas oportunidades que podem ser válidas, mas, no fundo, seguramos o nosso coração e vamos em frente ("Nos seguramos, e o segredo está no tempo"), continuando a transbordar (como ratifico: Transbordo em tudo. Fico onde couber), porque sabemos que aquilo fará sentido, que deve ser visto como mais uma sala de aula, um ano pelo qual passamos 'direto', e não ano reprovado. Basta então deixar o tempo fazer o seu papel e estarmos dispostos a lembrar que nada nunca sara totalmente, porque tudo deve ser relido, e só quem vai com tudo de si e não permite prosseguir quando já tentou mais uma vez e viu o mesmo final, é quem realmente terá um livro para reler, e poderá afirmar que fez jus à frase: "Leia a história enquanto sentir que pode escrevê-la".

Por conseguinte, ainda analisando a estrofe acima, temos o "É como pôquer, não dá pra ver em meu rosto. Mas estou prestes a jogar meu ás", o que é cabível nos versos anteriores voltados ao "nos fingimos de burros". Estamos sempre coletando provas, unindo argumentos, observando e dando novas chances calados, até que, quando falamos sobre algo que nos incomodou, tenha a certeza: aquilo foi amontoado de alguma maneira, e não é 'sobre o que parece', é 'sobre o que sabemos e demos a chance para que fizesse diferente'. O nosso ás não é a vingança, porque sabemos que ela fere quem somos e enfraquece os nossos argumentos sinceros. O nosso ás são as perícias feitas e os resultados delas. O nosso ás são as verdades jogadas na cara do outro. São os jogos que jogamos imensamente bem justamente por visar em algum momento, ter que menos jogar. O nosso ás são os momentos em que o outro não perceberá, mas em que estaremos o lendo e fazemos as nossas maneiras de lidar com aquilo dentro dos 'jogos sociais' em conjunto com a nossa honestidade, com uma certa cautela inicial para proteger um coração que já vai sendo entregue. Logo após, na composição, temos: "Nós precisamos de amor, mas só queremos perigo. Nós nos juntamos e separamos como um troca discos". O "só queremos perigo" representa o fato de que não aceitamos viver com "e se..." em mente, por isso damos a chance, pagamos pra ver, queremos sempre colocar a mão na massa para 'ler mais gente', para captar mais do outro, para deixar que um tipo de final se repita até que os fios de esperança sejam cortados e tenhamos a certeza de que não valia ficar. Corremos os riscos, porque evoluímos e causamos evolução alheia assim. Como é firmado no clipe e letra de Wildest Dreams, da própria Taylor (analisado aqui). Só queremos aquilo que, de alguma maneira, venha com possibilidades. Afinal, toda possibilidade fica entre dois lados de uma moeda, no ser ou não ser que vai se comprovando. Mas no fim das contas, precisamos do amor. Do mais fixo, do que vai firmando as certezas, do mais seguro, do mais íntimo. É pelo perigo de comprovar que começamos, e é pela comprovação que continuamos. Somente através dela. E, justamente por isso, "nos juntamos e separamos como um troca discos": não é por usar as pessoas, não é por ludibriar, é porque não ficamos no que não mostra ser justo e genuíno. E, finalizando a estrofe, temos "Os rumores são terríveis e cruéis. Mas, querido(a), a maior parte deles é verdade". O caso aqui não é que 'fazemos coisas terríveis', mas passamos por coisas terríveis, lidamos com coisas terríveis, porque nos permitimos a tentativa, o captar melhor, e crescemos com elas, a distorção então ocorre. Não dizem 'ela (ou ele...) teve diversos relacionamentos porque saiu machucada de vários, mas deu o melhor de si em cada um e prosseguiu com força, fé'. Dizem 'ela teve diversos relacionamentos'. Ponto. A maior parte de cada rumor é verdade porque são frases picotadas, cortadas, embaçadas, mas que fazem parte de um total com muito mais em que estivemos, sim, inclusos. E só nós sabemos o que iremos mais reler daquilo, o quanto ganhamos com aquilo, o quanto continuamos mesclando razão com coração em maior patamar e elevando mentes por aí por termos vivido na esperança de uma grande história e um grande legado.

Pois, querido(a), eu poderia construir um castelo
Com todas as pedras que já jogaram em mim
E todos os dias são como batalhas
Mas todas as noites conosco são como um sonho
Nós somos os novos românticos
Vem, Venha comigo

Corações partidos são nosso hino nacional
Nós o cantamos com orgulho
Estamos ocupados demais dançando
Para sermos atirados fora dos nossos pés
Somos os novos românticos
E as melhores pessoas, na vida, são de graça

Por favor, pegue minha mão e
Por favor, me leve para dançar
Por favor, me deixe presa
É tão romântico, tão romântico

As estrofes sem análises a mais já foram analisadas anteriormente e estão em repetições. A parte acima apenas ratifica quesitos, como o 'pegue a minha mão' e 'me leve para dançar' que já são teses agregadas na parte do 'Estamos ocupados demais dançando para sermos atirados fora dos nossos pés'. O "me deixe presa" então, tem a ver com não puxar "os pés" um do outro, não puxar o que os equilibra para além da relação, sabendo valorizar os sonhos alheios e lidando com os objetivos do outro como próprios. Isso é ser romântico, ser entregue, valer: ser impulsionador. 'Estar preso ao que liberta'. É como ratificado neste texto aqui.

Pois, querido(a), eu poderia construir um castelo
Com todas as pedras que já jogaram em mim
E todos os dias são como batalhas
Mas todas as noites conosco são como um sonho

Pois, querido(a), eu poderia construir um castelo
Com todas as pedras que já jogaram em mim
E todos os dias são como batalhas
Mas todas as noites conosco são como um sonho
Nós somos os novos românticos
Venha comigo

Corações partidos são nosso hino nacional
Nós o cantamos com orgulho
Estamos ocupados demais dançando
Para sermos atirados fora dos nossos pés
Somos os novos românticos

As melhores pessoas, na vida, são de graça.

  • Clipe: Up&UP / Para Cima e Para Cima (Coldplay)

Como sempre ratifico, para deslindar quaisquer clipes (de um dos bons) é necessário velejar na canção, na letra, nas mensagens, entrelinhas. Portanto, primeiramente, vamos firmar aqui o quanto a letra é bacana e também merecedora de uma análise aprofundada (que poderá vir futuramente como soma). A minha parte favorita da letra é "Debaixo da tempestade um guarda-chuva está dizendo: Sentar-se com o veneno leva embora a dor". A tempestade é, obviamente, a dificuldade que está impedindo de chegar no objetivo, o tempo ruim dentro do que é seu enfoque. O guarda-chuva é, claramente, a representação de uma proteção perante esses empecilhos. A proteção está embaixo da chuva, ou seja: está deixando ela o molhar. E não é assim que um guarda-chuva nos protege? Permitindo ser molhado. E é o que a parte seguida elabora: "sentar-se com o veneno leva embora a dor": é somente encarando as dificuldades e permitindo que elas 'mostrem as suas caras', mergulhando nelas para achar soluções dentro e não fora em primeiro lugar, que, de fato, podemos nos livrar de um problema, podemos encontrar melhores saídas, podemos matar melhor os possíveis "e se". Olhar para o problema como porta de solução, é o primeiro ponto a ser analisado. E a letra fala, justamente, em sua base maior, sobre superação, evolução. Com partes ainda como "E você pode dizer o que é, ou lutar por isso. Feche sua mente ou aceite o risco", ela vai ratificando a necessidade do fazer, da prática, do seguir vendo sentidos, da lembrança de que, até que vejamos a desistência como necessária, se tentamos de tudo é porque não mudamos a forma de tentar. Nos leva para a noção de que não temos como 'ir para baixo', porque a cada carga, somos maiores, estamos sempre subindo, mesmo nos empurrões para o chão.

O clipe é recente e considero o melhor de toda a carreira da banda Coldplay. Metafórico, com mensagens incríveis e firmando imensamente demais angulações da letra, o clipe demonstra a conexão de tantos detalhes que podemos não reparar firmemente ou lembrar, reforça que viemos sozinhos para estarmos juntos.

O clipe vai demonstrando, com elementos dentro de elementos, o quanto um simples feito, decisão ou quesito passado tem conexão com o que sequer imaginamos como dependente no atual, assentando a noção da necessidade que temos dessa teia, das relações, de implantar ao máximo generosidade, porque bons laços são as maiores riquezas que podemos gerar. E, para além, o quanto certos detalhes só permanecem por conta da permanência de outros tantos. Existem prioridades que precisam ser cuidadas em conjunto, assim como o amor depende tanto da lealdade quanto do respeito e quebrar um é quebrar o outro, é como tudo funciona: com partes que, se partidas, partem um tanto de todas as demais. E, com os detalhes agigantados e acima de outros em cada cena, ainda traz a mensagem de que depende do que você vai ver como destaque em cada situação para que tenha a consciência necessária do caminho a ser tomado. Você tem tudo, basta mudar o ponto de vista: é o que a obra mais aglomera, após a tese também tão abordada no poema "Ao reparar que estamos sozinhos", disposto nesta postagem (trecho: Não merece o fundamental, quem não sabe abrir mão do trivial. Não merece ler o final aquele que fala que foi acidental. Então vamos tirar os sapatos, colocar os pés na calçada, vamos encarar os fatos de que tudo tem sua pancada. Vamos olhar para trás, fazer cruz e dizer amém, por ser hoje capaz de ver que fica o que faz bem. Estamos abandonados o tempo inteiro, mas nascemos sozinhos para estarmos juntos. Que um sonho precisa permitir outros sonhos. Abrir mais portas para outros assuntos. Porque nada sobrevive só de si, nada sobrevive só sendo. Para ser é preciso de troca. Só escreve quem começa lendo(...)").

Analisando mais detalhadamente, temos, por exemplo, no encetar, uma tartaruga navegando ao lado de um metrô. A terra dependente do mar, o mais rápido dependente do mais lento. Lados da moeda sempre em conjunção, levando a um sentido majoritário. A forma dos movimentos das nadadoras, após, ilustrando os fluxos da máquina de lavar engrenam na ratificação de como algo simples do cotidiano pode abrir alas para grandes ideias. O que certifica a necessidade das 'pausas' em tudo o que é feito, anexando demais lições perante a temática de 'o que não esquecer para alcançar seus sonhos', como reforçado nesta postagem aqui, na parte do vídeo "Foco na Tarefa vs Foco no Resultado":  É preciso ter a pausa para que possa ir melhorando o feito e remodelando as pedras que vão surgindo sem que possamos perceber ao estar, incessantemente, fazendo. Ação sem respiração, asfixia. E, pior, cega. Enquanto pausamos, paramos para observar mais o quanto o mais fundo pode estar em superfícies. Inspirações são acendidas por alertas causadas por uma despretensiosa visão e reflexão de um momento que, com a respiração, pode mudar todo um futuro.

A menina em um balanço, preso em um guindaste, nos leva para a visão do quanto uma obra/feito, com algo que pode parecer mínimo, pode mudar o dia inteiro de alguém. Nunca pense, portanto, que algo que fez foi banal, porque pode salvar a semana, o mês, a vida de outro ser e/ou, no mínimo ser o começo de algo gigantesco, ou já ser gigante, por ser uma minúcia de valor. O céu acima, nessa referida cena, sendo imenso e caminhando devagar (ilustrando que planejar etapas, passo por passo, é fundamental), corrobora. Após, temos o mundo dentro do universo, pessoas olhando para algo que, por fim, é muito maior do que apenas aparenta ser. Elas não estavam, literalmente, olhando para o universo naquele momento, mas a metáfora que fica é a de que aquilo que estava sendo visto, no final, no depois, pode até parecer pequeno diante de um mundo que nem é um planeta sozinho, mas é sempre maior do que imaginamos e, por isso, devemos permitir o que quer que seja, o que pode algo nos lecionar.

Vamos vendo, após, uma sequência dentro dos pratos e xícaras: no lugar de bebidas e comidas, temos cenas, locais, prédios, pessoas, momentos. São representações de sonhos e acontecimentos que nos alimentam, que nos impulsionam a viver, e que para existirem, dependem da nossa força única, mas também da consciência de que não alcançamos nada completamente sozinhos. Aquilo está tendo alguma parte de si implantada também em um outro lugar. A esponja sendo um campo de futebol nos leva para a tese de que parar para limpar faz parte do jogo, de qualquer jogo, de qualquer plano. Mais uma vez a ratificação da necessidade da pausa em meio ao que está fazendo e, ademais, de que tudo pode ser metáfora, tudo é lição, tudo é válido, tudo é aprendizado que pode nos fazer ver além. Jamais devemos negar um saber, por mais que não pareça ter a ver com as nossas áreas.

A menina caindo numa piscina que é seu céu, a pipoca sendo feita em um vulcão que é metáfora para como a ideia de uma panela (uma nova utilidade) pode surgir: a partir da observação do que já existe; a menina aprendendo a 'boiar perante a própria cidade' (preconceitos e todos os problemas que talvez ela tenha que lidar cotidianamente), sentindo-se maior, mas não abandonando aquele local e sim apenas o vendo de outra maneira, sabendo que ali há o que também vale, são algumas das sequências deleitosas que vamos tendo. 

As conexões e visões do que pode se destacar a cada olho prosseguem sendo ilustradas, como na parte em que o navio está nos pratos de uma família porque a partir dele a rota do que agora chegaria lá é que se fez. A raia que está no mar, por exemplo, aparece acima dos surfistas, porque ali é 'a casa dela' e devemos respeito. Tudo depende do que temos como prioridade, do que vemos como maior, do que vai determinar o que vamos abdicar! Porque sempre precisaremos renunciar por cada escolha e, sem escolhas, não há caminhos reais. Somos determinados pelo que temos no topo da lista, pelo que escolhemos respeitar acima de tudo, e por como lidamos com isso.

A parte das consequências começa com uma floresta pegando fogo e o ser humano fazendo acrobacia diante disso (tentando 'mostrar' que isso é pequeno, que 'pode dar jeito', que 'não afeta tanto assim'). Um copo empatando todo o caminho de um rio e por aí vai. Essas analogias servem para quaisquer empecilhos que nós mesmos implantamos nas nossas estradas por falta de cuidado (e depois 'culpamos o destino' por não reler nossas parcelas agigantadas de culpa), por subestimar demais os valores dos pontos "pequenos" que temos que cuidar e deixamos de lado por ambições, por trivialidades, pelo que pode parecer maior no momento, enquanto o maior é sempre o que deverá perdurar: um relacionamento, a nossa casa, o nosso trabalho. E como perdurar o trabalho se aceitar ferir a base dele por algo momentâneo? Como perdurar o relacionamento se o ferir por mentiras que 'parecem valer' em pequenos momentos? Como perdurar o que deve ser cuidado para perdurar se procurarmos 'dar jeitinhos' tornando em situações aquilo menor do que o que, na verdade, é de fato menor?

A banheira representando uma circulo "fechado" da sociedade: discrepâncias gigantescas de classes sociais; um muro feito para nos separar do mar, da imensidão de possibilidades por medos (de tsunamis e afins); a guerra: nós destruindo a nós e a nossa casa, a nós e aos nossos sonhos. 
Quantas coisas deixamos de encontrar por medo de nos perder? A rosa que vos espera pode exalar perfume que sobressai os espinhos. Quantas vezes esquecemos que crer também é descrer? E ainda assim, por temor da sorte cortamos caminhos.É que tu fechas as portas, as janelas, pedes vento, inda choras. Enquanto a brisa tenta chegar a ti, e tu nem vês, tu só imploras. Não estamos sabendo priorizar. Pausar e reler. Cuidar. Não estamos sabendo lembrar que amar somente a si, travando outros laços, já é desamor (como já um pouco destrinchado acima em New Romantics). 

As demais sequências vão enfatizando esse ciclo de sentidos que se dá através das teias, através da nossa permissão em não ser 'só para nós', porque assim muito mais crescemos e ganhamos, mesmo que saiamos feridos. As conexões de um elemento dentro de outro não somente representam as conexões humanas ou de fatores da terra e universo, mas também de sonhos que podem abrir portas para outros sonhos, de sabermos utilizar oportunidades para alargar outras. De trabalhar no que a vida deu a chance se, a partir disso, for possível já abrir alguma brecha para o que mais sonha. Somos gigantes quando sabemos que existe muito mais por trás. Como destrinchado no resto do poema já indicado acima (Ao reparar que estamos sozinhos), que sinto como muito bem representado pelo clipe e letra da canção em conjunto.

  • Set Fire To The Rain / Ateei Fogo à Chuva (Adele)

Uma das metafóricas da Adele, pedida por dois leitores. As metáforas, no entanto, acabam sendo bem simples de captar, carregadas de certos clichês, mas com uma força bacana em sensações honestas. As questões de base lembram muito, para mim, Out Of The Woods (já analisada aqui: letra e clipe), da Taylor Swift. Porém, a poesia de OFTW e as mensagens para além dos entornos, indo para diversas entrelinhas além das 'linhas', são de cargas imensamente mais amplas. Contando com o clipe em soma, ainda mais. Contudo, não deixa de ser válido mergulhar na composição abaixo para quem pode se identificar e ter mais uma canção do quesito na cartela.
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Eu deixei cair, meu coração
E quando caiu, você se levantou para reivindicá-lo
Estava escuro e eu estava acabada
Até que você beijou meus lábios e me salvou
Minhas mãos eram fortes, mas os joelhos eram muito fracos
Para estar em seus braços sem cair aos seus pés

O referido coração estava ferido de uma história passada. A autora embarcou em algo que gerou alguma queda da qual ainda estava cicatrizando, ela é do tipo de pessoa que quando se entrega, transborda. E quando essa ferida estava ainda tão aberta, essa outra pessoa indicou o desejo de tratar essa dor, de ser digno do coração que é tão inteiro onde fica. A escuridão, dita após, parecia ser encerrada após a "salvação" ocorrida. Porém, acaba por retratar, ainda, a falta de clarezas, de afirmações e ratificações em atos e voz que a pessoa que "assumiu" o coração estava deixando de emitir. Aquele novo caminho não estava com as juras firmes, não andava sem interrogações permeadas e cessadas com completude. Mas a autora estava tão exausta da ferida passada que já havia convencido a si a não se permitir a grandes desgastes por quem deveria fazer, naturalmente, o que transpassava em entrelinhas, em sentimentos jurados. Ela tinha em mente e peito a asserção de que não daria chances consecutivas, apenas ficaria um pouco mais para não causar "e se", porque (presume-se) sabe que desistir pode ver ser válido caso os valores não casem, caso fique para ver a história se repetir, caso dê uma primeira chance, porque ela não é a segunda. Sabe que o fim precisa demorar para ser fim. Precisa analisar para ser fim. Precisar permear o fim para ser fim. Precisa mais do tempo sendo fim, do que do fim para ser fim. O fim de um relacionamento não é fim porque acabou. É fim porque continuou acabando enquanto continuava, enquanto andava pelo fim sem saber se poderia ser recomeço. Fora a isso, os outros tipos de fim, não são finais. São desculpas para chamar a atenção, para conversar o que não teve coragem, ou para mostrar que, quiçá, nunca teve sequer começo (e, assim, mal teve fim, teve apenas a informação de que jamais existiu), que é a sensação que fica quando há uma traição, uma quebra qualquer de promessas voltadas aos valores.

Contudo, então, após começar a dar a chance maior para a queda das neblinas, ela passou a reparar que a força de mandar aquela pessoa embora se embaçava a cada tentativa próxima. As mãos representam o que pode empurrar, dizer "pare", "chega", mandar para longe. Logo, ele (a pessoa que jurou fazer papel digno de curandeira) sempre achava alguma escapatória para clarificar partes de algo, ludibriando uma depuração completa que, na verdade, sempre viria a gerar novas dúvidas a não serem prontamente limpadas, a serem absurdas. Os joelhos são a representação dos pontos dela que "caiam" nessas primeiras formas de ilusão. Na crença ainda acesa de que ele estaria, de fato, iluminando as questões para não mais serem ainda implantadas. E assim, ao chegar perto dele para um final, o ciclo iria se repetindo: ele com afirmações e disposições que pareciam suficientes e ela com o fio de esperança ainda vivo, crendo que, por conclusão, não haveria mais questionar. Longe dele: razão. Perto dele: vírgula.

Mas há um lado seu que eu nunca conheci, nunca conheci
Tudo o que você diria, nunca era verdade, nunca é verdade
E os jogos que você jogaria, você sempre ganharia, sempre

A parte acima é explicada e ratificada pela primeira sequência, já destrinchada.

Mas eu ateei fogo à chuva
Vi a chuva cair enquanto eu tocava seu rosto
Bem, o fogo queimava enquanto eu chorava
Porque eu ouvi gritar seu nome, seu nome

O fogo representa a razão, a noção de que aquilo já estava por fazer mais mal do que bem, é a certificação da "força das mãos dela", é o que poderia queimar eles dois até virarem cinzas. Mas a cada momento de proximidade, em que há o toque, literal e metaforicamente, vem a chuva (que é a representação dele, das manobras injustas de novas juras feitas, da sensação da paixão abordada - que apaga a força da razão) para tirar esse fogo, para embaçar as noções. O fogo gera o arrependimento de prosseguir aquilo em cada momento em que ela está longe. Ela chora, sente a dor real da clareza ao não estar próxima dele, enxerga melhor e quando está perto, mesmo na chuva, ele (fogo) prossegue em partes dela, avisando, aclamando que o 'nome dele' (pessoa) é o erro, mas o fio de esperança acaba sendo mais forte, o suficiente para prosseguir, ainda que essa luz não a deixe em paz em nenhuma sequência.

Ao estar contigo, eu poderia ficar
Fecho meus olhos, sinto você aqui para sempre
Você e eu juntos, nada é melhor

A parte acima faz representação óbvia à sensação obtida em cada momento de proximidade entre ambos.

Mas há um lado seu que eu nunca conheci, nunca conheci
Tudo o que você diria, nunca era verdade, nunca é verdade
E os jogos que você jogaria, você sempre ganharia, sempre

Mas eu ateei fogo à chuva
Vi a chuva cair enquanto eu tocava seu rosto
Bem, o fogo queimava enquanto eu chorava
Porque eu ouvi gritar seu nome, seu nome
Eu ateei fogo na chuva
Eu nos joguei nas chamas
Bem, eu senti algo morrer
Porque eu sabia que era a última vez, a última vez

Algo a mais ocorre e, juntamente a todo o desgaste, que sinto muito bem representado pela crônica que já está por aqui: "Não é o que parece", principalmente pela frase 'Não é sobre encalços, é sobre conjunturas'; ela chega em seu limite e "os joga na razão", não mais enxerga pingos de esperança, não consegue mais visualizar fé em nada feito ou dito por ele, porque o fogo, finalmente, está ganhando da chuva. Algo maior morre de fato: a esperança que ainda ficava em fragmentos, mas a puxava de volta a cada novo encontro. Ela definiu que ali seria o fim.

Às vezes eu acordo, passo pela porta
O coração que você ganhou deve estar esperando por você
Mesmo que, quando já não estamos mais
Eu não posso me impedir de procurar por você

"Acordo": razão. "Passo pela porta": vou embora para longe, novas chances. Mas a porta acaba sendo alguma que a leva de volta ao encontro com ele. Abrindo portas para as brechas dele, as quais causam, após o fim de tudo, a demonstração de uma parte dela que ainda tenta ter esperança, que ainda pede para restar um fio de algo. Ainda que tudo em cinzas, o desejo de permanecer ressurge nas proximidades e nos atos que ele comete de 'convencimento'.

Eu ateei fogo na chuva
Vi a chuva cair enquanto eu tocava seu rosto
Bem, o fogo queimava enquanto eu chorava
Porque eu ouvi gritar seu nome, seu nome
Eu ateei fogo na chuva
Eu nos joguei nas chamas
Bem, eu senti algo morrer
Porque eu sabia que era a última vez, a última vez
Oh, não
Deixe queimar, oh
Deixe queimar
Deixe queimar

E então, tudo se repete. A chuva vencendo do fogo. Um ciclo que jura ser a última vez no fim, mas volta para o fogo caindo na chuva, perdendo dela pelos "toques", sejam os mais metafóricos ou mais, de fato, ocorrentes. Mas quando será então a ultima vez? Ela precisa que ele deixe queimar para ser. Se ele volta com tamanha rapidez, com novas das suas fórmulas ilusórias, quebra o fechamento do ciclo. Ela precisa que ele permita ficar longe para ser fim, porque então, após, ainda que de perto, continuará a ser. Ela afirma "Oh, não!", porque depois de cada finalização, sabe que iniciará tudo outra vez. É necessária a distância entre ambos por um tempo maior para que o fim seja final, porque a razão dela nunca morre e a corrói cada vez mais, seja de perto ou de longe, não importa o quanto o coração deseje permanecer a cada tentativa de cegueira causada por ele. Algo pode a puxar de volta, mas a cada vez ela estará menos lá. Porque ele não faz nada do que é básico, do que é leal naturalmente, precisa que ela os jogue no fogo para então fazer mais chuva. E ela é do tipo que faz chuva ser fogo em mesclagem o tempo inteiro. A questão já não é a fé, totalmente quebrada. É a paixão, totalmente insana. Como descrita aqui. Paixão/sentimento forte (chuva) apaga o fogo (razão), mas somente em instantes: no fundo o fogo sempre estará ali, nos dizendo o que é necessário para dar desfecho ao que faz mais mal do que bem (como a própria autora demonstra saber), ao que não é saudável, ao que é veneno vestido de remédio, ao que continua sendo fim enquanto é reiniciamento. Nos resta colocar em prática, porque quando pedimos para o outro pôr, estamos deixando o fogo nas mãos da chuva, outra vez. 

Qual das poesias destrinchadas mais invadiu as suas profundezas? Existe algum tópico reflexivo a mais que gostaria de indicar?

Tem alguma letra, música com totalidade (contando com as metáforas também sonoras) e/ou clipe que deseja ver analisado por aqui? Você pode enviar o seu pedido através do e-mail bruntleitores@gmail.com ou contar aqui nos comentários!  

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59 COMENTÁRIOS

  1. Show demais essas análises! Parabéns! Eu também fiz uma de Up&Up, só que fiz em vídeo. Se quiseres conferir, tem o link la na lateral do meu blog :D
    Sobre a letra da Taylor, não conhecia essa música. Pela letra me pareceu muito 'a cara dela", sobre justamente não se importar em sofrer diante de um amor, uma vez que "as pessoas" sempre irão valer a pena. Já a Adele, eu conhecia mas nunca tinha prestado muita atenção. Achei muito interessante essa analogia com fogo x chuva, pra mim nem foi tão cliche essa metáfora, bem o contrário :D
    Ótimas análises, mesmo <333
    boa semana :)

    Red Behavior

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    1. Ai, Mari, como é maravilhoso saber que pôde navegar ainda mais por cada entrelinha. Espero que possam ter alavancado em releituras internas de peso. Concordo mil porcento sobre a letra da Taylor e adorei saber que pôde sentir força de maiores profundidades nas metáforas da Adele! Irei visualizar seus apontamentos sobre o clipe novo, viu? É tão maravilhoso saber que mergulhou em demais reflexões a partir de cada uma das artes. Obrigada por alimentar os sentidos dos nossos cantinhos ao mesclar mente e coração para navegar. Um super beijo!

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  2. Brunt eu sempre fico chocada com tudo o que voce escreve, seus textos, tudo. E essas analises que voce faz... socorro!! Me matam!! Sempre trazem reflexões incriveis e pegam os detalhes mais "escondidos", por assim dizer. Tanta coisa de New Romantics que eu nunca tinha imaginado, reparado, aprofundado... a parte dos jovens que eu levava no literal, a parte do real sentido do "nos fazemos de burros" (super a ver comigo kkkkk), a parte dos pés. Tanta coisa que acaba levando a identificação e reflexão e eu nem imaginava. E ESSA ANALISE DE UP&UP? TO AQUI ATÉ AGORA SEM RESPIRAR. Ja tinha visto alguns comentarios sobre o clipe em outros sites, mas nada que pegasse tanto pontos assim, tao detalhamente. Sua sensibilidade sempre me espanta, no bom sentido. Essas cenas que voce descreveu os significados... eu nunca enxargaria se não fosse voce. Obrigada por esse blog incrivel!!

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    1. Ai, Lana, como é maravilhoso sentir esse seu carinho incrível e retribuir com gosto! Obrigada por mergulhar e transbordar a cada entrelinha e reflexão, a cada detalhe tão agigantado. Obrigada por sentir e permitir mesclar mente e coração a cada análise, reflexão. Obrigada por assim alimentar os sentidos deste nosso cantinho! Obrigada! A emoção que mora em mim é crescente por saber que pôde alargar ainda mais as suas releituras internas a cada minúcia assim. Adorei imensamente saber que encontrou tanto de si e de pensamentos borbulhantes através de New Romantics e que pôde alastrar visões críticas a mais através de cada análise. O agradecimento mais agigantado é meu, porque você e as suas mãos em abraços que tornam, em conjunto com cada mão disposta a transbordar, sentidos mais firmes para cada partilha aqui emitida. Obrigada! E espero que possamos continuar a destrinchar pedaços assim, que são sempre maiores do que aparentam.

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  3. eu adorei ver suas analises das musicas, amo coldplay, mas confesso que to meio por fora, ainda nao conheço essa musica. fiquei com ainda mais vontade de ouvir

    www.tofucolorido.com.br
    www.facebook.com/blogtofucolorido

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    1. Oba! É maravilhoso saber que pôde mergulhar ainda mais em cada entrelinha reflexiva das obras, Lí. Espero imensamente que possa captar a letra nova da banda também e fazer releituras ainda mais intensas através dos compilados de mensagens a mais (além das reforçadas) do clipe analisado. Que cada tese possa desencadear em ciclos de releituras internas que levem a diversos outros meios de aprofundamentos, viu? Um super beijo!

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  4. Olá Vanessa!
    Havia comentado anteriormente sobre o problema com os vídeos nos posts do blog, que carrega o mesmo e tenho que atualizar diversas vezes para conseguir ver todos. Sim, o problema é só aqui. Outros sites e blogs com posts com diversos vídeos carregam normalmente :/

    Adorei as análises! Gosto de analisar músicas também, mas como um passatempo.
    Gostei muito da análise da música da Taylor, achei "bem ela", como uma essência. Up&Up eu ainda não conhecia, mas gostei muito da música, ainda mais por ouvir lendo sua análise, podendo refletir sobre o real significado dela.
    Você escreve muito bem, adoro ler <3
    Beijo

    Blog Lua Soares

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    1. Oi, Lu! Obrigada imensamente por apontar o quesito e impulsionar melhorias para a navegação no nosso cantinho, viu? Já estou tomando as providências para as análises mais aprofundadas do que pode ser o causador (apesar de alguns profissionais citarem o caso da internet com 'carregamento falho' que, por vezes, pode desencadear em detalhes assim) e iremos buscar os ajustes necessários o mais rápido possível! Espero que possa ficar cada vez mais deleitosa a sua chegada e mergulhos por aqui. Obrigada, novamente, por citar o ocorrido e esclarecer ainda mais. Estou sempre disponível para quaisquer quesitos de empecilhos a mais ou pitacos que deseje emitir, certo? E sobre o prosseguimento das suas palavras, só tenho carinho imenso e gratidão a alargar! É uma alegria gigantesca a que fica por saber que navega assim, imensamente, por cada reflexão partilhada e aprofundada. Uma delícia saber que pôde abraçar ainda mais as entrelinhas dessas artes críticas em suas instâncias, e espero que, ainda, mesclando com suas próprias visões de mente e coração em conjunto. Mais maravilhoso ainda é saber que pôde conhecer novas composições e obras (como o clipe tão bacana, com mensagens ainda mais firmadas). É vibrante saber que aqui prossegue fielmente, de mãos dadas, ainda que apesar do obstáculo ocorrido. Obrigada, repetidamente! Um super beijo!

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  5. Que maximo analisou e explicou tudo amei arrasou nos clips,
    tenha uma semana abençoada.
    Blog:http://arrasandonobatomvermelho.blogspot.com.br/
    Canal:https://www.youtube.com/watch?v=DmO8csZDARM

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    1. Ai, que delícia saber que mergulhou assim em demais entrelinhas e reflexões críticas fortificadas, Ne. Espero que cada reflexão em metáforas possa ter impulsionado mais das suas releituras internas e clarificações de caminhos com mais teores positivos que combatam negativos, viu? Um super beijo!

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  6. Ai gente, amei a sua análise! Eu confesso que eu fico viajando em tudo o que vejo, fico analisando na minha cabeça e nunca tenho com quem comentar! *-* <3<3<3
    Só uma coisinha, na letra da Taylor, quando ela falar em "letras escarlates", eu interpreto como uma referência a um romance estadunidense "The Scarlet Letter", que é uma leitura bem comum no ensino médio americano. Acho que quando ela cita o romance, é um link entre a personagem que usava uma letra vermelha na roupa para ser marcada na sua comunidade como uma pecadora e na atualidade é usar tudo aquilo que as pessoas gostam de falar de você pelas suas costas no peito e não ficar tentando lutar contra isso, até ter um certo orgulho porque depois ela ainda fala "The rumors are terrible and cruel but honey most of them are true", então se os rumores são verdades mesmo, então use eles abertamente a seu fazer e não fique se escondendo com vergonha de tudo. Minha interpretação que é algo nesse sentido haha

    Um beijo,
    Foca no Glitter

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    1. Ai, Pa, como mora alegria agigantada em mim por saber que mergulhou nas entrelinhas de artes tão bacanas e das reflexões emitidas em demais implicitudes a partir. É uma delícia saber que navega em meios poéticos sempre em mente e busca expelir essas sensações contidas.

      E sobre a letra de New Romantics: Adorei imensamente saber do livro. Não tinha conhecimento dele e vou, inclusive, buscar mais sobre. Porém, captando o contexto e, justamente, as entrelinhas em conjunturas da poesia da letra, o sentido desse verso se mescla com o que vem logo após: 'confie em mim, a minha é melhor'. Ela não estaria, por todas as mensagens e metáforas a mais emitidas, firmando que essas marcas de "erros julgados como erros" (que podem sim nem ser, e serem aprendizados que acabaram distorcidos em mãos alheias) são 'melhores' que os de outras pessoas. A representação do trecho fica voltado, no caso, para a competição social, para esses 'joguinhos' impostos em que a prova da verdade está sempre meio duvidada, em que o pote da confiança está sempre meio perfurado, em que precisamos de provas concretas por segundos e fazemos questão de provar também em nossas teses, sentimentos, verdades. É uma batalha completa consecutivamente, de um tentando ver a sinceridade e os valores reais no olho do outro, ainda que haja a nossa honestidade e sentimentos transbordantes para segurar a não ocorrência de 'trapaças' nossas. E isso ocorre justamente porque sabemos o que sentimos, sabemos da nossa sinceridade, mas sempre precisamos checar as alheias perante o que o próprio mundo nos impõe a cada vez mais alimentar como 'lados de detetives'. 'A minha é melhor' tem, então, a justificativa seguinte: 'é melhor' porque é dela que eu sei com completude e é ela que vou proteger (a minha sensação, o meu sentimento, a minha honestidade). As letras escarlates são as nossas histórias, as nossas sensações, o que nos marca, o que sabemos de nós, do que sentimos, passamos e vemos. 'Não a largo por nada, porque é a única coisa na qual posso me segurar com segurança total'. E por esses pontos, justamente, é que vale arriscar e mais aprender. As marcas acabam sendo inclusas, mas não exatamente com essa angulação de 'meus erros assumidos', mas sim de 'minhas entregas'.

      Contudo, apesar desses tópicos serem diferenciados dos que citou, esse quesito que agregou fica bem adentrado na parte em que destrinchei o verso dos rumores que são "terríveis e cruéis". Não sei se chegou a finalizar o conferir de toda a análise, mas esse ponto dos rumores na análise se aproxima com bastante semelhança do que citou. Trata-se do que é verdade, do que foi fato, porém só nós conhecemos afundo, e o 'usar a ser favor' é usar como lição e como consciência de 'mostrar as suas marcas' por aí sabendo mesmo que valeram a pena e que só você as conhece de fato.

      Espero que esses fatores possam enlaçar demais e inovadoras visões sobre as entrelinhas para você. E que as outras composições possam também ter ganhado espaços em sua mente e coração em mesclagem. Obrigada por alimentar ainda mais os sentidos deste nosso cantinho emitindo as suas visões e sensações, causando mais trocas evolutivas com cada uma das suas palavras, viu? Um super beijo!

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    2. Gente, obrigada pela resposta completíssima! Adorei, você conseguiu ligar bem os trechos da música, depois vou ler o post de novo para absorver mais (nunca consigo absorver tudo logo na primeira lida).

      Um beijo,
      Paula R.

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  7. Oi Wan, nossa eu jurava que tinha comentado nesse post.
    Mas não vi meu comentário.
    Enfim, eu adorei suas escolhas e o post com a analise, legal que o pessoal participou pedindo algumas músicas.
    Kisses

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    1. Oi, Gi! Fico doida quando algo assim ocorre, fico refletindo até a chance de um dejavú, rs. Será que a página foi fechada antes de enviar o comentário? De qualquer forma, é maravilhoso saber que pôde mergulhar assim em cada entrelinha, fortificando reflexões. Espero imensamente que cada pedaço das artes e análises possa ter aberto alas para mais das suas releituras internas, viu? Diversas análises passadas de clipes, letras e afins (além das diversas de filmes, séries e demais obras) acabaram (e ainda acabam) tendo nos comentários pedidos dos leitores para aprofundamentos de novas obras e desencadearam em pedidos por outros meios também, então, como prometido, passarei a fazer (como já foi iniciado), além das análises das minhas indicações, também as causadas pelas indicações de vocês! Caso tenha alguma para emitir, ficarei imensamente alegre, viu? Um super beijo!

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  8. Eu adoro análises de músicas!! Amo saber o que está por trás das letras e saber os significados. Porém essas músicas não fazem meu estilo, sei lá... Mas gostei dessa da Taylor :)

    http://heyimwiththeband.blogspot.com.br/

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    1. Ai, que delícia saber que mergulha em aprofundamentos e que pôde captar demais reflexões incitadas pelas artes emitidas! Espero que possa navegar em cada uma, ainda que não sejam exatamente o seu estilo prioritário de canções, porque as reflexões e críticas são imensamente válidas e as melodias acompanham os teores poéticos em cada uma (além do clipe, no caso, que causa ainda mais acréscimos em lições/mensagens). São obras para que possamos aprofundar mais de nós, dos nossos caminhos, escolhas, essências e afins. Adorei saber que a Taylor conquistou ainda mais as suas visões! Seria uma alegria receber o compartilhamento dos seus gostos musicais de letras, clipes e sonoridades em conjunto que possam ter destrinchamentos reflexivos por aqui, viu? Um super beijo!

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  9. Brunt, sou louca pelas suas analises! Fico sempre pasma kkkkkk já te pedi algumas e vou ficar aguardando nas proximas sequencias desse tipo de post que atende nossos pedidos. Queria tambem uma da Who's Gonna Ride Your Wild Horses (U2). Até agora to revendo o clipe de Coldplay e ficando mais de boca aberta com tudo o que voce mostrou

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  10. Oi, tudo bem? Muito legal esse tipo de postagem, nunca tinha visto. Gostei muito das suas análises, bem explicadas.

    Beijos,
    Duas Livreiras

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    1. Ai, Lari, que alegria gigantesca por saber que pôde mergulhar nas entrelinhas e reflexões a mais a partir de artes tão bacanas. Espero imensamente que cada mensagem emitida possa ter desencadeado em releituras internas de ainda maiores forças para você, viu? Obrigada por alimentar ainda mais os sentidos deste nosso cantinho ao abrir mente e coração em mesclagem para refletir em conjunto. Um super beijo!

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  11. Que mega análise.
    Dessas eu gosto muito da música da Adele e ne mtinha parado pra pensar em tudo isso. rs
    Beijos!
    Blog Pam Lepletier

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    Respostas
    1. Que alegria imensurável por saber que mergulhou em demais reflexões através de cada entrelinha, Pam! Espero imensamente que clarificações para além das artes possam ter surgido em seu interior, viu? O clipe da banda Coldplay e a letra da Taylor tem teores reflexivos e críticos super bacanas também e espero que tenham ganhado espaço nas mesclagens da sua mente e coração. Obrigada por transbordar aqui! Um super beijo!

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  12. Adorei suas análises, principalmente a do Coldplay, eu amo essa música <3
    Beijos
    BlogCarolNM
    FanPage

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    Respostas
    1. Oba! Que delícia é saber que pôde mergulhar ainda mais em uma arte que aprecia, Ca. Releituras são sempre descobertas e com aprofundamentos em entrelinhas e em nossas próprias essências em identificações reflexivas ficam ainda mais firmadas e com maiores aberturas de alas para um encontro conosco, não é? Espero imensamente que autoconhecimento tenha sido a porta mais aberta em meio a cada destrinchar, viu? E que as outras letras possam ter tido seus efeitos, porque são de brechas bem bacanas para reflexões que podem, inclusive, ganhar certos enlaces com as mensagens uma da outra. Um super beijo!

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  13. Eu piro com suas reflexões Vanessa. Essa set fire to the rain especialmente! Amo amo amo Adele, e conseguir ver a música com outra visão foi ainda mais tocante. Especialmente com esse seu trecho: "O fim de um relacionamento não é fim porque acabou. É fim porque continuou acabando enquanto continuava, enquanto andava pelo fim sem saber se poderia ser recomeço." Fez todo o sentido na música!!!

    beijo, www.jafomoslegais.com

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    Respostas
    1. Eu piro com cada comentário seu, Lo! Ai, obrigada por alimentar sempre mais os sentidos prioritários deste nosso cantinho ao mergulhar imensamente em cada reflexão, ao captar as entrelinhas e doar mente e coração em mesclagens para cada navegar. Obrigada por ir em cada 'além' com tanto de si, permitindo invadir e ser invadida em todos os sentidos mais positivos e de acréscimos evolutivos. Obrigada! Esse seu carinho e retornos de mensagens são causadores de alegrias imensuráveis que fazem morada em mim. É tão maravilhoso retribuir com gosto cada palavra e sensação sua emitida. Essa letra da Adele tem entrelinhas ainda mais firmes no decorrer, que ficam em implicitudes de temáticas sobre, por exemplo, alertas de como dar desfecho (quando realmente queremos) para ir para um caminho mais saudável, não é? Espero que o clipe e as demais letras possam também ter ganho seus espaços reflexivos, viu? Um super beijo!

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  14. Adorei essas análises Vanessa! Adoro essa música da Taylor mas nunca parei pra analisar a letra, na verdade nunca analiso letra nenhuma hahaha mas achei o máximo esse seu 'olhar' e sensibilidade! Parabéns.

    Blog Amora Rosa

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    1. Ai, Grazi, que alegria gigantesca por saber que mergulhou ainda mais nas mensagens e, principalmente, entrelinhas reflexivas dessas artes! Adorei saber que aprecia as composições da Taylor, que tem poesias de teores críticos e reflexivos de grande força. As demais músicas destrinchadas (em letra e também clipe) também carregam lições de graus atentos e metafóricos super válidos e espero que também possam ganhar espaço nas suas visões de mente e coração em mesclagem, viu? E que cada reflexão emitida possa abrir mais alas para diversas releituras internas. Espero que seja um fator de impulso para que cada vez mais visões aguçadas e poéticas possam fazer parte de detalhes seus. Obrigada por mergulhar, transbordar e sentir de mãos dadas com cada partilha deste nosso cantinho, viu? Um super beijo!

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  15. Respostas
    1. Oba! Que delícia é saber que mergulhou em reflexões a mais através das entrelinhas de artes tão repletas de significados firmes, críticos e de lições. Espero imensamente que tenham aberto alas para diversas releituras internas, caminhos mais clarificações de pontos positivos que supram os possíveis negativos, meios de inspirações e afins, viu? Um super beijo!

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  16. Acho que nunca te disse isso, mas seu blog está se tornando um dos meus favoritos!! Adorei a análise da música da Taylor,é uma das minhas preferidas do momento e nunca tinha visto por esse ângulo!!
    Continue fazendo esse trabalho incrível no seu blog!! acompanharei sempre :)
    Beijos,

    Amanda
    http://talesandtalks.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Ai, Manda, que sensação imensurável de alegria que mora em mim ao ler cada uma dessas suas palavras, ao sentir esse carinho tão lindo! Obrigada por mergulhar em cada entrelinha e reflexão emitida e por transbordar a partir de cada uma. É uma delícia retribuir com gosto esse apreço maravilhoso. Adorei saber que acompanha as letras da Taylor, já que diversas tem teores de metáforas incríveis e com críticas reflexivas super bacanas para que possamos reler mais do nosso interior. O clipe analisado (e a letra dele, que ganha somas deleitosas com as imagens propostas) e a última letra também agregam reflexões super bacanas que podem, inclusive, ganhar certas mesclagens caso aprofundemos ainda mais. Espero que possam também ter ganhado espacinhos nas suas visões em mesclagens de mente e coração, viu? Obrigada por amplificar os sentidos de cada partilha aqui feita com o compartilhamento das suas palpitações. Obrigada! Um super beijo!

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  17. Wan, como tu é boa nisso!
    Como escreve bem, parabéns!
    As análises ficaram incríveis!
    Adorei
    Beijos

    http://www.utilidadebobagem.com/
    Siga o insta do blog: @blogueb

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  18. Brunt, nao consigo definir o quanto as suas reflexoes mexem comigo. Suas analises sao incriveis, seus textos e filosofias que encaixa em qualquer analise e reflexao sao ainda mais!!!! Nunca teria visto essas entrelinhas sem voce e me identifiquei muito com frases suas durante a leitura. E essa musica de coldplay nao conhecia, mas só pela sua analise ja fiquei batendo palma.

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  19. Vanessa Brunt obrigada por isso. Apenas obrigada por essas analises. Peço a analise de Wonderland, a letra e do clipe Talk tambem de Coldplay

    Beijos,

    Sarah Veloso

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  20. Vanessa, que post diferente e interessante! Adorei!
    Vi há pouco tempo esse novo vídeo do Coldplay e fiquei fascinada pela fotografia dele e por todas as mensagens que ele passa. Ler a tua análise abriu meus olhos para outras interpretações e também para ratificar as que eu já tinha feito!

    Adorei!
    Parabéns pelo post e pelo texto. Incrível!
    Beijos.

    BLOG COISA E TAL

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  21. Estou maravilhada com o clipe Up & Up (que até então, não conhecia) e sua análise super esclarecedora! Eu sinceramente admiro muito pessoas como você, que têm essa sensibilidade para desmembrar todo o sentido de uma letra, principalmente essa tão cheia de metáforas.

    PS: o clipe lembra DEMAIS as colagens da artista Eugenia Loli! Se puder dar um Google depois, vale super a pena! Sou suspeita para falar porque acho os trabalhos dela incríveis <3 hehehe

    Beijocass
    http://www.garimpoblog.com.br/

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  22. Vaaan, você arrasa. Sério. Em todos os sentidos. Eu acho incrível como você escreve e se expressa bem.
    Adorei a análise do new romantics da Taylor!!! Sou apaixonada pelas músicas dela hahah, e você mostrou uma visão que não imaginei.

    Beijos, http://loveiscolorful.com/

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  23. Nunca vi esse tipo de análise musical. Achei bem interessante, especialmente quanto à música da Adele porque sempre me deixa meio nostálgica.
    Já reparou que a Adele só faz músicas com esse teor?

    Chiquereza

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  24. Simplesmente, MARAVILHOSA. Uma análise melhor que a outra. Amei a música da adele.. que interpretação. Vou aproveitar e fazer um pedido... vc podia fazer uma análise da música Ter que esperar- chicas. Não é uma música tão popular, mas é tão linda. Espero que vc pense no meu pedido com carinho e poste essa análise um dia rs. Bjo bjo

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  25. confesso que fui direeeto à Set Fire On the Rain, por ser a que eu mais escuto dessas citadas... E percebi que nunca tinha parado para fazer análise da música...
    Que bonito! E que sofrido também...

    =*
    Mani Piñeiro
    @Blog_ManiPineiro

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  26. Oi Vanessa: só tenho uma coisa a dizer sobre suas análises. UAU!
    Eu sempre fui super ligada nas letras das músicas e uma das coisas que eu acho mais interessante é como cada pessoa faz a SUA interpretação daquelas palavras. Tem a ver com o seu momento, com o seu repertório, com as suas expectativas... Acho interessante também como jamais saberemos com 100% de certeza qual era a real intenção e o real sentimento por trás dessas letras, afinal, são fruto da mente criativa de outras pessoas, com seus próprios sentidos, emoções... Acho isso fascinante!

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  27. Estou com os olhos cheios d'agua depois de ler a da Adele, eu amo essa musica, alias todas as musicas da cantora. A letras me atinge profundamente, até mesmo fica arrepiada e não importa quantas vezes ouço, sempre, mas sempre me emociono.
    Perfeitoo!!
    bjoss
    www.gizahcastro.com

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  28. Nossa, Vanessa...amei amei amei. Que interpretação fascinante essa musica da adele. Obrigada por atender meu pedido. Sou fã da adele e sua também rs. Muito obrigada!

    Vou deixar mais um pedido meu aqui, quem sabe terei a sorte de ser atendida novamente rs. Se não for pedir muito, gostaria que você fizesse a analise da musica: Maria Bethânia - Quem Me Leva os Meus Fantasmas. Uma musica extremamente linda, e sei que com sua interpretação ficará ainda melhor.

    Vou Aguardar rs,


    Att, Marina Lira

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  29. Van, eu adoro essas suas análises, sempre me fazem pensar e ver coisas que não tinha percebido antes! Amo a Taylor, então fui lendo primeiro a análise da música dela e depois corri para a da Adele, hehe. E não conhecia essa música do Coldplay, achei impressionante como você destrinchou o clipe!!!!

    Um beijo! ♥
    www.daniquedisse.com.br

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  30. A Taylor lança um hit após outro e são aquelas músicas que grudam na cabeça, o triste é que ela não escreve a maioria das letras :~
    Mas a Adele é minha diva bafônica do mundo, junto com Katy Perry. Não sei explicar o que sinto pela adele, sério!
    | A Bela, não a Fera| | Compro e Vendo em Bazar de Roupas online|| FB Page A Bela, não a Fera|

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    Respostas
    1. Ai, que delícia é saber que pôde mergulhar nas entrelinhas de maneira mais aprofundada, e espero que também com suas próprias singularidades criando ainda mais delas. Espero, ainda, imensamente, que tenham impulsionado meios de autoconhecimento ainda mais relidos, com mudanças feitas para prosseguir com a própria essência e com clarificações de caminhos que agreguem pontos positivos a vencerem os negativos. E Adele é uma artista admirável, com algumas letras bem bacanas de aprofundar. É maravilhoso saber que navega assim nas implicitudes.

      Sobre o quesito das composições: é justamente o oposto. A Taylor é, acima de tudo, compositora. Escreve todas as próprias letras. Não existe sequer uma que ela não tenha escrito. Inclusive, neste ano, foi criado um prêmio com o nome dela (Taylor Swift Award) pela maior acadêmia de compositores do mundo. O prêmio será emitido para compositores da atualidade que fazem letras poéticas de grandes impactos e reflexões (como ela). Foi a única artista viva (pelo que sei) a ganhar o feito de um prêmio grandioso com o seu nome em seu legado sendo construído. Justamente por esse quesito que guardo grande admiração por ela, por ser poetisa acima de qualquer instância. A afirmação que a compositora (Swift) faz é, ademais, que não sabe do seu futuro quando atingir certa idade, mas que independente dos seus alcances para mais adiante, o que vai sempre querer fazer, por ser parte da sua essência, é estar escrevendo os seus poemas/letras/canções. Um equivoco que muito ocorreu, justamente por ela escrever as próprias letras/músicas foi a ideia de que ela só escrevia somente "ex namorados", enquanto diversas temáticas estão em suas letras, com diversas angulações, e as suas poesias de maiores forças e profundidades ficam fora da maioria desses singles lançados 'para alcances de mercado'. Aconselho que navegue mais nas letras dela (sabendo que todas foram escritas pela própria), que vão muito além de algo que gruda na cabeça, mas que são tópicos a serem refletidos, intensificados, de críticas e lições imensuráveis. Aconselho que veja aqui a análise, por exemplo, de Out Of The Woods (que carrega um pouco também da música Clean). São letras incríveis dela, assim como diversas (e existem outras análises das letras e clipes dela por aqui). É super bacana de atentar!

      Espero que possa mergulhar ainda mais conhecendo a escritora de peso que a Taylor é, viu? Assim como diversas que deve acompanhar. Adorei saber algumas artistas que admira, cada uma com cargas densas a serem consideradas. Um super beijo!

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  31. Cara, voce é simplesmente foda ! Queria umas analises dos seus poemas kkkkkkkkkk porque fico viajando em vários dos mais metaforicos assim. Seus textos tambem sao incriveis e essas analises só vem pra serem algo a mais nesse monte de talento como poeta que voce tem. Fico de cara. Obrigada por tanta reflexao !!!! Ja copiei varias frases suas das analises pra guardar aqui e essa da frase do dia de hoje principalmente.

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  32. Incrível sua proposta de abordagem com seus leitores. É algo não notável por aí, mas é incrível! Amei o seu trabalho!
    Na minha opinião, tem músicas que merecem clipes, pois dá mais alma a canção. Tem possíveis vezes que eu me emociono e reflito muito à respeito!
    Beijos, linda!
    http://www.marianeferraro.com/

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  33. adorei sua analise ♡ Tem lançamento no BLOG vem ver!! ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ www.signoritablog.com

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  34. Que analise sensacional do clipe! Nao conhecia a musica e fiquei viciada! E essas letras ficaram bem mais profundas depois das suas analises tambem. Simplesmente incrivel

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  35. Ficou super legal seu post, nunca tinha visto algo assim, analisa as musicas <3 achei bem legal e amei muito o que você escreveu !

    Beijão

    www.seteprimaveras.com

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  36. Eu não conhecia essa post tua, adorei a análise, não consigo nem comentar porque estou com alguns nós na garganta acredita, acho que nunca mais ouvirei essas músicas do mesmo jeito. Ahhh também tenho sugestão de música para os próximos, pode mandar por e-mail?

    http://www.cherryacessorioseafins.com.br/

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  37. Que demais esse post! Ainda não tinha visto desse tipo por aqui. Achei super interessante! Sabe o que eu acho? Muitas das vezes as pessoas amam m[usicas mas n sabem o q elas dizem, principalmente, quem n domina inglês. E ainda tem a questão de muitas letras serem carregadas de metáfora. E video clipe, nem sempre tem a ver com as letras da música tb!

    Amei as análises! Eu amo Set Fire to the Rain, da Adele! Amo!

    www.digoporai.com

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  38. Não conhecia essa música da Taylor Swift e achei, tanto a letra, quanto a sua análise, simplesmente incríveis. Aliás, a Taylor está cada vez melhor nisso! Quanto à Set Fire to the Rain, é uma das canções da Adele que mais me tocam. Tanto a letra quanto a melodia me retemem a momentos muito densos em sentimentos da minha vida. Beijos!
    Blog Vintee5 | Canal Vintee5

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  39. Oi, Vanessa. Tudo bem?
    Não tinha visto nenhum post assim. Gostei muito.
    Costumo passar mais tempo nas entrelinhas da música do que no sentido obvio.

    Blog.
    Facebook.

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  40. Adoro a taylor!! Adorei o post.

    Bjokas! Ahh, tem sorteio no blog. Adoraria se você participasse:
    BLOG | TAISLANY

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  41. Uau, simplesmente uau! Este post é tão fascinante interessante que fiquei submersa dentre tantas análises, e olha que só vemos três músicas. Eu não conheço todas as músicas e por isso não posso deixar minha opinião aqui, mas gostei muito da forma como você desenvolve sua análise e nos transmite a sua compreensão. É algo que eu sinto inveja!
    Abraços. Leitora Encantada

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